Mostrando postagens com marcador tragédia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tragédia. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de abril de 2013

Onde Estava Deus?




terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A maior de todas as tragédias


A dor da tragédia ocorrida em Santa Maria ainda persiste no coração de todos nós, mas existe um fato que devemos ter sempre em mente em momentos como esse; nenhuma tragédia, nenhum genocídio, catástrofe, acidente, morte ou qualquer evento, é mais grave do que a morte de Jesus Cristo o filho unigênito de Deus.

O Verbo que se fez carne, o Deus encarnado, foi morto, crucificado. A morte mais humilhante e dolorosa que alguém poderia sofrer.

Jesus Cristo, santo, justo e bom sofreu punição pelos meus e pelos seus pecados.

Lembrando que até mesmo nessa tragédia em Santa Maria, Deus era uma das vítimas, pois toda a ofensa, todo o ato de injustiça, toda ação corrupta, todo o descaso, enfim todos os fatos que culminaram nesse evento em primeira instância tudo isso é contra Deus. Deus é o mais ofendido sempre. Todo o pecado em primeiro lugar é contra Deus.

Para os familiares das vítimas isso deve servir como alento, pois Deus conhece esse sofrimento, e se nós estamos gritando por justiça, pode ter certeza que nada disso está passando desapercebido aos olhos Daquele que procede toda a justiça.

Para que tenhamos sempre em mente o tamanho do sofrimento de Cristo segue abaixo um relato do ponto de vista médico acerca da crucificação.



Entrevista do jornalista Lee Strobel com o médico ALEXANDER METHERELL à respeito da crucificação de Jesus, conforme relatada nos evangelhos.

Metherel possui um diploma de médico (pela Universidade de Miami, na Flórida) e de doutorado em engenharia (pela Universidade de Bristol, na Inglaterra). Ele é reconhecido como diagnosticador pelo American Board of Radiology e foi consultor do National Heart, Lung, e do Blood Institute dos National Institutes of Health de Bethesda, em Maryland.

Foi cientista pesquisador e professor na Universidade da Califórnia, é editor de cinco livros científicos e escreve para publicações que vão desde Aerospace Medicine até Scientific American. Seus estudos engenhosos das contrações musculares foram publicados em The Physiologist e Biophysics Journal.

O senhor poderia traçar um quadro do que aconteceu com Jesus?
Tudo começou logo depois da última ceia ele disse. Jesus foi com seus discípulos para o monte das Oliveiras, especificamente ao jardim de Getsêmani. Ali, você deve lembrar, ele orou a noite inteira. Nesse processo, ele estava antevendo os eventos que ocorreriam no dia seguinte. Como sabia quanto sofrimento teria de suportar, foi bastante natural que experimentasse muito estresse psicológico.

Os evangelhos nos contam que ele começou a suar sangue durante esse tempo. Diga-me, isso não é um mero produto da imaginação frutífera de alguém? Isso não põe em xeque a exatidão dos escritores dos evangelhos?
De jeito nenhum replicou. Essa é uma condição médica conhecida, chamada hematidrose. Não é comum, mas está ligada ao alto grau de estresse psicológico. O que acontece é que a ansiedade extrema ocasiona a liberação de produtos químicos que rompem os vasos capilares nas glândulas sudoríparas. Em conseqüência, essas glândulas sangram um pouco, e o suor brota misturado com sangue. Não estamos falando de muito sangue, só uma quantidade bem pequena.

Isso tem algum outro efeito sobre o corpo?
O efeito disso é que a pele fica muito frágil, de modo que, quando Jesus foi açoitado pelo soldado romano no dia seguinte, sua pele devia estar muito, muito sensível.

Diga-me, como foi esse açoitamento?
Os açoitamentos romanos eram famosos por serem terrivelmente brutais. O comum é que consistissem em 39 chicotadas, mas com freqüência esse número era ultrapassado, dependendo do humor do soldado que as aplicava. O soldado usava um chicote de tiras de couro trançadas, com bolinhas de metal amarradas. Quando o açoite atingia a carne, essas bolinhas causavam hematomas ou contusões profundas, que se abriam nas chicotadas seguintes. Havia também, presos ao açoite, pedaços afiados de ossos, que cortavam a carne profundamente. As costas ficavam tão maltratadas que às vezes os cortes profundos chegavam a deixar a espinha exposta. As chicotadas cobriam toda a extensão do dorso, desde a nuca até o traseiro e as pernas. Era terrível.

