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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Pregação: Tito 1.10-16


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Top5 - Pregadores Estrangeiros


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Como se manter nos caminhos do Senhor?...A Bíblia responde#68








O que a Bíblia fala sobre pessoas que dependem dos irmãos/pastores para manter-se no caminho do Senhor, como se precisassem de vigilância 24hs para não cairem?




Ola´!

Como cada caso é muito específico e precisaria saber mais a respeito da condição desta pessoa, tentarei dar um resumo geral do ensino bíblico, mas isso não quer dizer que sirva perfeitamente para este caso que você está citando, porque podem haver outras situações que levam a estes fatos, como se a pessoa vive em pecado deliberadamente.

Em um sentido todos nós precisamos de pessoas mais experientes para aprender, esse é o discipulado. Precisamos nos reunir como Igreja para ter comunhão (Hb 10.25) e aprendermos mais através da exposição da Palavra de Deus feita pelo pastor, também é sábio aprender daqueles que tem mais sabedoria de Deus e conhecimento das Escrituras para nos aconselharmos.


No entanto, a Bíblia nos ensina e nos adverte que é necessário crescermos em conhecimento da Bíblia, nos tornando mais parecidos com Cristo. Vemos no livro de Hebreus a forte repreensão sobre a necessidade de aprender e crescer no entendimento das verdades bíblicas e colocá-las em prática ( Hb 5.12). Vários textos bíblicos nos ordenam a aprender mais de Cristo, crescendo no conhecimento dele, nos tornando mais maduros (Cl 1.10, 2 Pe 3.18), com isso também aprendendo a vigiar sobre as possíveis situações que nos tentam e nos levam a pecar (1 Pe 5.8). 

Aqui existem duas possibilidades pelo menos:

1- Instruir e ensinar pela Bíblia este irmão que tem necessidade de cuidados de que é necessário aprender da Bíblia e colocar em prática, com amor considerando sempre os outros superiores a nós mesmos (Ef 5.21). O interesse sempre deve ser o de edificar com nossas palavras, não de destruir, mesmo quando for necessário mais energia para correção de erros.

2- A Bíblia nos ensina que nenhum homem é capaz de guardar outro, em primeiro lugar porque somos finitos e não podemos estar sempre juntos, em segundo lugar porque esta obra pertence a Cristo. Uma vez que verdadeiramente confiamos nele, nos arrependemos de nossos pecados. Ele nos promete que nos guardará até o final. Nenhum homem seria capaz de perseverar sem ajuda e conservação do Espírito Santo de Deus (Jo 10.28-29). 

Por isso comecei escrevendo que sem entender a situação de maneira mais particular não tenho como aconselhar especificamente sobre o assunto, mas minha sugestão seria:

1- Certifique-se que esta pessoa entendeu o que é o Evangelho, sobre a necessidade de um Salvador, de que o pecado é uma ofensa a um Deus santo, de que um crente abandona o pecado.

2- Instrua, ensine que esta pessoa deve aprender a caminhar com suas pernas o caminho da fé cristã, porque a salvação é individual, ninguém de nós pode salvar outro.

3- Sempre lembre que a obra da conversão é uma obra de Deus, o que chamamos de novo nascimento, e quando isso realmente acontece os frutos de uma nova vida irão acontecer, porque somos salvos por Cristo passamos a fazer parte de seu povo, dedicado á pratica daquilo que a Bíblia nos ensina (Tt 2.14), uma pessoa que nasceu novamente, ela não vive na pratica do pecado, porque agora quem vive nela é Cristo (1 Jo 3.9).

Em Cristo










sábado, 2 de maio de 2015

Quem eram os pastores das Igrejas que Paulo escreveu?... A Bíblia respondde #55








Quem era os dirigentes das igrejas que Paulo escreveu as cartas/epistolas (Éfeso, Filipos, Corinto, Colosso, Tessalônica e as 07 da ásia)?


