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sábado, 14 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
terça-feira, 9 de junho de 2015
Pregação em Áudio - João 12:44-50 (Crer ou não Crer? Eis a Questão)
"Ser ou não ser, eis a questão". Esta é uma das frases mais famosas da literatura mundial. Ela foi escrita por William Shakespeare, na peça Hamlet. Assim, sempre que ela é proferida, vem à nossa mente esta obra deste grande escritor.
O Evangelho de João, se pudesse ser resumido, teria uma frase parecida: "Crer ou não crer, eis a questão". Este resumo ocorre no texto de João 12:44-50. Neste trecho bíblico, encontramos um resumo do ensino de Jesus, que consiste em uma chamada a considerarmos esta questão: Crer ou não crer em Jesus, o Nazareno?
No sermão pregado no dia 7/06/2015, na Igreja Batista Luz do Mundo, o pr. Antônio Neto expõe o texto bíblico nos chamando a considerar a crença e a descrença. Ao final, a pergunta que nos resta é: O que faremos com Jesus de Nazaré?
Clique no link abaixo e ouça esta mensagem bíblica.
Fonte: http://iblmpf.blogspot.com.br/2015/06/pregacao-em-audio-joao-1244-50-crer-ou.html
terça-feira, 31 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
domingo, 16 de novembro de 2014
Conferência Teológica IBLM 2104 - Resumo
Ontem (15/11/14) fomos agraciados por Deus, na Igreja Batista Luz do Mundo em Passo Fundo - RS, com um dia de estudos da Palavra de Deus sobre as doutrinas da graça. Um tempo precioso que tivemos junto aos irmãos e dos pastores Antônio Neto e Felipe Prestes, ambos bacharel em Teologia pelo Seminário Batista do Cariri, Pr. Antônio Neto professor permanente do curso on-line da Escola Charles Spurgeon - CE e Pr. Felipe Preste leciona o curso de Grego nesta mesma instituição.
Selecionei algumas frases marcantes e os versículos bíblicos que foram expostos e estudados em cada palestra da conferência.
Palestra: Total Depravação - PR.Antonio Neto
"A compreensão desta doutrina determinará a correta compreensão das demais."
"Negar este primeiro conceito obrigará a pessoa a negar os demais pontos."
O que significa:
1) o pecado afetou toda a pessoa. Rm 3:10-18
- mente corrompida, comunicação corrompida e atitude corrompida.
2) a pessoa está totalmente incapaz de se submeter a Deus. Ef 2:1-3
- Três senhores: o mundo, o diabo e a carne.
"O homem é incapaz de honrar a Deus em seu coração."
"Isso torna o homem desesperadamente necessitado da graça do evangelho e da salvação."
Palestra: Eleição Incondicional - PR. Felipe Prestes
"Devemos começar olhando o homem da maneira correta, como totalmente incapaz, e a doutrina Calvinista faz exatamente isso, ao contrário da doutrina arminiana que eleva demais a posição do homem nessa equação."
"A eleição incondicional é o ato de Deus por meio do qual Ele escolheu, com base na sua própria vontade antes da fundação do mundo."
- O homem não tem capacidade de ter fé. Ef 2:1,3.
- Deus não encontra motivos no próprio homem para escolhê-lo.
Textos que comprovam a eleição incondicional: Rm 9:11-16; Rm 8:29-30; Ef 1:3-5,11; 1Pe 1:1-2, 2:9.
"Se você é um eleito você têm obrigação de ser irrepreensível."
"Eleição com base na fé = glória para o homem."
"Eleição com base na soberana vontade = glória para Deus."
"Nem mesmo num futuro visto por Deus o homem se a chegaria a Deus."
"A eleição incondicional é extremamente humilhante para o homem."
Palestra: Expiação Limitada - PR. Felipe Prestes
"Sem uma boa explicação da expiação é impossível determinarmos se ela é limitada ou ilimitada."
"O mundo caído em Adão é restaurado em Cristo."
"No corpo de Cristo não há distinção de raça, cultura, classe e sexo."
