Mostrando postagens com marcador josemar bessa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador josemar bessa. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de setembro de 2012

Cheiro de vida ou Cheiro de morte! A norma bíblica para o sucesso!





“Ó Senhores! Nós podemos pregar para as pedras ou para os homens e será a mesma coisa, a menos que o Espírito Santo use a Palavra para regenerar suas almas”. – Charles H. Spurgeon
A verdade tem bordas duras que não podem ser suavizadas. Mas há uma grande tentação de suavizá-las dependendo da força motivadora dentro de nós. Como medimos o sucesso? Que padrão temos usado na proclamação do evangelho? Que tipo de ministério é eficaz? Avaliamos economicamente? Contamos cabeças...?
É engraçado, mas muitas pessoas em nossos dias que dizem crer na soberania de Deus sobre todas as coisas, quando falam em sucesso, usam os mesmos meios de aferição. Muitos quando falam de Charles H. Spurgeon, começam a mencionar cabeças... Mas isso não é de fato relevante, mas o que Spurgeon ensinou. Multidão Charles Finney também conseguiu. A. W. Pink não experimentou em vida nada do que Spurgeon experimentou em sua vida ministerial, mas quão fiel a Verdade ele foi.

Onde está o ponto? Quando você faz um balanço de sua vida você usa os critérios do Ibope? Todos nós somos tentados a medir-nos comparando o que temos produzido com o que outros produziram... nós investimos demais  na opinião dos corretores do poder em nossa sociedade, seja espiritual ou secular.

É impossível exagerar os efeitos devastadores que estão inexoravelmente consumindo a vida da igreja quando essa perspectiva é abraçada. A Verdade fatalmente é comprometida, cortando os cantos duros do evangelho, suavizando bordas que irão afastar o homem natural, a vontade de esconder a borda afiada da moralidade bíblica numa sociedade amoral, o desejo de ser relevante para um mundo que acha Deus irrelevante em suas reivindicações... Porque queremos um aumento de apoio, um aumento de número, um aumento de doadores, um aumento...

Preste atenção nas palavras de Paulo: “Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida...” - 2 Coríntios 2:15-16
Eis a norma bíblica para o sucesso!! Um “cheiro!” – A verdade articulada aqui pelo apóstolo Paulo é um poderoso remédio para a tentação de encontrar fórmulas que fatalmente irão comprometer a Verdade por desejar definir que “cheiro” seremos na vida das pessoas que ouvirem a verdade do evangelho.

Você deseja ser um cheiro de Deus para o mundo? Seja fiel na proclamação da Verdade. Seja fiel em todos os seus termos, pregue a loucura da cruz, não suavize a sua ofensa, proclame as promessas do evangelho, declare as consequências eternas...  Jamais pense em como mostrar o evangelho de uma maneira que ele pareça mais favorável a depravação do coração natural do homem. Eis o padrão de Paulo: "Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo. "Gálatas 1:10


Eis o ponto nevrálgico de qualquer estratégia voltada para ser atraente ao homem natural, independente da estratégia, a própria motivação de ser agradável ao homem já é um desvio - só a intenção mostra um desvio do propósito - "... Se eu estivesse ainda agradando aos homens eu não seria servo de Cristo" - Você não pode ser ambos.

Você não pode agradar a homens e ser o escravo de Jesus Cristo. Você não pode ser um soldado comprometido para agradar o seu comandante e ser um prazer para o homem natural que está em inimizade para com Deus: "...a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo." - Romanos 8:7 - Só há uma direção: "...como homens aprovados por Deus, a ponto de nos ter sido confiado por ele o evangelho, não falamos para agradar a pessoas, mas a Deus, que prova os nossos corações."  - 1 Tessalonicenses 2:4

Só há duas respostas possíveis ao verdadeiro evangelho de Cristo – nós não procuramos induzir essa resposta. Quando a mensagem é dada a conhecer ao mundo, fatalmente haverá uma resposta. A neutralidade é impossível, não existe tal coisa em relação a Verdade de Deus. A indiferença ou apatia é um mito. Ignorar é negar a verdade... O homem está entre os que estão sendo salvos ou está entre os que estão perecendo – a mesma Verdade tem dois cheiros distintos. A palavra da cruz é “loucura” – absoluta loucura, ou é “o poder de Deus “ para a salvação – “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” - 1 Coríntios 1:18

A mensagem de Cristo proclamada por Paulo ( e não o mensageiro, ou a linguagem, ou o método...) é por si só responsável por dividir os ouvintes dessa maneira.
Sempre que a Palavra de Deus é proclamada uma fragrância é liberada. Para alguns é um aroma de vida, de esperança, de perdão, de regeneração, de justificação... Essas coisas não são manipuláveis – o mensageiro deve entregar o que recebeu para pregar. Esse aroma de vida é incomparável – nada pode ser comparado ao cheiro de vida exalado pelo Filho de Deus. O Espírito pela Palavra regenera o coração, desperta a vida, ressuscita alguém que estava “morto em delitos em pecados”... é maravilhoso!!!  - “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados -  Efésios2:1

Mas para outros, a Verdade do evangelho é um sufocante fedor venenoso. Cheiro de morte e não de vida. Charles Spurgeon nos lembra:

“O evangelho é pregado aos ouvidos de todos, mas ele só vem com poder para alguns. O poder que está no evangelho não está no mensageiro, sua eloquência, argumentos... caso contrário, os homens e seus métodos seriam conversores de almas. Também não está na técnica do pregador... caso contrário, consistiria na salvação pela sabedoria dos homens. Podemos pregar até nossas línguas apodrecerem, até o ar de nossos pulmões se esgotarem e morrermos, mas nunca uma alma será convertida a menos que haja o misterioso e soberano poder do Espírito Santo operando como quer naqueles que Ele quer operar. O Espírito Santo muda a vontade do homem. Ó Senhores! Nós podemos pregar para as pedras ou para os homens e será a mesma coisa, a menos que o Espírito Santo use a Palavra para regenerar suas almas”.

Mas veja, Paulo é uma fragrância de Deus independente da resposta da mensagem! ““Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte.”
Quando Paulo pregou e sofreu de cidade em cidade, apanhou, foi ridicularizado, difamado... e o nome de Jesus foi blasfemado. Paulo estava sendo uma fragrância de Deus (Um cheiro de morte). Quando no meio do sofrimento ele proclamou fielmente o evangelho e a Verdade foi abraçada, homens regenerados... ele foi uma fragrância de Deus ( Um cheiro de vida ).

