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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Se os discípulos não compreendiam Jesus, como hoje eu poderei compreender?... A Bíblia Responde #116

Jesus tinha um discípulo predileto/amado e isto certamente acontecia, não só porque João era jovem e necessitava de mais atenção, mas também derivado da sua personalidade que o permitia aproximar com mais intensidade do Senhor e da sua Palavra. Seria portanto João, o discípulo que melhor compreendia o sentido e os ensinamentos de Jesus. Ora, isto deixa-me preocupado, pelo seguinte, se entre os discípulos (doze apóstolos), que diariamente conviviam com Jesus, João era o mais próximo e íntimo, como poderemos nós (eu) hoje ter esta intimidade? (será possível que eu hoje compreenda melhor Jesus que os apóstolos? ou este facto apenas é verdadeiro antes de pentecostes, tendo depois todos se tornado mais perfeitos/íntimos/compreendendo melhor Jesus, portanto "mais santos?


Existe sim uma diferença entre antes e depois de pentecostes, a diferença se dava por conta da habitação do Espírito Santo.

João 14:26: "Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito." Jesus estava falando aos Seus discípulos no Cenáculo, dando-lhes as últimas instruções antes de Sua morte. Este grupo especial de homens seria responsável por espalhar as boas novas de Jesus Cristo para o mundo inteiro. Eles tinham passado três anos e meio com Ele, assistindo os Seus milagres e ouvindo os Seus ensinamentos. Ao repassar esses ensinamentos para o resto do mundo, eles precisariam da ajuda especial de Deus em lembrar-se com precisão. Jesus disse que o Espírito Santo os ensinaria e lembraria do que tinha sido dito para que pudessem corretamente transmitir a mensagem aos outros.

Essa habitação do Espírito Santo, que todo crente desfruta hoje, nos possibilita uma intimidade ainda maior com Jesus do que quando os discípulos desfrutavam da companhia corpórea de Cristo. Jesus sabia da importância de possuirmos os Espirito Santo habitando em nós, basta analisarmos suas palavras: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.” João 16:7.

Mas, existe ainda, uma grande diferença entre nós e os discípulos que é a revelação completa de Deus a nossa disposição. Estou falando da Bíblia completa e finalizada em seu cânon de 66 livros. Deus se revelou a nós de maneira progressiva. Os discípulos enquanto andavam com Cristo não possuíam plena revelação, ainda existiam mistérios que eles não compreendiam. Apenas após a morte e ressurreição os apóstolos e discípulos entenderam muitas coisas e através de Divina inspiração escreveram os livros do Novo Testamento.

Hoje temos o privilégio de ter em nossas mãos a revelação plena, completa e finalizada de Deus, a Bíblia, devemos estudá-la para que possamos compreendê-la. O quanto conhecemos da Bíblia determina o quanto somos próximos de Deus e de Jesus Cristo.

Que Deus te abençoe.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Deus em Nós - 1João 4.13-16


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Se as línguas estranhas do movimento carismático e pentecostal são falsas, o que dizer sobre as crianças que falam também?... A Bíblia Responde #113

Se as línguas estranhas do movimento carismático e pentecostal é falsa, o que dizer sobre as crianças que falam também?

Devemos ter nossas vidas estabelecida sobre a Palavra de Deus, a Bíblia deve ser nossa regra de fé e prática. Isso tanto no nível pessoal como no nível eclesiásticos. O que deve ser normatizador da conduta de uma igreja é a Bíblia.

Esse foi o grande ponto da reforma protestante o conceito de sola scriptura. Leia mais sobre sola scriptura aqui: http://www.gotquestions.org/Portugues/sola-scriptura.html

Tendo o conceito de que somente as Escrituras são autoridade de fé e prática dos cristãos, toda e qualquer prática, seja pessoal ou em igreja, devem estar de acordo com a Palavra de Deus. O fato de uma criança supostamente falar uma língua estranha jamais deve ser validador de uma prática, no caso aqui o “falar em línguas estranhas”. Até porque as crianças são muito mais suscetíveis e influenciáveis a imitar, ou seguir outras pessoas do que propriamente um adulto.

Devemos ver o que a Bíblia diz sobre o dom de línguas para assim compararmos com o que está ocorrendo em determinado local, para aí sim, podermos determinar se algo procede ou não da parte de Deus.

Vejamos então o que a Bíblia nos diz sobre o dom de línguas:

A primeira ocorrência de falar em línguas ocorreu no Dia do Pentecostes em Atos 2:1-4. Os apóstolos saíram e compartilharam o Evangelho com as multidões, falando a elas em suas próprias línguas, “Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2:11). A palavra grega traduzida “línguas” significa literalmente “idiomas”. Por esta razão, o dom de falar em línguas é falar em uma língua que não se sabe falar a fim de ministrar a uma outra pessoa que fala esta língua. Em I Coríntios capítulos 12-14, onde Paulo discute os dons milagrosos, ele faz o seguinte comentário: “E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?” (I Coríntios 14:6). De acordo com o Apóstolo Paulo, e de acordo com as línguas descritas em Atos, falar em línguas é de grande valor para o que ouve a mensagem de Deus em seu próprio idioma, mas de nada serve para os demais, a não ser que haja uma interpretação, ou tradução.

A pessoa com o dom de interpretar línguas (I Coríntios 12:30) poderia entender o que uma que fala as línguas estivesse dizendo mesmo que ela não soubesse a língua sendo falada. O intérprete de línguas então comunicaria a mensagem do que fala línguas a todos os demais, e todos poderiam entender. “Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar” (I Coríntios 14:13). A conclusão de Paulo a respeito de línguas não interpretadas é poderosa: “Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida” (I Coríntios 14:19).

Fica claro na bíblia que as línguas são “estrangeiras”, muito diferente do que temos visto pelas igrejas no movimento carismático. Mas, digamos que esse dom esteja presente realmente nesse movimento, então eles devem seguir as instruções bíblicas sobre como utilizar esse dom no culto público.

Quais orientações a bíblia nos da acerca desse dom? A bíblia diz que seria uma linguagem real e inteligível (I Coríntios 14:10). Seria para o propósito de comunicar a Palavra de Deus com uma pessoa de outra língua (Atos 2:6-12). Estaria de acordo com a ordem dada por Deus através do Apóstolo Paulo: “E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus” (I Coríntios 14:27-28). Estaria também em submissão a I Coríntios 14:33: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.”