Com exceção das epístolas pessoais dirigidas a Timóteo, Tito e Filemon, todas as cartas de Paulo levam o nome da cidade onde se encontrava a Igreja á qual a epístola foi endereçada,  embora possamos ver que já existissem líderes, presbíteros e diáconos (Atos 14:23; 15:2; 20:17; Tito 1:5; Tiago 5:14)  e que Paulo contava com a ajuda de muitas pessoas, como Priscila e Aquila, Silas, Apolo, Tito, Timóteo,  entre outros (2 Co 8 17-22), a Igreja é constituída de liderança espiritual, conforme o ensino abaixo:


Esta é a única certeza que podemos ter, que existiam líderes entre as Igrejas com intuito de ensinar, os dirigentes das Igrejas, por vezes eram chamados de anciãos, bispos e presbíteros, que podemos de maneira geral resumir como sinônimos. As cartas gerais (não pessoais), eram dirigidas a Igreja como forma de ensino, repreensão, correção e incentivo, sem destacar pessoas específicas de modo geral. 

   Em Cristo  












sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Pastor Bom É Pastor Que Visita. Será?

visitação1

Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.
Lc 15.3–7

Há muita gente que usa esta parábola para mostrar aos pastores o seu dever de visitar. O problema é que esta parábola não fala dos pastores das igrejas cristãs. A parábola fala de Jesus (o pastor) encontrando os perdidos (ovelha perdida), e não dos pastores que devem visitar os membros afastados ou em pecado de sua igreja.

A parábola falar de como há alegria no céu “quando um pecador se arrepende”. A parábola fala clarissimamente de salvação. E Jesus é o “bom pastor” que veio até nós para nos resgatar. Usar esta parábola para pastores é uma ofensa a Jesus e um mérito alto demais para um simples pastor. Ou seja, a parábola não tem nada a ver com pastores visitando suas ovelhas afastadas.

O problema é que muitas pessoas foram “viciadas” em um modelo de “pastoreio” importado do sul dos Estados Unidos por pastores que chegaram no Brasil no início do século XX. Tais homens valorizavam mais as visitações, o cafézinho no final da tarde, o almoço com os irmãos, o aniversário de casamento, de nascimento, de batismo, etc., que o estudo da Palavra de Deus. 

É por isso que muitos acreditam que “pastor bom é pastor que visita”. Pastores devem visitar os membros de sua igreja? Não existe uma única resposta a esta pergunta. Dependendo da motivação de quem pergunta, a resposta pode ser sim ou não. Explico.

Se quem pergunta tem por motivação saber se é da essência do ministério pastoral visitar os membros de sua congregação, a resposta é NÃO. A essência do ministério pastoral é orar e pregar a Palavra de Deus. É isso que Pedro e Paulo entendiam (At 6.1-4; 1Tm 3.2; Tt 1.7-9).

Agora, se a motivação de quem pergunta é saber se o pastor, como um cristão, deve visitar, a resposta é SIM! O pastor visita não porque é pastor, mas porque é um cristão. No dia em que um pastor deixar de pastorear, ele deve continuar a visitar seus irmãos, pois a visitação não está ligada à função pastoral, mas ao modo como os cristãos vivem.

Uma igreja que deixa só ao pastor a responsabilidade de visitar é uma igreja doente. Além de sobrecarregar seu pastor, impedirá que ele tenha tempo para estudar e preparar a pregação da Palavra (At 6.4), que ele tenha tempo de orar por si e pela igreja, e que ele tenha tempo com sua família. Ele não desempenhará bem o seu papel e não ficará mais que 5 ou 10 anos em uma mesma igreja. Igrejas matam pastores e a si mesmas quando cobram deles o que não é sua principal função.

Um pastor que dedica tempo em sua agenda para orar é tão raro quanto notas de R$ 1,00 ou churrasco de canguru. A crise que vivemos na igreja moderna se dá pelo fato dos pastores não estarem se dedicando ao que mais deveriam: a oração e o estudo da Palavra de Deus. 

É possível encontrar pastores que acreditam que orar é perder tempo. Que separar momentos em sua agenda para orar pelos membros de sua igreja é desperdiçar tempo precioso junto das ovelhas. Mas, é isso que o Senhor espera dos seus? O que é que uma igreja deve esperar de seu pastor? Que ele visite ou que separe tempo em oração e preparação do alimento? Pregando o Evangelho, ou tomando café com os irmãos?

