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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Deus é Soberano e o Homem é Responsável




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Eleição - John Piper



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Porque devemos evangelizar se Deus já tem seus escolhidos?

http://www.situado.net/fotos/2009/04/como-evangelizar-uma-pessoa-com-sabedoria.jpg


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Só pela Graça o homem é salvo - Sola Gratia - Pr. Antônio Neto



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os Cânones de DORT

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9cO6EHqp4OK3emqDgGtxKERxFteGD8TzRevebyqHnTKPgtYQJ-7jkcL-u-ZpDJ6pDG1QvpXGIQNmioJqQhp_nb0jJKvjYQTq-QxdpvkF0Gi2pTe9OlMT9R8hCdhRirzrVUHPfMg_DdU1R/s400/canones.jpg


Podemos entender os Cânones de DORT, como uma reunião na Holanda, com intuito de defender a fé reformada, contra algumas acusações  em torno da teologia Arminiana, nas quais foram refutadas e declaradas antibiblicas e também em virtude de que ela contrariava as confissões Belgas e o catecismo de Heildelberg, de maneira que eles sugeriam mudanças na forma de suas confissões de maneira a ficar em conformidade com seu protesto conhecido como Remonstrance, que acolhia cinco pontos de fé, dentro de sua defesa de fé.

Embora essa tenha sido a principal causa, também existiram como sempre causas políticas, sociais, sendo que a Holanda era a principal fronteira para o rei James, perante o grandioso império Espanhol, radicalmente católico, e a não conformidade do entendimento das doutrinas calvinistas, possivelmente enfraqueceriam e poderiam dar entrada em uma inclusão Espanhola, dentro do Reino Unido, então além do tratamento de choque contra essa doutrina distorcida biblicamente, o perigo iminente de uma invasão no reino unido, fez com que o rei Tiago tomasse providencias para agilizar esse Sínodo.

Os pontos definidos pelo arminianismo 

Podemos resumir:

O homem consegue por não ser totalmente depravado no pecado, crer no evangelho quando lhe for apresentado.

1-O homem não está sujeito a Deus de tal modo que não consiga rejeitá-lo

2-A eleição divina esta baseada no fato de que Deus saberia quem creria e assim elegeu.

3-A morte de Cristo, não foi substitutiva e vicária e ela não garante a salvação, ela simplesmente criou a possibilidade de salvação para os que creem, 

4-Os crentes têm por sua própria e livre escolha manter-se em um estado de graça, e conservar a sua fé, aqueles que não conseguem mante-la se perdem e desviam-se.

5-A perseverança não é resultado de dom de Deus obtido pela morte de Cristo e nem da eleição, é uma condição que o homem de vê buscar pela sua livre vontade.

Fica então definido, que a salvação depende principalmente da vontade humana, pois a fé salvadora é tida desde seu começo até o final como obra do homem e não de DEUS.

Através da reunião do sínodo de DORT reunido em 1618, na Holanda a fim de examinar os pontos de vista de Arminio a luz de toda base bíblica, após um exame minucioso e detalhado feito pelos maiores teólogos da época, o Sínodo concluiu sob a luz das escrituras, que este tipo de ensino tinha que ser rejeitados como não bíblicos, foi tido por unanimidade, além desta rejeição, foram elaboradas as defesas bíblicas, com base em cinco capítulos de defesa, que ficaram então conhecidos como os cinco pontos do calvinismo e futuramente como TULIP.

Ficam registrados como refutação dos erros:

1-depravação total, Todos os homens são concebidos em pecado e nasce como filhos da ira, inclinados para o mal, escravos do pecado, a incapacidade do homem vir por si só a Cristo, em vista de que com o pecado, sua vontade é totalmente presa ao pecado e assim, ele é incapaz de vir sozinho, porque ele não deseja  e não pode vir a Cristo ,é necessário que tenha uma ação do Espírito Santo nele, para que ele possa ser liberto e assim seja trazido a Cristo.( Gn 2:17; Gn 6:5; Gn 8:21 / 1Rs 8:46 / Jo 14:4 / Sl 51:5 / Sl 58:3 / Ec 7:20 Is 64:6 / Jr 4:22; Jr 9:5-6; Jr 13:23; Jr 17:9 / Jo 3:3; Jo 3:19; Jo 3:36;Jo 5:42; Jo 8:43,44 / Rm 3:10-11; Rm 5:12; Rm 7:18, 23; Rm 8:7 /1Co 2:14 / 2Co 4:4 / Ef 2:3 / Ef 4:18 / 2Tm 2:25-26 / 2Tm 3:2-4 / Tt 1:15)

