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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
terça-feira, 14 de abril de 2015
Discípulo Radical -Parte 4/4
Este é a última parte de uma série de meditações sobre o preço de seguir a Cristo, extraídos do Evangelho de Lucas 14:25-34, onde Jesus descreve que o preço de segui-lo é a própria vida, as outras meditações:
Só teremos a capacidade e vontade de renunciar a tudo por Cristo, quando o valor desta troca for considerado total para nós, Cristo tem que ser o bem mais valioso, então pela graça de Deus, sua afeição e seus olhos o enxergarão diferente, isso é o que a Bíblia chama de Novo nascimento, antes você não queria a Cristo, não o amava. Todavia, pela regeneração do Espírito, Cristo passa a fazer parte em tudo que você faz e sua alegria só pode ser completa se tudo o que você fizer Ele estiver com você (Ex 33.14).
Em nossos dias, justamente por causa de pessoas que nunca nasceram novamente, temos um desleixo quanto a maneira de como os discípulos devem viver no mundo. A obediência vem justamente pela confiança que temos na mensagem do Evangelho. Esta mensagem faz discípulos radicais, que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
Jesus nos ordena como discípulos a fazermos diferença no mundo, a vivermos de maneira diferente, devemos ser sal neste mundo, porque os discípulos são sal, mas também alertou sobre os perigos de não sermos genuinamente discípulos:
Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar? Lucas 14:34
No texto que temos aprendido de Lucas 14, Jesus faz a comparação de que os discípulos devem ser como o sal. O sal deve servir tanto de um intensificador de sabor, como para conservar. No primeiro século, na Palestina o sal era usado como conservante, pelo calor extremo era ele, o sal, que se usava para que os alimentos não estragassem, e é importante ser usado na medida certa e uma vez que não tenha as características importantes e necessárias para ele, de nada servem.
O sal encontrado na região do mar morto, por onde eles passavam com frequência, era um sal que não era puro, era misturado. Em outras palavras ele não servia de nada, ao contrário do sal necessário com boas funções para conservar.
As Escrituras não classificam pessoas boas o suficiente para fazer parte do cristianismo daquelas que não são boas o suficiente, essa é a ideia falsa do que é a verdadeira religião. Para a Bíblia, não existe nenhuma pessoa merecedora, nenhuma pessoa bondosa (Rom 3.23), a diferença está entre aqueles que se arrependem de seus pecados, daqueles que não se arrependem. Consegue entender a diferença?
O discípulo radical de Cristo deve ser um conservador de alimento, ele deve ser um intensificador de sabor. Essas são as características dos seguidores de Cristo. Aqueles que não tiverem essas características, Jesus diz que não serve para nada. Embora a pessoa possa se sentir participante do Reino, ela não terá parte dele, a porta estará fechada:
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Mateus 7.23
Nós não podemos ser utópicos, sabemos que o problema do homem é interno, no coração (vontade) e somente a mensagem do Evangelho da glória de Cristo pode salvar e libertar. Sabemos que até Jesus voltar, continuarão muitos problemas no mundo por causa do pecado. Mas precisamos , como discípulos, sermos sal.
Essa é a nossa ordem. Esse é o nosso dever.
Essa é a nossa ordem. Esse é o nosso dever.
O padrão é alto, porque ele se alicerça em um nascimento que vem espiritualmente de Deus. Um nascimento que não é simplesmente natural, mas antes, sobrenatural. É a presença do Espírito Santo que nos capacita a amar Deus acima de todas as coisas, é o entendimento da alegria de termos um Salvador que nos direciona a obediência.
Quando os discípulos pedem a ajuda do Senhor Jesus para capacitá-los a perdoar como deveriam (Lc 17.5) Jesus disse que a fé por menor que seja, pode ser do tamanho de um grão de mostarda (Lc 17.6), se estiver colocada no lugar certo, (em Jesus) ela trará segurança para alma e capacitação pelo Espírito. Embora tenhamos dificuldade, sabemos onde devemos recorrer em oração pela ajuda de Cristo, muitas vezes por mais difícil que possa ser, desejamos obedecer e honrar a Cristo acima de nós mesmos. Isso sem duvida exige uma atitude radical de abandono do "eu".