Pastores que acham que sua função é visitar pessoas são pastores mau instruídos. Pastores que acham que sua função é “dar a vida pelas ovelhas”, compreenderam muito, mas muito mal mesmo, qual é sua real função.

O que a igreja deve esperar de seu pastor? 

Primeiro, que ele se dedique ao Texto Sagrado, que estude, que leia a Bíblia, que leia bons livros. Uma igreja saudável deve exigir isso de seu pastor e investir em sua vida a fim de que não lhe faltem ferramentas para crescer em seu conhecimento das Escrituras. 

Segundo, deve exigir que ele ore pela igreja, que ore semanalmente pela vida de cada um que congrega consigo. Deve exigir dele um bom tempo a sós com Deus, orando por sua família, por sua própria vida, e pela vida dos membros da congregação. 

Terceiro, deve exigir dele que viva como um crente. Que dê bom testemunho, que fuja da aparência do mal, que visite como todo cristão visita, e que não negligencie sua esposa e filhos.

Segundo as Escrituras, visitar é dever de todo cristão. Ordens bíblicas como “aconselhai-vos uns aos outros”, “exortai-vos uns aos outros” e “orai uns pelos outros” demonstram que o aconselhar, o exortar e o orar junto, não é função do pastor, mas de todo crente. É somente quando este é negligente que a visitação acaba sendo deixada apenas aos pastores. 

Pastores que gastam mais tempo visitando do que orando e preparando o alimento das ovelhas é um pastor negligente e incoerente. Incoerente, pois não está seguindo o que o dono das ovelhas disse que era para fazer com as ovelhas dele. As ovelhas de Cristo deveriam ser alimentadas e, alimentar ovelhas, custa dedicação e oração sobre Texto.

Preparar uma exposição bíblica custa tempo sobre o Texto Sagrado, custa lágrimas, algumas vezes, horas de estudo e oração para que o Senhor o capacite. Custa um bom tempo em oração pedindo a Deus que o use na hora de expôr o texto, e que lhe dirija no que dizer, nas aplicações e nas ilustrações. E isso não tem a ver com boa oratória, mas com unção. Boa oratória, qualquer demônio tem. Unção, somente quem busca o Senhor e se prepara para a glória de Deus possui.

Wilson Porte

Fonte: http://www.wilsonporte.org/

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

07 características de um pregador fraco e despreparado

Por Renato Vargens

 Ouvir determinados pregadores exige uma dose extra paciência.
Lamentavelmente, do Oiapoque ao Chuí o que mais vemos são pregadores despreparados assumindo os púlpitos de suas igrejas. Na verdade, ouso afirmar que encontrar um bom pregador cuja teologia seja saudável é quase uma missão hercúlea.
Confesso que estou cansado de ouvir pregações vazias, superficiais, materialistas, humanistas e triunfalistas, de gente que contraria totalmente o ensino bíblico.

Isto posto, sirvo-me deste post para elencar as 07 principais características de um pregador fraco e despreparado teologicamente:
  1. Um pregador fraco e despreparado costuma interromper sua mensagem várias vezes mandando o público repetir frases descabidas, sem nexo, bem como desprovidas de inteligência.   
  2.  Um pregador fraco e despreparado repete alucinadamente o jargão "fale para o irmão que está ao seu lado..."
  3.  Um pregador fraco e despreparado interrompe o sermão continuamente mandando o povo profetizar bênçãos e vitórias.
  4. Um pregador fraco e despreparado não prega a palavra, antes pelo contrário, promove entretenimento, levando o povo ao êxtase mediante piadas, casos e contos.
  5. Um pregador fraco e despreparado só fala em dinheiro, em bênçãos financeiras e riquezas oriundas da confissão positiva.
  6. Um pregador fraco e despreparado prefere Marx, Freud, às Escrituras Sagradas.
  7. Um pregador fraco e despreparado é autoritário e  maldizente, fazendo do púlpito plataforma de condenação, escravidão e opressão.
Caro leitor, se o seu pastor se encaixa nesse perfil, converse com ele, incentive-o a mudar, a pregar as Escrituras deixando de lado essa baboseira gospel. Agora, se ele, é daqueles que prefere o engano, deixe-o sozinho e procure uma Igreja que pregue as Escrituras e que faça da Palavra de Deus sua única e exclusiva regra de fé!
Pense nisso!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

John Piper prega seu último sermão como Pastor


O conhecido pastor e escritor John Piper pregou seu último sermão como pastor da Igreja Batista Bethlehem em Minneapolis na virada do ano. Após mais de 30 anos de ministério pastoral, ele irá se dedicar apenas à literatura.