Ao pregarmos a Verdade sem aparar as arestas duras para o homem natural, sem esconder parte da Verdade, sem tentar desenvolver técnicas para que o homem natural sinta um bom cheiro de um evangelho corrompido segundo suas paixões... Somos uma fragrância de Deus, mesmo quando a mensagem é completamente rejeitada.

A fragrância começa imediatamente a ser corrompida no momento em que nosso padrão de sucesso é o mesmo que o do Ibope. O que Paulo está dizendo é que mesmo se nossa “multidão” for pequena e insignificante para o Ibope, o sucesso é medido pela fidelidade – não determinamos sobre cada pessoa, ou “público alvo”, ou cultura... que tipo de fragrância seremos – “cheiro de vida ou  cheiro de morte” – Se nosso esforços, nossa proclamação da verdade levarem a “vida” ou a “morte”, continuamos sendo o aroma de Cristo para Deus“Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo...” - 2 Coríntios 2:15. E somos o bom perfume de Cristo para Deus apenas quando pregamos Jesus verdadeiramente e biblicamente. Não tentamos definir se seremos “Cheiro de vida ou de morte”.

Isso é uma pílula muito difícil de engolir se o propósito é o sucesso e não a glória de Deus. É difícil de engolir se o nosso temor dos homens é maior que o nosso temor a Deus – se nós desejamos o louvor e a aprovação dos homens em detrimento do que vem de Deus. Quem acha duro demais tomar essa pílula, tenta negar, mas está servindo ao Pragmatismo e não a Deus.


Devemos ser um cheiro bom para Deus em Cristo, mesmo que ele seja um cheiro podre e de morte para o mundo que se perde, ou um cheiro agradável de vida para os que são regenerados pelo Espírito Santo.

Josemar Bessa

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Nos Divertindo até a Morte!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Eu sou um Eleito de Deus?

sábado, 25 de junho de 2011

Detestai o Mal

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Silêncio de Cristo

Quando Deus Demora

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Por que Deus decretou o Mal?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um Enigma para o Mundo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Não me Siga, Estou Perdido!



“Se você é sábio, deixe o mundo passar, para não passar com o mundo”. – Agostinho. Esse é um tipo de sabedoria perdida na igreja dos nossos dias. A sociedade humana, sua cultura, o mundo e o poder por trás dele, nunca nos indicará o caminho que nos leva a Deus e a santidade. O grande Puritano Thomas Brooks dizia: “Seria mais fácil fazer os dois pólos se encontrarem do que unir o amor a Cristo e o amor ao mundo”. Ah! Mas como nós temos tentando, como temos tentado! O mundo nunca será parceiro da verdadeira igreja. Está em luta contra ela pois está em luta contra Deus. Isso porque santidade é exatamente o oposto da direção que esse mundo se lança com avidez.

Nosso mundo não é pior do que o dos dias dos apóstolos, Reformadores, Puritanos... Isso sempre foi assim e continuará sendo quando tivermos partido daqui para casa.

Muitas vezes ouvimos na igreja que o homem está buscando Deus em sua busca por prazeres, que busca Deus na transformasção do sexo em um deus, nos bares, boates... MENTIRA! Isso é papo de uma igreja que vê o homem de maneira oposta ao que a Bíblia descreve.

A Bíblia diz: “Não há quem entenda, não há quem busque a Deus” (Rm 3.22).
As culturas tentaram interpretar a busca do homem – sendo mundo, são interpretações patéticas; mas não menos patéticas do que aquela proclamada pelo evangelho moderno e ‘relevante’

A Grécia disse... seja sábio, conheça-se.

Roma disse... seja forte, discipline-se.

O epicurismo diz... seja sensual, goste-se.

A educação diz... seja habilidoso, gaste-se.

A Psicologia diz... seja confiante, realiza-se.

O materialismo diz... seja gastador, agrade-se.

O orgulho diz... seja superior, promova-se.

O ascetismo diz... seja inferior, reprima-se.

A diplomacia diz... seja razoável, controle-se.

O comunismo diz... seja coletivo, regule-se.

O humanismo diz... seja competente, confie em si mesmo.

A filantropia diz... seja altruísta, doe-se

Poderíamos continuar e continuar... Mas onde está Deus nisso tudo? Em que filosofia humana Deus é buscado e reverenciado? Você pode experimentar qualquer prato do pensamento e sabedoria (que os homens acham o máximo ) humana, e descobrirá que Deus jamais esteve no pensamento humano. Se farte no banquete da filosofia humana e terminará com uma indigestão inimaginável.

Com tudo isso, com todas essas tentativas, o que podemos dizer do mundo e de sua filosofia, o Apóstolo Paulo já disse. Apesar de que visão do mundo que a ‘igreja’ acredita hoje, nada tem a ver com a de Paulo. Será ele um pessimista? Vejamos:

“Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. (2 Timóteo 3:13)

A sua descrição da sociedade é: Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. (Tito 3:3).

A comida servida no banquete da filosofia do mundo pode até cheirar bem e satisfazer seu retórico paladar durante o tempo em que você estiver entre os insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros... mas depois deixará você no mesmo lugar que estava antes...

Em que essas filosofias podem ajudar na proclamação do Reino do amor e da santidade de Deus? Esqueça, nenhum homem O está buscando. O homem desde o princípio não BUSCA Deus, ele FOGE de Deus desde o Paraíso.

A igreja faz hoje uma salada de todas essas buscas e finge estar proclamando o Evangelho.

A reação da igreja ao mundo devia ser a mesma que Daniel teve na Babilônia: “Resolveu Daniel, firmemente, não se contaminar com as finas iguarias do rei” (Dn 1.8) – Ele não apenas rejeitou as iguarias grosseiras da Babilônia, recusou as finas iguarias também– Como os que se dizem protestantes hoje adoram as finas iguarias – buscam a Deus para obtê-las. Poder, diversão, dinheiro entretenimento, sexo... A busca da igreja hoje e a busca do mundo é a mesma, não admire eles terem dado as mãos.