"Desconfie de igrejas que vem para salvar os jovens, os ricos, os pobres ou com grupos específicos. Igreja só faz sentido se for para todos."
"Expiação limitada não é uma definição de poder, mas de propósito. Assim, a morte de Cristo é suficiente para salvar a todos, mas eficiente somente para salvar os eleitos."
"A expiação arminiana limita a expiação no seu poder, a calvinista no seu propósito."
Sequência lógica: - Homem depravado - Eleição incondicional - Expiação limitada
"Se a expiação não for limitada, então, Cristo morreu por pessoas que estão no inferno."
Textos importantes: Jo 10:11, 15, 26; Mt 20:28; 1Tm 4:10
"A morte de Cristo foi substitutiva, morreu no nosso lugar."
O que Cristo fez na cruz?
- Redenção (Is 53:10-11)
- Propiciação (1 Jo 4:10)
- Reconciliação (RM 5:10)
- Substituição (RM 8:32)
Palestra: Graça Irresistível - PR. Antônio Neto
"O fundamento da graça irresistível é a ideia de que foi Deus, e apenas Deus, quem operou na salvação do homem."
"É a conclusão lógica da depravação total."
"Nós só somos salvos porque Deus nos salvou."
"Não significa dizer que o homem jamais resiste a oferta da salvação."
"Não significa dizer que Deus salva pessoas à força."
É a obra soberana de Deus em vencer a nossa rebelião do nosso coração e trazer-nos à fé em Cristo, para que sejamos salvos. Jo 6:44, Rm 8:30, Jo 3:3, Jo 3:6, Ef 2:4-5, At 18:27, At 16:14, 1Jo 5:1.
"O novo nascimento é uma obra soberana e sobrenatural do Espírito Santo."
"Deus, e unicamente Deus, nos deu vida, pela graça somos salvos."
"A fé é uma expressão do novo nascimento."
"Por que irresistível? Porque Deus coloca em nós o seu Espírito Santo, que abre os nossos olhos para a realidade dos nossos pecados e para a sublimidade de Deus e do Senhor Jesus Cristo."
"É ao recebermos o Espírito Santo que somos convencidos amorosamente por Deus do nosso estado pecaminoso e necessidade de salvação."
Palestra: Perseverança dos Santos - PR. Felipe Prestes
"Deus assegura a nossa salvação."
"Que Deus fraco permite o homem perder a salvação que Ele assegurou anteriormente?"
"Se Deus providenciou, Deus vai assegurar a nossa salvação."
"Se os eleitos não perseverassem... A escolha de Deus falharia."
Rm 8:35-39; Jo 6:37; Jo 10:27-29; Fp 1:6; 2Tm 1:12; Ef 1:13-14; Rm 8:28-30; Jo 6:47; Jo 5:24
"Uma questão de segurança e de perseverança."
Soli Deo Gloria
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
domingo, 3 de agosto de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Texto fora de contexto... Romanos 8:37
“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”. (Romanos 8:37)
O triunfalismo, a ideia de que o crente deve ser vitorioso em todas as áreas de sua vida, é uma das principais marcas da grande maioria das igrejas evangélicas no Brasil. Isso pode ser visto, por exemplo, nos chamados “culto da vitória”, que muitas igrejas possuem. Ou mesmo nas músicas de vários cantores e cantoras, focadas em motivar aos crentes a serem vitoriosos sobre qualquer inimigo e qualquer adversidade.
Não tenho dúvidas, contudo, que o principal texto usado para defender a ideia triunfalista é Romanos 8:37, pois, nele, São Paulo diz com muita clareza “Em TUDO somos mais que vencedores”. A maneira triunfalista de entender esse texto é mais ou menos assim: Se somos mais do que vencedores em todas as coisas, então devo declarar a minha vitória sobre qualquer dificuldade, seja doença, seja crise conjugal, seja desemprego, e Cristo me restituirá em dobro o que eu perdi. A ideia, portanto, baseada nesse texto, é que a vitória sobre o desemprego é um emprego melhor; a vitória sobre a doença, é a cura; a vitória sobre uma crise financeira é a prosperidade. O que o crente precisa, assim, se já é mais que vencedor sobre todas essas coisas, é simplesmente declarar a sua vitória, pois como diz uma das músicas triunfalistas “posso enfrentar o que for, eu sei quem luta por mim”. Só que não... não é isso que o texto quer dizer.