Em 30 de dezembro Piper, 66 anos, subiu ao púlpito para pregar a mensagem “Entristecidos, mas sempre alegres”, que marcou sua despedida da igreja que pastoreou por toda sua vida ministerial. Ele será substituído como pastor presidente por Jason Meyer, 36 anos, e afirmou que continuará eventualmente pregando quando for convidado.

A decisão de se aposentar do púlpito da igreja foi sua. Ele deixará a Igreja Batista Bethlehem com cerca de 5 mil membros. Em 2010, numa pesquisa da LifeWay, Piper ficou entre os 10 mais pregadores influentes, ao lado de Billy Graham, Rick Warren e Max Lucado.

Ele afirma que ainda tem paixão suficiente para escrever livros, pregar e percorrer o país com o seu ministério Desiring God, mas deixa a igreja por entender que seu tempo ali acabou. “Eu tenho… uma quantidade limitada de energia. Quero usá-la para ler, escrever e pregar, mas não desejo mais ficar tanto tempo em reuniões e coisas assim”, disse o pastor ao jornal Star Tribune.

“Eu não acho que [aposentaria] é uma palavra bíblica”, disse ele ao jornal. “Sem querer ofender as pessoas que decidiram fazê-lo. Sinto o prazer de Deus quando prego. Sinto-me realmente vivo.”

Mas deixou claro em sua última mensagem como pastor que condena os pregadores da teologia da prosperidade e as pessoas que são atraídas por uma fé que não é o cristianismo bíblico.

“Se você atrai as pessoas prometendo riquezas… facilidades, saúde, pulos, alegria, brincadeiras, adoração superficial… poderá ter uma igreja enorme. Mas Cristo não será visto na sua glória plena e a vida cristã não será visto como o caminho para Calvário que ela realmente é”, ressaltou.

Embora essa não tenha sido sua “mensagem final”, o pastor Piper ressaltou que era sua última mensagem como líder daquela congregação, que não deveria esquecer que “o mundo precisa da igreja…. da nossa alegria, indomável e invencível mesmo no meio do sofrimento e da tristeza.”

“Claro, o mundo tem necessidade de ver os cristãos felizes, mas que essa felicidade tem que ser gerada em Cristo, forjada na dor. Caso contrário, o que oferecemos a eles não será nada diferente do que eles já têm. Todos sabem como ser feliz quando está tudo bem… Eles não precisam ver a religião como uma antiga forma de autoajuda… Eles precisam da grandeza e da grandeza de Deus sobre suas vidas… Muitos pastores de hoje tentam atrair as pessoas para Jesus falando de casas, carros e roupas luxuosas… Você nunca deveria atrair alguém prometendo isso, porque eles não estão vindo para Jesus. Eles estão buscando algo material e o verão como alguém que pode oferecer isso… Ter Cristo é melhor que toda a riqueza, prosperidade e saúde que existe do mundo. Se Cristo é real para nós, será mais precioso que saúde, dinheiro, e a própria vida… Se não for assim, então o cristianismo não serve para você!”, ressaltou ele ao dissertar sobre o texto de 2 Coríntios 6.

Suas dezenas de livros já foram traduzidos em diferentes línguas e sua solidez teológica e integridade fazem dele um dos mais influentes pastores da atualidade. Ele, a esposa Noel, e sua filha de 17 anos, Talitha, a mais jovem dos seus cinco filhos, irão morar no Tennessee, onde ele de dedicará somente à escrita.