Quando estamos em união com Cristo, seremos diferentes, seremos sal para este mundo em trevas, seremos luz. Melhor dizendo:
Nós não somos a luz, Cristo é a verdadeira luz, mas se estamos verdadeiramente nele, essa luz será refletida através de nossas vidas. Da mesma forma como o sol reflete e irradia sua luz mesmo através de águas sujas, assim Cristo nos usa para sua glória.
Cristo só habita em vasos regenerados, refeitos, Cristo não faz remendos, é impossível conter vinho novo em odres velhos (Lc 5.37). Seu coração não é apenas amolecido, porque antes ele era duro, seu coração velho é retirado (Ez 36.26). Aquele coração rebelde, indisposto, desobediente de Deus, amante da escuridão (Jo 3.19) é substituído e em seu lugar Deus coloca um novo coração que só consegue sentir a verdadeira, completa e duradoura alegria no Amado.
Por causa deste novo coração, regenerado pelo Santo Espírito, seus interesses já não são mais os seus, antes os do Senhor (Gl 2.20). Você começa a ser capaz de levar todo pensamento cativo a obediência de Cristo (2 Co 10.5). Agora, depois da regeneração, você começa a se tornar disposto para ser Luz, você tem desejo de ser como seu Senhor, você passa a ter a mente de Cristo. Você deve ser sal.
No trabalho:
Você deseja ver Cristo glorificado, você não se molda mais aos costumes pecaminosos que existam no seu trabalho, mas você molda seu trabalho à obediência de Cristo.
Na família:
Você não os ama simplesmente, agora seu amor tem um refinador e um intensificador. Seu amor por sua família é feito através dos ensinamentos de Cristo, pelas Escrituras.
Na vida:
A maneira como você passa a enxergar a vida, seus óculos, sua cosmovisão é através da compreensão das Escrituras. Nos submetemos a sua autoridade, mesmo que existam coisas que ainda não compreendamos completamente, nosso desejo de submissão para com a Bíblia, passa a ser constante. Os pecados de estimação são cada vez mais abandonados, porque Cristo é a nova perspectiva.
Para o discípulo radical, viver é Cristo e se for para viver sem Ele é melhor morrer para poder estar definitivamente com Ele (Fp 1.21).
O discípulo de Cristo passa a ter o desejo de obedecer a Cristo e ser sal, de conservar e intensificar o sabor em prol do Reino. Não é uma questão de moralidade, de coisas que podemos fazer e coisas que não podemos fazer, mas passa a ser uma questão de onde depositamos valor, afeição e alegria.
O desejo do discípulo é mudado, sua vida não pode mais ser vivida como se Cristo não fosse o Senhor de tudo, em outras palavras, não existe um centímetro deste mundo, onde Cristo não seja Senhor e reine. Para a vida do discípulo radical, o culto não termina no domingo, ele não separa seu culto de domingo do restante da semana. Pelo contrário, ele sabe que não pode ser sal somente na Igreja, ele é chamado e ordenado por Cristo a ser sal em tudo, no trabalho, em casa, no lazer, na escola e em qualquer área de sua vida.
Pelo menos duas maneiras práticas de sermos sal neste mundo:
Em primeiro lugar:
Viver e fazer como o manual do fabricante descreve, Deus é o fabricante e seu manual é a Bíblia, portanto podemos usá-la para crescer em conhecimento de Deus.
