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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Se os discípulos não compreendiam Jesus, como hoje eu poderei compreender?... A Bíblia Responde #116

Jesus tinha um discípulo predileto/amado e isto certamente acontecia, não só porque João era jovem e necessitava de mais atenção, mas também derivado da sua personalidade que o permitia aproximar com mais intensidade do Senhor e da sua Palavra. Seria portanto João, o discípulo que melhor compreendia o sentido e os ensinamentos de Jesus. Ora, isto deixa-me preocupado, pelo seguinte, se entre os discípulos (doze apóstolos), que diariamente conviviam com Jesus, João era o mais próximo e íntimo, como poderemos nós (eu) hoje ter esta intimidade? (será possível que eu hoje compreenda melhor Jesus que os apóstolos? ou este facto apenas é verdadeiro antes de pentecostes, tendo depois todos se tornado mais perfeitos/íntimos/compreendendo melhor Jesus, portanto "mais santos?


Existe sim uma diferença entre antes e depois de pentecostes, a diferença se dava por conta da habitação do Espírito Santo.

João 14:26: "Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito." Jesus estava falando aos Seus discípulos no Cenáculo, dando-lhes as últimas instruções antes de Sua morte. Este grupo especial de homens seria responsável por espalhar as boas novas de Jesus Cristo para o mundo inteiro. Eles tinham passado três anos e meio com Ele, assistindo os Seus milagres e ouvindo os Seus ensinamentos. Ao repassar esses ensinamentos para o resto do mundo, eles precisariam da ajuda especial de Deus em lembrar-se com precisão. Jesus disse que o Espírito Santo os ensinaria e lembraria do que tinha sido dito para que pudessem corretamente transmitir a mensagem aos outros.

Essa habitação do Espírito Santo, que todo crente desfruta hoje, nos possibilita uma intimidade ainda maior com Jesus do que quando os discípulos desfrutavam da companhia corpórea de Cristo. Jesus sabia da importância de possuirmos os Espirito Santo habitando em nós, basta analisarmos suas palavras: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.” João 16:7.

Mas, existe ainda, uma grande diferença entre nós e os discípulos que é a revelação completa de Deus a nossa disposição. Estou falando da Bíblia completa e finalizada em seu cânon de 66 livros. Deus se revelou a nós de maneira progressiva. Os discípulos enquanto andavam com Cristo não possuíam plena revelação, ainda existiam mistérios que eles não compreendiam. Apenas após a morte e ressurreição os apóstolos e discípulos entenderam muitas coisas e através de Divina inspiração escreveram os livros do Novo Testamento.

Hoje temos o privilégio de ter em nossas mãos a revelação plena, completa e finalizada de Deus, a Bíblia, devemos estudá-la para que possamos compreendê-la. O quanto conhecemos da Bíblia determina o quanto somos próximos de Deus e de Jesus Cristo.

Que Deus te abençoe.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Se a Bíblia foi inspirada por Deus, por que alguns homens autores da Bíblia desejaram morrer?... A Bíblia Responde #115

Se a Bíblia foi inspirada por Deus, por que alguns homens autores da Bíblia desejaram morrer?

Não vejo na bíblia um único autor que desejasse morrer, podemos sim ver exemplos como o do apóstolo Paulo que conseguia ver algo muito melhor lhe aguardando após a morte, conforme ele diz em Filipenses 1:21 “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.

Para Paulo a vida se resumia em Jesus Cristo; Cristo era a sua razão de ser. A morte o aliviaria das cargas terrenas e permitiria a ele concentrar-se totalmente em glorificar a Deus.

Essa certeza da vida eterna deve estar presente em cada cristão, não é um desejo de morrer, mas uma certeza de que quando esse dia chegar algo infinitamente melhor os esperam. E não existe nenhuma contradição entre a inspiração das Escrituras e o pensamento do maior escritor do Novo Testamento, o apóstolo Paulo.