Com informações de Christian Post,  Charisma News e Gospel Prime.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Manuseando a Palavra de Deus de maneira enganosa




Aceitamos a obrigação de pregar tudo que está na Palavra de Deus, de modo definido e distinto. Será que não há muitas pessoas que pregam sem significado claro, manuseando a Palavra de Deus de maneira enganosa? Você freqüenta o ministério deles durante anos e não sabe no que crêem. Ouvi falar de certo pastor cauteloso, a quem um ouvinte perguntou: "Qual é sua visão da expiação?". E ele respondeu: "Meu caro senhor, justamente isso, eu nunca contei a ninguém, e não vou dizer agora". Essa é uma estranha condição moral para a mente de um pregador do evangelho. Temo que ele não seja o único que tem esse tipo de relutância. Dizem que eles consomem sua própria fumaça, isto é, guardam suas dúvidas para o consumo caseiro. Muitos não ousam dizer no púlpito o que dizem sub rosâ (em particular) em uma reunião particular de pastores. Isso é honesto?
 
Temo que aconteça com alguns o mesmo que se deu com um professor de uma cidade do sul dos Estados Unidos. Um grande professor negro antigo, Jasper, ensinara seus alunos que o mundo é plano como uma panqueca, e que o sol o circula todos os dias. Não tivemos essa parte de seu ensino, mas certas pessoas sim, e um deles foi com seu filho até o professor e perguntou: "Você ensina às crianças que o mundo é redondo ou plano?". O professor cautelosamente respondeu: "Sim". O indagador ficou confuso, mas pediu uma resposta mais clara: "Você ensina seus alunos que o mundo é redondo ou que é plano?". A resposta do professor estado-unidense foi: "Isso depende da opinião dos pais". Desconfio que mesmo na Grã-Bretanha, em alguns poucos casos, muito depende da tendência do diácono principal, ou do contribuinte principal ou do jovem de ouro da congregação. Se isso acontece, o crime é repugnante.
 
Mas se por essa ou qualquer outra razão ensinamos com língua dissimulada, o resultado é extremamente prejudicial. Ouso citar aqui uma história que ouvi de um amado irmão. Um pedinte bateu à porta da casa de um pastor para conseguir dinheiro com ele. O bom homem não gostou muito da aparência do pedinte e lhe disse: "Eu não me interesso por seu caso e não vejo nenhuma razão especial por que você deva vir a mim". O pedinte respondeu: "Estou certo que você me ajudaria se soubesse que grande benefício tenho recebido de seu ministério abençoado". O pastor retrucou: "E qual foi?". O pedinte respondeu: "Ora, senhor, quando eu primeiro vim ouvi-lo não ligava nem para Deus nem para demônio, mas agora, sob seu abençoado ministério, passei a amar os dois". Que maravilha se por causa da fala volúvel de alguns homens, as pessoas viessem a amar tanto a verdade como a mentira! As pessoas dirão: "Gostamos dessa doutrina e da outra também". O fato é que gostariam de qualquer coisa caso um enganador esperto pusesse isso plausivelmente diante deles. Admirariam Moisés e Aarão, mas não diriam uma palavra contra Janes e Jambres.
 
Não nos uniremos à confederação que parece visar tal compreensão. Precisamos pregar o evangelho de modo tão distinto que as pessoas saibam o que estamos pregando. "Se a trombeta não emitir um som claro, quem se preparará para a batalha?" (1Co 14.8). Não confunda seu povo com falas duvidosas. Alguém disse: "Bem, eu tive uma idéia nova um dia desses. Não a expandi; joguei-a fora!". Essa é uma coisa boa para fazer com a maioria de suas idéias novas. Lance-as fora, sim, de qualquer maneira, mas veja onde você está quando o faz; porque se você lançá-las do púlpito, podem acertar alguém e ferir a fé da pessoa. Lance fora suas idéias, mas primeiro navegue sozinho em um barco por mais de um quilômetro mar adentro. Depois que você tiver jogado ali suas cruas bagatelas, deixe-as com os peixes. 
 