2-Eleição incondicional- Toda humanidade é condenável diante de DEUS, por isso não seria injusto se ele resolvesse deixar toda raça humana no seu próprio pecado e decidido condena-la por causa do pecado, e ela não é baseada em uma fé prevista, boa qualidade ou disposição, a eleição é a fonte de todos os bens da salvação, e é baseada no bom propósito de DEUS somente(Dt 4:37; Dt 7:7-8 / Pv 16:4 / Mt 11:25; Mt 20:15-16; Mt 22:14 / Mc 4:11-12 Jo 6:37; Jo 6:65; Jo 12:39-40; Jo 15:16 / At 5:31; At 13:48; At 22:14-15 /Rm 2:4; Rm 8:29-30; Rm 9:11-12; Rm 9:22-23; Rm 11:5; Rm 11:8-10 /Ef 1:4-5; Ef 2:9-10 / 1Ts 1:4; 1Ts 5:9 / 2Ts 2:11-12; 2Ts 3:2/ 2Tm 2:10,19/1 Pe 2:8 / 2 Pe 2:12 / Tt 1:1 / 1Jo 4:19 / Jd 1:3-4 / Ap 13:8; Ap 17:17)

3-Expiação limitada-A justiça de Deus exige punição, Deus é misericordioso e justo, sua justiça exige que nossos pecados, sejam punidos nesta vida e na futura, em corpo e alma, nós somos incapazes de satisfazer essa justiça, por nós mesmos não podemos nos livrar da ira de DEUS, então Ele em sua misericórdia deu seu único filho como fiador, em nosso lugar, ele foi feito pecado e maldição na cruz, essa foi a vontade soberana de DEUS, que a morte de seu filho fosse estendida a todos eleitos, (1Sm 3:14 / Is 53:11-12 / Mt 1:21; Mt 20:28; Mt 26:28 / Jo 10:14-15 /Jo 11:50-53; Jo 15:13; Jo 17:6,9,10 / At 20:28 / Rm 5:15 / Ef 5:25 / Tt 3:5 /Hb 9:28 / Ap 5:9)

4-Graça irresistível, Tendo o homem incapacidade de responder ao chamado, por sua incapacidade vinda do pecado, o Espírito Santo retira as escamas espirituais, lhe dá um novo coração e uma nova natureza, no qual esse processo se chama novo nascimento, de forma que sua vontade é renovada e o pecador vem livremente a Cristo por sua própria e livre escolha, a graça pode ser resistida até que Deus venha com seu Espírito Santo e através dessa chamada especial interna o eleito venha entender e crer na verdade espiritual. ( r 24:7 / Ez 11:19-20; Ez 36:26-27 / Mt 16:17 / Jo 1:12-13; Jo 5:21; Jo 6:37; Jo 6:44-45 / At 16:14; At 18:27 / 1Co 4:7 / 2Co 5:17 / Gl 1:15 / Rm 8:30 / Ef 1:19-20 / Cl 2:13 / 2Tm 1:9 / 1Pe 2:9; 1Pe 5:10 / Hb 9:15)

5-Perseverança dos Santos-O regenerado não está livre de seu pecado, mas aqueles a quem o senhor chama a comunhão do seu filho e regenera, certamente o livra do domínio e escravidão do pecado, pecados diários de fraqueza surgem e até as melhores obras dos santos são imperfeitas, e a sua perseverança está intimamente ligada a santificação, a luta do crente contra o pecado dura a vida toda, porém Deus os renova efetivamente para o arrependimento, assim não é pelos seus próprios méritos ou forças, mas pela imerecida misericórdia de DEUS, pelo seu decreto imutável, e pelas suas promessas bíblicas, para nossa consolação, no entanto essa certeza não leva a acomodação, e muito menos que os eleitos se orgulhem ou se acomodem, ela é a verdadeira raiz de humildade, piedade, paciência oração fervorosas ,  não produz descuido e nem negligência em sua piedade, antes produz maior cuidado , diligência para guardar os caminhos do Senhor (Is 54:10 / Jr 32:40 / Mt 18:14 / Jo 6:39; Jo 6:51; Jo 10:27-29 / Rm 5:8-10; Rm 8:28-32, Rm 8:34-39; Rm 11:29 / Gl 2:20 / Ef 4:30 / Fp 1:6 / Cl 2:14 /2Ts 3:3 / 2Tm 2:13,19 / Hb 7:25; Hb 10:14 / 1Pe 1:5 / 1Jo 5:18 / Ap 17:14).