Deus certamente pode dar à pessoa o dom de falar em línguas para capacitá-la a se comunicar com uma pessoa que fala uma outra língua. O Espírito Santo é soberano na distribuição de dons espirituais (I Coríntios 12:11). Imagine só quanto mais produtivos poderiam ser os missionários se não precisassem frequentar uma escola de idiomas, e seriam instantaneamente capazes de falar a outros povos em seus próprios idiomas. Entretanto, parece que Deus não está agindo assim. As línguas não estão ocorrendo hoje em dia da maneira como ocorriam no Novo Testamento, apesar de que seria imensamente útil. A vasta maioria dos crentes que afirmam praticar o dom de falar em línguas não o faz de acordo com as passagens das Escrituras mencionadas acima. Este fato leva à conclusão de que o dom de línguas já cessou, ou é, pelo menos, raro nos planos de Deus para a igreja de hoje.

Sobre o debate acerca dos dons eu sugiro esse texto: http://www.respirandodeus.com.br/2012/12/cessacionismo-x-continuismo.html

Que Deus te abençoe.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A Evidência Definitiva - 1João 3.19-24


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O Amor Cristão e o Ódio do Mundo - 1João 3.11-13


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Antídoto Contra Heresias - 1João 2.24-27


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Andando Como Ele Andou - 1João 2.6


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Como ser um jovem cheio do Espírito?... A Bíblia Responde #41



Quais os principais passos, para se tornar um jovem cheio do Espírito Santo e da presença de Deus?

Olá, fico muito contente em ajudar um jovem em busca de santidade.

Basicamente quero falar com você sobre crescimento espiritual. Deus deseja que todo crente atinja a maturidade espiritual. Sua Palavra nos ordena: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” 2Pe 3:18. Esta é nossa obrigação e privilégio. A cada dia podemos progredir em nossa vida espiritual, prosseguindo em um conhecimento mais pleno, mais elevado, mais pessoal e mais experimental a respeito de Deus e de Cristo.

O pastor americano John MacArthur define crescimento espiritual por prática aliada a posição. Em Cristo, nossa posição é de absoluta perfeição. Agora, Deus quer que manifestemos essa posição através de uma experiência progressiva. Tal crescimento é essencial.

O crescimento espiritual não é místico, sentimental, devocional, psicológico ou resultado de truques secretos. Vem através da compreensão e da prática de princípios fornecidos pela Palavra de Deus. Dentre esses princípios quero destacar brevemente ao menos três deles.

1) Estudo da Palavra de Deus – não podemos conhecer a Deus, nem termos intimidade com Ele se não tivermos um relacionamento verdadeiro e sincero com as Escrituras Sagradas. Deus se revelou por meio de um livro e todo livro deve ser lido e estudado.

Seja um estudante eterno da Bíblia, leia, medite, se possível invista em bons livros que nos auxiliam a entender as Escrituras.

2) Oração – a Bíblia é a maneira de Deus falar conosco e a oração é nossa maneira de conversar com Deus. Gaste tempo em oração, inclusive antes de ler as Escrituras, ore pedindo discernimento e entendimento. Peça a Deus para ser cheio do Espírito Santo, confesse seus pecados a Ele.

3) Comunhão – Deus nos criou para vivermos em comunidade, Deus ordenou que fizéssemos discípulos e consequentemente que fossemos discípulos de alguém.

Não sei como é a sua Igreja, nem se de fato você frequenta uma, mas é essencial que o lugar onde você congregue priorize o ensino das Escrituras, uma boa pregação é aquela que você sai tendo aprendido um pouco mais da Bíblia.


Leve a sério o estudo das Escrituras, sua vida de oração e a comunhão com outros cristãos. Fazendo isso você certamente, mediante a graça de Deus, crescerá espiritualmente. O crescimento espiritual não vem por passe de mágica, requer dedicação e esforço da nossa parte.

Quero também te indicar alguns blogs (além do GotQuestions) e editora para te ajudar nessa questão, e te ajudar a conhecer a Deus de maneira Bíblica.


Que Deus te abençoe.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Você Pergunta... A Bíblia Responde #25



A PESSOA QUE TEM UM DOM ESPIRITUAL MAS NÃO PRATICA/EXERCE ESTE DOM, ESTÁ EM PECADO? ISTO É BIBLICO?


Gostaria antes de tudo compartilhar com você alguns textos sobre os dons espirituais que são de extrema importância para a compreensão correta da resposta para a sua pergunta.

Primeiramente uma lista com um esclarecimento dos dons espirituais que constam nas Escrituras Sagradas:

Existem três listas bíblicas dos "dons do Espírito", também conhecidos como dons espirituais. As três principais passagens que descrevem os dons espirituais são Romanos 12:6-8, 1 Coríntios 12:4-11 e 1 Coríntios 12:28. Os dons espirituais identificados em Romanos 12 são profetizar, servir, ensinar, incentivar, dar, liderança e misericórdia. A lista em 1 Coríntios 12:4-11 inclui a palavra de sabedoria, a palavra de conhecimento, fé, cura, poderes miraculosos, profecia, discernimento dos espíritos, falar em línguas e a interpretação de línguas. A lista em 1 Coríntios 12:28 inclui curar, ajuda, governos, variedade de línguas. Uma breve descrição de cada dom segue:

Profecia - A palavra grega traduzida como "profetizar" ou "profecia" em ambas as passagens corretamente significa "proclamar" ou declarar a vontade divina, interpretar os propósitos de Deus, ou tornar conhecida de forma alguma a verdade de Deus que é projetada para influenciar as pessoas. A ideia de predizer o futuro foi adicionada em algum momento da Idade Média e é uma contradição de outras passagens bíblicas que condenam adivinhação ou predizer o futuro (Atos 16:16-18).

Servir - Também conhecida como "ministério", a palavra grega diakonian, da qual obtemos a palavra "diácono", significa um serviço de qualquer espécie, a aplicação generalizada de uma ajuda concreta às pessoas necessitadas.

Ensinar - Este dom envolve a análise e a proclamação da Palavra de Deus, explicando o seu significado, contexto e aplicação à vida do ouvinte. O mestre talentoso é aquele que tem a capacidade especial de instruir e comunicar conhecimento de forma clara, especificamente as doutrinas da fé.