Hoje, temos a nossa volta uma classe de homens que pregam Cristo e até o evangelho, mas depois eles pregam muitas outras coisas que não são verdade e assim destroem todo o bem que entregam e levam os homens ao erro. Eles querem ser classificados como "evangélicos" e, na verdade, são antievangélicos. Olhe bem para esses senhores. Ouvi dizer que uma raposa, quando acossada de perto pelos cães sabe fingir que é um deles e corre com a matilha. Isso é o que certos homens visam hoje: as raposas querem passar por cães. Mas no caso da raposa, seu cheiro forte a trai, e os cães logo a descobrem, do mesmo modo, o cheiro da doutrina falsa não é facilmente ocultado, e a presa não a segue por muito tempo. Há ministros que é difícil saber se são cães ou raposas; mas todos os homens devem saber de que espécie somos ao longo de nossa vida e não ter dúvida em relação àquilo que cremos e ensinamos. Não hesitemos em falar nas palavras mais robustas que possamos encontrar e nas sentenças mais claras que pudermos formar aquilo que mantemos como verdade fundamental. 


Charles H. Spurgeon

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Nos Divertindo até a Morte!

sábado, 19 de novembro de 2011

Compreendendo a Palavra de Deus


Os escribas e fariseus, líderes religiosos do tempo de Jesus, liam bastante a Lei. Estudavam continuamente os livros sagrados, meditando sobre cada palavra e letra. Faziam anotações de assuntos de importância mínima, tais como: qual o versículo que ficava exatamente no meio do Antigo Testamento, que versículo estava na metade do meio, e quantas vezes aparecia determinada palavra, e até mesmo quantas vezes aparecia determinada letra, qual o tamanho da letra, e qual a sua posição específica. Eles nos legaram um acúmulo de anotações sobre as palavras das Sagradas Escrituras. Poderiam ter feito a mesma coisa com qualquer outro livro, e as informações teriam sido tão sem importância quanto os fatos que tão laboriosamente colecionaram, no tocante à letra do Antigo Testamento.
 
Eles eram, no entanto, assíduos leitores da Lei. Arrazoavam com o Salvador sobre uma questão concernente à Lei, porque a levavam na ponta da língua, e estavam dispostos a usá-la como uma ave de rapina usa as garras para rasgar e romper. Os discípulos de nosso Senhor tinham colhido algumas espigas de trigo e as esfregavam entre as mãos. Segundo a tradição farisaica, esfregar uma espiga de trigo é uma forma de debulhar e, sendo muito errado debulhar no sábado, forçosamente deveria ser muito errado esfregar nas mãos algumas espigas de trigo, mesmo quando se estivesse com fome, num sábado de manhã. Assim argumentavam, e levaram esse argumento para o Salvador, juntamente com a versão que tinham a respeito da lei do sábado. O Salvador geralmente guerreava no campo em que o inimigo o atacava, e nessa ocasião também agiu assim. Enfrentou-os no próprio campo deles, e lhes disse: "Não lestes?" — uma pergunta muito incisiva para os escribas e fariseus, embora não aparentasse ser cortante. Foi uma pergunta muito razoável e apropriada para fazer-lhes; mas pense só em fazer essa pergunta a eles! "Não lestes?" "Ler!" poderiam ter respondido, "ora, lemos o livro inteiro muitíssimas vezes. Sempre o lemos. Nenhum texto escapa ao nosso olhar crítico". Mesmo assim, o Senhor passou a postular a pergunta pela segunda vez: "Não lestes?", como se nada tivessem lido na realidade, apesar de serem os maiores leitores da Lei naquela época. Deu a entender que eles não tinham lido mesmo, e ainda lhes deixou saber por que Ele lhes perguntara se tinham lido. Disse: "Mas, se vós soubésseis o que significa:...", sugerindo o seguinte: "Vocês não leram, porque não compreenderam. Seus olhos passaram por cima das palavras, vocês contaram as letras, marcaram a posição de cada versículo e palavra, e têm dito coisas eruditas a respeito de todos os livros; apesar disso, vocês nem sequer são leitores do volume sagrado, pois não adquiriram a verdadeira arte da leitura; não compreendem e, portanto, não o lêem na realidade. Vocês fazem uma leitura superficial da Palavra, mediante breves olhadelas; não a leram, porque não a compreenderam".
 
Não deve ser necessário introduzir estas considerações com uma declaração da necessidade de ler as Escrituras. Você sabe quão necessário é alimentar-nos da verdade revelada nas Escrituras Sagradas. Preciso perguntar se você lê a Bíblia, ou não? Lastimo que a presente época é de leitura de revistas — uma época da leitura de jornais — uma época de ler publicações periódicas, mas não tanto uma época de leitura bíblica quanto deveria ser. Nos tempos antigos, as pessoas tinham poucos suprimentos de outra literatura, mas achavam uma biblioteca suficiente naquele único Livro, a Bíblia. E como liam a Bíblia! 
 
