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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Porque Deus usou católicos para traduzir a Bíblia?... A Bíblia Responde#76









 Porque Deus usou católicos para traduzir e fazer a Bíblia?Não tinha cristão naquele tempo? Ou os católicos eram os cristãos? Ou Deus usou ímpios para isto?


Olá!

Obrigado pela pergunta, após a morte dos apóstolos, a Igreja passou por muita perseguição por parte principalmente do império romano, somente com o imperador Constantino a religião cristã passou a ter um período de paz, o que não necessariamente quer dizer que foi o melhor para Igreja, porque junto com isso entraram muitos problemas.

Para entendermos um pouco mais sobre o início da Igreja católica existe este excelente texto que irá lhe ajudar a entender melhor, por hora, basta você saber que "católica" quer dizer universal e neste sentido, não existe problema com o termo e sim quando o termo ganhou a palavra "romana", veja melhor:


Sobre a Bíblia, ela foi escrita por mais de 2000 mil anos, e os homens usados por Deus para escreve-la em sua maioria eram judeus, novamente, este excelente texto irá esclarecer bastante sobre o assunto para você:

http://www.gotquestions.org/Portugues/canon-da-Biblia.html

Agora, chegamos na parte final de sua pergunta, sobre a tradução, como no período logo após a morte dos apóstolos, no século 2 d.c, o termo católico fazia parte da idéia "universal", podemos sim entender que os católicos eram cristãos e foram usados para importantes eventos, como concílios e a formação do canôn bíblico:


No entanto, a partir do período da Idade média, aqueles que deveriam ser os defensores da fé cristã, se distanciaram em muito dos ensinos das Escrituras, no entanto, Deus sempre usou homens para manter a pureza da verdade, é importante destacar que estes homens sempre tentaram "reformar" a Igreja Católica, por virem em sua grande parte de dentro dela, mas como não era possível, eles precisaram então separar-se dela, o que sabemos que aconteceu em um evento chamado "Reforma Protestante" que acabou por se distanciar do catolicismo romano que tem sua autoridade máxima no Papa, enquanto que para os protestantes sua autoridade máxima é a Bíblia, com o termo usado na Reforma "Sola Scriptura". 

Dentre estes que foram os precursores da reforma:

John Wycliffe, que traduziu a Bíblia do Latim (da tradução que Jerônimo já havia feito no século 5 d.c) para o inglês, Martinho Lutero (que traduziu a Bíblia para o alemão), João Calvino, entre muitos outros que fizeram parte deste evento tão importante.
Um outro fato que é digno de nota, é que a tradução da Bíblia para a língua nativa do povo, não era permitida e nem vista com bons olhos pela Igreja Católica Romana, porque estes não queriam que os "leigos" pudessem entender e assim até mesmo contestar o ensinamento, por isso as missas eram feitas em latim, então Deus usou homens para este propósito de tradução, que em sua maioria sairam de dentro da Igreja Católica, porque até então era "uma" ou "universal" para fazerem este trabalho das traduções, porque estes homens usados por Deus, entendiam que a Palavra de Deus deveria ser lida por todos e não restrita a uma parcela que se achava mais "nobre" do que os outros.

 De modo objetivo, Deus usou católicos para traduzir a Bíblia, entre eles Deus sempre manteve um remanescente, mesmo em meio as trevas, como vemos em nossos dias no meio "evangélico" tão manchado e talvez até mais corrompido até mesmo que a própria Igreja Católica.

A verdade é que Deus sempre mantém seu povo.

Em Cristo




sábado, 2 de novembro de 2013

O que é um "REFORMADO"?



Ainda aproveitando o aniversário da Reforma...

O crescimento do interesse pela fé reformada em todo o mundo é um fato que tem sido notado aqui e ali pelos estudiosos de religião. Crescem em toda a parte a publicação de literatura reformada, o ingresso de estudantes em seminários e instituições reformadas, a realização de eventos, o surgimento de novas igrejas e instituições de ensino reformadas e o número de pessoas que se dizem reformadas, especialmente oriundas de denominações pentecostais.