Encorajamento - Também chamado de "exortação", este dom é evidente naqueles que consistentemente encorajam outras pessoas a prestar atenção e seguir a verdade de Deus. Isso pode envolver correção ou edificar outras pessoas através do reforço da fé fraca ou do conforto durante tribulações.

Repartir – Ter o dom de repartir se aplica àqueles que alegremente compartilham o que têm com os outros, quer seja de forma material, financeira, ou o seu tempo e atenção pessoal. O doador se preocupa com as necessidades dos outros e procura oportunidades de compartilhar os bens, dinheiro e tempo conforme a necessidade surja.

Liderança - O líder talentoso é aquele que governa, preside ou tem a gestão de outras pessoas na igreja. A palavra significa literalmente "guia" e traz consigo a ideia de alguém que dirige um navio. O que possui o dom de liderança governa com sabedoria e graça e exibe o fruto do Espírito em sua vida ao liderar com o próprio exemplo.

Misericórdia - Intimamente ligado com o dom de encorajamento, o dom de misericórdia é óbvio naqueles que são compassivos com pessoas que estão em angústia, mostrando simpatia e sensibilidade juntamente com o desejo e os recursos para diminuir seu sofrimento de uma maneira afável e alegre.

Palavra de sabedoria - O fato de que este dom é descrito como a "palavra" de sabedoria indica que é um dos dons de falar. Este dom descreve alguém que pode compreender e proclamar a verdade bíblica de tal forma a aplicá-la habilmente a situações da vida com todo o discernimento.

Palavra de conhecimento - Este é um outro dom de falar que envolve compreender a verdade com um entendimento que só vem por revelação de Deus. Aqueles com o dom do conhecimento entendem as coisas profundas de Deus e os mistérios de Sua Palavra.

Fé - Todos os crentes possuem fé em alguma medida porque é um dos dons do Espírito concedidos a todos os que vêm a Cristo por fé (Gálatas 5:22-23). O dom espiritual da fé é exibido por aquele que possui uma forte e inabalável confiança em Deus, sua Palavra, suas promessas e o poder da oração para efetuar milagres.

Cura - Embora Deus ainda cure hoje, a capacidade dos homens para produzir curas milagrosas pertencia aos apóstolos da igreja do primeiro século com o propósito de afirmar que sua mensagem era de Deus. Os cristãos de hoje não têm o poder de curar os doentes ou ressuscitar os mortos. Se tivessem, os hospitais e necrotérios estariam cheios dessas pessoas "dotadas" esvaziando as camas e caixões em toda parte.

Poderes miraculosos - Também conhecido como a operação de milagres, este é um outro temporário dom de sinal que envolvia a realização de eventos sobrenaturais que só poderiam ser atribuídos ao poder de Deus (Atos 2:22). Este dom foi exibido por Paulo (Atos 19:11-12), Pedro (Atos 3:6), Estêvão (Atos 6:8), Filipe (Atos 8:6-7), entre outros.

Distinguir (discernir) os espíritos - Algumas pessoas possuem a habilidade única para distinguir a verdadeira mensagem de Deus da do enganador, Satanás, cujos métodos incluem doutrina enganosa e errada. Jesus disse que muitos viriam em seu nome e enganariam a muitos (Mateus 24:4-5), mas o dom de discernir espíritos é dado à Igreja para protegê-la de falsos mestres.

Falar em línguas - O dom de línguas é um dos temporários "dons de sinais" dados à Igreja primitiva para permitir que o evangelho fosse pregado em todo o mundo a todas as nações e em todas as línguas conhecidas. Envolvia a capacidade divina de falar em línguas até então desconhecidas ao falante. Este dom autenticava a mensagem do evangelho e aqueles que a pregavam como provenientes de Deus. A frase "diversidade de línguas" ou "diferentes tipos de línguas" efetivamente elimina a ideia de uma "linguagem de oração pessoal" como um dom espiritual.

Interpretação de línguas - Uma pessoa com o dom de interpretação de línguas podia entender o que o falador em línguas estava dizendo embora não conhecesse a língua que estava sendo falada. O intérprete de línguas então comunicaria a mensagem do falador para todos os outros, para que todos pudessem entender.

Ajuda – Esse dom é intimamente relacionado com o dom de misericórdia. Aqueles com o dom de ajuda são os que podem ajudar ou prestar assistência a outros na igreja com compaixão e graça. Isso tem uma ampla gama de possibilidades de aplicação. Mais importante, esta é a capacidade especial de identificar aqueles que estão lutando com dúvidas, medos e outras batalhas espirituais; de se aproximar daqueles em necessidade espiritual com uma palavra gentil e uma atitude compreensiva e compassiva; de falar verdade bíblica que seja ao mesmo tempo convencedora e amorosa.

Após esse esclarecimento a cerca dos dons e quais dons ainda estão disponíveis através da graça de Deus aos cristãos dos nossos dias, não vejo a possibilidade de um cristão verdadeiro possuir algum dom e não praticar esse dom. Se estivermos realmente buscando a direção de Deus através da oração, comunhão, estudo da Palavra de Deus, os nossos dons se tornarão evidentes.

Não importa quão dotados sejamos em um dom ou outro, todos nós somos chamados a desenvolver certas áreas mencionadas na lista de dons espirituais.... somos chamados a ser hospitaleiros, mostrar atos de misericórdia, servir uns aos outros, evangelizar, etc.... À medida que procuramos servir a Deus com amor, com o propósito de encorajar uns aos outros para a Sua glória, Ele vai trazer glória ao Seu nome, edificar Sua igreja e nos retribuir (1 Coríntios 3:5-8; 12:31-14:1). Deus promete que quando nos deleitamos nEle, Ele vai nos dar os desejos de nosso coração (Salmo 37:4-5). Isso com certeza incluiria nos preparar para servi-lO de uma forma que nos traga propósito e gratificação.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Você Pergunta... A Bíblia Responde #22



Liturgicamente no Batismo nas águas o que deve ser pronunciado "EXATAMENTE" ? Colossenses 3:17..... "E quando fizeres por palavras ou por obras, fazei "T U D O" em nome de Jesus... -Sabemos que se iniciamos um culto a Deus, abrimos "EM NOME DE JESUS" -Se abrimos o Sacramento da Santa Ceia é "EM NOME DE JESUS" -Se abrirmos o Sacramento da Unção é "EM NOME DE JESUS" -Se expulsamos demônios é "EM NOME DE JESUS" Não teríamos que pronunciar antes da "FÓRMULA BATISMAL" de Mateus 28:19 o mandamento que está em Colossenses 3:17 ? Em Atos 22:16 manda "INVOCAR" expressamente o nome do Senhor.... Atos 22:16 E agora por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados "INVOCANDO" o nome do Senhor. "Em nome do Senhor Jesus te batizo (Mandamento)... ....em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém (Fórmula sacramental)" A pergunta crucial é.... Para legitimar o batismo em sua fórmula de Mateus 28:19, não teríamos que selarmos com atos 22:16 ?


