Mostrando postagens com marcador revelações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador revelações. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Em Êxodo 20 é Deus ou Moisés falando ao povo?... A Bíblia Responde #87

Em Êxodo cap. 20 é Moisés que está falando os 10 mandamentos ou é o próprio Deus falando diretamente para o povo?

Olá querido irmão. A resposta para a sua pergunta está no próprio capítulo 20 nos versículos 18-21, logo após dos dez mandamentos:

E todo o povo viu os trovões e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso retirou-se e pôs-se de longe. E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos: e não fale Deus conosco, para que não morramos. E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis. E o povo estava em pé de longe. Moisés, porém, se chegou à escuridão, onde Deus estava.

Moisés era o profeta que trazia a mensagem de Deus para o povo de Israel, quando moisés sobe ao monte Sinai para falar com Deus ele recebe uma ordem muito clara no capítulo 19 versículo 21: “e o Senhor disse a Moisés: Desce, adverte ao povo que não transpasse o limite até o Senhor para vê-lo, a fim de muitos deles não perecerem.

O povo não podia subir ao monte onde a presença de Deus estava, era uma ordem expressa que se fosse transgredida era punida com a morte. Portanto o texto dos dez mandamentos de Êxodo 20 é Deus falando para Moisés que repassou ao povo de Israel como porta vós da vontade divina.

Em Cristo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Podemos conhecer Deus através da Bíblia?...A Bíblia Responde #53







ATRAVÉS DA BÍBLIA PODEMOS ACHAR TODAS AS RESPOSTAS ACERCA DE DEUS?

Olá!

Para  sabermos sobre Deus, só conseguiremos saber sobre Ele, se Ele quiser se revelar a nós, porque Ele é infinito, nós finitos. Então aprouve a Deus se revelar através da Bíblia, para que o conhecêssemos como Ele deseja ser conhecido, e toda informação verdadeira que podemos obter sobre Deus, realmente só podem se encontrar na Bíblia que é a maneira pela qual Ele desejou faze-lo.     Na confissão Batista de 1689 diz o seguinte:

"Todo o conselho de Deus, concernente a todas as coisas necessárias para Sua própria gloria, para a salvação do homem, a fé e a vida, está expressamente declarado ou necessariamente contido na Sagrada Escritura. A ela nada em tempo algum se acrescentara, quer por nova revelação do Espírito, quer por tradições do homens."(2 Tm 3.15-17;Gl 1.8-9)


Quando falamos sobre respostas a cerca de Deus, a Bíblia nos apresenta que Ele é o criador de todas as coisas, ela nos apresenta seus atributos, ela nos apresenta a maneira pela qual Deus deseja salvar o homem através de Seu filho Jesus e nos conta todo plano de Deus para humanidade, começando na criação de todas as coisas e culminando na volta de Cristo para que as coisas sejam estabelecidas através de seu juízo, separando aqueles que creem nele daqueles que não creem.


Acredito que podemos dizer que a Bíblia nos traz todas as respostas necessárias para nós vivermos com relação de quem é Deus, mas sempre continuaremos sendo criaturas e Deus o criador, então neste sentido não podemos obter todas as respostas a cerca de Deus, porque Ele, somente Ele é Deus. 


Todavia, podemos obter todas as respostas que aprouve a Ele nos revelar pela Bíblia, tendo assim tudo que é necessário para conhecermos e vivermos para Sua glória.

Sobre os atributos de Deus trazidos nas Escrituras esse texto irá lhe ajudar muito:


Em Cristo. 



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Só é de Deus se tiver Milagre?




terça-feira, 23 de julho de 2013

Você Pergunta... A Bíblia Responde #7



Minha dúvida é: em Atos 2 acontece o pentecoste e os apóstolos agora tem a autoridade do espirito para realizar de maneira efetiva o que jesus falou em Mt 10;7,8,9. Em Atos 3 os apóstolos realizam o primeiro milagre depois da decida do Espírito Santo a pergunta é: quando Pedro pediu que o coxo fixasse os olhos neles o Espírito Santo revelou a eles a necessidade real daquele homem e testemunho vivo que ele poderia ser, assim como revelou a ele (Pedro) a tentativa de engano de Ananias em Atos 5. Em Atos 5 Pedro revela que Ananias mentiu ao Espírito Santo, em Atos 3 ao olhar fixamente para aquele homem o Espírito Santo o revela o que deveria ser feito? É correto meu entendimento? Se não porque esse pedido do apóstolo ao coxo?


Devemos, primeiramente, entender o que são “revelações”.

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,” Hebreus 1:1.

Seria impossível o homem conhecer a Deus, se Ele não se revelasse a nós. Então, Deus se revelou de muitas maneiras, sendo através de Jesus a mais importante de todas. Depois de Cristo ressuscitar, Deus inspirou divinamente homens que escreveram diversos livros que revelaram por completo toda a santavontade de Deus. Se quisermos saber qualquer assunto, ele está revelado para nós na Bíblia.

Revelação é tudo o que temos na Palavra de Deus. Em nossos dias existe muita distorção em torno da palavra “revelação”, temos toda a revelação necessária na Bíblia, diferentemente dos apóstolos que ainda não possuíam toda a Escritura pronta. Por esse motivo, quero que isso esteja bem esclarecido.

Sem dúvidas os apóstolos e os discípulos andavam cheios de alegria e do Espírito Santo (At 13:52), assim como nós também, como discípulos de Cristo, devemos buscar andar.

Creio, portanto, que sim, Pedro estava atento a direção do Espírito Santo, portanto ele fez aquilo que o coxo realmente necessitava, a cura do seu problema de nascença, bastou andar em obediência a Palavra de Deus.

Isso não significa dizer que iremos receber revelações especiais do Espírito Santo, e sim que teremos uma conduta de vida em obediência a Palavra de Deus, que mostra que realmente somos seguidores de Jesus Cristo.

1 João 3:24 “E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.”

Por exemplo, se encontro uma pessoa mendigando na porta da Igreja onde congrego, e percebo que essa pessoa possui um grave ferimento que precisa ser tratado. Será que eu precisaria de uma revelação especial do Espírito Santo para saber que a maior necessidade dela é o auxílio médico do que apenas o meu dinheiro?

Se eu andar no Espírito Santo, em obediência a Deus, certamente irei ajudar essa pessoa com muito mais do que apenas a minha esmola.