Se quiser saber mais sobre o que significa dizer que a Bíblia foi inspirada leia este texto: http://www.gotquestions.org/Portugues/Biblia-inspirada.html

Em Cristo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sola Scriptura - 2Tm 3.14-17


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Jesus é um alienígena?... A Bíblia Responde #107

Tenho conversado com algumas pessoas que afirmam existir sim vida em outros planetas. algumas argumentam inclusive que Jesus é um extra-terrestre. eu enfaticamente disse que Alien's se é que existem não passam de demônios querendo enganar. Porém uma colega falou algo que me deixou intrigado: “Acho que somos alienígenas na terra. Moisés, Elias, Enoque todos foram arrebatados ou abduzidos para terra mãe. Na transfiguração de Jesus, eles reaparecem e ainda foi avisado q Elias retorna p grande batalha. Apocalipse de João deve ser uma loucura os aliens disputando a terra. A bíblia é toda ufológica” “Elias subiu na carruagem de fogo?” As descrições das naves que Ezequiel viu, eles se prostravam para qualquer um TUDO ERA ANJO. Preciso de um esclarecimento. Obrigado.

Nós cremos na inerrância bíblica, ou seja, a Bíblia não contém erros ou contradições e tudo o que está escrito nela é verdade e palavra vinda diretamente de Deus. Dentro desta perspectiva acreditamos que o relato da criação do homem sendo criado a partir do pó da terra sendo perfeitamente verdadeira.

O método correto de lermos a Bíblia é o método histórico – gramatical, ou seja, devemos estudar o contexto histórico de quando determinado livro da bíblia foi escrito para entendermos a mensagem que o autor estava passando aos destinatários originais e também estudarmos o tipo de literatura e o sentido das palavras.

Por isso quando lemos que Elias foi elevado aos céus em uma carruagem de fogo, cremos que era literalmente uma carruagem de fogo e nada diferente disso.

A Bíblia não nos fala nem sugere que hajam seres vivos em outros planetas embora acreditemos que Deus é todo poderoso, o criador do universo e se Ele quisesse teria poder suficiente para criar vida em outros lugares.

A pergunta que fica é: porque é mais fácil acreditar em seres extraterrestres como autores da origem da vida na terra ao invés de acreditar que Deus criou todas as coisas conforme o relato bíblico? Porque é mais fácil crer que Jesus era um extraterrestre do que acreditar que Jesus era o Deus encarnado?

Que Deus te abençoe.

Leia mais sobre a Bíblia aqui: http://www.gotquestions.org/Portugues/perguntas-sobre-Biblia.html
Leia mais sobre como ler a Bíblia aqui: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2006/06/por-que-prefiro-o-mtodo-gramtico.html



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Qual a verdadeira obediência bíblica?... A Bíblia Responde #105

Qual é a Verdadeira Obediência a Luz da Bíblia?

Obrigado pela sua pergunta.

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” João 14:21

Jesus disse que os verdadeiros discípulos seriam conhecidos pelo amor e obediência, esse é o princípio da verdadeira obediência, a obediência por amor. Quero propor uma ilustração para você.

É como um pai educando seu filho, esse pai dá uma ordem para o filho arrumar a sua própria cama, esse filho reclama mas vai arrumar a cama. Essa atitude foi de obediência verdadeira? Ou foi por medo das consequências que uma recusa poderia causar?

O ponto é que o filho obedeceu o pai, mas o seu coração estava desejando a rebeldia contra o pai, não foi um ato voluntário de amor e confiança em seu pai.

Em nossa vida podemos obedecer a Deus, mas, ainda assim, nosso coração estar longe Dele. Devemos obedecer a Deus por amor, gratidão e reverência por quem Ele é, e não por qualquer outro motivo.

Esse é o princípio da verdadeira obediência bíblica.

Em Cristo.



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Antídoto Contra Heresias - 1João 2.24-27


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Para ser cristão preciso acreditar no AT?... A Bíblia Responde #102

Para ser cristão preciso acreditar nas narrativas do Velho Testamento? Há passagens nas quais Jesus confirma que o Velho Testamento é a palavra de Deus? Agradeço sua resposta.