A sua dúvida irmão, já foi debatida em outras ocasiões através da história da Igreja Cristã. Em Atos vemos algumas expressões diferentes usadas em relação ao batismo, alguns sugerem inclusive que os Apóstolos não usavam a fórmula batismal de Mateus 28:19.

A fórmula do batismo está prescrita de maneira autoritativa em Mateus 28:19. Cristo deu um mandamento perenemente obrigatório à sua Igreja de batizar “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Segundo essa fórmula, o que recebe o batismo como rito cristão por isso professa estar naquela relação com o Pai, o Filho e o Espírito Santo que mantêm aqueles que professam receber a Deus Pai como seu Pai; a Deus Filho como seu Salvador; e a Deus Espírito Santo como seu mestre e santificador. E isso envolve o compromisso de receber a Palavra, da qual o Espírito é o Autor, como regra de sua fé e de sua prática.

Em Atos lemos reiteradamente que os Apóstolos batizaram seus conversos em “o nome de Cristo” (At 2:38 por exemplo). Não se deve inferir, com base nessa fato, que eles se afastaram da forma prescrita em Mateus 28:19, e administraram a ordenança usando as palavras “eu te batizo no nome de Cristo”, ou “eu te batizo para Cristo”. É desnecessário pressupor tal coisa, porquanto o batizo administrado da maneira prescrita em Mateus 28:19 é um batismo tanto em nome, ou pela autoridade de Cristo, quanto para ou em referência a ele. E assim como essa inferência é desnecessária, é igualmente improvável. É bastante improvável que os Apóstolos se afastassem da forma tão solenemente prescrita por seu Divino Senhor; e ainda é improvável que haja ocorrido um desvio desse tipo, com base no fato de que a forma prescrita em Mateus tem sido empregada em todas as épocas e partes da Igreja.

Para legitimar um batismo devemos obrigatoriamente batizar “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, e por parte do novo membro da Igreja invisível de cristo devemos exigir um ato inteligente, voluntário, que por sua natureza envolve uma profissão de fé em Cristo e uma promessa de adesão a ele. Fazendo isso, estaremos invocando o nome e a autoridade do Senhor, e certamente estaremos operando legitimamente o sacramento do batismo sem a necessidade de acrescentar nenhuma vírgula a fórmula de Mateus 28:19.

Em Cristo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O que é a "liberdade no Espírito"?


Um dos argumentos mais usados para se justificar coisas estranhas que acontecem nos cultos evangélicos neopentecostais é a declaração de Paulo em 2Coríntios 3:17:

Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

O raciocínio vai mais ou menos assim: quando o Espírito de Deus está agindo num culto, Ele impele os adoradores a fazerem coisas que aos homens podem parecer estranhas, mas que são coisas do Espírito. Se há um mover do Espírito no culto, as pessoas têm liberdade para fazer o que sentirem vontade, já que estão sendo movidas por Ele, não importa quão estranhas estas coisas possam parecer. E não se deve questionar estas coisas, mesmo sendo diferentes e estranhas. Não há regras, não há limites, somente liberdade quando o Espírito se move no culto.

Assim, um culto onde as coisas ocorrem normalmente, onde as pessoas não saltam, não pulam, não dançam, não tremem e nem caem no chão, este é um culto frio, amarrado, sem vida. O argumento prossegue mais ou menos assim: o Espírito é soberano e livre, Ele se move como o vento, de forma misteriosa. Não devemos questionar o mover do Espírito, quando Ele nos impele a dançar, pular, saltar, cair, tremer, durante o culto. Tudo é válido se o Espírito está presente.

Bom, tem algumas coisas nestes argumentos com as quais concordo. De fato, o Espírito de Deus é soberano. Ele não costuma pedir nossa permissão para fazer as coisas que deseja fazer. Também é fato que Ele está presente quando o povo de Deus se reúne para servir a Deus em verdade. Concordo também que no passado, quando o Espírito de Deus agiu em determinadas situações, a princípio tudo parecia estranho. Por exemplo, quando Ele guiou Pedro a ir à casa do pagão Cornélio (Atos 10 e 11). Pedro deve ter estranhado bastante aquela visão do lençol, mas acabou obedecendo. Ao final, percebeu-se que a estranheza de Pedro se devia ao fato que ele não havia entendido as Escrituras, que os gentios também seriam aceitos na Igreja.

Mas, por outro lado, esse raciocínio tem vários pontos fracos, vulneráveis e indefensáveis. A começar pelo fato de que esta passagem, "onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (2Cor 3:17) não tem absolutamente nada a ver com o culto. Paulo disse estas palavras se referindo à leitura do Antigo Testamento. Os judeus não conseguiam enxergar a Cristo no Antigo Testamento quando o liam aos sábados nas sinagogas pois o véu de Moisés estava sobre o coração e a mente deles (veja versículos 14-15). Estavam cegos. Quando porém um deles se convertia ao Senhor Jesus, o véu era retirado. Ele agora podia ler o Antigo Testamento sem o véu, em plena liberdade, livre dos impedimentos legalistas. Seu coração e sua mente agora estavam livres para ver a Cristo onde antes nada percebiam. É desta liberdade que Paulo está falando. É o Senhor, que é o Espírito, que abre os olhos da mente e do coração para que possamos entender as Escrituras.

A passagem, portanto, não tem absolutamente nada a ver com liberdade para fazermos o que sentirmos vontade no culto a Deus, em nome de um mover do Espírito.