Você não tira nenhum proveito de qualquer entrevista com qualquer pop evangélico – Pastor, cantor,...
Mas imagine Daniel sendo entrevistado na babilônia – viaje no tempo:

Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei. Daniel 1:8

- Bem-vindos ao Babilônia Hoje, o jornal de notícias, cultura e entretenimento do império babilônico! - Uma jornalista loira senta-se em frente a um cenário de pôr-do-sol, sorrindo atrás de uma camada de maquiagem. - Nosso primeiro convidado de hoje - diz a mulher - é o criador da popular "Dieta de Daniel", uma nova onda de saúde que está conquistando o império. - Ela vira na cadeira e a câmera focaliza um jovem rapaz, vestido com roupas finas, sentado ao lado dela. - Conte para nós - ela diz - como surgiu esta dieta.

Ele encolhe os ombros e quase não consegue abrir os olhos com a claridade das luzes. - Eu, bem, não foi minha intenção começar esta onda - ele diz. - Eu estava treinando para o serviço do rei...

- Do nosso rei Nabucodonosor - longa vida ao rei! - diz a mulher sorrindo para a câmera.

- Ah! é - responde Daniel. - Bom, quando estávamos treinando, eles nos deram refeições muito fartas de carne, gordura e vinho. Mas, veja bem, eu sou um judeu, e um judeu tem fortes restrições alimentares. Para encurtar a história, eu pedi ao homem encarregado de nosso treinamento permissão para comer coisas saudáveis.

- Você recusou a comida do rei? - a mulher perguntou. - Você não teve medo?

Daniel concorda com a cabeça. - Acho que sim. Mas eu já tinha me decidido a não me contaminar. - Ele vira e encara a câmera. - E muito mais fácil fazer a coisa certa quando você se decide com antecedência. Eu decidi, quando fui trazido a este país, que eu não esqueceria o meu Deus e os mandamentos que Ele deu. Quando eu comecei o treinamento para o serviço do rei, eu sabia que a comida seria um problema. Então eu decidi o que fazer antes que viesse a tentação. Isto facilitou evitar a comida do rei e só comer produtos vegetais e água.

- Você - você mandou a comida de volta para a cozinha do rei? - perguntou a mulher encarando Daniel como se ele tivesse duas cabeças. Ela limpou a garganta e sorriu um pouco nervosa. - Ahn! mui-muito obrigada por ter contado esta história... Ãhn, nós voltaremos após o intervalo.

Como aqueles que são nutridos pelo mundanismo pregado nos cultos hoje agiriam se fossem, como gostam de dizer – “honrados” com as iguarias finas de Nabucodonosor? Diriam que comeriam, e participariam plenamente daquela cultura para tornar Deus e a Verdade dele ‘relevante’ na Babilônia.

Desculpas! Desculpas para sermos simplesmente mundanos. Se alguém mostrou a santidade e a verdade de Deus a sua geração, esse foi Daniel.

Nosso mundo é agitado em excesso, mas como diz Rollo May sobre a busca dos homens hoje: “É irônico o hábito dos seres humanos correr rapidamente quando estão perdidos”.

O que acontece todos os dias? Olhe no escritório onde você trabalha... você verá sem dúvida um exemplo vivo de alguém correndo e buscando – NÃO A DEUS – mas satisfação interior. Ao sair de casa, olhe para os lados... rugido de automóveis... olhe as casas ao redor... Topa essa agitação e busca – Deus não faz parte dela.

Todo esse barulho mostra pessoas que de tragédia em tragédia, filosofia em filosofia, não sabem mais onde estão. Podem se esforçar, mas quanto mais aumentam a velocidade mas cegas, entediadas e confusas elas são. Tudo que você pensar está sendo tentado... menos a verdadeira busca de Deus – “não há quem o busque” –

“A massa humana leva uma vida de desespero silencioso” – diz Henry Thoreau.

E qual mensagem a igreja do evangelho relevante, ou gospel, do entretenimento, da cobiça, do amor ao dinheiro... está proclamando hoje? Caminho que o homem mesmo em sua depravação total pode buscar sem ajuda divina. Estar perdida no mesmo ponto que o mundo faz a igreja está mais perdida que o mundo.

Se houvesse o mínimo de sinceridade no evangelho moderno e relevante ( e muitos tentam esconder a cobiça mundana dizendo que as pessoas que a propagam são sinceras apesar do erro) – a igreja moderna e relevante escreveria nas suas portas os dizeres que vi num carro – NÃO ME SIGA... ESTOU PERDIDO!

Assim a igreja moderna e relevante ajudaria mais o mundo, pois pelo menos não os faria perder suas almas chancelando suas cobiças com clichês gospel.

NÃO ME SIGA... ESTOU PERDIDO! Que bela frase para descrever o evangelicalismo moderno.

Pilatos, famoso governador da Judéia, ficou cara a cara com Jesus de Nazaré – o Deus encarnado. No meio de todo aquele processo ouviu Jesus dizer: “todos aqueles que são da verdade...” – Pilatos interrompeu: “O que é a verdade?” – Essa pergunta pesada está pendurada no fino cabo da razão nos pensamentos de muitos nesse instante. Pilatos nunca esperou por uma resposta – o mundo hoje e a igreja moderna também não.


Era só retórica vazia de um homem que já estava decidido agradar a multidão, manter seu poder, pompa, riqueza...

Ninguém com essa propósito esperará a resposta – não é isso que está buscando. Mesmo que tivessem, como Pilatos, a oportunidade de estar cara a cara com o Deus encarnado – que dirá ouvindo algumas vozes clamando no deserto.


Spurgeon disse com razão: “Os adeptos da Teologia Moderna dizem: "As maravilhas nunca cessarão"; mas tais maravilhas nunca começaram”.

Devemos lembrar o que o mundanismo por mais fino (finas iguarias) que seja representam: Ao escolhermos a miséria, por mais belamente disfarçada que se mostre, escarnecemos do Deus que dá vida.- John Piper


Pelo menos a igreja moderna mostraria um mínimo de dignidade e pudor se colocasse em suas fachadas:

NÃO ME SIGA... ESTOU PERDIDO

Se os homens tiverem que ser ganhos, terão que ser ganhos pela Verdade – C. H. Spurgeon – A igreja moderna não ganha pessoas – porque ela abandonou a verdade.

Sua descrição está nas palavras de Horatius Bonar: “Procurei a igreja e encontrei-a no mundo; procurei o mundo e encontrei-o na igreja” – Sábias palavras.