Quando alguém menciona certas coisas que acontece entre cristãos, dizendo que estão recebendo uma mensagem do Espírito Santo, confesso que é algo que me cheira a espiritismo. Tudo o que o Espírito Santo nos quis revelar está na Sua Palavra e é dela que devemos falar. Se alguém estiver em pecado, o Espírito Santo me dará discernimento para falar àquela pessoa, mostrando na Palavra de Deus, a Bíblia, onde ela está errando, por quê está errando, como deve proceder, etc.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O fim das novas revelações

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hebreus 1:1)

“…E quando ele fala de os últimos tempos, Ele intima que não há mais nenhuma razão para esperar nova revelação; porque não foi uma palavra em parte que Cristo trouxe, mas a conclusão final. É neste sentido que os Apóstolos tomam ‘os últimos tempos’ e ‘os últimos dias.’ E Paulo quer dizer o mesmo quando diz, ‘para quem já são chegados os fins dos séculos’ (1 Cor 10:11). 

Se Deus então falou pela última vez, é certo avançar até aqui; como também quando tu vens a Cristo, tu não deves ir além: e estas duas coisas são muito necessárias para nós sabermos. Porque foi um grande obstáculo para os judeus que eles não consideravam que Deus tinha reservado uma revelação mais completa para outro tempo; assim, estando satisfeitos com a sua própria Lei, eles não avançavam para o alvo. Mas desde que Cristo apareceu, um mal oposto começou a prevalecer no mundo; porque os homens desejaram avançar além de Cristo. Que mais é todo o sistema do papado, mas o ultrapassar dos limites que o apóstolo fixou? Assim pois, o Espírito de Deus nesta passagem convida todos a vir tão só a Cristo, e então os proíbe de irem além no tempo que resta que ele menciona. Em suma, o limite da nossa sabedoria é dita aqui ser o Evangelho...”

Fonte: João Calvino - Comentário de Hebreus 1:1

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Será que preciso ir no oculista?



Cosmovisão. é o nome dado a maneira como as pessoas enxergam a vida, todos tem uma cosmovisão ,tendo conhecimento disso ou não, pode estar influenciada pelo que vivemos, pela cultura, educação, ou família, mas sabemos que o que realmente influencia em primeiro lugar é o coração, nós somos o que nosso coração é.(Mc 7.21)
Toda cosmovisão é influenciada de pressupostos quer consciente ou inconscientemente.

Perigos de uma cosmovisão baseada na cultura:

A desculpa de que os problemas ou as falhas de determinadas atitudes ,podem ser tidas como “culturais”, todavia tudo que transgride a Lei de Deus, para pecar, não pode ser escondido debaixo da “cultura”. Então,mesmo em dias onde frases de efeito como “é relativo “ ,estão em alta , vemos que no fundo não acham todas as verdades relativas, somente aquelas que agridem sua maneira de ver e presenciar o mundo.(1)


Um exemplo que muitas vezes é usado para cosmovisão , é o nome dado aos óculos que usamos para enxergar as coisas, e de fato todas as pessoas usam esses óculos, enxergam de acordo com esses óculos.

Então os óculos ou lentes, que os cristãos devem ver o mundo chama, Cosmovisão Crista, lembrando que todos possuímos pressupostos para ver o mundo, o texto base para entendermos o pressuposto cristao poderia ser:

Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aprecem(Hb 11.3)”

Como então conhecemos a Deus?

Quando tratamos dos pressupostos cristãos, levamos em consideração :
1-Existe Deus.(2)
2-Existe revelação(Deus se revela,)(3)
3-Existe cânon (revelação especial)

Um fato importante é que, se Deus não se revela-se a nós, nunca poderíamos conhecê-lo, todavia,pela criação ele se faz conhecê-lo,embora não exaustivamente, mas como prova de sua existência.(4),Rom 1.20.

A cosmovisão cristã, é aquela que leva em consideração os pilares históricos(5) da criação, da queda, da redenção e da consumação do homem, fomos criados com intuito de ver a glória de Deus,(criação) mas com o pecado, estamos destituídos da glória de Deus, sem condições de desfrutá-la,(queda) então dependemos de um redentor, a saber Cristo,(redenção), que já começou mas que restaurará definitivamente todas as coisas em sua segunda vinda(consumação).

Como podemos entender o inicio da historia?

Deus é o soberano criador e senhor de seu universo,a criação estabelece o inicio da história, vemos pela criação o Deus trino eterno:

1-Deus criou do nada, (matéria não é eterna) ,somente Deus é eterno.
2-Deus criou livremente (nao obrigado a criar),sempre foi autossuficiente em si.
3-Ato trino de criação para glória de Deus, o intuito sempre foi sua própria glória.

Princípios governamentais da criação:

Sabemos que Deus colocou um aspecto estrutural na criação, são as leis que regem a criação, muitas vezes existem estruturas que não tem como lutar, como por exemplo , a lei da gravidade, onde você trabalha debaixo dela, e ainda existem varias outras leis dadas por Deus para ordenar a realidade nas suas mais diversas manifestações, a agricultura é um exemplo disso(Is 28.23-28), matrimônio, identidade sexual, então existe uma ordem, uma estrutura e quando fazemos da maneira correta dentro desta estrutura, grandes chances de dar certo, quando fazemos diferente da ordem na estrutura são grandes as chances de dar errado,
Ou de outra forma, a estrutura existe, o que muitas vezes acontece é de que a direção usada é errada, não a estrutura em si.


Por mais que o homem use a direção de modo diferente do que o fabricante(Deus), colocou, note que ele sempre tenta se assemelhar a regra colocada por Deus, podemos ver o exemplo disso no casamento ,ou seja na estrutura colocada por Deus.


Os benefícios para este tempo, na criação, são distribuídos de que forma?Porque ainda vemos mesmo pessoas que não amam a Cristo, desenvolvendo qualidades em áreas cientificas, musical, entre outras?

O nome que se dá a isso é Graça comum, graça concedida a todas as pessoas por meio da providencia geral de Deus, isto abrange tanto em conhecimentos parciais de verdades(por isso vemos tantas pessoas com uma cosmovisão parcialmente certa), quanto a qualidades de talentos entre toda a criação.