E este, aliás, é outro ponto fraco do argumento, pensar que liberdade do Espírito é ausência de normas, regras e princípios. Para alguns, quanto mais estranho, diferente e inusitado, mais espiritual! Mas, não creio que é isto que a Bíblia ensina. Ela nos diz que o fruto do Espírito é domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Ela ensina que o Espírito nos dá bom senso, equilíbrio e sabedoria (Isaías 11:2), sim, pois Ele é o Espírito de moderação (2Tim 1:7).

Além do uso errado da passagem, o argumento também parte do pressuposto que o Espírito de Deus age de maneira independente da Palavra que Ele mesmo inspirou e trouxe à existência, que é a Bíblia. O que eu quero dizer é que o Espírito não contradiz o que Ele já nos revelou em sua Palavra. Nela encontramos os elementos e as diretrizes do culto que agrada a Deus.
Liberdade no Espírito não significa liberdade para inventarmos maneiras novas de cultuá-lo. Sem dúvida, temos espaço para contextualizar as circunstâncias do culto, mas não para inventar elementos. Seria uma contradição do Espírito levar seu povo a adorar a Deus de forma contrária à Palavra que Ele mesmo inspirou.

Um culto espiritual é aquele onde a Palavra é pregada com fidelidade, onde os cânticos refletem as verdades da Bíblia e são entoados de coração, onde as orações são feitas em nome de Jesus por aquelas coisas lícitas que a Bíblia nos ensina a pedir, onde a Ceia e o batismo são celebrados de maneira digna. Um culto espiritual combina fervor com entendimento, alegria com solenidade, sentimento com racionalidade. Não vejo qualquer conexão na Bíblia entre o mover do Espírito e piruetas, coreografia, danças, gestos. A verdadeira liberdade do Espírito é aquela liberdade da escravidão da lei, do pecado, da condenação e da culpa. Quem quiser pular de alegria por isto, pule. Mas não me chame de frio, formal, engessado pelo fato de que manifesto a minha alegria simplesmente fechando meus olhos e agradecendo silenciosamente a Deus por ter tido misericórdia deste pecador. 
 
Augustus Nicodemus  Lopes

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2013/08/o-que-e-liberdade-no-espirito.html

terça-feira, 23 de julho de 2013

Você Pergunta... A Bíblia Responde #7



Minha dúvida é: em Atos 2 acontece o pentecoste e os apóstolos agora tem a autoridade do espirito para realizar de maneira efetiva o que jesus falou em Mt 10;7,8,9. Em Atos 3 os apóstolos realizam o primeiro milagre depois da decida do Espírito Santo a pergunta é: quando Pedro pediu que o coxo fixasse os olhos neles o Espírito Santo revelou a eles a necessidade real daquele homem e testemunho vivo que ele poderia ser, assim como revelou a ele (Pedro) a tentativa de engano de Ananias em Atos 5. Em Atos 5 Pedro revela que Ananias mentiu ao Espírito Santo, em Atos 3 ao olhar fixamente para aquele homem o Espírito Santo o revela o que deveria ser feito? É correto meu entendimento? Se não porque esse pedido do apóstolo ao coxo?


Devemos, primeiramente, entender o que são “revelações”.

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,” Hebreus 1:1.

Seria impossível o homem conhecer a Deus, se Ele não se revelasse a nós. Então, Deus se revelou de muitas maneiras, sendo através de Jesus a mais importante de todas. Depois de Cristo ressuscitar, Deus inspirou divinamente homens que escreveram diversos livros que revelaram por completo toda a santavontade de Deus. Se quisermos saber qualquer assunto, ele está revelado para nós na Bíblia.

Revelação é tudo o que temos na Palavra de Deus. Em nossos dias existe muita distorção em torno da palavra “revelação”, temos toda a revelação necessária na Bíblia, diferentemente dos apóstolos que ainda não possuíam toda a Escritura pronta. Por esse motivo, quero que isso esteja bem esclarecido.

Sem dúvidas os apóstolos e os discípulos andavam cheios de alegria e do Espírito Santo (At 13:52), assim como nós também, como discípulos de Cristo, devemos buscar andar.

Creio, portanto, que sim, Pedro estava atento a direção do Espírito Santo, portanto ele fez aquilo que o coxo realmente necessitava, a cura do seu problema de nascença, bastou andar em obediência a Palavra de Deus.

Isso não significa dizer que iremos receber revelações especiais do Espírito Santo, e sim que teremos uma conduta de vida em obediência a Palavra de Deus, que mostra que realmente somos seguidores de Jesus Cristo.

1 João 3:24 “E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.”

Por exemplo, se encontro uma pessoa mendigando na porta da Igreja onde congrego, e percebo que essa pessoa possui um grave ferimento que precisa ser tratado. Será que eu precisaria de uma revelação especial do Espírito Santo para saber que a maior necessidade dela é o auxílio médico do que apenas o meu dinheiro?

Se eu andar no Espírito Santo, em obediência a Deus, certamente irei ajudar essa pessoa com muito mais do que apenas a minha esmola.

Quando alguém menciona certas coisas que acontece entre cristãos, dizendo que estão recebendo uma mensagem do Espírito Santo, confesso que é algo que me cheira a espiritismo. Tudo o que o Espírito Santo nos quis revelar está na Sua Palavra e é dela que devemos falar. Se alguém estiver em pecado, o Espírito Santo me dará discernimento para falar àquela pessoa, mostrando na Palavra de Deus, a Bíblia, onde ela está errando, por quê está errando, como deve proceder, etc.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Cessacionismo X Continuísmo

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Dentro da Pneumatologia (doutrina do Espírito Santo) o assunto mais polêmico e de maior debate é acerca dos dons espirituais. Os dons miraculosos ou dons sobrenaturais cessaram, ou continuam em nosso dias?

Dentro desse assuntos temos duas grandes teorias, que posteriormente possuem mais alguns grupos internos que divergem entre si, mas todos derivam desses dois grandes grupos. De um lado o cessacionismo do outro o continuísmo.

Cessacionismo:é a visão cristã de teólogos reformados e batistas fundamentalistas, geralmente de origem puritana. Formulam que alguns dons do Espírito Santo foram úteis apenas para os primórdios da igreja cristã, tendo cessado essa manifestação no período da Igreja Primitiva. 1

Entendem os cessacionistas que tais e restritos dons serviram a um propósito, a fundação da Igreja Primitiva, em momento que os Apóstolos teriam que cumprir o ide sem possuir qualificação de doutores e mestres. O encerramento do livro (Bíblia) teria fechado toda a profecia fora da palavra.