Um médico que estudou os castigos infligidos pelos romanos disse: "À medida que o açoitamento continuava, as lacerações atingiam os músculos inferiores que seguram o esqueleto, deixando penduradas tiras de carne ensangüentada". Um historiador do século I de nome Eusébio descreveu um açoitamento nestes termos: 'As veias do sofredor ficavam abertas, e os músculos, tendões e órgãos internos da vítima ficavam expostos". Sabemos que algumas pessoas morriam desse tipo de suplício antes de chegar a ser crucificadas. No mínimo, a vítima sofria dores terríveis e entrava em choque hipovolêmico.

O que quer dizer choque hipovolêmico?
Hipo significa "baixo", vol refere-se a "volume" e êmico significa "sangue"; portanto, choque hipovolêmico quer dizer que a pessoa está sofrendo os efeitos de perder grande quantidade de sangue explicou o médico. Isso ocasiona quatro coisas. Em primeiro lugar, o coração se esforça para bombear mais sangue, mas não tem de onde; em segundo lugar, a pressão sangüínea cai, causando desmaio ou colapso; em terceiro lugar, os rins param de produzir urina, para conservar o volume que sobrou; e em quarto lugar a pessoa fica com muita sede, pois o corpo pede por líquidos para repor o sangue que perdeu.

O senhor vê evidências nos evangelhos de que isso ocorreu?
Sim, certamente ele respondeu. Jesus estava em choque hipovolêmico quando se arrastou pela rua que subia para o lugar de execução no Calvário, carregando a viga horizontal da cruz. Ele acabou caindo, e o soldado romano ordenou a Simão que carregasse a cruz. Mais tarde lemos que Jesus disse: "Tenho sede", e uma esponja com vinagre foi estendida a ele. Por causa dos efeitos terríveis do açoitamento, não há dúvida de que Jesus já se encontrava em condição crítica mesmo antes de os pregos atravessarem suas mãos e pés.

O que aconteceu quando Jesus chegou no lugar da crucificação?
Ele deve ter sido deitado de costas, para que suas mãos pudessem ser pregadas em posição estendida na viga horizontal. Essa viga era chamada patibulum, até então separada da viga vertical, que estava fixada no chão de modo permanente.

Pregado com quê? perguntei. Pregado onde?
Os romanos usavam pregos grandes, com cerca de 15 centímetros, bem afiados. Com eles, atravessavam os pulsos Metherell disse, indicando uns dois dedos abaixo do seu pulso.

Eu pensava que os pregos haviam furado suas mãos. Isso é o que mostram todas as pinturas. Na verdade, essa se tornou uma maneira padrão de representar a crucificação.
Não, eles atravessavam os pulsos Metherell repetiu. Essa era uma posição firme que prendia a mão. Se os pregos furassem apenas a palma da mão, o peso do corpo a rasgaria e ele teria caído da cruz. Por isso perfuravam os pulsos, que eram considerados parte da mão, na linguagem da época. E é importante entender que o prego atravessava o lugar por onde passa o nervo central. Esse é o maior nervo que vai até a mão, e era esmagado pelo prego.

Que tipo de dor isso teria causado?
Deixe-me dizê-lo da seguinte maneira. Você conhece o tipo de dor que sente quando bate o cotovelo e leva um "choque"? Na verdade, você acertou um nervo, chamado ulna. A dor é muito grande quando você o acerta em cheio. Bem, imagine este nervo sendo apertado e esmagado por um alicate ele disse, enfatizando a palavra apertado enquanto girava na mão um alicate imaginário. A sensação seria semelhante à que Jesus experimentou.

A dor era totalmente insuportável Metherell continuou. Na verdade, ela está além da descrição por palavras. Foi necessário inventar uma nova palavra: dor excruciante. Essa palavra significa literalmente "da cruz". Veja só: foi necessário criar uma nova palavra, porque não havia nenhuma na língua que pudesse descrever a angústia terrível provocada pela crucificação. Depois de ter as mãos pregadas na viga transversal, Jesus foi erguido para que esta pudesse ser colocada sobre a viga vertical, e seus pés foram pregados nesta. Também os nervos dos pés foram esmagados, e a dor era semelhante à das mãos.

Nervos esmagados e cortados certamente causavam dor suficiente, mas eu precisava saber que efeito o fato de estar pendurado teria sobre Jesus.O que essa posição causa ao corpo?
Em primeiro lugar, os braços ficam imediatamente esticados, os ombros saem do lugar, as juntas se distendem 15 centímetros. Dá para calcular isso com equações matemáticas simples.