Deus faz vir chuva sobre justos e injustos,(Mt5.45) Deus permite que muitos descubram e usufruam da criação como parte de sua bondade, embora em grande parte os talentos não sejam usados para glória de Deus, ele demonstra a glória de Deus, através do explorar da criação.(6)

Novamente podemos destacar que todos tem uma cosmovisão, todos tem uma maneira de entender a criação,(7) a queda, e a redenção, mesmo quando não é cristã,e muitas vezes pode se assemelhar, embora não seja igual, por causa da graça comum, em alguma medida com parte da cosmovisão crista.(8)

Mas a grande diferença é na redenção, todos tem uma visão de como o mundo foi criado, porque o homem esta do jeito que esta e qual a solução dos problemas, mas a redenção cristã é um verdadeiro Rubicão(9) em relação as outras cosmovisões, porque o resultado de modo geral sempre esta centrado no próprio homem, e não no criador de todas as coisas,Cristo, e porque este entendimento não é externo, só pode ser concedido internamente pelo Espirito Santo.

Um ponto que também é notável facilmente é na maneira como o cristão enxerga o homem, isso o diferencia de outras cosmovisões, e de fato é muito interessante como o homem é visto de maneira geral, Pelo fato de muitas disciplinas estudarem a natureza humana, há muitas imagens diferentes da humanidade,e as ideias não cristãs mais difundidas, destacamos pelo menos três:


1-Homens como maquinas.(10)

Uma perspectiva dominante acerca dos homens é definida de acordo com o que eles são capazes de fazer. O empregador por exemplo, interessa-se pela energia e pela força dos seres humanos, pelas habilidades ou capacidades que possui. Tendo isso por base, o empregador “aluga” o empregado por certo numero de horas por dia. A preocupação principal dos que tem essa concepção será satisfazer aquelas necessidades que manterão o ser humano (máquina) funcionando de modo efetivo; a saúde do trabalhador interessa não porque a doença pode significar sofrimento pessoal, mas porque pode resultar em perda de eficiência no trabalho. Se o trabalho pode ficar melhor com a introdução de uma máquina ou de uma técnica mais avançada, não haverá hesitação em adotar tais medidas, pois o trabalho é o alvo e o interesse principal. Além disso, o trabalhador não recebe nada mais do que o absolutamente necessário para que sua tarefa seja cumprida.
Segunda essa concepção as pessoas são vistas como coisas, como meios para alcançar fins, em vez de fins em si. Elas tem valor enquanto são úteis. As pessoas são manipuladas caso necessário, de modo que cumpram a função desejada.

2-Homens como animais.(11)

Outra corrente, vê os homens primeiramente como membros do reino animal e como descendentes de algumas de suas formas superiores. Eles surgiram por meio do mesmo tipo de processo pela qual passaram todos os outros animais e terão um fim semelhante. Não há diferença qualitativa entre os seres humanos e os outros animais. A única diferença é de grau. Essa concepção é talvez, mais bem desenvolvida na psicologia behaviorista. Nela a motivação humana é compreendida principalmente no campo dos impulsos biológicos. O conhecimento acerca dos homens é adquirido, não pela introspecção, mas pela experimentação, como animas. O comportamento humano pode ser afetado por processos semelhantes aos usados com animais. Assim como o cão de Pavlov aprendeu a salivar quando se tocava um sino, os seres humanos também podem ser condicionados a reagir de determinadas formas. O reforço positivo(recompensas) e, menos desejáveis, os reforços negativos (punição) são os meios de controle e treinamento.

3-Homens como peões do universo.(12)

Especialmente entre alguns existencialistas, mas também em amplo segmento da sociedade, encontramos a ideia de que os homens estão a merce das forças do mundo que lhes controlam o destino mas não tem verdadeiro interesse por eles. Essas são consideradas forças cegas, forças do acaso em grande parte. As vezes , são forças, pessoas, mas, mesmo então, são forças sobre os quais os homens não tem controle, e sobre as quais não exercem nenhuma influencia, como os superpoderes políticos. Trata-se de uma concepção basicamente pessimista, que retrata os homens sendo esmagados por um mundo hostil ou, pelo menos, indiferente ao seu bem estar e necessidades. Os homens estejam imersos em pensamentos deriveis acerca da morte, da exitinçao natural iminente do planeta ou da destruição atômica, ou simplesmente lutando contra os que controlam o poder politico e econômico, todos que sustentam que os homens são basicamente peões a mercê do universo estão presos a uma sensação semelhante de desamparo e resignação.

A perspectiva cristã da humanidade.

A perspectiva cristã da humanidade é de que somos criaturas de Deus, feitos a imagem de Deus,(13) isso significa em primeiro lugar que a humanidade não se originou de um processo evolutivo aleatório, mas de um ato consciente , proposital de Deus, Portanto a existência humana tem um motivo, uma razão que repousa na intenção do Ser supremo. Em segundo lugar, a imagem de Deus é intrínseca a humanidade. Não seríamos humanos sem ela, de toda criação somente nós somos capazes de ter um relacionamento pessoal consciente com o Criador e reagir com ele. Por ser criação de Deus, os homens não conseguem descobrir seu verdadeiro significado quando consideram que eles mesmos e a felicidade pessoal são os mais elevados dos valores, nem conseguem encontrar felicidade, plenitude ou satisfação, quando vão em busca desses valores. A verdadeira plenitude e satisfação só podem ser encontradas em Deus, através de Cristo.

O homem, apesar de ainda ser a imagem de Deus, com o pecado, esta imagem ficou completamente desfigurada, embora ainda exista, todo ser foi corrompido aponto de todas as características também ficarem corrompidas, inclusive no cuidado, “mordomia”, com o restante da criação, mas em Cristo, já começamos a desfrutar de uma recapitulação no homem.(15)



Como a cosmovisão cristã deveria influenciar em meio a um mundo pós-moderno, onde as verdades sempre são particulares e relativas?(15)

Primeiramente devemos distinguir que a tolerância bíblica é para as pessoas ; enquanto a tolerância pós -moderna é para as ideias(16),então alguns conceitos chave distinguem o cristianismo do pós-modernismo:

Objetivismo:
O cristianismo autêntico começa com a premissa de que existe uma fonte de verdade fora de nós. Especificamente a Palavra de Deus é a verdade (Sl 119.151;Jo17.17). Ela é objetivamente verdade quer dizer, ela é verdade quer fale subjetivamente a um dado indivíduo ou não; é verdade independente de como alguém se sente sobre ela; é verdade para todos universalmente e sem exceções; é absolutamente verdade.
Hoje multidões literalmente e de todo coração acreditam que podem construir sua própria realidade e definir sua própria verdade. Essa ideia sugere que é arrogância alguém pensar que conhece a verdade absoluta, mas arrogância de fato é aquela da pessoa que pensa que pode inventar sua própria verdade para a ocasião.