Soli Deo Gloria

Josemar Bessa

[Via]

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Como Salvaguardar a verdade


Guardiões da verdade

Hoje, a igreja existe em um mundo que já foi predito a Timóteo pelo apóstolo Paulo: "...haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina..." (2Tm 4.3). Ao longo da história, a igreja verdadeira permanecerá fiel à verdade entre perseguições vindas de fora e do falso ensino vindo de dentro. Recebemos o legado dos que vieram antes de nós. Nosso único meio de contra-atacar a corrente ten¬dência de comprometimento doutrinário é a renovação de esforços no sentido de guardar, proclamar e conservar a verdade sem adulteração, para a próxima geração de crentes.

Como a igreja de hoje, os crentes efésios do primeiro século enfrentaram a tentação de comprometer a verdade da palavra de Deus. Éfeso era uma cidade ardentemente paga, lugar do templo da deusa Diana (Ártemis), uma das sete maravilhas do mundo antigo. Havendo ministrado ali por três anos, Paulo estava bem cônscio das pressões e tentações de comprometimento ou abandono da verdade. Suas cartas a Timóteo, que servia como pastor da igreja de Éfeso, estavam cheias de exortações à vida, proclamação e guarda da verdade.

Em uma dessas passagens de exortação, Paulo estabeleceu a visão da igreja com a seguinte imagem: "coluna e baluarte da verdade" (lTm 3.15). Paulo emprestou essa imagem dos pilares do templo de Diana — todos os 127 deles. Assim como esses pilares suportavam o maciço teto do templo, assim a igreja é a coluna e o baluarte que mantêm a verdade. Como a fundação e os pilares do templo de Diana eram testemunho do erro da falsa religião paga, assim a igreja deve ser um testemunho da verdade de Deus. Esta é a missão da igreja no mundo.

Cada igreja tem a solene responsabilidade de guardar firmemente a verdade da palavra de Deus. A igreja não inventa a verdade, e não a pode alterar sob pena de juízo. Deus confiou à igreja a guarda da Escritura, e seu dever é manter e salvaguardar a palavra como o mais precioso bem na terra. As igrejas que lidam impropriamente com ela mal representam ou abandonam a verdade bíblica, destroem sua única razão de existir e experimentam impotência e juízo.


Como Salvaguardar a verdade

Embora seja responsabilidade coletiva de cada igreja manter a palavra, isto não pode acontecer, a menos que cada crente, individualmente, se comprometa com esse dever. Há diversas maneiras de se fazer isto.

Creia, na palavra. Paulo deu o seguinte testemunho diante de Félix, o governador romano da Judéia: "...assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas..." (At 24.14). Sua crença na palavra de Deus se estendia ao Novo Testamento. Ele escreveu aos coríntios: "Eu cri; por isso, é que falei" (2Co 2.13). As muitas exortações para se ouvir a palavra de Deus também se referem ao ouvir com fé. Jesus disse: "...quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24). Você não pode sustentar a palavra se não ouvir e crer nela.

Memorize a palavra. O salmista escreveu: "Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti" (SI 119.11). Não basta ouvir a palavra — ela precisa estar guardada na memória.

Somente então você estará, como todos, "sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós"(1Pe3.15).

Medite na palavra. Josué 1.8 diz: "Não cesses de falar deste livro da lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido". O salmista também professou: "Quanto amo a tua lei! É a minha imaginação, todo o dia" (SI 119.97).

Estude a palavra. Paulo instou Timóteo: "...procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2Tm 2.15).

Obedeça à palavra. Jesus disse: "...bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam" (Lc 11.28) e "Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos" (Jo 8.31). Pouco bem faz ouvir a palavra, memorizá-la, meditar nela e estudá-la, se você não a obedece.

Defenda a palavra. Paulo disse aos filipenses que ele havia sido "incumbido da defesa do evangelho" (Fp 1.16). A verdade será sempre atacada e você precisa estar pronto para defendê-la vigorosamente. Por isso é que Judas disse: "...exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (Jd 3). A palavra grega traduzida por "batalhar diligentemente" é epagonizo. Inclui a palavra grega agon, da qual temos a palavra agonia. Agon, originalmente, referia-se a um estádio. Quando entramos no estádio para enfrentar a luta espiritual, precisamos batalhar pela pureza da fé.

Viva a palavra. Paulo lembrou a Tito que os crentes deviam ornar "em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador" (Tt 2.10). Ter a mente controlada pela palavra de Deus produz bom comportamento (Cl 3.16).

Proclame a palavra. Em obediência à ordem do Senhor, devemos ir e fazer "discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que" o Senhor nos tem ensinado (Mt 28.19,20).


Paulo responsabilizou Timóteo: "...prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina" (2Tm 4.2).

O apóstolo escreveu a Tito que Deus "...em tempos devidos, manifestou a sua palavra mediante a pregação que me foi confiada por mandato de Deus, nosso Salvador" (Tt 1.3). "Proclamação" é a palavra traduzida de kerugma, que se refere à mensagem que um arauto deveria pronunciar em nome do governante ou do conselho a que servia. No Novo Testamento, esse termo (freqüentemente traduzido por "pregação") é sempre usado para a proclamação pública da palavra de Deus, que traz os homens à fé salvadora, edifica-os na verdade divina e fortalece-os para a vida piedosa.

Que privilégio temos de preservar a verdade a nós entregue pelo Senhor! Possa cada um de nós ser fiel nesse dever diário e, no processo da manutenção da integridade da palavra de Deus, estabelecer nossa própria integridade.

John MacArthur

Fonte: [Josemar Bessa]

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nossas listas mostram nosso Mundanismo


As listas humanas tem como objetivo nosso orgulho. Queremos ser maiores. Queremos ser melhores. Queremos poder olhar para o lado e julgarmos segundo a nossa lista...

O nosso mundo é assim, cheio de listas. Já olhou o último jornal? Livro... ? Listas por toda parte. A página de esportes está cheia delas. O melhor jogador de futebol, tênis,...

Todo ano olhamos a lista dos vencedores do Oscar. Ah! lista dos concursos de beleza. Prêmio Esso para a imprensa no Brasil, Pulitzer nos Estados Unidos...