Fica então definido, que no processo da salvação, Deus pela sua livre graça é soberano, e que o homem não pode alcançar a salvação por sua própria vontade, porque ela é incapaz de se aproximar de DEUS, sem a ação do Espírito Santo, e logo se a graça não é livre, ela não é graça, se a salvação dependeria da fé dos eleitos, logo não precisaria de eleição, essa teologia calvinista, é totalmente submissa à autoridade soberana de DEUS, sem deixar as responsabilidades humanas de lado, mas sabendo que é somente pela graça que somos salvos, e isso não depende de nós, é dom de DEUS. (Ef2.8)

O sínodo de DORT refutou e provou por meio das sagradas escrituras os ensinamentos não bíblicos da teologia arminiana, e A grande diferença entre as duas, é de que em uma o homem é o personagem principal e ativo da historia (arminianismo), na outro Deus é a fonte de toda soberania e desejo (Calvinismo).

È importante de fato colocar que o calvinismo não se resume aos pontos destacados no acróstico TULIP, tão pouco, é uma teologia que remeta, a orgulho, prepotência, soberba e arrogância, pelo contrário, ela é extremamente humilhante, porque mostra ao crente, que ele por si mesmo é incapaz de se achegar a Cristo, remete aos cristãos serem os pioneiros e primeiros em evangelização, remete pela graça concedida de DEUS, serem extremamente agradecidos, e ansiarem por compartilhar do evangelho com as pessoas, diferentemente do que pode ser pensado ou presumido pelos que não conhecem a teologia e o formato das doutrinas, o Sínodo de DORT expõe de forma clara e evidente em que se resume.

Guinho

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Você não fez a si mesmo um Cristão

http://sumosacerdote.files.wordpress.com/2012/03/03-ser_cristao.jpg

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A vontade do homem não é livre


O povo de Deus é um povo voluntário. A Bíblia nos diz que por natureza os homens não são voluntários: "... não quereis vir a mim para terdes vida" (João 5:40). O Senhor Jesus também disse: "Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer" (João 6:40). Estas passagens do Novo Testamento concordam com nossa passagem do Velho Testamento. Todas elas dizem que o povo de Deus será voluntário no dia do poder de Deus. Pelo fato de nenhum homem ser voluntário por natureza, tem que haver uma obra da graça de Deus no coração de um homem. Somente quando houver esta obra da graça os homens serão voluntários no dia do poder de Deus. O povo de Deus deve ser um povo voluntário. Podemos dizer quem são os filhos de Deus pelo fato de serem voluntários. Prego a muitas pessoas diversas vezes. Falo a elas sobre o inferno. Aviso-as para fugirem dele. Falo a elas sobre Cristo, imploro-lhes que olhem para Cristo para serem salvas. Mas às pessoas não estão dispostas a olhar para Cristo. Ou o dia do poder de Deus ainda não veio ou elas não são o povo de Deus. Seu povo será voluntário no dia do Seu poder. Naquele dia, as pessoas confiarão suas vidas à graça de Deus; confiarão em Cristo que morreu na cruz para salvá-las.

O que tornou essas pessoas voluntárias? A única resposta é que a graça de Deus transformou sua relutância em voluntariedade. Se a vontade do homem é livre para agir certo ou errado, por que as pessoas não se voltam para Deus? A razão é que a vontade do homem não é livre. A graça de Deus deve vir e agir no coração, Somente então um homem será voluntário no dia do poder de Deus.

O povo de Deus deseja ser salvo. Assim, as pessoas desejam trabalhar para Deus. Elas vão voluntariamente à casa de Deus para adorá-lO. Elas dão generosamente quando há necessidade de dinheiro na igreja. Elas servem a Deus de várias formas, com alegria e espontaneidade, no dia do poder de Deus.

Devemos notar o caráter desse povo. Ele "se apresentará voluntariamente no dia do teu poder". Ele "se apresentará voluntariamente... com santos ornamentos". Este povo voluntário estará vestido com santidade. Estará vestido com a justiça, a santidade de Cristo. A graça de Cristo lhe é concedida. O povo de Cristo não tem santidade em si próprio. A santidade que tem lhe é dada por Deus. Deus transforma pecadores em santos. Somente o povo cristão tem verdadeira santidade. O povo de Cristo é um povo voluntário e santo.