Nos lares, sermos pais e mães segundo o padrão bíblico. Conservando como o sal, sendo luz para o mundo, para que todo incrédulo que não conhece o significado de família possa glorificar a Deus através da vida dos discípulos (1 Pe 2.12). Em meio a um mundo em trevas não molde sua família nos costumes e cultura secularizados, transforme a cultura para o padrão das Escrituras. Trabalhe honrando ao Senhor, não somente sendo honesto, mas trabalhe para demonstrar diferença do padrão que as pessoas estão acostumadas, rejeitando ao manual e ao fabricante. Não se curve ao mundo, mas somente a Deus e Sua Palavra.
Na moda, principalmente para as mulheres, não aceitemos os ditames indecentes e pecaminosos do mundo, nos vistamos para a glória de Deus (1 Co 10.31), para que Cristo seja honrado e os esposos não esqueçam que Cristo nos ordena a santificar nossas esposas através do ensino das Escrituras, diferentemente do padrão mundano que apresenta sua esposa como troféu.
No lazer, se para se alegrar você precisar ver coisas ou fazer coisas que Cristo choraria em seu lugar, cuidado porque este pode ser um grande sinal que Cristo não é Senhor e de que você não deseja ser sal.
Em segundo lugar:
Levar tudo em consideração para Cristo ser glorificado, se Cristo for para você seu maior tesouro, você conseguira encontrar alegria e ser feliz em seu casamento, no seu lazer, no seu trabalho e em toda sua vida.
Sabe por quê?
Porque sua felicidade estará em Cristo e não nas coisas. Levando seus pensamentos obedientes a Cristo, todo discípulo radical tem um manual radical pra lhe guiar, escrito com sangue por todos aqueles peregrinos que viveram de maneira radical antes deles.
Sem subjetivismo e misticismo, mas com o manual do fabricante inerrante e inspirado.
Sem subjetivismo e misticismo, mas com o manual do fabricante inerrante e inspirado.
Meça o custo de seguir a Cristo, para que você não fracasse em sua jornada por encontrar algo mais precioso, algo que você ame mais que Ele, algo que você acha mais interessante que Ele. Podemos facilmente ser religiosos, orar em Seu nome, mas o difícil mesmo é o amarmos internamente. Amarmos a Cristo acima de nós mesmos. Avaliem o preço, você está disposto?
E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus. Lucas 9:62
Deus nunca prometeu em Sua palavra que nossa jornada seria tranquilo, somos peregrinos na terra (1 Pe 2.11). O Senhor Jesus nos deixa bem claro através do texto (Lc 14. 25-34) que é preciso ser radical, devemos ter por certo que as aflições desse tempo não podem ser comparadas com a glória que há de ser revelada (Rm 8.18).
E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus. Lucas 9:62
Deus nunca prometeu em Sua palavra que nossa jornada seria tranquilo, somos peregrinos na terra (1 Pe 2.11). O Senhor Jesus nos deixa bem claro através do texto (Lc 14. 25-34) que é preciso ser radical, devemos ter por certo que as aflições desse tempo não podem ser comparadas com a glória que há de ser revelada (Rm 8.18).
Nos alegremos nisso, coloquemos nossas forças e esperança em tesouros eternos (Lc 12.34, Mt 6.19), desfrutemos estes dias presentes levando em consideração os dias futuros, olhos no alto. Não devemos viver por viver, antes viver para Cristo. Desta forma nosso valor será o mais alto, nossa afeição será certeira e nossa alegria completa.
Aquele que começou a boa obra em nós é fiel para terminá-la (Fp 1.6). Sermos discípulos de Cristo nos leva a viver como sal, então que possamos refletir:
1-Percebemos que o mundo jaz no maligno a ponto de identificar aquilo que não é compatível com o Reino de Cristo?
2- Temos vivido de forma a demonstrar Cristo para os incrédulos através de nossas vidas, atitudes e pensamentos?
Em Cristo.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Discípulo Radical - Parte 3/4
Jesus disse que somente aquele que entende sua importância, está disposto a renunciar tudo (Lc 14.33).