Racionalidade,
A bíblia faz sentido perfeitamente. Não contem erros, contradições, nem princípios mal fundamentados. Qualquer coisa que contradiz as escrituras é falsa. Esse tipo de racionalidade é oposto a todo conteúdo do pensamento pós-moderno. Atualmente as pessoas são ensinadas a adorar a contradição, abraçar o absurdo preferir o subjetivo e permitir que os sentimentos, em vez do intelecto determinem o que pensam. Deus não mente(Tt1.2), Ele não nega a si mesmo (2Tm2.13) e portanto não se contradiz. Isso significa que a apalavra de Deus é um registro preciso e incontestável da verdade. Não é cheia de absurdos , contradições ou fantasias, os fatos históricos descritos são historia verdadeira, não alegorias míticas ou exóticas. Por ser a verdade, as escrituras deveriam ser tanto o ponto de partida como o de chegada em todo pensamento. Porém esse racionalismo não é a noção de que a razão humana sozinha , independente de qualquer revelação sobrenatural, possa descobrir a verdade, um racionalista imagina que a razão humana é tanto a fonte como o teste final de toda verdade. O fato é que o racionalismo exalta a razão humana acima das escrituras. Como cristãos, nos opomos ao racionalismo, mas o cristianismo não é de modo algum hostil a racionalidade.

Veracidade
A fé crista não tem a ver primariamente com sentimentos, embora a verdade no nosso coração resultará em sentimentos profundos em nosso coração. Tempos mutáveis não mudam a verdade. As Escrituras são imutáveis como também o próprio Deus. Nós temos a verdade não porque somos mais inteligentes ou melhores do que os outros, mas porque Deus a revelou nas escrituras e foi gracioso em abrir nossos olhos para vê-la. Então além de demonstrar o amor por proclamar essa verdade, estaríamos pecando se tentássemos guardar a verdade só para nos mesmos.

Autoridade
O entendimento da autoridade da Bíblia é fundamental para uma cosmovisão cristã, ela deve ser proclamada, e por ser a verdade ela tem autoridade, nao é nossa autoridade, é a autoridade de Deus , a bíblia não é apenas outra ideia para ser jogada numa discussão publica e aceita ou rejeitada conforme o desejo do indivíduo, é a palavra de Deus e exige ser recebida como tal, com a exclusão de todas as outras opiniões. Obviamente esta maneira de avaliar a verdade é impopular hoje, pela tolerância pós -moderna, todas as opiniões são válidas, já que não existe verdade objetiva, porém nós sabemos que a palavra de Deus é a verdade e devemos proclama-la como tal.

Incompatibilidade
Nós cristãos sabemos que seja o que for que contradiga a verdade bíblica é, por definição, falso. Em outras palavras a verdade é incompatível com o erro.Verdade e erros não podem ser combinados para produzir algo bom. Eles são incompatíveis da mesma maneira que luz e trevas. Nós não podemos dizer ao mundo :”Isto é verdade, mas, seja o que for que você quiser acreditar , também esta bom.” Toda a verdade que é necessária para salvação é facilmente entendida de um modo verdadeiro por toda pessoa que aplica o bom senso e devida diligência em buscar entender o que a bíblia ensina. E essa verdade- o cerne da mensagem das Escrituras- é incompatível com qualquer outro sistema de crença.

Integridade
Esta flui de todos os princípios precedentes. O cristianismo coloca alta enfase na verdade, então a integridade é uma virtude essencial e a hipocrisia um vicio terrível, os fundamentos bíblicos não podem ficar somente no conhecimento, devem descer ao coração, devemos não somente pregá-la ,mas vivê-la também. Se acreditamos que a bíblia é a palavra de Deus, devemos deixar que ela permeie nossa vida e ministério. Viver de outra maneira é igual a negar a verdade. “No tocante a Deus, professam conhecê-lo, entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra”. (Tt1.16)

Uma cosmovisão bíblica é fundamental para a vida do crente , porque sabemos que vivemos no mundo, mas não somos dele,e se nossa fé não influência nossa maneira de viver então somos do mundo.(17)



Notas

(1) Por exemplo, quando vamos ao médico , partimos do pressuposto de que o que ele nos dirá é verdade, então não tomaremos outro remédio diferente do indicado, ou então se apresentarmos como um trabalho, o assalto, porque sabemos que é errado, não uma ideia relativa de certo e errado. -Aula cosmovisão Cristã, Hêber de Campos Júnior- Escola Charles Spurgeon de Teologia

(2)Deus é o ser eterno que antecede toda a criação ,nada pode existir sem a criação de Deus, a criação é o resultado da sua vontade e poder, a bíblia tem a intenção de demonstrar o ponto de vista fenomenológico.A bíblia e a a ciência não se contradizem, porque toda verdade só pode vir de Deus, logo não há divergência entre a bíblia e a ciência, (Deus não é somente verdadeiro, Ele é a verdade, Ele é o padrão do que é verdadeiro, porque sem ele, a verdade torna-se relativa.)

(3)Podemos falar em duas maneiras de revelação de Deus, uma revelação Geral(criação) ,disponível a todas as pessoas de todas as épocas, e uma revelação especial, ocorrida em momentos e lugares particulares (como não temos mais acesso a esta , dependemos das escrituras, porque nela relatam as revelações especiais que precisamos saber).

(4)Provas de Deus na natureza:
Primeiramente porque o Deus da bíblia é um Deus em três pessoas, mas é monoteísta, não politeísta, não são 3 deuses mas apenas um ,e igualmente as marcas como de um grande artista, existem marcas evidentes de um Deus criador, o mundo é medido pelo tempo: passado , presente , futuro. (3 em1), o mundo é entendido por medidas: altura x largura e profundidade(3 em1), a vida DNA é divida em :átomos prótons e nêutrons (3 em 1), essas são apenas pequenas marcas do grande criador, a natureza comprova as obras de suas mãos. Estas colocações sobre a assinatura de um artista, comparada a Deus na natureza, retirados do livro Gênesis 1 e 2 ,A mão de Deus na criação, Adauto Lourenço, Editora Fiel

(5)Pilares históricos, porque são acontecimentos que aconteceram , no caso da consumação final ainda voltara a acontecer, no tempo e no espaço.