Como se trata de um rótulo, é preciso definir “reformado.” Por “reformado” entendo aquele que adere a uma das grandes confissões reformadas produzidas logo após a Reforma protestante no século XVI, aos cinco grandes pontos dessa Reforma, que são Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fides, Solus Christus e Soli Deo Gloria e aos chamados “Cinco Pontos do Calvinismo,” resumidos no acrônimo TULIP (Depravação total, Eleição incondicional, Expiação limitada, Graça irresistível e Perseverança final).

A Reforma produziu movimentos associados aos seus grandes líderes, os quais concordariam substancialmente entre si quanto aos “solas” e o TULIP, mas que divergiram em outros pontos. Refiro-me a luteranos, zuinglianos e calvinistas. Com o passar do tempo, o nome “reformado” foi se associando mais e mais aos calvinistas, de maneira que, de maneira genérica, os termos “reformado” e “calvinista” são usados hoje como similares.

Existe, todavia, um grande número de igrejas que são da "tradição reformada" mas que já não creem de maneira ortodoxa quanto a estas doutrinas. Geralmente essas igrejas não estão experimentando esse crescimento, mas um esvaziamento, como a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos e outras denominações historicamente ligadas à Reforma, mas que já não professam seus postulados. Por outro lado, da África, Coréia, China, Indonésia, por exemplo, chegam relatórios do florescimento calvinista. É claro que o calvinismo acaba recebendo diferentes interpretações e expressões em tantas culturas variadas, mas os pontos centrais estão lá.

Isso não quer dizer que os reformados são muito numerosos, comparados com pentecostais e arminianos, por exemplo. O que eu quero dizer é que os relativamente poucos reformados têm experimentado um crescimento que já chama a atenção de muitas denominações e tem provocado alertas da parte de seus líderes.

A ressurgência calvinista nos Estados Unidos não está ocorrendo somente entre os Batistas, mas entre muitas outras denominações. Um dos motores é o ministério de pastores reformados populares, como John Piper, R. C. Sproul, Mark Driscoll, J. C. Mahaney, Paul Washer , Tim Keller, Kevin DeYoung e John MacArthur, entre outros. Os eventos promovidos por eles recebem milhares de pastores de todas as denominações e seus livros são traduzidos em dezenas de línguas, inclusive em português. No Brasil temos quase todos os títulos destes autores.

Mas, o interesse maior na fé reformada no Brasil parece ser da parte dos pentecostais. Cresce a presença de pastores e líderes pentecostais nos grandes eventos reformados no Brasil. Cresce também o número de pentecostais que estão adquirindo literatura reformada. E cresce o número de igrejas pentecostais independentes que estão nascendo já com uma teologia influenciada pelo calvinismo. Algumas denominações pentecostais também vêm recebendo a influência calvinista a passos largos.

O ministério de editoras que publicam material reformado, como a Editora Cultura Cristã, a Fiel e a Publicações Evangélicas Selecionadas, por exemplo, tem servido para colocar as obras de reformados brasileiros e internacionais nas mãos dos evangélicos brasileiros ávidos por uma teologia consistente, e cansados dos excessos do neopentecostalismo e da aridez do liberalismo teológico.

Não tenho uma explicação definitiva para esse fenômeno do retorno da TULIP. No mínimo, é curioso que uma fé tão perseguida e odiada como o calvinismo, de repente, passe a ter mais aceitação. Poucos, na história da Igreja, foram tão mal entendidos, distorcidos, vilipendiados, odiados e amaldiçoados quanto João Calvino. Chamado de tirano, déspota, incendiário de hereges, frio, duro, determinista, criador do capitalismo selvagem, Calvino tem sofrido mil mortes nas mãos de seus detratores, os quais, na maioria das vezes, nunca leram sequer uma de suas obras, e que formaram sua opinião lendo obras de críticos.

Somente espero que, à medida que o movimento cresce no Brasil, os reformados aprendam a reter o que é essencial e bíblico na Reforma, sem tornar em matéria de fé aquilo que pertenceu a séculos passados em outras culturas, como, infelizmente, já tem acontecido no Brasil com alguns grupos. Que eles lembrem que a fé bíblica, que é a fé da Reforma, também pode se expressar dentro da rica e variada cultura brasileira. 
 
Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2013/11/o-que-e-um-reformado.html