O mundo editorial tem sua relação de livros em suas categorias - best-sellers. As listas do mundo da música com seus discos de platina, ouro, Grammy... várias premiações no Brasil e no mundo. As listas do mundo financeiro, sua lista de maiores empresas... A lista da Forbes - as pessoas mais ricas, Bill Gates... As listas e prêmios do teatro..,

Pôxa! isso não te cansa?

O mundo religioso agora tem sua lista de superigrejas, as mais confortáveis, maiores centros de adoração, as que mais crescem, as que tem mais membros, as que tem mais deputados, as mais ricas...

As listas do "não olhes, não toques,..." - O objetivo de todas essas listas é o mesmos. A glória humana. Infelizmente na igreja e no mundo.

Depois de examinar cuidadosamente todas essas listas, me pergunto: Quem realmente se importa? Duvido que Deus alguma vez tenha se impressionado com o tamanho de qualquer coisa.

Seu Livro certamente coloca a qualidade acima da quantidade.

Seu Livro também subverte a idéia do que é grande: "Quem quiser tomar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva " - Estranho né? (ver Mt 20.20-28).

O contexto indica, nesse ensino de Cristo que nada há de errado no "desejo" de ser grande, desde que

(1) busquemos o tipo certo de grandeza;
(2) deixemos que Deus decida o que è grandeza;
(3) estejamos prontos a pagar o preço total que a grandeza segundo Deus exige, e (isso é fundamental!)
(4) nos contentemos em esperar pelo juízo de Deus para resolver toda a questão de quem é grande afinal.

Contudo, é vitalmente importante saber o que Cristo quis dizer quando empregou a palavra grande com relação aos homens, e o que Ele tinha em mente não se pode achar no léxico ou dicionário.

Só é bem compreendido quando visto em seu amplo cenário teológico. Ninguém cujo coração teve uma visão de Deus; por mais curta e imperfeita que essa visão possa ter sido, jamais se permitirá pensar de si ou de outrem como sendo grande. Ver Deus, quando Ele se manifesta em temível majestade aos espantados olhos da alma, fará o adorador cair de joelhos com temor e júbilo, e o encherá de tão dominante senso de grandeza divina, que só terá de clamar espontaneamente: "Só Deus égrande!"

Então vemos que obviamente há duas espécies de grandezas reconhecidas nas Escrituras -a grandeza incriada e absoluta pertencente só a Deus, e a grandeza finita e relativa conseguida ou recebida por certos amigos de Deus, que pela obediência e renúncia própria, procuraram tornar-se tão semelhante a Deus quanto possível. É essa última espécie de grandeza que devíamos estar buscando.

A essência do ensino de Cristo é que a verdadeira grandeza está no caráter, não na capacidade ou posição. Em sua segueira, os homens (no mundo e na "igreja ") - sempre pensaram que os talentos superiores tornam grande um homem, e é isto que a vasta maioria acredita hoje. Cristo ensinou, e por sua vida demonstrou, que a grandeza está em maiores profundidades.

Depois de Cristo ter servido (e Seu serviço incluiu a morte) "Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome". Cristo achou fácil servir porque não tinha pecado. Nada nEle se rebelava contra as mais modestas ministrações.

Todo ensino de Deus vai contra tudo que Adão é em nós. É necessário um genuíno amor a Deus para vencer essa realidade em nós. Cristo sabia onde estava a verdadeira grandeza, e nós não o sabemos.

Tentamos galgar alta posição quando Deus ordenou que fôssemos para baixo: "Quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo".

Parece, de fato, que Deus se alegra em nos fazer lembrar que coisas grandes não o impressionam. Que Sua maior glória está em alcançar a vitória apesar das dificuldades, como no caso de Davi com Golias, dos hebreus contra os egípcios no mar Vermelho, dos poucos de Gideão e do pequeno grupo de discípulos de Jesus. Mas quando estou pronto a sugerir que ignoremos as listas, encontro uma nas Escrituras; na verdade, uma porção delas!

Deus, por exemplo, não apenas faz a lista dos Dez Mandamentos, que descrevem seu caráter santo, como lista também das coisas que detesta encontrar em suas criaturas. Lembra algumas? "Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que planeja projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre ' irmãos" (Pv 6.16-19).

Paulo nos ajuda fazendo uma lista do "fruto do Espírito" (Gt 5 22,23) - Pedro relaciona as qualidades do cristão a caminho do amadurecimento (2Pe 1.5-8), e João, um rol das igrejas do primeiro século que eram exemplos dignos de atenção (Ap 2:1-3.22). Há listas de qualificações para o presbítero e também para o diácono... Listas, listas e mais listas! Desde que sejam de autoria do Senhor vivo, faríamos bem em ler e obedecer cada uma delas.

Apesar de Mahatma Gandhi não ter tido uma vida centrada em Cristo, nosso Senhor, sua lista, na forma de contrastes, sobre os "sete pecados capitais" merece atenção: “Riqueza sem trabalho, prazer sem consciência, conhecimento sem caráter, comércio sem moral ciência sem humanidade, adoração sem sacrificio, política sem princípios” Muito bom! Mas essa é uma lista para ser lida, não seguida! Se fixe nas listas do teu Deus!

Lembrei de uma essencial - Leia com atenção e devagar (Miquéias 6.8) - Notem o aprofundamento dos conceitos. Andar com Deus. Andar humildemente com Deus. Andar humildemente com teu Deus. Miquéias explicita os princípios absolutos ''exigidos" pelo Senhor. Sopre a poeira sobre a lista de Miquéias: "Praticar a justiça, amar a misericórdia, andar humildemente com teu Deus".

Deus te abençoe. Amém!!!

Josemar Bessa

[Via]

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sem a Graça o Evangelho é Falso

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Sabedoria Humana Exalta o Homem não a Deus

sábado, 12 de junho de 2010

Quando o Culto é Abominável

domingo, 6 de junho de 2010

Defenda a verdade mesmo que fique sozinho


- Mensagem Pregada na Noite de Domingo - 17.01.2010 - (Audio) -

Nós costumamos ser mais corajosos quando estamos reunidos em um grupo, mesmo que tenhamos que enfrentar uma coisa mais difícil. Mas é mais difícil ser corajoso quando estamos sozinhos. Mas Deus nos chama para sermos corajosos sozinhos. Você e eu não vamos honrar a Deus se só formos corajosos e ficarmos firmes quando nós temos pessoas ao nosso lado...