O segredo para se entender bem este texto é analisar no contexto a resposta para duas questões: 1) Quais são “todas estas coisas”?; e 2) O que é ser mais que vencedor sobre estas coisas?. Vamos à primeira.
Uma análise do contexto mais amplo nos revela que o apóstolo Paulo deseja demonstrar os privilégios de pertencer a Cristo a despeito dos sofrimentos da era presente. É isso que ele diz em Romanos 8:18:
“Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós”
Ou seja, um dos privilégios de pertencer a Cristo é ter uma viva esperança de um futuro glorioso. É por isso que Paulo diz que “na esperança, fomos salvos.” (Rom 8:24). Também, é por isso que ele diz: “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rom 8:28). Já vimos em outro lugar que este propósito de Deus é, no futuro, nos tornar à imagem de Cristo, sendo isto (ser à imagem de Cristo) a nossa glória futura.
Diante de tamanha promessa, a qual conclusão chegamos? A de que Deus é por nós (v. 31). Temos um Deus que, juntamente com Cristo, nos deu privilégios maravilhosos (v.32), como a eleição, a justificação (v.33), a interseção de Cristo em nosso favor (v.34) e a união inviolável com o amor de Cristo (v.35). E é exatamente neste último privilégio que o apóstolo Paulo alista uma série de dificuldades que todo crente pode passar, especialmente aqueles que, como Paulo, enfrentam oposição. Ele alista “tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada”.
Isto significa, então, que o crente é um derrotado? Isto significa que deve-se considerar uma perda seguir a Cristo, visto que o grande resultado é futuro, e no presente há tanto sofrimento? A resposta de Paulo é que não, pois em “todas estas coisas”, ou seja, “nos sofrimentos da era presente”, e mais especificamente “tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada”, somos mais que vencedores. Portanto, já temos a resposta à nossa primeira pergunta “Quais são ‘todas estas coisas?’”: São os sofrimentos do tempo presente, especialmente os decorrentes do serviço a Cristo, alistados no versículo 35 de Romanos 8.
E o que é ser mais que vencedor sobre todas estas coisas? A resposta, agora que analisamos o contexto, ficou mais fácil. Mas antes, já podemos descartar qualquer sentido “materialista” para esta vitória. Definitivamente, para Paulo, a vitória da tribulação, por exemplo, não é uma casa de praia, com uma rede balançando sob a brisa do mar, e um cheirinho bom de churrasco assando na beira da piscina. A vitória não é a satisfação da ganância, ou de qualquer outra expectativa centrada no ego humano. A vitória é “por meio daquele que nos amou”, como diz o restante do texto, e não tem nenhuma relação com tais interesses mesquinhos. Isto seria ser apenas “vencedor”. Mas Paulo faz questão de dizer que, em Cristo, somos “MAIS que vencedores”.
À luz do contexto, o que vemos é que nenhum destes sofrimentos é capaz de nos separar do amor de Cristo (vs 38,39). Sendo assim, nada retira dos filhos de Deus os privilégios oriundos do amor de Cristo por nós, como a nossa eleição, nossa justificação e a nossa esperança de um futuro glorioso com Deus. Embora saudável ou doente, empregado ou desempregado, rico ou pobre, vivo ou morto, nada nos separa das grandiosas bênçãos amorosas oriundas da nossa união com Cristo, e nisso está a nossa vitória! Eis, portanto, a nossa vitória: nada nos separa do amor de Cristo!
Pondo em termos práticos, o que um pastor deveria dizer a um irmão que está lutando contra o câncer? Se ele entender errado o texto de Romanos 8:37, ele diria: “Irmão, em Cristo somos mais que vencedores. Venha aqui que eu vou declarar a sua vitória sobre esta doença, e Deus vai te dar a cura neste dia!”. Porém, se ele entende tal texto em seu contexto, ele falaria: “Irmão, em Cristo somos mais que vencedores. Saiba que nosso desejo e oração é sua cura, porém louvamos a Deus que esta doença não pode te separar do amor de Cristo e, assim, podemos ter a confiança que seu futuro é glorioso, apesar deste seu sofrimento!”.
