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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Vida Cristã na Sociedade - Tito 3.1-7


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Alguns Princípios Cristãos sobre o Lazer e Entretenimento

Faz algum tempo acompanhei uma discussão entre jovens cristãos, pela Internet, sobre a ida a shows de artistas famosos. Após uma boa troca de mensagens, postei a mensagem abaixo sobre alguns princípios cristãos sobre o lazer. Fica para a reflexão de quem se interessar:

Queridos,

Acho que o método certo para analisarmos esta questão e outras é estabelecermos os princípios bíblicos que controlam o assunto. Sem o referencial bíblico ficaremos às apalpadelas. Menciono alguns princípios bíblicos que controlam a questão do LAZER do crente -- pois é aqui que se encaixa o assunto.

1. É dever do crente fazer todas as coisas para a glória de Deus. Isto inclui o lazer. Portanto, qualquer forma de lazer em que o crente não consiga glorificar a Deus deveria ser questionada. Esclareço que eu iria a um show de artistas cujo conteúdo, ambiente, letra das músicas, apresentação pessoal dos artistas (alguns se apresentam semi-despidos) não ofendam as virtudes cristãs nem os valores morais do Cristianismo.

2. Também é dever do crente desfrutar com moderação de todas as coisas boas que Deus criou, usando com moderação a alegria, o sono, a alimentação, os exercícios e certamente o lazer também. O lazer não pode se transformar num ídolo, e receber o primeiro lugar em minha vida. Cristo é quem deve ter esta prioridade.

3. O cristão deve evitar todas as ocasiões à impureza, em que a tentação é maior e mais pesada; deve evitar a sociedade com ímpios e devassos; sua mente deve estar sempre ocupada com "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Fp 4:8). Tenho certeza que a letra de algumas músicas de alguns artistas não se pode encaixar aqui. Não vejo como um crente pode descontrair-se e agitar-se ao som de uma música que exalta a infidelidade conjugal ou idolatra o homem ou a mulher.

4. Compete ao cristão também "examinar todas as coisas e reter o que é bom". Não devemos reter o mal e nem nos deliciarmos nele. Se estou escutando uma música que exalta o amor homossexual, ou a violência contra a mulher, ou o adultério, ou uma relação promíscua, certamente não devo ter prazer algum nestas coisas. Por outro lado, tem muita letra boa e sã, sem maldade ou malícia. Tudo OK, nestes casos. A graça comum de Deus permite que algumas coisas boas ainda sejam produzidas pela humanidade não regenerada.

5. Por último, o amor a Cristo e ao próximo precede o uso da liberdade cristã. Se no uso da minha liberdade irei ser escândalo para o Evangelho ou outros irmãos, me compete abrir mão por amor. 

Apesar da "cultura de proibição de programas para a juventude" que foi mencionada numa mensagem da lista, não podemos esquecer que o crente é escravo de Deus e que tem com única regra de fé e prática a Bíblia. Até na hora de descontrair.

Um abraço,
Pr. Augustus Nicodemus

Fonte: O Tempora, O Mores

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A Igreja na Pós-Modernidade

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Apesar de ainda existirem alguns remanescentes pré-modernos e modernos, estes últimos principalmente nas igrejas históricas, a grande maioria das pessoas, já se encontra sob a forma cultural pós-moderna, vale ressaltar que é uma cultura que atinge o mundo de uma maneira global, não somente dentro da igreja, porém nos manteremos sob uma perspectiva em cima da igreja ou movimento evangélico.

Com a grande mudança de pensamento, onde a razão passa a ser subjetiva e relativista, temos uma significativa mudança de cenário no movimento evangélico, onde destaca-se a enorme ênfase a movimentos destacados pelo individualismo, onde o culto a Deus, é trocado pelo culto ao individuo, o que antes era um encontro de crentes com o objetivo da centralidade de Deus no culto, com seus elementos destacados nas escrituras, estes são trocados pelo entretenimento, para que o individuo se sinta mais confortável e emocionado, pode-se evidenciar algumas introduções no movimento evangélico , como a chegada com muita força na época pós-moderna dos movimentos pentecostais e neopentecostais.

Com essa mudança na cultura do mundo, as igrejas foram sucumbidas, principalmente nas denominações neopentecostais, pela introdução de vários tipos de atração, diferentes das escrituras, a importância da experiência no culto, desprovida da interpretação das escrituras, onde a metodologia para leitura, histórica e gramatical, é descartada, muitas vezes o importante é adequação das escrituras as pessoas, e não o contrário, os pregadores dessas igrejas, preocupam-se muito mais com o pluralismo sincero dos corações, e interpretam a bíblia alegoricamente, por não achar necessário aprender o posicionamento de interpretação hermenêutico da escrituras.