O princípio para ser cristão é crer no Senhor Jesus Cristo como Senhor e salvador de sua vida, como diz o credo apostólico:

Você deve “Crer em Jesus Cristo, único Filho de Deus Pai, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.”

É isso que define um cristão, a crença em Jesus Cristo. Mas, se você crer em Jesus como Senhor, você inevitavelmente crerá na Bíblia como Palavra de Deus, divinamente inspirada por Ele, toda a Bíblia, inclusive o Antigo Testamento. Basta vermos a quantidade de citações que Jesus fez do AT, além do fato que Jesus ensinava as doutrinas dos profetas (AT) no templo e entre os religiosos da época.

Os evangelhos sinóticos indicam que Cristo mencionou 34 passagens,
sendo que Mateus relata 29, Marcos 17 e Lucas 16.
Antigo Testamento
Versículo
Marcos
Mateus
Lucas
Gênesis
1:27; 2:24
10:6-7
19:4-5

Êxodo
3:6
12:26
22:32
20:37

20:12-16
10:19
19:18-19a
18:20

20:12; 21:17
7:10
15:4


20:13

5:21


20:14

5:27

Levítico
19:18

5:43; 19:19b


19:18
12:31
22:39
10:27b
Números
30:3

5:33

Deuteronômio
5:16-20
10:19
19:19-19
18:20

6:4-5
12:29-30



6:5

22:37
10:27a

6:13

4:10
4:8

6:16

4:7
4:12

8:3

4:4
4:4

24:1

5:31


19:15

18:16

Salmos
8:3

21:16


21:2
15:34
27:46


30:6


23:46

109:1
12:36
22:44
20:42-43

117:22-23
12:10-11
21:42
20:17
Isaías
6:9-10

13:14-15


6:10
4:12

8:10

29:13
7:6-7
15:8-9


53:12


22:37

56:7
11:17
21:13
19:46

66:24
9:48


Jeremias
7:11
11:17
21:13
19:46
Daniel
9:27; 12:11
13:14
24:15

Oséias
6:6

9:13; 12:7


10:8


23:30
Zacarias
11:13

27:9-10


13:7
14:27
26:31




segunda-feira, 20 de junho de 2016

A Autoridade da Palavra de Deus - Tito 2.15


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Qualquer música é louvor?... A Bíblia Responde #91




 Quais tipos de louvores pode ser considerado correto pra adorar a deus?





Olá!

Precisamos definir o que a Bíblia fala primeiramente como louvor. O louvor faz parte do nosso ato de adoração a Deus, Logicamente que os cânticos fazem parte de nosso louvor a Deus, no entanto é importante lembrarmos que louvamos a Deus com todas nossas atitudes e não somente quando cantamos, podemos expressar louvor a Deus quando reconhecemos sua ação no mundo criado, em nossas vidas. o louvor é o reconhecimento de quem Deus é, o elogiando e o adorando. Os cânticos de louvor, talvez seja o que mais comumente dizemos como "louvor", sendo assim, nossos cânticos precisam estar de acordo com o que Deus revelou na Bíblia para nós, diferentemente do que hoje muitas vezes é considerado como louvor.

Sempre que as músicas forem feitas com centralidade no homem, querendo cobrar, declarar, ordenar a Deus como uma espécie de " gênio da lâmpada", não pode ser considerado um louvor. Isso tem acontecido muito em meio ao mundo " gospel", em outras palavras, grande parte das musicas cantadas em igrejas e no meio evangélico, não podem ser consideradas um louvor a Deus, porque elas estão muito mais preocupadas com o homem do que com Deus. Uma boa dica adotada por boa parte das Igrejas que tem seu fundamento na Bíblia é adotar o livro de Salmos que contém muitos louvores de acordo com a Bíblia para cantar nos cultos.

Devemos sempre lembrar que no culto a Deus, a teologia deve ser profundamente bíblica para que possamos considerar um louvor a Deus.


