quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Pastor

Quando um pastor finalmente recupera a sua ovelha insignificante, tola e errante, ele não a repreende imediatamente ou a espanca por ter lhe causado tantos problemas e trabalho adicional. Não! O pastor observa como é grande o cansaço daquela ovelha, como esteve perdida por entre espinhos e cortou-se no meio das pedras, olha ternamente para suas feridas e a carrega de volta para o rebanho em seus próprios braços.

Miserável e vacilante pecador, o evangelho tem chegado intensamente sobre você e você não pode mais correr adentrando nos caminhos do pecado, a Graça parou a sua carreira insana e fez você estremecer com a culpa do pecado. Você tem medo de Jesus porque sabe como o tem afligido severamente. Você teme que Ele te censure severamente e talvez te despreze e expulse de Sua presença. Não pense isso do Bom Pastor! Ele está olhando agora para o sangue em suas feridas e preparando o curativo. Logo ele irá se compadecer de suas fraquezas e te carregar nos braços dEle. Confiai a Ele, miserável pecador, como a insignificante ovelha confia no pastor. Um homem é muito mais precioso do que uma ovelha e Jesus é muito mais gentil do que o mais cuidadoso pastor e é realmente amável aos pecadores que se achegam a Ele. Quando o filho pródigo chegou todo esfarrapado e sujo seu pai amoroso não o colocou em quarentena até que ele estivesse purificado e limpo. Ele pulou sobre seu pescoço e o beijou sem ao menos dizer uma palavra de repreensão. O filho pródigo veio direto do curral para os braços do Pai. Aquele pródigo acolhido é o tipo de pecador como você é. À você também são todos os beijos e não o olhar carrancudo, todo o amor e não a ira, toda a benevolência e não a severidade. Oh! Se você conhecesse o Salvador você não se atrasaria. Agora, misero e abatido pecador, confie no Senhor Jesus e viva. Ele nunca tratou um filho pródigo que retorna com aspereza e Ele não pode mudar, Ele irá te tratar da mesma forma generosa com que trata os outros filhos. Quer você confie nEle ou não – eu irei – eu confio. Misero pecador, que o Espirito Santo guie teu olhar para Jesus e viva.

Charles H. Spurgeon

FONTE: Spurgeon.org
tradução: Vitor Higo Cid

terça-feira, 27 de julho de 2010

O perigo está dentro de nós


Então, andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé. (Pv 3.23)

Isto significa que, se andamos no caminho da sabedoria e da santidade, seremos preservados nelas. Aquele que viaja durante o dia pelas estradas, sob a luz do sol, desfruta de certa proteção. Existe um caminho para cada pessoa, ou seja, sua própria vocação na vida. E, se seguirmos esta vocação no temor de Deus, Ele nos preservará do mal. Talvez não viajaremos em luxo, mas andaremos seguros. Provavelmente não seremos capazes de correr como os jovens, mas seremos capazes de andar como homens bons.

Nosso grande perigo se encontra em nós mesmos: nossos frágeis pés são terrivelmente propensos a tropeçar. Supliquemos a Deus mais vigor moral, para que nossa tendência ao tropeço seja vencida. Alguns tropeçam porque não vêem as pedras no caminho. A graça divina nos capacita a perceber o pecado e a evitá-lo. Reivindiquemos esta promessa e confiemos nAquele que sustenta seus eleitos.

Infelizmente, nosso grande perigo é nossa falta de cuidado; mas contra isso o Senhor nos alertou, dizendo: "Vigiai e orai" (Mt 26.41).

Oh! Oremos por graça para andarmos neste dia sem qualquer tropeço! Permanecer firme agora não é o bastante; nosso clamor deve ser que nossos pés não cometam o menor deslize e que, por fim, adorem Aquele que é poderoso para nos guardar de tropeços.

Charles H. Spurgeon

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dez Acusações (7ª Acusação - Parte 1) [10/16]

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um coração de carne


Dar-vos-ei coração de carne – (Ez 36.26)

Um coração de carne é conhecido por sua sensibilidade para com o pecado. Satisfazer uma imaginação tola ou permitir que um desejo perverso permaneça por um momento é o suficiente para que um coração se entristeça diante do Senhor. Somente um coração de pedra considera como nada uma grande iniqüidade.

Um coração de carne é sensível à vontade de Deus. Quando o coração de carne se dedica a Deus, a vontade balança como uma folha de álamo em cada sopro celestial e se curva como um salgueiro em cada brisa do Espírito de Deus. A vontade natural do homem é como o ferro frio e duro que não pode ser martelado para assumir uma forma; mas a vontade nascida de novo, à semelhança de um metal derretido, é logo moldada pelas mãos da graça divina.

No coração de carne, há ternura de afeições. O coração de pedra não ama o Redentor. O coração de carne arde com afeições por Ele. O coração de pedra é egoísta e questiona com insensibilidade: "Por que eu devo chorar por causa do pecado? Por que eu devo amar o Senhor Jesus?" O coração de carne, porém, afirma: "Senhor, Tu sabes que eu te amo. Ajuda-me a amar-te cada vez mais". Este coração renovado está pronto para receber toda bênção espiritual, e cada uma delas lhe sobrevém. O coração de carne produzirá fruto celestial para glória e louvor de Deus; por isso, o Senhor se deleita neste coração.

Um coração sensível ao Senhor é a melhor defesa contra o pecado e a melhor preparação para o céu. Um coração nascido de novo permanece em sua torre de vigia, aguardando a vinda do Senhor Jesus. Você possui este coração de carne?

Charles H. Spurgeon

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