- Download -





Autor: Josemar Bessa
Fonte: [ Blog do autor ]

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Implicações do Livre-Arbítrio

domingo, 30 de maio de 2010

O Que é ser Confirmado e Edificado na Fé?


Esta confirmação é o poder habitual da graça, distinto das eventuais confirmações pela influência da graça de Deus. Deus pode em um determinado instante confirmar uma pessoa fraca para que possa resistir a alguma tentação em particular, pela sua livre assistência; entretanto não é disso que o texto fala aqui, mas de uma habitual confirmação em um estado de graça.

Um crente confirmado, ao contrário de um crente fraco, não deve ser avaliado,

1) Pela ausência de todas as dúvidas e temores.

2) Nem pela sua eminência na estima ou observação do homens.

3) Nem por seu poder de memória.

4) Ou por liberdade de expressão na oração, pregação ou discurso.

5) Ou por sua postura e cortesia para com os outros.

6) Nem por seu temperamento quieto, calmo e agradável, e livre de alguma precipitação e paixão a que outros temperamento são mais tendentes.

7) Nem pela capacidade fingida, mas que agrada aos homens, de refrear a língua, impedindo-a de revelar a corrupção da mente, e de suprimir todas as palavras que poderiam fazer com que os outros soubessem quão perverso é o coração. Há muitos dons louváveis e desejáveis, os quais não evidenciam tanto a sinceridade com relação a graça; e muito menos o estado de confirmação e estabilidade.

Confirmação consiste no elevado grau daquelas graças que caracterizam um crente, e este elevado grau se manifesta nas suas práticas:

1) Quando a santidade é como que uma nova natureza em nós, nos dá prontidão para atos santos, nos torna livres e prontos para tais atos, e os torna fáceis e familiares para nós; enquanto que o crente fraco sente dificuldade, e mal consegue compelir e forçar sua mente à estas ações.

2) Quando há constância e freqüência de ações santas; que demonstram vigor e estabilidade de inclinações santas.

3) Quando estas graças mostram-se poderosas para suportar oposições e tentações, podem superar os maiores impedimentos no caminho, tirar proveito de toda resistência e desprezar as mais esplêndidas iscas do pecado.

4) Quando tais graças estão ficando cada vez mais firmes, e inclinam a alma mais e mais próximo de Deus; quando o coração torna-se mais celestial e divino, e estranho para o mundo e para as coisas terrenas.

5) E quando as coisas celestiais são mais doces e agradáveis à alma, e são procuradas e usadas com mais amor e prazer. Todas estas coisas mostram que as operações da graça são vigorosas e fortes, e conseqüentemente mais constantes.

Esta confirmação deve manifestar-se:

1) No entendimento.

2) Na vontade.

3) Nos sentimentos.

4 ) Na vida.

1. Quando a mente de uma pessoa adquire uma maior compreensão das verdades de Deus, e da ordem, lugar e utilidade de cada verdade, com uma convicção mais profunda da veracidade delas e da excelência dos assuntos nelas revelados; quando os olhos se abrem mais para o conhecimento e a fé, e temos uma plena, verdadeira, firme e segura apreensão das coisas reveladas e invisíveis; quando a natureza, razões, propósitos e benefícios da religião estão muito clara, ordenada, adequada e fortemente impressos na mente; então a mente está em um estado confirmado (ou estabelecido).

2. Quando a vontade é dirigida por tal compreensão confirmada; e não está tolamente determinada, sem saber por que; quando o entendimento iluminado firma de tal modo a vontade, que todas as dúvidas, hesitações, vacilações e relutâncias indesejáveis consideráveis, tornam-se coisas do passado, e o homem que está buscando a Deus e sua salvação e evitando pecados conhecidos - como o homem natural está interessado em preservar sua vida e acumular bens e evitar o que lhe é danoso, fome e tormentos; quando as inclinações da vontade para com Deus, os céus e a santidade assemelham-se a sua inclinação natural para o bem como bem, e para sua própria felicidade, e suas ações são tão livres ao ponto de não ter a menor indeterminação, e a serem semelhantes a atos naturais necessários, como são os atos dos abençoados espíritos nos céus; quando as menores sugestões de Deus prevalecem, e a vontade responde a elas com prontidão e prazer, e quando ela se deleita em esmagar toda oposição e tudo o que possa ser oferecido para corromper o coração e atraí-la para o pecado, e afastá-la de Deus; este é um estado de vontade confirmada.

3. Quando os sentimentos procedem de tal vontade, e estão prontos para assisti-la, motivá-la e servi-la, e impulsionar-nos aos deveres necessários; quando os sentimentos menos elevados de temor e tristeza purificam, restringem e preparam o caminho; e os sentimentos mais elevados de amor e alegria estão apegados a Deus, desejam e anseiam Sua presença, dispõem a alma para propósitos justos, e estão libertando mais o coração para a possessão de desejos santos e para o amor; e quando estes sentimentos - os quais são preferivelmente mais profundos do que imediatamente sensíveis para com o próprio Deus - são sensíveis para com a Sua palavra, Seus servos, Suas graças e Seus caminhos, e contra todo pecado; então os sentimentos, assim como a pessoa, está em um estado confirmado.

4. Quando consideramos nós mesmos, nosso tempo, e tudo o que temos, de Deus e não nosso, e somos inteiramente e sem reservas entregues a Ele e usados por Ele; quando nos aplicamos aos nossos deveres e confiamos nEle para nossa recompensa; quando vivemos como quem tem muito mais a ver com os céus do que com a terra, e com Deus do que com o homem ou qualquer outra criatura; quando nossas consciências são absolutamente submissas à autoridade e leis de Deus, e não se dobram diante dos competidores; quando estamos habitualmente dispostos, como Seus servos, a sermos constantemente empregados em Seus serviços, e a fazer disso nossa vocação e negócio neste mundo, considerando que nada temos a fazer no mundo senão o que podemos fazer com Deus e para Deus; quando não acalentamos nenhum desejo ou esperança secreta de felicidade mundana, nem buscamos o prazer da carne, sob a capa da fé ou piedade, mas subjugamos a carne como nosso inimigo mais perigoso, e podemos facilmente negar satisfazer seus apetites e concupiscências; quando vigiamos todos os nossos sentimentos e mantemos nossas paixões, pensamentos e línguas em obediência à santa lei de Deus; quando não consideramos indevidamente nossa estima ou desejos acima ou contra nosso próximo e o bem estar deles; e amamos os piedosos com amor tolerante, e os ímpios com amor benevolente, embora sejam nossos inimigos; quando somos fiéis com relação aos nossos relacionamentos, e discernimos nossos deveres, a fim de não enveredarmos para o extremismo; e demonstramos habilidades, prontidão e prazer para realizarmos nosso deveres, e paciência quando em sofrimento; esta é a vida de um cristão confirmado, em vários graus, conforme a graça que Deus concedeu a cada um.