Em Cristo


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Top5 - Personagens da Bíblia


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Top5 - Palavras Que Perderam o Significado Bíblico


terça-feira, 15 de julho de 2014

Exposição de João 7:37-39




sexta-feira, 11 de julho de 2014

Exposição de João 7:40-43




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Um anjo pode possuir uma pessoa?... A Bíblia Responde #40



OS ANJOS DE DEUS PODEM POSSUIR UMA PESSOA E FALAR ATRAVÉS DELA? Preciso de fundamentação bíblica. Obrigado.

Olá, nas Escrituras não existe nenhum relato de um Anjo (bom) de Deus possuindo uma pessoa, os casos de possessão estão diretamente relacionados com os anjos caídos (demônios).

Apesar de terem vontade, os anjos são, como todas as criaturas, sujeitos à vontade de Deus. Os anjos bons são enviados por Deus para ajudar os crentes (Hebreus 1:14). A seguir, algumas atividades que a Bíblia atribui aos anjos:

A. Eles louvam a Deus (Salmos 148:1,2; Isaías 6:3).
B. Eles adoram a Deus (Hebreus 1:6; Apocalipse 5:8-13).
C. Eles se regozijam nos feitos de Deus (Jó 38:6-7).
D. Eles servem a Deus (Salmos 103:20; Apocalipse 22:9).
E. Eles se apresentam perante Deus (Jó 1:6; 2:1).
F. Eles são instrumentos dos julgamentos de Deus (Apocalipse 7:1; 8:2).
G. Eles trazem respostas às orações (Atos 12:5-10).
H. Eles ajudam a ganhar pessoas para Cristo (Atos 8:26; 10:3).
I. Eles observam a ordem cristã, obra e sofrimento (I Coríntios 4:9; 11:10; Efésios 3:10; I Pedro 1:12).
J. Eles dão encorajamento em tempos de perigo (Atos 27:23-24).
K. Eles cuidam dos justos no momento da morte (Lucas 16:22).

Os anjos são de uma ordem completamente diferente da dos humanos. Os seres humanos não se tornam anjos após a morte. Os anjos nunca se tornam e nunca foram seres humanos. Deus criou os anjos da mesma forma que criou a humanidade. Em nenhum lugar a Bíblia afirma que os anjos foram criados à imagem e semelhança de Deus, como foram os humanos (Gênesis 1:26). Os anjos são seres espirituais que podem, até certo ponto, assumir forma humana. Os humanos são basicamente seres físicos, mas com um aspecto espiritual. A maior coisa que podemos aprender dos anjos é sua obediência instantânea e sem questionamentos às ordens de Deus.

Deus te abençoe.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Texto fora de contexto... Romanos 8:37



Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”. (Romanos 8:37)
            O triunfalismo, a ideia de que o crente deve ser vitorioso em todas as áreas de sua vida, é uma das principais marcas da grande maioria das igrejas evangélicas no Brasil. Isso pode ser visto, por exemplo, nos chamados “culto da vitória”, que muitas igrejas possuem. Ou mesmo nas músicas de vários cantores e cantoras, focadas em motivar aos crentes a serem vitoriosos sobre qualquer inimigo e qualquer adversidade.
 
            Não tenho dúvidas, contudo, que o principal texto usado para defender a ideia triunfalista é Romanos 8:37, pois, nele, São Paulo diz com muita clareza “Em TUDO somos mais que vencedores”. A maneira triunfalista de entender esse texto é mais ou menos assim: Se somos mais do que vencedores em todas as coisas, então devo declarar a minha vitória sobre qualquer dificuldade, seja doença, seja crise conjugal, seja desemprego, e Cristo me restituirá em dobro o que eu perdi. A ideia, portanto, baseada nesse texto, é que a vitória sobre o desemprego é um emprego melhor; a vitória sobre a doença, é a cura; a vitória sobre uma crise financeira é a prosperidade. O que o crente precisa, assim, se já é mais que vencedor sobre todas essas coisas, é simplesmente declarar a sua vitória, pois como diz uma das músicas triunfalistas “posso enfrentar o que for, eu sei quem luta por mim”. Só que não... não é isso que o texto quer dizer.
 