Entre as coisificações dentro da Igreja, vemos a introdução iminente de musicas gospel, que em certos casos, nada tem de letras com teologia bíblica, incorporadas ao sistema de entretenimento, e onde os “crentes” cantam sem nem mesmo entender o significado das letras, por falta de importância e pela correnteza pós-moderna, época em que as pessoas buscam experiências fortes, e a musicalidade se encaixa nesse contexto, tendo em vista que a harmonia das músicas com o conhecimento das escrituras não é tão importante, a realidade é algo que sentimos, então porque seria errado cantar algo sem sentido, desde que faça bem e auxilie na proporção ideal de felicidade, este é o pensamento muitas vezes, o que importa é o que sentimos e não a razão, infelizmente esse pensamento absurdo pode muitas vezes ser tido como sincero, mas ele está sinceramente errado.

A espiritualidade bíblica, é mercadejada pelas experiências místicas e esotéricas, entram diversos ritualismos e crendices dentro da igreja evangélica, sem a mínima constatação do que aprovam ou desaprovam as escrituras, tendo em vista que desde que os princípios sejam politicamente corretos, pouco importam a maneira como muitas vezes serão alcançados, o perigo do pragmatismo entra em contraste com experimentos não bíblicos, simplesmente pelo sucesso alcançado e possivelmente surjam heresias contrárias aos ensinamentos bíblicos.

Outras formas errôneas de ensino são aderidas ao movimento evangélico com a cultura pós-moderna, a teologia da prosperidade e o teísmo aberto, onde no primeiro o cristão é medido pelas posses e qualidade de vida prospera, principalmente na área financeira, a vida do aqui e agora é a tida como real e importante, esquecendo-se de que existe ainda uma eternidade pela frente, são principalmente aderidas às massas, e são feitas como espécie de troca espiritual, onde o individuo é amenizado temporariamente em troca de sua contribuição financeira, poderíamos compará-los a médicos, que medicam clientes com câncer, mas que dão um remédio para gripe, então a medicação nunca funciona, e dentro destas aplicações geralmente são megaigrejas, onde o individuo, sequer aprende que precisa se arrepender e viver para gloria de DEUS, porque está tão preocupado consigo mesmo, que pouco importa o amanhã.

A intensificação de experiências dentro da igreja evangélicas, sem levar em conta a veracidade das escrituras, leva imediatamente o ensino de que todas as coisas ruins que acontecem é obra maligna do Diabo, deixando de fora muitas vezes o entendimento dos propósitos de Deus para com os problemas, pela motivação errada de que todo cristão tem que “determinar a sua vitoria”, ou quem não é próspero financeiramente não é um verdadeiro cristão, estes tem sido grandes problemas enfrentados com a pós-modernização das igrejas, o que em parte pode levar também a colaborar com um sério problema introduzido através do teísmo aberto, que é uma maneira que tentaram explicar o mal, isentando Deus dele.
Apesar dessa teologia no começo ter a intenção de ajudar, prejudicou muito mais do que ajudou, porque transforma o DEUS da bíblia, em um Deus impotente, que não pode mudar a historia ou os acontecimentos, um Deus que não é Soberano em todas as coisas, que não participa ativamente das coisas que acontecem no mundo, simplesmente pelo fato dEle abrir mão, em sua soberania de assim fazer, e apesar do mal, não ter sido causado por Deus, só com sua permissão pode acontecer, o que essa teologia propaga, de maneira geral é, que se Deus não pode impedir o mal de existir, é porque ele não é todo poderoso, para impedi-lo, ou Ele não interfere no que rege as leis naturais.

Todavia deve-se entender que mesmo que muitas situações possam não estar debaixo de total entendimento humano, mesmo assim Deus as controla, apesar das mudanças na cultura e que as estratégias e adaptações podem e devem levar em consideração estas mudanças, para que a Igreja continue relevante, alguns valores são inegociáveis e não podem ser colocados em segundo plano, em prol de agradar uma população extremamente narcisista e secularizada, devemos sim, nos adaptar em relação a costumes e mudanças, porem sem jamais comprometer a palavra de Deus, essa apesar de todas as mudanças culturais, políticas e sociais, permanecerá para sempre.

Glorias a Deus

Guinho