(6)Encontramos na aliança que Deus fez, três mandatos que o Senhor deu ao homem: Espiritual, social e cultural.
O mandato espiritual envolve a expressão em forma de resposta da humanidade ao relacionamento que Deus estabelecera entre si próprio e os portadores da sua imagem.
O mandato social pôde ser dado porque Deus criou a humanidade como macho e fêmea. Deus ordenou a união do homem e mulher como uma só carne, a fecundidade, multiplicação e o enchimento da terra.
O mandato cultural envolve a vice-gerência do homem sobre o cosmos. Era para o homem desenvolver e manter tudo aquilo que havia sido criado por Deus. Através deste mandato, Deus colocou a humanidade em um relacionamento singular com a criação, para dominar e sujeitar (Gn 1.28), guardar e cultivar (Gn 2.17).


(7)Quanto a criação: Existem três cosmovisões predominantes:
Ateísmo, Deísmo, Teísmo.
7.1-Ateísmo é a crença de que não existe Deus, que tudo veio a existir através de processos naturais, e estes cabe ao homem descobrir como foram
7.2-Deísmo, leva em conta um criador, porem ele esta ausente, não tem controle
7.3-Teísmo, a crença de que existe um Criador, que além de criar, comanda soberanamente , e nada acontece sem sua permissão.

(8)Embora em um diálogo, as pessoas possam evidenciar problemas no homem, como orgulho exagerado, e coisas que sabemos que são verdades, os pilares de sua cosmovisão se desconectam quando chegamos na redenção, que sabemos que só pode ser feita por meio de Cristo, com os olhos da fé.

(9)Rubicão era o nome do rio em que Júlio César atravessou em desafio ao Senado romano, marchando sobre roma, è usado aqui como sinônimo de decisão que molda o futuro.

(10)Teologia sistemática Millard J. Erickson – Ed. Vida Nova; pág.206

(11)Teologia sistemática Millard J. Erickson- Ed. Vida Nova; pág 207

(12)Teologia sistemática Millard J. Erickson- Ed Vida Nova; pág 207

(13)A imagem de Deus, pode ser entendida como fomos criados, alguns teólogos dividem em:
Concepção substantiva,relacional, ou funcional, podemos entender de maneira mais simples como:
A-Personalidade, consciência e determinação própria, B-justiça e santidade, não foi criado neutro, foi formado com capacidade de amar a Deus como deveria. C-Liberdade, sendo que esta pressupõe responsabilidade, então o homem foi criado livre e responsável. D-Conhecimento espiritual, Adão tinha compreensão genuína, mas não exaustiva, porque Deus é infinto e inesgotável,
E-Imortalidade, criado para viver eternamente, tem um começo mas não um fim, F Espiritualidade, não é só corpo, mas corpo e alma para se relacionar com o criador, ele não é um corpo , ele tem um corpo, G-dominio sobre a natureza.-TS- Hermisten maia- CFL , Palestra Criação 01.

(14) A ideia da recapitulação foi adotada por Irineu, se referindo que Cristo é a primícia , ou o cabeça da nova criação, em Cristo, temos novamente os aspectos da criação original sendo resgatados, embora não plenamente, até que Cristo volte.

(15) Notamos que hoje as opiniões são divididas em duas esferas:
Privada: preferencias pessoais,valores e campo subjetivo. Publica: conhecimento cientifico, fatos, campo objetivo. Para o mundo hoje a “religião” é subjetiva, os valores cada um entende de um jeito, respeitam mas negam que possa servir a um campo objetivo. Essa dicotomia tem se tornado cada vez mais comum, onde o cristianismo tem se tornado sectário, enquanto as filosofias e naturalismos seculares tem se tornado “objetivas”.

(16)Todos os conceitos chave foram resumidos e retirados do Livro: Princípios para uma Cosmovisão Bíblica - John Macarthur- Editora Cultura Cristã.

(17)Mundo aqui descrito, da mesma maneira que no evangelho de João, um sistema em rebelião contra Deus, que não leva em consideração a Deus, nem seus valores morais e espirituais.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Revelação pela Palavra de Deus

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3ZAfKjUXYRaQvvYRj_bxaqd_vFff2pp_uKcS_u3CTGRB1OXu9TqbCkpgaowbhbPUoO7NpnCLjjl-b1y4Atray8hEB5K44ln5c0RWCAs3jaDH_vZ73BeQ6gQMiaMOUXiPb8WqXOIQQSRc/s1600/ilumina%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg

Dentro da doutrina da palavra de Deus, podemos destacar algumas formas de empregarmos o sentido “palavra”, no que diz relacionado à revelação de Deus:

1-Palavra de Deus como pessoa, se refere a Jesus como palavra de Deus (Ap 19.13), embora não seja um uso comum, indica que é o Deus Filho quem tem o papel de comunicar em sua pessoa a palavra e expressar a vontade de Deus para nós (JO1.1).

2-Decretos palavras de Deus são aquelas palavras que causam eventos ou trazem coisas a existência, Deus pela palavra criou o mundo, os animais e tudo que há nele, decreto de Deus é uma palavra divina que faz tudo acontecer, esses decretos incluem a existência continua de todas as coisas, a sustentação de tudo pelo poder da palavra (HB 1.3).

3-Palavra de aplicação pessoal, Deus se comunicou com pessoas sobre a terra falando diretamente a eles, se encontram ao longo de toda a escritura, primeiramente com Adão, também depois do pecado para pronunciar a maldição ainda com Adão, (Gn2-16,17) também através dos 10 mandamentos, ainda através do batismo de JESUS (MT 3.17), nesses e vários outros casos Deus falou especificamente a indivíduos e embora estas palavras de aplicação pessoal sejam vistas nas escrituras como palavra de Deus, são também palavras humanas para poderem ser entendidas, e isso de modo algum limita seu caráter divino e tampouco sua autoridade, são palavras proferidas pela voz do próprio Deus.
4-Palavra de Deus por boca humana, nas escrituras Deus levanta homens, (profetas), para falar e isso também não diminui a verdade e autoridade.

Alem das palavras de Deus em forma de decretos, aplicação pessoal e por lábios humanos, temos por fim a forma:

5-Palavra de Deus escrita (bíblia), o relato das duas tabuas de pedra, (Ex 31,18), depois foram sendo feitos acréscimos por Josué (Js24. 26), Jeremias, Isaias e no NT, Jesus envia o Espírito Santo, para lembrar tudo que Jesus havia falado(Jo14.26), essa maneira de revelação é muito mais precisa,e é a maneira disponível para estudo, porque não temos a palavra de Deus por decretos, a aplicação pessoal é incomum ate mesmo nas escrituras e a palavra de Deus por boca humana deixa de ser dadas quando o Canon do NT foi completo, por isso a referencia segura é a palavra de Deus escrita, porque não temos mais como acessar nenhuma das outras formas da palavra de Deus, é a bíblia que nos transmite e ilumina sobre todas elas.