            O segredo para se entender bem este texto é analisar no contexto a resposta para duas questões: 1) Quais são “todas estas coisas”?; e 2) O que é ser mais que vencedor sobre estas coisas?. Vamos à primeira.
 
            Uma análise do contexto mais amplo nos revela que o apóstolo Paulo deseja demonstrar os privilégios de pertencer a Cristo a despeito dos sofrimentos da era presente. É isso que ele diz em Romanos 8:18: 

Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós

            Ou seja, um dos privilégios de pertencer a Cristo é ter uma viva esperança de um futuro glorioso. É por isso que Paulo diz que “na esperança, fomos salvos.” (Rom 8:24). Também, é por isso que ele diz: “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rom 8:28). Já vimos em outro lugar que este propósito de Deus é, no futuro, nos tornar à imagem de Cristo, sendo isto (ser à imagem de Cristo) a nossa glória futura. 
 
            Diante de tamanha promessa, a qual conclusão chegamos? A de que Deus é por nós (v. 31). Temos um Deus que, juntamente com Cristo, nos deu privilégios maravilhosos (v.32), como a eleição, a justificação (v.33), a interseção de Cristo em nosso favor (v.34) e a união inviolável com o amor de Cristo (v.35). E é exatamente neste último privilégio que o apóstolo Paulo alista uma série de dificuldades que todo crente pode passar, especialmente aqueles que, como Paulo, enfrentam oposição. Ele alista “tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada”.
 
            Isto significa, então, que o crente é um derrotado? Isto significa que deve-se considerar uma perda seguir a Cristo, visto que o grande resultado é futuro, e no presente há tanto sofrimento? A resposta de Paulo é que não, pois em “todas estas coisas”, ou seja, “nos sofrimentos da era presente”, e mais especificamente “tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada”, somos mais que vencedores. Portanto, já temos a resposta à nossa primeira pergunta “Quais são ‘todas estas coisas?’”: São os sofrimentos do tempo presente, especialmente os decorrentes do serviço a Cristo, alistados no versículo 35 de Romanos 8.
 
            E o que é ser mais que vencedor sobre todas estas coisas? A resposta, agora que analisamos o contexto, ficou mais fácil. Mas antes, já podemos descartar qualquer sentido “materialista” para esta vitória. Definitivamente, para Paulo, a vitória da tribulação, por exemplo, não é uma casa de praia, com uma rede balançando sob a brisa do mar, e um cheirinho bom de churrasco assando na beira da piscina.  A vitória não é a satisfação da ganância, ou de qualquer outra expectativa centrada no ego humano. A vitória é “por meio daquele que nos amou”, como diz o restante do texto, e não tem nenhuma relação com tais interesses mesquinhos. Isto seria ser apenas “vencedor”. Mas Paulo faz questão de dizer que, em Cristo, somos “MAIS que vencedores”.
 
            À luz do contexto, o que vemos é que nenhum destes sofrimentos é capaz de nos separar do amor de Cristo (vs 38,39). Sendo assim, nada retira dos filhos de Deus os privilégios oriundos do amor de Cristo por nós, como a nossa eleição, nossa justificação e a nossa esperança de um futuro glorioso com Deus. Embora saudável ou doente, empregado ou desempregado, rico ou pobre, vivo ou morto, nada nos separa das grandiosas bênçãos amorosas oriundas da nossa união com Cristo, e nisso está a nossa vitória! Eis, portanto, a nossa vitória: nada nos separa do amor de Cristo!
 
            Pondo em termos práticos, o que um pastor deveria dizer a um irmão que está lutando contra o câncer? Se ele entender errado o texto de Romanos 8:37, ele diria: “Irmão, em Cristo somos mais que vencedores. Venha aqui que eu vou declarar a sua vitória sobre esta doença, e Deus vai te dar a cura neste dia!”. Porém, se ele entende tal texto em seu contexto, ele falaria: “Irmão, em Cristo somos mais que vencedores. Saiba que nosso desejo e oração é sua cura, porém louvamos a Deus que esta doença não pode te separar do amor de Cristo e, assim, podemos ter a confiança que seu futuro é glorioso, apesar deste seu sofrimento!”.