Jesus faz, nesta declaração, talveza mais dura e radical coisasobre segui-lo, renunciar a tudo, Jesus não estava fazendo aqui uma descrição apenas exterior de regras, ele estava lidando com a vida da pessoa por inteiro,porque ele vincula tudo isso sobre sua própria importância, Ele é mais importante do que todos, a ponto de que o amor pelos outros quando comparado a Ele, deveria ser como ódio e que isto teria um custo (estar disposto a abandonar a si mesmo, tomando sua cruz, se despojando de si próprio, quanto ao orgulho da auto-suficiência,ao ponto de até morrer por Ele).
Nas palavras do Senhor Jesus “ Ninguém que coloca a mão no arado e olha para trás é digno de confiança, porque desta forma o trabalho não é confiável (Lc 9.2).
Jesus sabe que seus discípulos, deverão estar dispostos a terem um Senhor, e a relação de Senhor nos tempos de Jesus, estava relacionada com a escravidão, ser servo, era sinônimo de ser “escravo”. Antes, em Adão,escravos do pecado, do mundo e de Satanás, agora libertos, escravo de Cristo.
Em outra palavras, Jesus afirma que para ser seu discípulo a pessoa tem que estar disposta a se humilhar, a ter a convicção das coisas humilhadas, reconhecer que não são seus pensamentos, tradições, ou sua conduta de vida, antes, reconhecer que as Escrituras ensinam o “norte”, seu discípulo vivera debaixo da autoridade das Escrituras “Sola Scriptura”, viver sob a luz de seus mandamentos.
Jesus estava falando em meio a uma multidão de judeus, religiosos, pessoas que diziam amar a Deus, não era o tipo de pessoas que chamamos de “ateus”, todavia o Senhor Jesus declara:
Aquele que não renunciar a tudo, não pode ser meu discípulo, ou seja, Jesus novamente chama as pessoas a avaliarem o custo de serem seus discípulos, porque não se refere somente a uma área da vida, não se refere simplesmente a seguir a Cristo para ficar rico, como vemos nos nossos dias com a praga da teologia da prosperidade (os discípulos não eram ricos, eram pescadores), todavia esta é uma causa muito vista nas Escrituras, onde o dinheiro ocupa o lugar de Deus. Lembrem-se do jovem rico, não abriu mão de suas posses para seguir a Jesus, foi embora triste e não o seguir porque tinha muitas posses (Mt 19.22).
Também não se refere somente a parte “religiosa”, não podemos ser discípulos somente nodomingo, tendo por fora aparência de moralidade, mas por dentro idolatria constante, como estes do texto que estamos aprendendo, onde exteriormente diziam amar a Deus, mas que interiormente não reconheciam a Cristo como Senhor, como a pessoa mais importante.
Jesus nos ensina que não pode haver separação em nossas vidas, de escolher onde servir-lo, de coisas consagradas a Deus e coisas mundanas, para o discípulo tudo é por Cristo, para Cristo e de Cristo.
O tudo deve incluir até mesmo nossos pensamentos, sendo levadosa obediência de Cristo, será que fazemos isso? Avaliamos se Cristo é honradoem nossas atitudes e decisões?
O “tudo” é uma rendição Absoluta e Incondicional de colocar Jesus em primeiro lugar, investir todo seu empenho e esforço em prol do reino de Cristo, para o discípulo não existe, “...deixa eu primeiro enterrar meu pai... ou então: Eu acredito em Cristo, mas deixa eu fazer um pouco mais da minha maneira... Não existe espaço para dois Senhores no coração do homem, porque há de amar um mais que o outro (Mt 6:24).
As multidões seguiam a Jesus, hoje também vemos isso, não vemos? Multidões seguem a Cristo, todavia, assim como na multidão, a maioria segue a Cristo, não porque Ele é Senhor de suas vidas, e seu Salvador dos pecados, pessoas tem seguido a Cristo, como aqueles da multidão, somente para ter alguma vantagem por segui-lo.