É ela que é útil para ensino, repreensão, correção e instrução na justiça. (2Tm3:16)

Glorias a Deus

Guinho


Fonte: de apoio: Teologia sistemática/Wayne Grudem, Vida Nova

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Revelação de Deus


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjLAuGSHATcmNXG5v54XWyVBKEuGkEnXKQZIUYHmtehZdni3029iIz2BqxuGKVLgCYQgwpFKpGKbdZQmt0rYgAukVIi5P1hloRHj7tqzy88cI5e3KduGMSVrfM9dRNUBcbyoUohAXefyk/s1600/revela%25C3%25A7%25C3%25A3o+deus.jpg

Pela incapacidade humana, pela sua finitude e Deus sendo infinito, é necessário que Deus se revele para nós, de uma maneira que possamos conhecê-lo e também ter um relacionamento com Ele, então partimos do pressuposto que Deus existe e se revela de duas formas:

Revelação Geral e Revelação Especial.

Algumas considerações entre as revelações são de grande beneficio para ressaltar suas diferenças,

Na revelação geral, Deus é o criador, a norma na sociedade é pelos valores de padrão morais, ela traz condenação e demonstra as coisas criadas.

Na revelação especial Deus é o redentor, a norma do povo de Deus são deveres morais e não valores, traz a salvação do homem e é demonstrada através das escrituras.

Na revelação geral existe um Deus, na revelação especial esse Deus é nosso Pai.

Revelação geral é a comunicação de si, a todas as pessoas, de todos os tempos e de todos os lugares, esta revelação é a automanifestação de Deus pela natureza, historia e personalidade do homem, e é geral por dois motivos:

1.Pela disponibilidade universal e pelo conteúdo geral da mensagem, a escritura nos mostra o conhecimento de Deus pela ordem física criada (natureza), (Sl 19-1,4; Rom 1:20)desde a variedade das arvores na natureza , até a complexidade dos mares nos dão provas da grandeza de Deus,a criação dá testemunho crucial , para todos conhecerem sobre Deus, sobre um criador.

2.Pela disponibilidade na historia, a escritura nos mostra que Deus controla a historia e mesmo os desobedientes estão debaixo de seu poder (Sl 47 -7,8), Deus conduz as estações do ano (At14 15-17), tudo isso faz parte de um curso, ela demonstra um propósito, ela é acessível a todos, embora seja menos acessível que a natureza, e mesmo essas que não tem acesso a historia, podem olhar para a historia de sua própria experiência.

3.Pela disponibilidade no ser humano, manifesta informações, qualidades morais, espirituais.
3aPadrão moral: mesmo as pessoas que não tem acesso à revelação especial (Palavra de Deus), têm gravadas as noções do padrão moral de Deus, mesmo distorcida em maior ou menor grau (Rm 2-14,15) e isso é o que garante a restrição social ao mal que os homens fazem, e por ter esse senso comum de certo e errado, varias coisas são compartilhadas, questões de leis civil, ética para negócios e padrões aceitáveis de conduta na vida comum e consciência intima do que é certo no coração, ao tentar corrigir injustiças.

3b. Padrão religioso: O homem tem uma religiosidade nata, pela criação, por serem feitos a sua imagem e semelhança, a maioria tem um senso de divindade, demonstram esse senso do criador, a busca por um Ser maior.

Apesar de o homem poder conhecer sobre Deus, a revelação geral não pode ser o meio do pleno conhecimento de Deus, pelo pecado, o homem se torna incapaz de reconhecer a Deus somente pela revelação geral, porém o problema não está na revelação e sim no homem, (Rom 1-18,32), por causa do pecado a revelação geral se tornou insuficiente, e ela transmite informações sobre Deus, de maneira cognitiva.

Revelação especial, é a maneira de comunicação particular de Deus, para pessoas especificas e épocas especificas, ela é um complemento da revelação geral, enquanto a revelação geral transmite informações sobre Deus, a revelação especial transmite informações de Deus, informações pessoais de relacionamento,não simplesmente de percepção de Deus ,mas sim de relacionamento com Ele , embora essa revelação tenha sido feita de formas distintas, hoje só podemos ter acesso a ela, pela consulta das escrituras.

A revelação é especial porque existe um emissário, um receptor e um código revelado (informação), na revelação especial Deus se relaciona de modo pessoal, usando maneiras antropicas, ou seja, a forma a ser revelada comum a suas criaturas e elementos de comunicação analógicos, de maneira que se possa entender, embora o que a bíblia nos diz a respeito de Deus seja unívoco, a linguagem utilizada pra nossa compreensão é analógica.
 
Deus se revelou especialmente através de:

1-Eventos históricos com interpretação autorizada, os grandes feitos de Deus ao longo da historia, chamado de Abraão, provisão de Jose, êxodo do Egito, o nascimento, milagres, morte e ressurreição de Cristo, um evento histórico só pode ser considerado revelação se ele tiver interpretação autorizada, o que exclui todo tipo de suposição quanto a terremotos, tsunamis e outras coisas, como o holocausto, apesar de serem eventos históricos não podem ser tidos como revelação pela falta de interpretação autorizada.

2-Falas divinas, agentes de palavras divinas onde geralmente eram acompanhados de: “Assim diz o Senhor,” profetas escrevendo, Deus usando mediadores, falas audíveis como os casos de Adão e Abraão, teofanias (caso da sarça ardente), discursos (cláusulas proféticas), interior (visões e sonhos), sendo que só temos acesso a todas essas através das escrituras.

3-Revelação em Cristo (Hb 1-1,2), o maior evento revelatorio de Deus, foi através de Cristo, ele foi Deus nos homens. Ver, ouvir ou falar com Cristo, era o mesmo que ver, ouvir ou falar com Deus.

È importante deixarmos muito claro, que só temos acesso a todas essas revelações através das escrituras, toda fonte de ensino e estudo, são as que temos contidas dentro da escritura.

Glorias a Deus!