Em resumo, o crente é mais que vencedor sobre qualquer dificuldade de sua vida? Sim. Mas sua vitória consiste em estar unido a Cristo e ter a convicção de seu amor e de um futuro glorioso, apesar dos sofrimentos presentes. É isto que Romanos 8:37, em seu contexto, significa.
Pr. Antônio Neto
Fonte: Igreja Batista Luz do Mundo
sexta-feira, 28 de março de 2014
O que a Bíblia diz sobre...Ter amigos descrentes?
Antes de entender o que a Bíblia ensina sobre amizade com descrentes, é importante que, primeiramente, definamos os termos. Na Bíblia, existe uma diferença entre palavras traduzidas por “amigo”. Uma delas, significa um simples “colega, companheiro”. Foi assim que Jesus chamou a Judas, quando este veio para o entregar (Mt 26:50). Outra palavra traduzida como “amigo” envolve um pouco mais de afetividade, pois sua raiz é a palavrinha filo, que significa “amante de”. Diríamos que ela seria algo como um “amigo querido”. Era assim que Jesus via os outros 11 apóstolos (Jo 11:15). É esse tipo de amizade que somos chamados a ter com nossos irmãos em Cristo (1Pe 3:8). Sendo assim, podemos dizer que, biblicamente, há dois níveis de amizade: um simples coleguismo ou companheirismo, e uma amizade fraterna, que envolva certa dose de comunhão.
É óbvio que a Bíblia não condena este primeiro tipo de amizade. Isso é visto no exemplo de Jesus. Ele andou com Judas. Comeu com ele. Teve comunhão. Porém, o próprio Jesus o considerou um simples companheiro, ou seja, andavam juntos por terem uma atividade em comum. Eu diria, então, ser esse o tipo de amizade que mantemos em nossos trabalhos e atividades do dia a dia. Temos colegas de trabalho, de escola, de faculdade que conversamos e temos comunhão, porém no nível do companheirismo, por termos uma certa atividade que nos une. Portanto, digamos assim, ter colegas descrentes não é pecado.
A questão maior existe no outro nível de amizade, aquela onde não é uma atividade em comum que une, mas laços afetivos. São aquelas amizades que existem por gostos em comum, onde os amigos têm prazer nas conversas e na comunhão um com o outro. São amizades que mantemos por decisão pessoal. Será que é, então, pecado ter amigos assim que sejam descrentes?
Bem, a resposta a essa questão deve ser cuidadosamente dada, e exige uma certa dose de maturidade e equilíbrio do leitor. Isto porque ela é daquelas respostas do tipo “não, porque nem sempre”. Ou seja, não é pecado ter amigos descrentes, mas este tipo de amizade requer certos cuidados. Vamos entender isto.
Primeiro, é claro na Bíblia que não é pecado, em si, ter amigos fraternos que não são crentes. Jesus teve amigos assim! Em Mateus 11:19, Jesus é criticado por seus opositores por ter amigos “publicanos e pecadores”. Jesus sentava com eles para comer, conversar e ter comunhão. Se Jesus tinha tal tipo de amizade, então é porque isto não é errado.
Não obstante, embora a regra “se Jesus fez então não é pecado” se aplique aqui, uma ressalva precisa ser feita: Jesus não corria os riscos de uma amizade com incrédulos. De fato, sabemos que Jesus mantinha amigos incrédulos com o firme propósito de influenciá-los para o bem, de ensiná-los acerca do arrependimento e do evangelho. Além disso, Jesus certamente mantinha-se descontaminado de qualquer influencia pecaminosa que tal amizade poderia proporcioná-lo. Dito isso, penso que estes são os dois parâmetros a serem seguidos sempre que quisermos manter uma amizade com um descrente: 1) Esta amizade servirá para influência positiva em favor do evangelho; e 2) Esta amizade não me influenciará negativamente em favor do pecado.