Há uma grande escassez das Escrituras nos sermões modernos, em comparação com os daqueles mestres da teologia, os teólogos Puritanos! Quase todas as frases escritas por eles parecem lançar luzes adicionais sobre um texto das Escrituras; não somente o texto a respeito do qual pregavam, mas ainda muitos outros eram enfocados de modo novo, no desenvolvimento do sermão. Deus ajude os pastores a seguirem mais de perto o grandioso velho Livro. Seríamos pregadores instrutivos se fizéssemos assim, mesmo desconhecendo "o pensamento moderno" e sem estar "à altura da atualidade".

Charles H. Spurgeon

[Via]

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Meu pastor não quer que eu pregue as Doutrinas da Graça

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pregadores Orientados: pelo Entretenimentos vs. pela Bíblia



Pastor John, em 2008:
 
A diferença entre um pregador orientado pelo entretenimento e um pregador orientado pela Bíblia é a notável conexão das palavras do pregador com a Bíblia como fonte de autoridade para o que ele diz.

O pregador orientado pelo entretenimento parece não se incomodar em falar de muitas coisas que não são extraídas da Bíblia. Em sua mensagem, ele parece gostar mais de falar sobre outras coisas do que aquilo que a Bíblia ensina. Suas palavras parecem ser interessantes ou divertidos em si mesmas. Elas entretêm. Mas não dão a impressão de que este homem é o representante de Deus diante do povo de Deus para entregar a mensagem de Deus.

O pregador orientado pela Bíblia, por outro lado, se vê dessa forma – “Eu sou um representante de Deus, enviado ao povo de Deus, para entregar uma mensagem de Deus”. Ele sabe que a única maneira que um homem ousar assumir tal posição é com uma consciência temerosa de indigna servidão sob a autoridade da Bíblia. Ele sabe que a única maneira na qual ele pode entregar a mensagem de Deus ao povo de Deus é enraizando-a e saturando-a com a revelação do próprio Deus na Bíblia.

Fonte: [ Voltemos ao Evangelho ]

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Washer | Conheça o Evangelho




No Essencial: Washer desta semana, Washer nos chama a conhecer o glorioso evangelho de Jesus Cristo:
Eu quero submeter a você esta noite que este país não é endurecido ao evangelho. É ignorante do evangelho, porque a maioria dos seus pastores o é. E deixe-me repetir isto. O problema deste país não são os políticos liberais, a raiz de socialismo, Hollywood ou qualquer outra coisa. É o, assim chamado, pastor evangélico de nossos dias e o pregador de nossos dias e o evangelista de nossos dias. É aí que o problema deve ser encontrado. Nós não conhecemos o evangelho. Nós pegamos o glorioso evangelho de nosso Bendito Deus e o reduzimos a “quatro leis espirituais” e “cinco coisas que Deus quer que você saiba”, com uma pequena e supersticiosa oração no final que se alguém repetir depois de nós com bastante sinceridade nós o declaramos de uma forma papal, nascida de novo. Nós trocamos regeneração por “decisionismo”. [...]

Quando você deixa de lado o evangelho e não há mais nenhum poder em sua suposta mensagem do evangelho, você, então, tem que recorrer a todos aqueles pequenos truques de mercado, que são tão proeminentemente usados hoje em dia para converter os homens. E nós todos conhecemos a maioria deles. Todos eles não funcionam. [...]

Agora você sabe por que aquele pequeno evangelho que você prega não tem nenhum poder? Porque não é nenhum evangelho. Vá ao evangelho. Gaste sua vida em seus joelhos. Se afaste dos homens. Estude a cruz.
Por Paul Washer. © HeartCry Missionary Society Inc. Website: heartcrymissionary.com
Tradução e adaptação: voltemosaoevangelho.com
Permissões:
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Pastor

Quando um pastor finalmente recupera a sua ovelha insignificante, tola e errante, ele não a repreende imediatamente ou a espanca por ter lhe causado tantos problemas e trabalho adicional. Não! O pastor observa como é grande o cansaço daquela ovelha, como esteve perdida por entre espinhos e cortou-se no meio das pedras, olha ternamente para suas feridas e a carrega de volta para o rebanho em seus próprios braços.