No entanto, o Senhor Jesus fala que todo aquele que não renunciar a tudo, não pode segui-lo. Para renunciar a tudo, nos leva a pensar em alguém muito importante, em quem temos prazer, para renunciar a tudo.
A importância que damos a algo ou alguém está relacionada com pelo menos 3 aspectos em nossas vidas, que geralmente são quase inseparáveis, ou que são tão intensamente ligadas que não percebemos a diferença:
Valorque tem para nós------- O quanto desejamos?
Afeto, apreço, carinho que temos por ela (pessoa, coisa) ------ O quanto amamos? Prazer, alegriaque nos proporciona--- O quanto desfrutamos?
Essa seráa maneira como viveremos as nossas vidas, de forma consciente ou inconsciente, por alguma destas 3 razões nós atribuímos IMPORTÂNCIAem nossas vidas. Quando alguma delas, ou todas elas estãoincluídas, somos capazes de avaliar o custo, conforme o que isso representará para nós, simplificando se algo vale ou não a pena.
O que mudará de uma pessoa para a outrasãoos personagens que ocupam o centro de cada um desses lugares (valor, afeto, prazer), por vezes são todosao mesmo tempo, mas mesmo quando não são, eles estão sempre relacionados com a IMPORTÂNCIA que damos a elas.
Varias coisas podem ocupar o lugar de maior IMPORTÂNCIAna vida das pessoas, quando isso acontece, sem ser Deus, as Escrituras descrevem com o nome de idolatria. Tudo aquilo que recebe a glóriadevida somente a Deus, diferentemente do que as pessoas pensam que é somente quando nos curvamos diante de uma estatua sem vida, a idolatria no coração do homem é muito mais abrangente que isso, tudo que ocupa o lugar de Cristo como primazia em sua vida, é segundo a Bíblia, idolatria.
O verdadeiro discípulode Cristo, tem seu Senhor como seu tesouro mais precioso, o valor de Cristo, o apreço por Cristo e o prazer por Cristo, ele reconhece que foi resgatado de um lamaçal de pecadoque ele jamais conseguiria sair por si mesmo, o que as Escrituras descrevem como trevas, e agora enxergando a luz de Cristo, ele sente desejo de viver para glória de seu Senhor, não para ser merecedor de salvação, mas porque sua salvação pode ser demonstrada por sua vida.
Este texto nos desperta e desafia, para uma reflexão honesta no íntimo de nosso coração:
1-Existe alguma área em nossas vidas em que Cristo não é Senhor?
2-O que tem nosso maior prazer, afeto, valor?
3-Vivemos com o entendimento de que sempre que colocamos algo ou alguém com mais importância que Cristo, isso e idolatria?
http://www.respirandodeus.blogspot.com.br/2013/11/discipulo-radical-parte-14.html
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Discipulo Radical -Parte 2/4
Jesus demonstrou o preço de ser seu discípulo (Lc 14.25-35)
Jesus confrontou as multidões que o seguiam, e fica muito claro que ele jamais adaptou sua mensagem para a maioria, para ser influente, famoso, seu objetivo não era de reunir multidõessimplesmente para o escutar, mas sim para fazer verdadeiros discípulos.
Jesusnão acomodou sua mensagem nem mesmo a sua mãe e seus irmãos (Mc 3-31), quando ele estava pregando e apareceram no lugar em que ele pregava, porque achavam que Jesus estava sendo muito radical, porque ele levava muito a sério o que pregava, sobre a maneira de como deveriam viver, sobre a entrega da vida de maneira incondicional a Deus, as palavras deles para Jesus: “estáfora de si”, então as pessoas que o escutavam o chamaram e disseram:
Sua mãe e irmãos estão lá fora. Jesus respondeu: “aqueles que fazem a vontade de meu Pai, são minha mãe e meus irmãos,” Jesus não acomodava sua pregação com intenção de ser mais querido, igual vemos em nossos dias, pessoas reclamando e interpretando as passagens das Escrituras distorcidas sobre o compromisso de viver para ele.