As próximas palavras são difíceis de se entender: "...como vindo do próprio seio da alva...". O que elas significam? Algumas pessoas dizem que estas palavras significam que o povo de Deus será voluntário desde o início da vida. A passagem não significa isso. De onde virá o povo de Deus? Como deve ser trazido? Você já viu gotas de orvalho de manhã bem cedo? Há muitas. São belíssimas. De onde vieram? A resposta da natureza é que vieram "do próprio seio da alva". O povo de Deus virá dessa mesma forma. Virá de maneira muito rápida e misteriosa, como se viesse "do próprio seio da alva", como as gostas de orvalho. As gotas de orvalho são algo misterioso. Ninguém realmente sabe como vêm. O povo de Deus também vem misteriosamente. Um pregador pode não ser eloqüente ou poderoso. Então, como foram as pessoas convertidas quando este homem pregou? Elas vieram " do próprio seio da alva", misteriosamente. Quem fez as gotas de orvalho? Deus fez a gotas de orvalho. Ele não precisa do homem para ajudá-lO. O povo de Deus é salvo da mesma forma. As pessoas são chamadas por Deus e são trazidas por Deus. Elas são abençoadas por Deus. O povo de Deus vem "do próprio seio da alva".

Vocês já notaram quantas gotas de orvalho há na manhã? Há uma grande quantidade ao mesmo tempo. Todavia tudo é feito silenciosamente. Assim também os filhos de Deus virão "do próprio seio da alva". Nenhuma palavra pode realmente explicar o que isto significa. Vocês podem ficar ao ar livre de manhã cedo, quando o sol está começando a raiar. Os campos estarão brilhando com gotas de orvalho. Vocês perguntarão: "De onde vieram todas essas gotas de orvalho?" A resposta é que vieram "do próprio seio da alva"! Quando muitas pessoas são salvas, quando vocês as vêem vindo de maneira misteriosa e silenciosa, podem compará-las ao orvalho da alva. Vocês perguntam: "De onde vieram essas pessoas remidas?" A resposta é que vieram "do próprio seio da alva."

Charles H. Spurgeon

sábado, 30 de junho de 2012

Que é a Igreja?