            Em resumo, o crente é mais que vencedor sobre qualquer dificuldade de sua vida? Sim. Mas sua vitória consiste em estar unido a Cristo e ter a convicção de seu amor e de um futuro glorioso, apesar dos sofrimentos presentes. É isto que Romanos 8:37, em seu contexto, significa. 

Pr. Antônio Neto

Fonte: Igreja Batista Luz do Mundo

sexta-feira, 28 de março de 2014

O que a Bíblia diz sobre...Ter amigos descrentes?




Antes de entender o que a Bíblia ensina sobre amizade com descrentes, é importante que, primeiramente, definamos os termos. Na Bíblia, existe uma diferença entre palavras traduzidas por “amigo”. Uma delas, significa um simples “colega, companheiro”. Foi assim que Jesus chamou a Judas, quando este veio para o entregar (Mt 26:50). Outra palavra traduzida como “amigo” envolve um pouco mais de afetividade, pois sua raiz é a palavrinha filo, que significa “amante de. Diríamos que ela seria algo como um “amigo querido”. Era assim que Jesus via os outros 11 apóstolos (Jo 11:15). É esse tipo de amizade que somos chamados a ter com nossos irmãos em Cristo (1Pe 3:8). Sendo assim, podemos dizer que, biblicamente, há dois níveis de amizade: um simples coleguismo ou companheirismo, e uma amizade fraterna, que envolva certa dose de comunhão.

         É óbvio que a Bíblia não condena este primeiro tipo de amizade. Isso é visto no exemplo de Jesus. Ele andou com Judas. Comeu com ele. Teve comunhão. Porém, o próprio Jesus o considerou um simples companheiro, ou seja, andavam juntos por terem uma atividade em comum. Eu diria, então, ser esse o tipo de amizade que mantemos em nossos trabalhos e atividades do dia a dia. Temos colegas de trabalho, de escola, de faculdade que conversamos e temos comunhão, porém no nível do companheirismo, por termos uma certa atividade que nos une. Portanto, digamos assim, ter colegas descrentes não é pecado.

       A questão maior existe no outro nível de amizade, aquela onde não é uma atividade em comum que une, mas laços afetivos. São aquelas amizades que existem por gostos em comum, onde os amigos têm prazer nas conversas e na comunhão um com o outro. São amizades que mantemos por decisão pessoal. Será que é, então, pecado ter amigos assim que sejam descrentes?

       Bem, a resposta a essa questão deve ser cuidadosamente dada, e exige uma certa dose de maturidade e equilíbrio do leitor. Isto porque ela é daquelas respostas do tipo “não, porque nem sempre”. Ou seja, não é pecado ter amigos descrentes, mas este tipo de amizade requer certos cuidados. Vamos entender isto.

     Primeiro, é claro na Bíblia que não é pecado, em si, ter amigos fraternos que não são crentes. Jesus teve amigos assim! Em Mateus 11:19, Jesus é criticado por seus opositores por ter amigos “publicanos e pecadores”. Jesus sentava com eles para comer, conversar e ter comunhão. Se Jesus tinha tal tipo de amizade, então é porque isto não é errado.

     Não obstante, embora a regra “se Jesus fez então não é pecado” se aplique aqui, uma ressalva precisa ser feita: Jesus não corria os riscos de uma amizade com incrédulos. De fato, sabemos que Jesus mantinha amigos incrédulos com o firme propósito de influenciá-los para o bem, de ensiná-los acerca do arrependimento e do evangelho. Além disso, Jesus certamente mantinha-se descontaminado de qualquer influencia pecaminosa que tal amizade poderia proporcioná-lo. Dito isso, penso que estes são os dois parâmetros a serem seguidos sempre que quisermos manter uma amizade com um descrente: 1) Esta amizade servirá para influência positiva em favor do evangelho; e 2) Esta amizade não me influenciará negativamente em favor do pecado.