Guinho

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Um Clamor

http://conectadosemcristo.files.wordpress.com/2011/11/clamor.jpg


Isaías 33:2 - "Senhor, tem misericórdia de nós; em ti temos esperado; sê tu o nosso braço manhã após manhã e a nossa salvação no tempo da angústia."

Assim como Jerusalém clamava em grande angústia pela opressão imposta pela Assíria, desta mesma forma, clamamos nós, filhos do Deus Altíssimo.

Senhor, tende misericórdia de nós, pois somos o Teu povo e pouco refletimos a Tua glória em nós. Temos acesso a toda a Tua revelação e pouca importância damos a ela, não buscamos Te conhecer profundamente, ao invés, preferimos palavras doces proferidas por pessoas, seres humanos, pecadores, assim como eu sou. Procuramos outras revelações, pois a Tua própria, escrita por homens inspirados por Ti, essa já não é suficiente.

Nos ensina a esperar em Ti, nos ensina a sermos dependentes de Ti, nos ensina a ter fé, a acreditar, pois se acreditássemos realmente nas Tuas promessas, oraríamos sem cessar, se tivéssemos fé de verdade buscaríamos o Teu reino em primeiro lugar nas nossas vidas, pois, teríamos a certeza que o restante, todo o restante, que precisamos para sobreviver nos seria acrescentado.

Saberia que Tu és o meu braço, dia após dia, Tu és o meu sustento, o meu alimento, o meu consolo, a minha alegria e esperança.

Saberia que no sofrimento, na angústia és Tu a minha salvação. Encontro em Ti todas as coisas que eu preciso tanto para minha vida nesta terra, quanto na vida que está por vir, pois: "Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez". João 1:3

Senhor tende misericórdia de nós!

Fernando


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Atos Simbólicos no Espírito?!


Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes ►
Não faz muito tempo Ana Paula Valadão provocou uma polêmica no meio evangélico ao se colocar de quatro no palco, durante um show em Anápolis, e começar a andar tentando imitar um leão. Enquanto isto, os membros da banda faziam gestos de “leão” ou de olhos fechados e mãos erguidas “abençoavam” a plateia, que gritava em delírio. O vídeo está no Yoube. Não quero voltar a este episódio, já tão batido, mas usá-lo como gancho para entender o quadro maior.
Isto de se imitar animais no palco sob a "unção" do Espírito Santo parece ter começado em 1995, na igreja do Aeroporto de Toronto, famosa por ter sido o berço da “bênção do riso santo”. Escrevi um artigo sobre isto em 1996. Naquele ano, um pastor chinês, líder das Igrejas chinesas cantonesas de Vancouver, Canadá, durante o período de ministração na Igreja do Aeroporto, começou a urrar como um leão. O pastor da Igreja, John Arnott, estava ausente do país, e foi chamado às pressas de volta, para resolver o problema. A liderança que havia ficado à frente da Igreja lhe disse que entendiam que o comportamento bizarro do pastor chinês era do Espírito Santo.
Arnott entrevistou o pastor chinês diante da congregação durante uma reunião, e para surpresa de todos, ele caiu sobre as mãos e os pés, e começou a rugir como um leão na plataforma, engatinhando de um lado para o outro, e gritando "Deixem ir meu povo, deixem ir meu povo!". Ao voltar ao normal, o pastor chinês explicou que durante anos seu povo tinha sido iludido pelo dragão, mas agora o leão de Judá haveria de libertá-los. A igreja irrompeu em gritos e aplausos de aprovação, e Arnott convenceu-se que aquilo vinha realmente do Espírito de Deus. Isto acabou provocando o desligamento desta igreja da sua denominação, a Vineyard Fellowship, que discordou que aquilo vinha de Deus. Mas, parece que a moda pegou.
A partir daí, os sons de animais passaram a fazer parte da "bênção de Toronto." Houve casos de pessoas rugindo como leão, cantando como galo, piando como a águia, mugindo como o boi, e gritando gritos de guerra como um guerreiro. Para Arnott, estes sons eram "profecias encenadas", em que Deus fala uma palavra profética à Igreja através de sons de animais. Arnott passou a admitir e a defender este comportamento como parte do avivamento em andamento na Igreja do Aeroporto.
Acredito que o argumento para “profecias encenadas” ou “atos proféticos” tão em voga hoje nos shows e cultos do movimento gospel e do pentecostalismo sincrético é que, no passado, Deus mandou seus servos transmitirem mensagens ao povo usando objetos e dramatizando a mensagem. Não é difícil achar exemplos disto no Antigo Testamento. Deus mandou que Jeremias atasse canzis (cangas) ao pescoço como símbolo do cativeiro do povo de Israel (Jer 27:2); mandou que comprasse um cinto de linho e o enterrasse às margens do Eufrates até que apodrecesse, como símbolo também da futura deportação dos judeus para a Babilônia (Jer 13:1-11); determinou que ele comprasse uma botija de barro e quebrasse na presença do povo, para simbolizar a mesma coisa (Jer 19:1-11). O Senhor mandou que Isaías andasse nú e descalço por três anos, como símbolo do castigo de Deus contra o Egito e a Etiópia (Is 20:3-4). Há outros exemplos demprofetas que poderiam ser citados.
No Novo Testamento, o único exemplo de um profeta falando a Palavra de Deus e ilustrando-a com um ato simbólico é o do profeta Ágabo, que usando um cinto, amarrou seus próprios pés e mãos para simbolizar a prisão de Paulo (At 21:10-11).
Ao tentarmos entender a “teologia” dos atos proféticos da Bíblia percebemos alguns traços comuns a todas as ocorrências.
  • Elas foram determinadas a profetas de Deus, como Isaías e Jeremias, os quais foram levantados por Deus para profetizar sobre o futuro da nação de Israel e a vinda do Messias. Ou seja, tais atos tinham a ver com a história da salvação, o registro dos atos salvadores de Deus na história.
  • Estes atos simbólicos ilustravam revelações diretas de Deus para o seu povo através dos profetas. No caso de Ágabo, tratava-se de uma revelação sobre a vida do apóstolo Paulo, homem inspirado por Deus, que o Senhor haveria de usar para escrever a maior parte do Novo Testamento. Portanto, a mensagem de todos aqueles atos proféticos se cumpriu literalmente, como os profetas disseram que haveria de acontecer.
  • Sem revelação direta, infalível e inerrante da parte de Deus, não há atos simbólicos. Eles eram ilustrações destas revelações. Uma vez que não temos mais profetas e apóstolos, que eram os canais destas revelações infalíveis, não temos mais estes atos proféticos que acompanhavam ocasionalmente tais revelações.
  • Nesta compreensão vai o autor de Hebreus, que relega ao passado aqueles modos de Deus falar ao seu povo. Agora, Deus nos fala pela sua dramatização maior e suprema, a encarnação em Jesus Cristo (Hb 1:1-3).
  • Tanto assim, que os únicos atos simbólicos que o Senhor Jesus determinou ao seu povo, e cuja mensagem é fixa e imutável, foi que batizassem os discípulos com água e comessem pão e bebessem vinho em memória dele. Tais atos ilustram e simbolizam nossa união com o Salvador. Fora disto, não encontramos qualquer outra recomendação do uso de atos simbólicos para transmitir a mensagem do Senhor.