Richard Baxter

[Via]

As experiências Espirituais podem ser Falsificadas


- Olhemos isto tendo em vista o ensino de Jonathan Edwards -

Se alguém tem muitos tipos diferentes de inclinações espirituais, isso é outro sinal não confiável, que não pode ser usado para determinar se a sua espiritualidade é verdadeira ou falsa. Existem imitações de todas as afeições verdadeiras. A maioria de nós sabe que o amor, por exemplo, pode ser fingido facilmente. Namorados e namoradas que juraram amar-se de verdade mais tarde mostraram que seu 'amor" era paixão desenfreada ou interesse próprio grosseiro. Talvez nós mesmos tenhamos dito a outras pessoas que as amávamos, e só mais tarde percebemos que não sabíamos nem o mais elementar sobre o amor. A Bíblia está cheia dessas declarações de amor superficiais. Por exemplo, veio um mestre da lei que jurou a Jesus que o seguiria por onde quer que fosse. Mas quando Jesus replicou que nem sempre sabia se teria nem mesmo um quarto à noite, o homem foi embora (Mt 8.20). As multidões apregoaram sua devoção a Jesus, mas o abandonaram quando ele se tornou politicamente incorreto.

Arrependimento religioso do pecado também pode ser fingido. Faraó, por exemplo, parece ter-se arrependido sinceramente depois da sétima praga (granizo). Ele se lamentou diante de Moisés: "Esta vez pequei; o Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios. Orai ao Senhor; pois já bastam estes grandes trovões e a chuva de pedras. Eu vos deixarei ir, e não ficareis mais aqui" (Êx 9.27-28). Assim que o granizo parou, porém, "tornou a pecar, e endureceu o seu coração" (Êx 9.34). Novamente recusou-se a deixar os israelitas sair do Egito.

Há relatos de adoração falsa na Bíblia. Lemos dos samaritanos no século VIII a.C, que "temiam o Senhor e, ao mesmo tempo, serviam aos seus próprios deuses" (2Rs 17.33). Gratidão e alegria também podem ser falsos. Pense nos ouvintes comparados ao solo pedregoso na parábola do semeador e da semente que Jesus contou. São pessoas que ouvem o evangelho e o recebem com gratidão e alegria, mas depois se desviam, quando vêm dificuldades e perseguição (Mt 13.20-21). Podemos dizer a mesma coisa de zelo e esperança. Os judeus do tempo de Paulo tinham "zelo por Deus, porém não com entendimento" (Rm 10.2). Os fariseus tinham a esperança convicta (a palavra expectativa está mais perto do significado do termo grego geralmente traduzido por "esperança") de que estavam indo para o céu, mas, de acordo com Jesus, eles estavam tristemente enganados (Mt 23.13-15).

Também é importante reconhecer que as afeições falsas geralmente andam juntas. Cada afeição falsa quase sempre faz parte de um conjunto. Veja as ações da multidão depois que Jesus ressuscitou Lázaro. Eles estavam cheios de várias afeições falsas. Eles se mostravam atraídos por Jesus, pois viajaram distâncias grandes para ouvi-lo, afirmaram amá-lo ao exclamar hosana, evidenciaram reverência ao colocar suas vestes exteriores no caminho para que ele pudesse pisar macio, cantaram cânticos de gratidão e louvor, e demonstraram ter zelo pelo reino de Deus quando exclamaram: "Bendito o que vem em nome do Senhor e que é Rei de Israel!" (Jo 12.13). O ruído dos seus cânticos e exclamações encheu o ar com o que parecia ser um júbilo santo.
Por que as afeições falsas andam juntas? Porque, assim como o amor verdadeiro inspira várias outras afeições verdadeiras, o amor falso desperta muitas outras afeições falsas. Edwards definiu uma conversão falsa como uma constelação de afeições falsas. Em primeiro lugar, ele escreveu, a pessoa está aterrorizada e desesperada porque ouviu uma mensagem prometendo a condenação aos que não são convertidos. Imaginar os tormentos mentais e físicos do sofrimento eterno no inferno enche-a de horror. Em segundo lugar, Edwards acha que o diabo lhe envia uma visão ou voz prometendo-lhe salvação. "Você é um dos preferidos de Deus", sussurra o diabo. A pessoa imediatamente se enche de alegria e gratidão. Ela fica emocionada com a repentina suspensão da sentença e não consegue parar de falar aos outros sobre a misericórdia de Deus para com ela, insistindo com eles para que louvem a Deus. Ela reconhece que é indigna desse presente glorioso e fala abertamente de seu pecado.

Só que sua humildade recém-encontrada não é mais genuína que a do rei Saul. Ao ouvir que tinha sido escolhido como rei, ele protestou: "Porventura, não sou benjamita, da menor das tribos de Israel? E a minha família a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com tais palavras?" (lSm 9.21). A falsa humildade tem uma semelhança esquisita com a humildade genuína que Davi mostrou quando foi escolhido para o trono: "Quem sou eu, Senhor Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui?" (2Sm 7.18).

O novo "convertido" gosta de passar tempo com os que reconhecem sua conversão e sente o que ele imagina ser indignação justa por aqueles que não o fazem. Ele nega-se a si mesmo para promover sua nova causa e aqueles que o apóiam.

Infelizmente, diz Edwards, essa é uma conversão sem o verdadeiro arrependimento. Por isso ela é falsa. Muitas afeições religiosas são manifestas, mas elas são falsas, porque brotam do amor próprio, disfarçado de amor por Deus. Edwards diz que este padrão de experiência espiritual pode provir ou de influência demoníaca ou da natureza humana (dentro da tendência de aliviar o terror religioso e reforçar a auto-estima). João da Cruz, o grande escritor místico do século XVI, disse a mesma coisa. João escreveu que o diabo muitas vezes aumenta o fervor dos orgulhosos e transforma suas virtudes em vícios. Ao mesmo tempo João alertou que muitos desejos fortes em relação a Deus ou às coisas espirituais são simplesmente o resultado dos desejos humanos e naturais.