Continuísmo:é a crença de que os dons do Espírito Santo são ainda distribuídos hoje, ainda estão em uso, e ainda são necessários na igreja. O mesmo Espírito Santo que habitava o apóstolo Paulo e presenteou-o com habilidades sobrenaturais e que estava presente durante os tempos do Antigo Testamento e também dotado tais habilidades aqueles a quem Deus escolheu especificamente para realizar as suas obras em tempos do Novo Testamento. O continuísmo acredita que este mesmo Espírito ainda se move e trabalha na igreja contemporânea.


Motivos pelo qual creio no Cessacionismo:

1) O cessacionismo é a posição que mais glorifica a Deus. No cessacionismo não há espaço para o homem. No pentecostalismo e todas as suas derivações, a atenção é voltada para o homem. O homem possui os dons espirituais; o homem possui o poder da cura; o homem tem o dom da fé; o homem tem o dom de línguas e etc. Não somente os dons são reconhecidos, mas revestidos de uma importância exagerada, tal que os fiéis são continuamente instados a buscá-los; por sua vez, aqueles que alegadamente recebem tais dons ocupam uma posição de destaque, reconhecimento e até mesmo de veneração. Assim toda a atenção está centrada no homem! Sim, existe “fé”, mas trata-se de uma “fé” cega e antropocêntrica. 2

2) Sola Scriptura – O encerramento do cânon bíblico torna-se desnecessário portadores de revelações novas, tendo em vista que toda a revelação pertinente ao nosso salvador Jesus Cristo e sobre a salvação foram totalmente reveladas. Tudo o que uma pessoa precisa saber para ser salva encontra-se escrito na Bíblia. A Bíblia é assim, totalmente infalível como plenamente suficiente não necessitando de ajustes ou de novas revelações.

Os dons sobrenaturais atuaram como selo de autenticação para os primeiros séculos da igreja, como forma de comprovar que aqueles homem encarregados em proclamar o Evangelho das boas novas eram de fato enviados de Deus.

3) Evidências Históricas – A história da igreja nos aponta para a descontinuidade dos dons sobrenaturais. Por maior que sejam os relatos miraculosos que possuímos em nossos dias, eles têm sido normalmente associados com cultos místicos e com ênfase no emocional e centrados no homem.

Até mesmo na própria Escritura Sagrada podemos observar uma descontinuidade pelos relatos dos milagres feitos pelos apóstolos, se buscarmos esses relatos veremos apenas em Atos os devidos registros. Sobre o livro de Atos ele não é um livro normativo para a Igreja, e sim de transição. Abaixo os registros:
Coxo curado por Pedro
At 3.6-9
Morte de Ananias e Safira
At 5.1-10
Restauração da vista de Saulo
At 9.17,18
Cura de Elimas
At 9.33-35
Ressurreição de Dorcas
At 9.36-41
Cegueira de Elimas
At 13.8-11
Cura de um coxo
At 14.8-10
Expulsão de demônio de uma jovem
At 16.16-18
Ressurreição de Êutico
At 20.9,10
Picada de cobra torna-se inócua
At 28.3-5
Cura do pai de Públio
At 28.7-9

4) O caráter temporário de alguns dons.

Conforme observamos em 1 Co capítulos 12, 13 e 14, fica claro que alguns dons passarão (1Co 13:8). O dom de apóstolo, a grande maioria das congregações admitem que esse dom cessou. Portanto, fica claro o caráter temporário de certos dons do Espírito Santo.

5) O exercícios de “dons” fora do propósito Bíblico.

Sem dúvidas o dom sobrenatural mais debatido em nossos dias é o dom de línguas, pegarei como base este para mostrar que os dons não são exercidos em nossos dias de acordo com os propósitos bíblicos para eles. Portanto não podem ser validados como dons legítimos.

"De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis" (1 Co 14.22).

O dom de línguas era para alcançar os incrédulos.

"E se alguém falar em língua estranha, faça-se isso por dois, ou quando muito três" (1 Co 14.27a).

Falam um de cada vez ou todos juntos? "...e por sua vez" (1 Co 14.27b).

"...e haja intérprete. Mas se não houver intérprete, esteja calado na igreja" (1 Co 14.27c).

Deve existir interpretação simultânea.

"As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar" (1 Co 14.34).

As mulheres não devem exercer esse dom em culto público.

O que temos visto nas igrejas? Elas observam essas regulamentações que Paulo orienta?

Paulo realmente considera a Igreja de Corinto como irmãos em Cristo, mas existe a evidência de que eram dons legítimos, pois Paulo nos assegura isto. Mas hoje em dia não creio que podemos considerar que os dons exercidos possam ser afirmados como legítimos, pois as orientações de Paulo estão todas registradas de maneira muito clara neste texto de 1 Coríntios capítulo 14, texto este que todos temos o livre acesso.

Tendo em vista que a grande característica de alguém cheio do Espírito Santo é a obediência a Palavra de Deus, sou compelido a não crer que o Cristo transmitido nessas congregações é o mesmo Jesus Cristo das Escrituras Sagradas. Pois elas simplesmente desprezam as orientações específicas de Paulo sobre um único dom.

Obviamente não quero ser injusto em afirmar que todas as igrejas que praticam línguas estão enquadradas nessa afirmação, mas tendo em vista as que possuo conhecimento, percebo um culto centrado totalmente no homem, onde é criado uma atmosfera emocional e atrativa para “manifestações” de todos os tipo, onde sequer posso considerar como línguas estranhas ou estrangeiras, e sim, não passa de mera glossolalia.


Creio existir muita confusão sobre dons e milagres, eu creio que milagres acontecem todos os dias. Tendo em vista o estado depravado do homem, toda a vez que alguém reconhece sua condição de pecador e se agarra em Cristo para a salvação, para mim é um grande milagre.

Creio também que Deus realiza milagres de curas através da oração, desde que seja a vontade de Deus que isso aconteça. Creio nos profetas que todos os domingos transmitem e expõem a Palavra de Deus simples e pura pelos púlpitos ao redor do mundo.