Portanto, para mim, estes “atos proféticos” atuais e profecias encenadas nada mais são que uma tentativa inútil – para não ser crítico demais - de imitar os profetas e apóstolos, na mesma linha destes que hoje reivindicam, em vão, serem capazes de fazer a mesma coisa que aqueles fizeram.
Após Deus ter se revelado em Jesus Cristo, ter estado entre nós e transmitido ao vivo a sua Palavra, após os apóstolos terem registrado esta mensagem de maneira infalível e suficiente nas Escrituras, pergunto qual a necessidade de profecias encenadas e atos simbólicos para que Deus nos fale através deles. Se alguém não entende a fala de Deus registrada claramente na Bíblia vai entender através do simbolismo ambíguo de gestos e encenações de gente que alega falar no nome dele? Sola Scriptura!
 Rev. Augustus Nicodemus Lopes para o Blog O Tempora, O Mores

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Evangelho não é segundo os homens



Mas faço-vos saber irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens."
- Gálatas 1:11
 
 
Para mim é penoso ver Paulo se defendendo como um apóstolo; e fazendo isso não contra um mundo de contradição, porém contra membros de igreja de coração frio. Eles diziam que ele não era realmente um apóstolo, porque não tinha visto o Senhor; e eles proferiram muitas outras coisas depreciativas contra ele. Para manter sua reivindicação ao apostolado, ele foi impelido a iniciar as suas Epístolas com "Paulo, um apóstolo de Jesus Cristo", embora o seu trabalho fosse uma prova auto-evidente do seu chamado. No nosso caso, depois de Deus nos ter abençoado para a conversão de muitos, se alguns desses levantarem uma dúvida quanto ao nosso chamado ao ministério, classificaríamos isso como uma prova de fogo; porém não concluiremos que algo estranho nos aconteceu.
 
Há muito mais motivo para questionar nosso chamado ao ministério do que lançar uma dúvida sobre o apostolado de Paulo. Se for lançada sobre nós essa indignidade, poderemos suportá-la com alegria por amor ao nosso Mestre.
 
Não precisamos nos admirar, queridos irmãos, se o nosso ministério for sujeito a ataques, porque essa tem sido a porção daqueles que nos antecederam; e nos faltaria um grande selo de autenticidade da nossa aceitação por Deus se não recebêssemos a inconsciente homenagem de inimizade que sempre é assacada aos fiéis pelo mundo sem Deus. Quando o diabo não é incomodado por nós, ele não nos importuna. Se seu reino não é abalado, ele não se importará com o nosso trabalho, mas deixará que desfrutemos de inglorioso sossego. Confortemo-nos pela experiência do apóstolo dos gentios: ele é particularmente nosso apóstolo, e podemos considerar a sua experiência como um tipo do que podemos esperar enquanto labutamos entre os gentios dos dias atuais.
 
O tratamento que tem sido dado aos homens eminentes enquanto viveram foi profético quanto ao tratamento da sua reputação após sua morte. Este mundo mau é imutável em seu antagonismo contra os verdadeiros princípios, estejam seus defensores mortos ou vivos. Mais de mil e oitocentos anos atrás disseram: "Paulo, quem é ele?" E eles falam assim ainda hoje.
 
Não é incomum ouvir pessoas duvidosas declararem que discordam do apóstolo, e elas até ousam dizer: "Aí eu não concordo com o apóstolo Paulo". Eu me lembro da primeira vez que ouvi essa expressão; abismado olhei para o indivíduo. Admirei-me que um pigmeu tal como ele pudesse dizer isso do grande apóstolo. De modo geral, à parte da inspiração de Paulo, parecia como um ratinho discordando de um querubim, ou um punhado de palha discutindo o veredicto do fogo. Esse indivíduo estava tão longe de ser notado que me admirei que seu orgulho pudesse ser externado sem se envergonhar. Apesar dessa objeção, mesmo quando sustentada por críticos versados, nós ainda concordamos com o inspi­rado servo de Deus. E nossa firme convicção que, discordar das Epístolas de Paulo, é discordar do Espírito Santo e do Senhor Jesus Cristo, cuja mentalidade Paulo plenamente expressou. E de se admirar que os escritos de Paulo fossem tão atacados; mas isso nos adverte que quando tivermos recebido a nossa recompensa, nossos nomes não estarão livres de crítica, nem o nosso ensino de oposição. Os mais nobres daqueles que já partiram ainda são difamados. Não dê atenção ao julgamento humano a respeito de si mesmo quanto à morte ou à vida; pois que importa? Seu verdadeiro caráter nenhum homem pode ferir a não ser você mesmo; se você está capacitado a manter suas vestes limpas, tudo o mais não merece um só pensamento.
 
Aproximemo-nos mais de nosso texto. Não reivindicamos a capacidade de usar as palavras de Paulo exatamente no pleno sentido que ele podia; porém há um sentido, no qual, espero, que possamos dizer: "E vos asseguro, irmãos, que o evangelho por mim pregado não foi segundo os homens". Poderemos não somente dizer isso, mas devemos dizê-lo com total veracidade. A forma de expressão habitual de Paulo vale como um juramento quando ele disse: "eu vos asseguro irmãos". Ele quer dizer, asseguro-lhes com certeza - eu desejaria que estivessem convictos disto -"que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens". Neste ponto, ele quer que os gálatas fiquem convencidos disso sem nenhuma dúvida. 
 
Pelo contexto, temos certeza que Paulo pretendeu primeiro asseverar que seu evangelho não foi recebido de homem algum. Seu acolhi­mento disso na sua própria mente não era conforme os homens. A seguir, ele asseverou, que o evangelho não foi invenção humana.
 
Charles H. Spurgeon