[Via]

terça-feira, 25 de maio de 2010

Apelando a Deus por uma boa consciência


Depois de remover a falsa confiança das pessoas na religião exterior, Pedro positivamente estabelece o que realmente salva: "a indagação de uma boa consciência para com Deus". O santo apóstolo poderia ter dito: "Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo" (ICo 12.13), Ele poderia ter dito: "não removendo a imundícia da carne, mas removendo a imundícia da alma". Em vez disso nomeia as obras da alma que asseguram a salvação graciosa de Deus — "uma indagação de uma boa consciência para com Deus". Naturalmente ele está falando de fé.

Deus deve ser satisfeito antes da consciência. Deus está satisfeito com a morte do mediador; então quando somos aspergidos pelo sangue de Cristo — quando a morte de Cristo é aplicada a nós — nossa consciência é também satisfeita. Assim é como "muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!" (Hb 9.14).

A "indagação de uma boa consciência para com Deus", então, é a mesma coisa que a fé. Pedro está descrevendo a atitude daqueles que se entregam para crer e viver como cristãos.

Quando cremos, nossa consciência se torna boa. Se Satanás coloca alguma coisa para nos acusar, podemos responder com uma consciência boa. "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? E Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós" (Rm 8.33,34). Podemos, com um coração aspergido com o sangue de Cristo, responder a todas as objeções, e triunfar sobre os inimigos.

Podemos "[nos achegar], confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hb 4.16).

"Uma consciência boa" no sentido em que Pedro emprega o termo, é uma consciência limpa da corrupção do pecado, livre para servir a Deus. Apenas os cristãos verdadeiros têm tal consciência. É uma consciência que olha para Deus e sabe que no final das contas vai responder a ele. Como podemos saber se estamos "em Cristo", se somos receptores da graça e do favor salvadores de Deus? A consciência nos foi dada para esse propósito, para nos dizer o que estamos fazendo, e por quais motivos estamos fazendo isso, e qual é a nossa posição diante de Deus. Se você quer testar sua saúde espiritual, simplesmente pergunte se sua consciência está fundamentada em Deus.

Se você é justo, honrado e bom porque sua consciência responde às ordens de Deus, é uma consciência boa. Mas se você faz boas obras ou rituais religiosos somente porque os outros verão, isso não vem de uma consciência boa (Mt 6.5,6,16-18). Uma consciência boa nos mantêm justos simplesmente por que Deus ordena. A consciência é a representante de Deus no coração de um cristão.

Portanto, o que nós fazemos que vem de uma consciência boa, fazemos de coração. Quando fazemos alguma coisa com má vontade, não por amor e não de coração, isso não vem de uma consciência boa. Uma consciência saudável não olha meramente o que fazemos, mas ela examina a razão pela qual fazemos — se é por amor a Deus e por um desejo de obediência, ou por um sentimento de obrigação melindroso.

Uma consciência boa renuncia a todos os pecados e os nega. Aqueles, portanto que lutam para alimentar a sua corrupção enquanto pensam que são cristãos, contradizem a sua profissão de fé. Aqueles que alimentam seus olhos com vaidade, e seus ouvidos com um discurso obsceno; aqueles que permitem que seus pés caminhem por lugares que infectam a alma, aqueles que, em vez de renunciar ao pecado, os mantêm — o que devemos pensar deles? Eles podem se considerar salvos por Cristo quando vivem com uma consciência suja?

Davi orou: "Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário" (SI 51.12). Ele havia perdido aquela alegria e espontaneidade por causa do pecado. Pois, quando deliberadamente pecamos contra a consciência, calamos a boca das nossas orações, e dessa maneira não podemos ir a Deus. Calamos a boca da consciência e, então, não podemos ir corajosamente a Deus. Trabalhemos para ser dóceis ao Espírito. Subme-tamo-nos a Deus em tudo o que somos exortados a fazer. Rendamo-nos à obediência de fé em todas as suas promessas. Isso é o que significa ter uma consciência boa. Assim, decidamos tomar este curso se queremos alcançar uma consciência boa.

Examinemo-nos cuidadosamente a nós mesmos e assim nossa consciência pode nos convencer do pecado que há em nós. Pergunte a si mesmo: Eu creio? Ou meramente apaziguei meu coração sem satisfazer a Deus? Eu obedeço? Eu quero moldar-me na forma da Palavra de Deus e obedecer a tudo que ouço ou estou apenas me enganando? Coloque essas questões no seu coração. "Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as cousas" (1Jo 3.20). Se respondermos a Deus com reservas (Vou obedecer a Deus nisto, mas não naquilo; eu vou andar com Cristo desde que eu não tenha que desistir do meu pecado predileto), isso não é resposta de uma consciência boa. O que é feito para Deus deve ser feito por inteiro e sem reservas. Se o nosso coração se recusa a fazer, não temos uma consciência boa. Obediência parcial não é absolutamente obediência. Escolher coisas fáceis que não se opõem à nossa concupiscência ou não intimidam nosso orgulho não é a obediência para a qual Deus nos chama. Nossa obediência deve ser total em relação a todos os seus mandamentos. Assim, examinemos-nos e perguntemo-nos se cremos ou não, se obedecemos ou não, e quais são os motivos que nos levam a agir assim.

A vida de muitos nada mais é do que uma quebra de sua profissão de fé. O que eles terão de procurar na hora da morte, e no dia do julgamento? Será que poderão esperar que Deus mantenha suas promessas para dar-lhes a vida eterna, quando eles nunca tiveram a graça de manter qualquer compromisso com ele? Como poderão eles procurar a graça de Deus então, quando rejeitaram aqui sua graça, e toda a sua vida foi uma satisfação de suas paixões naturais? Se sua profissão de fé não tem sentido agora, não terá também no dia do julgamento. Utilize esse argumento contra o pecado, quando for tentado.

Por outro lado, quando você cair, não permita que Satanás o tente ao desencorajamento, mas levante-se e lance-se sobre Cristo. A fé e o arrependimento não são atos que fazemos apenas uma vez; você deve viver crendo e arrependendo-se.

Richard Sibbes (1577 - 1635)

[Via]