Mas não creio ser necessária nenhuma outra manifestação miraculosa além da maior de todas, o milagre da Bíblia, o milagre de Deus ter se revelado a nós e toda essa revelação estar disponível para que aprendamos sobre Ele, para que conheçamos a Ele e através Dele obtermos salvação.

Em Cristo

Fernando.


1Augustus Nicodemus Lopes; O culto espiritual: Um estudo em 1 Coríntios Sobre Questões Atuais e Diretrizes Bíblicas para o Culto Cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 1999, Pág. 174 e 177
2Felipe Sabino de Araújo Neto; www.monergismo.com, Cessacionismo e a Glória de Deus

sábado, 15 de dezembro de 2012

Como deve ser a casa do cristão?

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Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 1Co 3:16



Quando o Espírito de Deus compele o homem a entender a sua dívida impagável contra um Deus santo, que sua situação pecaminosa diante de Deus cresce assustadoramente, e que sua vida depende urgentemente de um fiador que possa pagar esta dívida , diante do reconhecimento da sua incapacidade de pagamento, então surge verdadeiramente a beleza de Cristo, da mesma forma que o homem é grato por ver a luz em meios aos escombros de um desmoronamento , ele passa a enxergar a justiça de Cristo em seu favor.


Antes, o seu palácio estava construído com paredes moldadas em delitos e transgressões, vigas feitas da mais alta vaidade, o fundamento sob o qual estava edificado este palácio era de orgulho puro e seu telhado se regozijava no engodo da moralidade própria e auto-justificação.


Depois que a graça de Deus o alcança, o homem passa a ser grato por aquele que salvou sua vida depois que esta casa maldita desmoronou, mesmo sem desconfiar que desde sua fundação ela somente empilhava em sua construção destruição e cobiça, o homem natural não enxerga a necessidade de uma nova casa, porque ele se agrada de seu palácio cheio de ganância e impiedade, diante de Deus.

Então através da ação poderosa do Espírito Santo, que derruba esta velha casa , retira todos os entulhos podres e malcheirosos desta construção enganosa, e começa a reconstrução em um terreno plano, construído em cima do novo terreno que está coberto do arrependimento, uma casa edificada pelo firme fundamento do nosso Senhor Jesus, onde em seu alicerce é construído com a firme esperança de uma moradia incorruptível.


Suas colunas sustentadas pelo aço de humildade, as paredes desta casa são revestidas pela mais preciosa tinta que o mundo já enxergou, o sangue do cordeiro, suas vigas são indestrutíveis, porque foram firmadas no poderoso sacrifício vicário de Cristo, o seu telhado esta forte e preparado para  todo tipo de tempestades e terremotos que existam neste mundo, sem medo, confiando no poder e fidelidade do Santo construtor, porque ele é guardado pelo próprio Deus, então o homem não se chama mais somente homem, se chama agora cristão.



Glórias a Deus !

Guinho

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Deixe o resultado com o Espírito Santo




Nenhum homem dentre nós realmente acha que poderia regenerar uma alma. Não somos tão tolos a ponto de reivindicar poder para mudar um coração de pedra. Talvez não ousemos presumir algo tão grandioso, contudo, podemos achar que, pela nossa experiência, podemos ajudar as pessoas a passar por suas dificuldades espirituais. Será que podemos? Podemos ter esperança que nosso entusiasmo mova a igreja viva diante de nós e empurre o mundo morto para trás de nós. Isso pode acontecer? Quem sabe, imaginamos que se pudéssemos apenas conseguir um avivamento, poderíamos facilmente assegurar um grande acréscimo à igreja? Vale à pena conseguir um avivamento? Os verdadeiros avivamentos não são presenteados?

         Podemos nos persuadir que tambores e trompetes e gritos farão muito. No entanto, meus irmãos, "o SENHOR não estava no vento" (1Rs 19.11). Resultados que valem à pena vêm daquele silencioso, mas onipotente Obreiro, cujo nome é o Espírito de Deus: nele, e somente nele, precisamos confiar para a conversão de uma única criança da escola dominical e para todo avivamento genuíno. Devemos olhar para ele para conservar nosso povo junto e edificá-los em um templo santo. O Espírito poderia dizer, assim como disse nosso Senhor: "Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma" (Jo 15.5).

         O que é a igreja de Deus sem o Espírito Santo? O que seria o Hermom sem o orvalho ou o Egito sem o Nilo? Veja a terra de Canaã, quando a maldição de Elias caiu sobre ela, por três anos não sentiu orvalho nem chuva: assim seria o cristianismo sem o Espírito. O que os vales seriam sem seus córregos, ou as cidades sem seus poços, o que os campos de milho seriam sem o sol, ou a safra de vinho sem o verão--assim seriam nossas igrejas sem o Espírito. Como não podemos pensar no dia sem luz, na vida sem respiração, no céu sem Deus, também não podemos pensar no culto cristão sem o Espírito Santo.

Charles H. Spurgeon

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Você Treme Diante do Fato de que Deus Está Agindo em Sua Vida?

Tema e trema!
Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. [Filipenses 2:12,13]

Por que “temor e tremor”? Por que eu deveria atacar o egoísmo, a ira, o espírito crítico, o mau humor, a autocomiseração, por que eu deveria atacar tais coisas com temor e tremor? Assista a este curto vídeo de John Piper e entenda por que o agir de Deus em nossa santificação deveria nos deixar estupefatos, maravilhados.


Por John Piper. Editora Fiel 2006-2012. © Todos os direitos reservados.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

É o Espírito Santo que produz o resultado e não nós!