Isso cumpriu a profecia do Antigo Testamento, Salmos no salmo 22, que predisse a crucificação de Jesus séculos antes de ela ocorrer: "Todos os meus ossos estão desconjuntados".

Uma vez que a pessoa está pendurada em posição vertical esclareceu ele , a crucificação é, em essência, uma lenta agonia até a morte por asfixia. A razão para isso é que a tensão dos músculos e do diafragma deixa o peito na posição de inalar. Para exalar, a pessoa tem de firmar-se sobre os pés, para aliviar por um pouco a tensão dos músculos. Ao fazer isso, o prego rasga o pé, até se prender contra os ossos do tarso. Depois de conseguir exalar, a pessoa pode relaxar e inalar novamente. Depois tem de empurrar-se novamente para cima, para exalar, esfregando suas costas esfoladas contra a madeira áspera da cruz. Isso se repete até que a exaustão total toma conta, e a pessoa não consegue mais se erguer para respirar. Ao diminuir a respiração, ela entra no que é chamado acidose respiratória: o dióxido de carbono no sangue é dissolvido em ácido carbônico, fazendo a acidez do sangue aumentar. Isso faz o coração bater de modo irregular. Quando seu coração começou a bater irregularmente, Jesus deve ter entendido que estava chegando a hora da morte, e disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". Depois morreu de ataque cardíaco.

Um pouco antes de morrer, e isso também é importante, o choque hipovolêmico deve ter feito o coração bater rapidamente por algum tempo, o que teria contribuído para fazê-lo falhar, resultando no acúmulo de líquido na membrana em torno do coração, chamado efusão pericardial, bem como em torno dos pulmões, chamado efusão pleural.

Por que isso é importante?
Por causa do que aconteceu quando o soldado romano se aproximou e, tendo quase certeza de que Jesus estava morto, confirmou a morte enfiando uma lança em seu lado. Provavelmente foi o lado direito; não temos certeza, mas pela descrição deve ter sido, entre as costelas. Ao que parece, a lança atravessou o pulmão direito e o coração, e, quando foi tirada, saiu um líquido a efusão que mencionei. Esse líquido tem aparência transparente, como água, e é seguido de um grande volume de sangue, como João, testemunha ocular, descreveu em seu evangelho.

João provavelmente não fazia nenhuma idéia da razão por que vira sangue e esse líquido transparente fluir. Certamente não era o que uma pessoa sem formação como ele poderia esperar. Mas sua descrição é coerente com o que a medicina moderna esperaria que acontecesse. A princípio, isso parecia dar credibilidade a João como testemunha ocular.

Espere um minuto, doutor protestei. Lendo com atenção o que João disse, vemos que ele viu sair "sangue e água": ele pôs as palavras intencionalmente nessa ordem. Porém, segundo o que o senhor disse, o líquido transparente teria saído primeiro. Portanto, temos uma discrepância importante aqui.
Metherell sorriu levemente.
Não sou um estudioso do grego ele respondeu , porém, de acordo com pessoas que são, a ordem das palavras no grego antigo não era determinada necessariamente pela seqüência dos fatos, mas por sua importância. Isso quer dizer que, como houve bem mais sangue do que água, para João faria sentido mencionar o sangue primeiro.

A essa altura, qual deveria ser a condição de Jesus?

Não havia absolutamente dúvida de que Jesus estava morto.

O evangelho diz que os soldados quebraram as pernas dos dois criminosos que foram crucificados com Jesus eu disse. Por que eles teriam feito isso?
Se quisessem apressar a morte, e, com o sábado e a Páscoa se aproximando, os líderes judeus com certeza queriam acabar com tudo antes do pôr-do-sol os romanos usariam o cabo de aço de uma lança romana curta para partir os ossos inferiores das pernas das vítimas. Isso as impediria de empurrar-se para cima com as pernas para respirar, e a morte por asfixia ocorreria em questão de minutos. É claro, o Novo Testamento nos diz que as pernas de Jesus não foram quebradas, porque os soldados já tinham verificado que ele estava morto e apenas usaram a lança para confirmá-lo. Isso cumpriu outra profecia do Antigo Testamento sobre o Messias, de que seus ossos não seriam quebrados.