Jesus sabia que a grande maioria da multidão era de crentes nominais, era de supostos discípulos de boca, que assim como na parábola da semente que ele ensinou (Mt 13), muitos escutam a mensagem do Evangelho, alguns se afastam pelas dificuldades, outros se sufocam pelos prazeres que o mundo oferece. Jesus sabia que muitos o seguiam pelos milagres e ele coloca uma situação bem clara para demonstrar que tipo de discípulos ele estava buscando:
Aquele que não aborrece, ou seja, aquele que ama mais a irmão, pai, mãe, filho, a si mesmo não pode ser meu discípulo (Lc 14.25-35).
Jesus coloca esses que estavam a segui-lo a avaliar o custo, a medir o preço.
Ele diz: Aquele que vem a mim, ou seja, aquele que vai me seguir, Jesus faz uma comparação com as pessoas da família,
Jesus deixa claro que se algum desses (Lc 14.26), tem mais valor que Ele mesmo, estes que pensam assim, não podem ser seus discípulos. Jesus usa uma verdade pesada para falar, ele não amacia, para não ser taxado de radical, todavia, por mais difícil que possa parecer abrir mão de pai, mãe, filho, Jesus conhecendo o interior das pessoas, vai além, coloca em xeque e diz:
Aquele que ama mais a si mesmo, este também não pode ser meu discípulo, qualquer um que não tomar a sua cruz, aqui é interessante que apesar de vermos as pessoas pegando capital emprestado do cristianismo quando elas ensinam atitudes altruístas (amar ao próximo como a nós mesmos), podemos ver que a ideia da vantagem por si mesmo é algo impregnado dentro de nós, por causa do pecado, Jesus, como grande conhecedor da humanidade, faz exatamente isso, coloca uma medida, quem não tomar a sua cruz, trazendo a ideia de que ser seu discípulo é estar disposto a obedecer seusmandamentos, sofrer e até mesmo morrer por ele se necessário, a morte de cruz era a representação mais vil, mais humilhante, mais dolorosa para um criminoso, neste momento, os discípulos ainda não tinham entendido completamente que Jesus seria crucificado, então Jesus estava ampliando a colocação de ser seu discípulo dizendo:
Aquele que ama mais a si mesmo, este também não pode ser meu discípulo, qualquer um que não tomar a sua cruz, aqui é interessante que apesar de vermos as pessoas pegando capital emprestado do cristianismo quando elas ensinam atitudes altruístas (amar ao próximo como a nós mesmos), podemos ver que a ideia da vantagem por si mesmo é algo impregnado dentro de nós, por causa do pecado, Jesus, como grande conhecedor da humanidade, faz exatamente isso, coloca uma medida, quem não tomar a sua cruz, trazendo a ideia de que ser seu discípulo é estar disposto a obedecer seusmandamentos, sofrer e até mesmo morrer por ele se necessário, a morte de cruz era a representação mais vil, mais humilhante, mais dolorosa para um criminoso, neste momento, os discípulos ainda não tinham entendido completamente que Jesus seria crucificado, então Jesus estava ampliando a colocação de ser seu discípulo dizendo:
Vocês estão dispostos a abrir mão de seus próprios desejos e morrer por mim, se necessário for? Seu amor por mim é desse tamanho?
Jesus não se preocupou se as multidões não o seguiriam, pelo contrário, sua intenção era exatamente esta, aqueles que desejam segui-lo deveriam medir o custo. Por isso o Evangelho não é maleável aos nossos desejos ou opiniões pessoais, por mais sinceros que possam ser.
Aprendemos que:
1- Devemos medir o preço do discipulado.2-Jesus colocou parâmetros bastante claros, para podermos diferenciar os discípulos das multidões.
3-Não existe ninguém mais importante para um discípulo do que seu Senhor, Jesus. Em Cristo
Guinho
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