O seguinte texto nos dá base para o primeiro parâmetro:
“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:14-16)
Enquanto estamos no mundo, não devemos nos esconder daqueles que precisam de luz. Pelo contrário, precisamos sempre procurar meios de fazer nossa luz brilhar diante dos homens e, assim, influenciá-los positivamente para que glorifiquem a Deus. Eu, particularmente, não vejo melhor ambiente para uma boa influencia do que uma amizade.
Porém, no texto anterior a este que mencionei, diz o seguinte:
“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor?Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” (Mateus 5:13)
Este texto fala do perigo de deixarmos de ser uma boa influencia para os incrédulos. Uma amizade, portanto, onde nossa influencia não é positiva, mas neutra ou negativa, é uma amizade inútil e prejudicial. Uma frase que minha mãe sempre dizia era “Se você não é boa influência para os seus amigos, então você é uma má influencia para eles”. O que ela queria dizer é que se eu não dou um testemunho cristão para incentivar meus amigos a crerem em Cristo, então minha amizade é prejudicial a eles.
Quanto ao segundo parâmetro, os seguintes textos nos deixam claro que qualquer amizade que nos influencia ao pecado é pecaminosa.
“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmo1. 1).
“Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (1Coríntios 15:33)
“Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)
Penso que tais versículos nos deixam claros os limites e os riscos do relacionamento fraternos com incrédulos. Em amizades assim, certamente ocorrem emissão de conselhos equivocados, assuntos pecaminosos em conversas, práticas contrárias aos bons costumes e à Palavra de Deus, e etc. Por isso, é necessário muito cuidado para não se deixar influenciar negativamente por qualquer coisa que desagrade a Deus dentro de uma amizade.
Contudo, é pecado ter amigos descrentes? A resposta é não, não é pecado, desde que esta amizade sirva para testemunhar a Cristo e não seja uma fonte de influência pecaminosa às nossas vidas. Baseado nisso, para encerrar, gostaria de deixar alguns conselhos:
1) Embora você possa ter alguma amizade com um incrédulo, dê preferência às amizades com cristãos. A comunhão com nossos irmãos em Cristo é uma ferramente poderosíssima de Deus para trabalhar a nossa vida espiritual. Por isso, é altamente recomendável que a maioria de nossas amizades seja com outros crentes.
2) Saiba que a amizade com um descrente deve conter limitações. Por exemplo, não é bom ter como “amigo de conselhos” alguém que não está sujeito à Palavra de Deus. Ou então, é preciso cuidado ao querer frequentar determinados ambientes com amigos descrentes, os quais você sabe que não se comportarão de maneira adequada à Palavra de Deus. Ou seja, estabeleça os limites necessários para que você possa manter seu bom testemunho e não receba uma má influência.
3) Se você é uma pessoa que já possui certa maturidade cristã e firmeza na Palavra, então estimule-se a desenvolver amizades com descrentes com o propósito de testemunhar de Cristo a eles. Não estou dizendo, porém, que você deve usar as pessoas, dando-lhes uma falsa amizade com segundas intenções. Mas, sempre que vier à tona uma certa afinidade com um descrente, procure desenvolver e estreitar tal laço, para que ele possa ter uma fonte de luz em sua vida. Coisas como chamar em sua casa para conversar sobre o assunto, ou marcar uma refeição em algum lugar, ou mesmo marcar uma partida de futebol são algumas possíveis atitudes que podem proporcionar ao amigo incrédulo momentos de exposição a um testemunho cristão.
4) Avalie o que te atrai a uma amizade com um incrédulo. Temos nossos motivos para nos aproximar das pessoas. Gostos em comum, hábitos em comum, pensamentos em comum, dentre outros. Porém, se aquilo que nos atrai a um descrente for um gosto, hábito, pensamento ou qualquer coisa que não agrada a Deus, então esta amizade se constitue em inimizade contra Deus (Tg 4:4).
Pr. Antônio Neto
Fonte: Igreja Batista Luz do Mundo
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