Era um tempo de conhecimentos médicos e anatômicos muito rudimentares; como podemos estar certos de que eles não se enganaram ao declarar que Jesus não vivia mais?
Posso lhe garantir que esses soldados não freqüentaram uma faculdade de medicina. Mas lembre-se de que eles eram especialistas em matar pessoas esse era o trabalho deles, e o faziam muito bem. Eles sabiam sem sombra de dúvida quando alguém estava morto, e isso de fato não é tão difícil de determinar.
Além disso, se de algum modo um prisioneiro escapasse, o soldado responsável era morto no lugar dele, o que lhe servia de grande incentivo para certificar-se com segurança de que cada vítima estava morta antes de ser retirada da cruz.

Existe alguma mínima possibilidade, uma mínima possibilidade, de Jesus ter sobrevivido a isso?
Metherell balançou a cabeça e apontou o dedo para mim enfaticamente.
De jeito nenhum ele disse. Lembre que ele já estava em choque hipovolêmico da grande perda de sangue mesmo antes de a crucificação começar. Ele não poderia ter fraudado a morte, porque você não pode representar que não está respirando por muito tempo. Além disso, a lança enfiada em seu coração teria resolvido a questão de uma vez por todas. Os romanos também não estavam a fim de arriscar a própria vida deixando Jesus sair vivo dali.

Então arrematei quando alguém lhe diz que o que aconteceu com Jesus não passou de um desmaio na cruz …
Eu lhe digo que isso é impossível. É uma teoria fantasiosa sem nenhuma base factual possível.

Eu ainda não estava pronto para encerrar a questão. Correndo o risco de deixar frustrado o doutor, disse:
Vamos especular que o impossível tenha acontecido e que Jesus de algum jeito conseguiu sobreviver à crucificação. Digamos que ele conseguiu livrar-se dos panos em que estava enrolado, empurrar a grande pedra que foi colocada na entrada do seu túmulo e passar pelos soldados romanos que montavam guarda. Do ponto de vista médico, em que condição ele estaria quando foi encontrar seus discípulos?
Repito enfatizou que não há nenhuma possibilidade de ele ter sobrevivido à cruz. Mas, se tivesse, como poderia andar se seus pés foram perfurados daquele jeito? Como poderia aparecer na estrada para Emaús, pouco depois, e andar uma longa distância? Como poderia usar seus braços depois que eles foram distendidos e deslocados nas juntas? Lembre-se de que ele também tinha grandes ferimentos nas costas e o peito furado pela lança.

As conclusões de Metherell concordavam com as descobertas de outros físicos que estudaram o caso a fundo. Entre eles está o Dr. William D. Edwards, cujo artigo, de 1986, no Journal of the American Medical Association concluiu: "Claramente, o peso das evidências históricas e médicas indica que Jesus estava morto antes que fosse feito o ferimento em seu lado [...]. Por essa razão, inferências baseadas na pressuposição de que Jesus não morreu na cruz estão em conflito com o conhecimento médico moderno".


Definitivamente a maior de todas as tragédias.

Em Cristo.

Fernando Di Domenico

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Tragédia de Santa Maria


Em momentos como esse, onde uma grande tragédia acontece, é que as pessoas normalmente acabam refletindo sobre assuntos de grande importância para todo o ser humano.

Refletimos sobre Deus nesses momentos. Nas redes sociais uma enxurrada de manifestações clamando a Deus pelo conforto das famílias e pela salvação das vítimas.

Como é fácil clamar a Deus nessas horas, quando nos deparamos com a nossa insignificância, quando percebemos que não podemos fazer absolutamente nada por essas pessoas, a quem recorremos? A Deus, o último recurso.

Vamos lembrar da Palavra de Deus, escrita em Tiago 4:13-15:

Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.”

As pessoas fazem planos, regem as suas vidas como se Deus não existisse. Todas as decisões que tomamos e não levamos Deus em consideração, todo o planejamento, toda a meta feita como se Deus não existisse é pecado contra o nosso criador.

Devemos proceder conforme a Palavra de Deus nos orienta: “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.”

De nada adianta passar a nossa vida como se Deus não existisse, e motivados pela percepção da nossa fraqueza perante uma tragédia como essa, clamarmos a Deus como se nós nos importássemos com ELE.

Que a gente possa usar esse momento de tristeza para refletirmos sobre nossa condição miserável e, verdadeiramente, vivermos uma vida segundo a vontade de Deus.

Essa vida é como um vapor que aparece um pouco, e depois se desvanece.

Se arrependa e creia.

Pense nisso.

Fernando Di Domenico.