Precisamos depender do Espírito de Deus em nossos resultados. Nenhum homem dentre nós realmente acha que poderia regenerar uma alma. Não somos tão tolos a ponto de reivindicar poder para mudar um coração de pedra. Talvez não ousemos presumir algo tão grandioso, contudo, podemos achar que, pela nossa experiência, podemos ajudar as pessoas a passar por suas dificuldades espirituais. Será que podemos? Podemos ter esperança que nosso entusiasmo mova a igreja viva diante de nós e empurre o mundo morto para trás de nós. Isso pode acontecer? Quem sabe, imaginamos que se pudéssemos apenas conseguir um avivamento, poderíamos facilmente assegurar um grande acréscimo à igreja? Vale à pena conseguir um avivamento? Os verdadeiros avivamentos não são presenteados?
         Podemos nos persuadir que tambores e trompetes e gritos farão muito. No entanto, meus irmãos, "o SENHOR não estava no vento" (1Rs 19.11). Resultados que valem à pena vêm daquele silencioso, mas onipotente Obreiro, cujo nome é o Espírito de Deus: nele, e somente nele, precisamos confiar para a conversão de uma única criança da escola dominical e para todo avivamento genuíno. Devemos olhar para ele para conservar nosso povo junto e edificá-los em um templo santo. O Espírito poderia dizer, assim como disse nosso Senhor: "Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma" (Jo 15.5).
         O que é a igreja de Deus sem o Espírito Santo? O que seria o Hermom sem o orvalho ou o Egito sem o Nilo? Veja a terra de Canaã, quando a maldição de Elias caiu sobre ela, por três anos não sentiu orvalho nem chuva: assim seria o cristianismo sem o Espírito. O que os vales seriam sem seus córregos, ou as cidades sem seus poços, o que os campos de milho seriam sem o sol, ou a safra de vinho sem o verão--assim seriam nossas igrejas sem o Espírito. Como não podemos pensar no dia sem luz, na vida sem respiração, no céu sem Deus, também não podemos pensar no culto cristão sem o Espírito Santo.
         Nada pode substituí-lo: os pastos são um deserto, os campos frutíferos são áridos, o Sarom definha e o Carmelo é consumido pelo fogo. Bendito Espírito do Senhor, perdoa-nos por tê-lo desprezado, por tê-lo esquecido, por nosso orgulho auto-suficiente, por resistir a sua influência e apagar seu fogo! Daqui em diante opere em nós de acordo com sua excelência. Faça nosso coração ternamente impressionável, depois nos faça como cera para o sinete e estampe em nós a imagem do Filho de Deus. Com tal oração e confissão de fé, deixe-nos perseguir nosso objetivo no poder do bom Espírito de quem falamos.
         O que o Espírito Santo faz? Amado, que boa ação ele não faz? Ele desperta, convence, ilumina, limpa, guia, preserva, consola, confirma, aperfeiçoa e usa. Quanto pode ser dito de cada uma dessas ações! É ele quem opera em nós para o querer e o fazer. Ele que operou todas as coisas é Deus. Glória seja dada ao Espírito Santo por tudo que realizou em naturezas tão pobres e imperfeitas como a nossa! Nada podemos fazer à parte da seiva de vida que flui para nós de Jesus, a Videira. Aquilo que é de nós mesmos só serve para nos causar vergonha e confusão. Não damos um passo em direção ao céu sem o Espírito Santo. Não guiamos outros para o caminho do céu sem o Espírito Santo. Não temos nenhum pensamento aceitável, nem palavra, nem ato sem o Espírito Santo. Mesmo o levantar dos olhos e da esperança ou a oração exclamatória que exprime o desejo do coração deve ser obra dele. Todas as coisas boas, do começo ao fim, vêm dele e por meio dele. Não há risco de exagero aqui. Contudo, será que traduzimos essa convicção em nossa conduta atual?

Charles H. Spurgeon

terça-feira, 10 de julho de 2012

Eu não Estou Salvo!


“Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jeremias 8:20)

NÃO ESTOU SALVO! Caro leitor, esta é a sua triste condição? Mesmo sendo avisado do julgamento por vir e exortado a buscar a salvação, ainda assim, até agora você não está salvo? Você sabe qual é o caminho da salvação; tem lido sobre isso na Bíblia; ouve pregações a respeito e amigos lhe explicam o assunto. Porém, apesar de tudo, você despreza e, portanto, não está salvo. Não haverá desculpas para você, quando o Senhor julgar os vivos e os mortos. O Espírito Santo tem abençoado, com maior ou menor intensidade, a Palavra que lhe é pregada; tem trazido, da presença divina, momentos de refrigério. Mesmo assim, você se encontra sem Cristo. Assim como as estações, essas oportunidades de esperança lhe chegaram e se foram - seu verão e sua colheita já passaram - e você ainda não está salvo.

Os anos se sucedem em direção à eternidade; logo chegará o último ano de sua vida. Sua juventude logo passará; sua varonilidade estará se escoando, e você ainda não está salvo. Pergunto-lhe: Você será salvo ainda? Há qualquer possibilidade disso? Mesmo as ocasiões mais propícias não lhe levaram a salvação. Seria o caso de outras oportunidades alterarem a sua condição? Vários meios já falharam com você; até mesmo o melhor dos métodos, usado com perseverança e com a maior afeição. O que mais poderá ser feito por você? A aflição e a prosperidade não mais lhe impressionam; lágrimas, orações e sermões se perderam em seu coração vazio. Não se esgotaram as probabilidades de você um dia ser salvo? Não é mais que provável que você permanecerá como está, até que a morte feche para sempre as portas da salvação? Você poderá rejeitar esta suposição; entretanto, ela é racional, pois quem não se lava em águas abundantes, quando as encontra, muito provavelmente permanecerá imundo até o fim. Se o tempo apropriado não chegou, por que haveria de chegar? É natural temer que ele nunca chegará e que, à semelhança de Félix, você nunca encontre ocasião apropriada, até que esteja no inferno. Oh! Considere o que é o inferno e a terrível possibilidade de ser em breve lançado nele!

Leitor, caso você morra sem ser salvo, não haverá palavras para descrever a sua perdição. Você deveria lamentar-se profundamente pela triste estado, falar a respeito dele com gemidos e ranger de dentes. Você será punido com a destruição eterna, banido da glória do Senhor e da glória do seu poder. Esta voz amiga deseja alertá-lo e conduzi-lo à uma vida de seriedade. Oh! Seja sábio a tempo e, antes que passe a oportunidade, creia em Jesus, que é capaz de salvá-lo completamente. Utilize o tempo presente para refletir. Se, em humilde fé em Cristo, houver arrependimento em sua vida, isto será o melhor a lhe acontecer. Não permita que este ano passe e você continue sem perdão; nem que o repicar dos sinos do ano novo o encontrem sem o gozo verdadeiro. Creia em Jesus e viva - agora, agora, agora.

“Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças” (Gn. 19:17). 

Charles H. Spurgeon