       O seguinte texto nos dá base para o primeiro parâmetro:

Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:14-16)

      Enquanto estamos no mundo, não devemos nos esconder daqueles que precisam de luz. Pelo contrário, precisamos sempre procurar meios de fazer nossa luz brilhar diante dos homens e, assim, influenciá-los positivamente para que glorifiquem a Deus. Eu, particularmente, não vejo melhor ambiente para uma boa influencia do que uma amizade.

       Porém, no texto anterior a este que mencionei, diz o seguinte:

Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor?Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” (Mateus 5:13)


       Este texto fala do perigo de deixarmos de ser uma boa influencia para os incrédulos. Uma amizade, portanto, onde nossa influencia não é positiva, mas neutra ou negativa, é uma amizade inútil e prejudicial. Uma frase que minha mãe sempre dizia era “Se você não é boa influência para os seus amigos, então você é uma má influencia para eles”. O que ela queria dizer é que se eu não dou um testemunho cristão para incentivar meus amigos a crerem em Cristo, então minha amizade é prejudicial a eles.

     Quanto ao segundo parâmetro, os seguintes textos nos deixam claro que qualquer amizade que nos influencia ao pecado é pecaminosa.

Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.(Salmo1. 1).

Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (1Coríntios 15:33)

Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)

      Penso que tais versículos nos deixam claros os limites e os riscos do relacionamento fraternos com incrédulos. Em amizades assim, certamente ocorrem emissão de conselhos equivocados, assuntos pecaminosos em conversas, práticas contrárias aos bons costumes e à Palavra de Deus, e etc. Por isso, é necessário muito cuidado para não se deixar influenciar negativamente por qualquer coisa que desagrade a Deus dentro de uma amizade.

       Contudo, é pecado ter amigos descrentes? A resposta é não, não é pecado, desde que esta amizade sirva para testemunhar a Cristo e não seja uma fonte de influência pecaminosa às nossas vidas. Baseado nisso, para encerrar, gostaria de deixar alguns conselhos:

1) Embora você possa ter alguma amizade com um incrédulo, dê preferência às amizades com cristãos. A comunhão com nossos irmãos em Cristo é uma ferramente poderosíssima de Deus para trabalhar a nossa vida espiritual. Por isso, é altamente recomendável que a maioria de nossas amizades seja com outros crentes.

2) Saiba que a amizade com um descrente deve conter limitações. Por exemplo, não é bom ter como “amigo de conselhos” alguém que não está sujeito à Palavra de Deus. Ou então, é preciso cuidado ao querer frequentar determinados ambientes com amigos descrentes, os quais você sabe que não se comportarão de maneira adequada à Palavra de Deus. Ou seja, estabeleça os limites necessários para que você possa manter seu bom testemunho e não receba uma má influência.

3) Se você é uma pessoa que já possui certa maturidade cristã e firmeza na Palavra, então estimule-se a desenvolver amizades com descrentes com o propósito de testemunhar de Cristo a eles. Não estou dizendo, porém, que você deve usar as pessoas, dando-lhes uma falsa amizade com segundas intenções. Mas, sempre que vier à tona uma certa afinidade com um descrente, procure desenvolver e estreitar tal laço, para que ele possa ter uma fonte de luz em sua vida. Coisas como chamar em sua casa para conversar sobre o assunto, ou marcar uma refeição em algum lugar, ou mesmo marcar uma partida de futebol são algumas possíveis atitudes que podem proporcionar ao amigo incrédulo momentos de exposição a um testemunho cristão.

4) Avalie o que te atrai a uma amizade com um incrédulo. Temos nossos motivos para nos aproximar das pessoas. Gostos em comum, hábitos em comum, pensamentos em comum, dentre outros. Porém, se aquilo que nos atrai a um descrente for um gosto, hábito, pensamento ou qualquer coisa que não agrada a Deus, então esta amizade se constitue em inimizade contra Deus (Tg 4:4).
Pr. Antônio Neto