Miserável e vacilante pecador, o evangelho tem chegado intensamente sobre você e você não pode mais correr adentrando nos caminhos do pecado, a Graça parou a sua carreira insana e fez você estremecer com a culpa do pecado. Você tem medo de Jesus porque sabe como o tem afligido severamente. Você teme que Ele te censure severamente e talvez te despreze e expulse de Sua presença. Não pense isso do Bom Pastor! Ele está olhando agora para o sangue em suas feridas e preparando o curativo. Logo ele irá se compadecer de suas fraquezas e te carregar nos braços dEle. Confiai a Ele, miserável pecador, como a insignificante ovelha confia no pastor. Um homem é muito mais precioso do que uma ovelha e Jesus é muito mais gentil do que o mais cuidadoso pastor e é realmente amável aos pecadores que se achegam a Ele. Quando o filho pródigo chegou todo esfarrapado e sujo seu pai amoroso não o colocou em quarentena até que ele estivesse purificado e limpo. Ele pulou sobre seu pescoço e o beijou sem ao menos dizer uma palavra de repreensão. O filho pródigo veio direto do curral para os braços do Pai. Aquele pródigo acolhido é o tipo de pecador como você é. À você também são todos os beijos e não o olhar carrancudo, todo o amor e não a ira, toda a benevolência e não a severidade. Oh! Se você conhecesse o Salvador você não se atrasaria. Agora, misero e abatido pecador, confie no Senhor Jesus e viva. Ele nunca tratou um filho pródigo que retorna com aspereza e Ele não pode mudar, Ele irá te tratar da mesma forma generosa com que trata os outros filhos. Quer você confie nEle ou não – eu irei – eu confio. Misero pecador, que o Espirito Santo guie teu olhar para Jesus e viva.

Charles H. Spurgeon

FONTE: Spurgeon.org
tradução: Vitor Higo Cid

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Por onde quer que Jesus nos guie


- E elas me seguem.- (Jo 10.27) -

Devemos seguir nosso Senhor com tanta confiança quanto as ovelhas seguem o seu pastor, pois Ele tem o direito de nos guiar por onde quer que deseje. Não pertencemos a nós mesmos, fomos comprados por preço (ver 1 Coríntios 6.20). Reconheçamos os direitos do sangue redentor. Os soldados seguem seu capitão, e os servos obedecem seus senhores. Temos de seguir nosso Redentor, que nos comprou como sua própria possessão.

Não somos verdadeiros à nossa confissão de ser crentes, se questionarmos os mandamentos de nosso Senhor. A submissão é o nosso dever; as murmurações são a nossa vergonha. Nosso Senhor diz a nós o que disse a Pedro: "Que te importa? Quanto a ti, segue-me" (João 21.22).

Por onde quer que Jesus nos guie, Ele sempre vai à nossa frente. Tendo um companheiro tão poderoso como o Senhor Jesus, quem se atemorizará dos perigos do caminho? A viagem pode ser longa, mas os braços eternos de Jesus nos carregarão até ao final. A presença de Jesus é a segurança da salvação eterna. Porque Ele vive, nós também viveremos.

Devemos seguir a Cristo em simplicidade e fé, porque as veredas pelas quais Ele nos conduz terminarão na glória e na imortalidade. Talvez não sejam veredas suaves, mas nos levam à "cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador" (Hebreus 11.10). "Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para os que guardam a sua aliança e os seus testemunhos" (Salmos 25.10). Devemos colocar toda a nossa confiança em nosso Guia. Sabemos que, vindo a prosperidade ou a adversidade, a doença ou a saúde, a popularidade ou a zombaria, o propósito santo e perfeito dEle se cumprirá.

O seu amor nos fará mais felizes do que aqueles que se assentam tranqüilamente em seus lares e aquecem suas mãos no fogo do mundo. Até ao topo das montanhas ou às covas dos leões, seguiremos nosso Amado.

Charles H. Spurgeon

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