Por J. C. Ryle
“Grande é este mistério: digo-o, porém,
a respeito de Cristo e da Igreja” (Efésios 5:32)
Não há assunto algum, em matéria de religião, que seja tão mal entendido como este: A Igreja.
Provavelmente, nada há que tenha feito tanto mal aos cristãos professos, como o mal entendido a respeito deste ponto.
Não há palavra que tenha sido usada com tanta variedade de sentidos, como a palavra "Igreja". É palavra que ouvimos constantemente, e não podemos deixar de observar que as pessoas a empregam em sentidos diferentes. O inglês bem educado, quando fala de 'Igreja", que quer ele dizer? Geralmente se refere à igreja episcopal estabelecida em seu país. O católico romano, quando fala em "Igreja", que quer ele significar? Quer dizer igreja romana, acrescentando que não há igreja verdadeira no mundo, além dela, e tantos outros que querem eles dizer? Uns querem dizer o edifício em que prestam culto a Deus , aos domingos; outros referem-se ao clero, pois quando alguém é ordenado costuma-se dizer que "entrou para a Igreja"; outros têm vagas idéias a respeito do que costuma chamar de sucessão apostólica, dando a entender com isto, misteriosamente, que a igreja é composta de cristãos governados unicamente por bispos.
Não há o que dizer contra tudo isso. São fatos presentes e notórios, e todos eles concorrem para explicar a asserção que fizemos no início destas considerações: não há assunto tão mal entendido como o que trata da "Igreja".
Leitor, creio que, presentemente, é da maior importância ter idéias claras a respeito da "Igreja". Creio que a falta da correta compreensão deste assunto é uma das grandes causas dos erros religiosos em que muitos caem. Desejo chamar a sua atenção para aquele grande e principal sentido em que a palavra "Igreja" é empregada no Novo Testamento.
Quero dissipar a névoa em que este assunto está envolvido. Com verdade falou o bispo Jewell, o reformador, quando disse: "Os inimigos da verdade ensinam muita doutrina falsa debaixo do nome da Santa Igreja, porque nunca houve nada até hoje tão absurdo ou tão perverso, que não fosse fácil defender sob o nome da Igreja".
Deixe-me então mostrar-lhe, em primeiro lugar, qual é a verdadeira Igreja fora da qual ninguém pode salvar-se.
Há, realmente, uma igreja fora da qual não há salvação, uma igreja a que o homem deve pertencer se não quiser perder-se por toda a eternidade. Exponho-lhe isto sem hesitação ou reserva. Digo-o com tanta confiança e certeza, como o mais forte defensor da igreja romana o pode fazer. Mas, qual é esta Igreja? Onde está ela? Por que sinais esta igreja deve ser conhecida? Eis uma grande questão!
A verdadeira Igreja está bem descrita no serviço de comunhão da Igreja da Inglaterra, "como o corpo místico de Cristo, que é a companhia bendita de todo o povo fiel". É composta de todos os crentes em Jesus Cristo. É formada por todos os eleitos de Deus, por todos os homens e mulheres convertidos - por todos os verdadeiros cristãos nos quais podemos distinguir a eleição de Deus, o Pai, a purificação pelo sangue de Deus, o Filho, e a santificação de Deus, o Espírito. Em tais pessoas podemos ver os membros da verdadeira Igreja de Cristo.
É uma Igreja em que todos os membros têm os mesmos sinais. São todos renascidos do Espírito Santo. Todos devem ter "arrependimento para com Deus , fé em nosso Senhor Jesus Cristo e santidade de vida e de conversação". Todos odeiam o pecado e amam a Cristo. Adoram a Deus... todos com o coração igualmente sincero. São todos guiados pelo mesmo Espírito; todos edificam sobre o mesmo alicerce; todos tiram a sua religião do mesmo único livro; todos se reúnem no mesmo centro - que é Cristo! Todos podem, mesmo já, dizer: Aleluia! E podem responder com um coração igualmente crente e uma voz unânime: "Amém, amém".
É uma Igreja que não depende dos ministros cá da terra, ainda que aprecie muito aqueles que pregam o evangelho. A vida espiritual de seus membros não depende do fato de se filiarem a uma igreja, nem depende do Batismo e Ceia do Senhor, não obstante darem grande valor a estes Sacramentos cada vez que são celebrados.
Mas esta Igreja tem um Cabeça principal, um Pastor, um Bispo, que é Jesus Cristo. Só Ele, pelo seu Espírito, admite os membros desta Igreja, ainda que são os ministros que mostram a porta. Enquanto Ele não abrir a porta, ninguém aqui no mundo pode abri-la; nem bispos, nem presbíteros, nem reuniões, nem sínodos e nem concílios. Quando o homem se arrepende e crê no Evangelho, nesse mesmo momento torna-se membro desta Igreja. Como o ladrão arrependido, pode não ter ocasião de ser batizado, mas tem aquilo que é muito melhor do que o batismo da água: o batismo do Espírito Santo. Talvez não possa receber o pão e o vinho na Ceia do Senhor, mas pode, por meio da fé, alimentar-se de Cristo todos os dias de sua vida, e nenhum ministro, na terra, pode privá-lo disto. Ele pode, por injustiça, ser excluído por aqueles que são ordenados, e privado dos privilégios da Igreja. Porém, nem todos os sacerdotes do mundo inteiro podem exclui-lo da verdadeira Igreja. A existência desta Igreja não depende de formas nem de cerimônias, de catedrais ou templos, de púlpitos ou pias batismais, de vestimentas ou órgãos, de dotes, dinheiro, reis, governos, magistrados, de ato ou favor, qualquer que seja, da mão do homem. Ela sempre permaneceu, quando tudo isto lhe foi tirado. Foi muitas vezes lançada no deserto ou em covas e cavernas da terra, por aqueles que deveriam ser seus amigos. Mas a sua existência não depende de coisa alguma, além da presença de Cristo e de seu Espírito e, enquanto estes nela permanecerem, a Igreja não pode deixar de existir.
Esta é a Igreja a que especialmente pertencem, por direito, as honras e privilégios presentes e as promessas da glória futura. Este é o Corpo de Cristo, a Esposa do Cordeiro, o Rebanho de Cristo, os domésticos da fé e a família de Deus. Esta que é o edifício de Deus, a fundação de Deus e o Templo do Espírito Santo. Esta é a Igreja dos primogênitos cujos nomes estão escritos no céu. Ela é a "a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido"; é a luz o mundo, o sal e o pão da terra. Esta é a Santa Igreja Católica (universal) de que fala o Credo dos Apóstolos. Esta é única Igreja católica e apostólica do Credo de Nicéia.
Foi a esta igreja que Cristo fez a promessa de que as "portas do inferno" não prevaleceriam contra ela. Foi a ela também que Ele disse: "Eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos". Esta é a única Igreja que possui a verdadeira união. Seus membros estão perfeitamente de acordo com os pontos mais importantes da religião, porque são todos ensinados pelo mesmo Espírito a respeito de Deus, de Cristo, do Espírito Santo, do pecado e de seus corações. O mesmo Espírito os ensina a respeito da fé, do arrependimento, da necessidade de santificação, do valor da Bíblia, da importância da oração, da ressurreição e do julgamento futuro. Eles compreendem todos estes pontos do mesmo modo. Convidai três ou quatro deles, dos países mais remotos da terra, completamente estranhos uns aos outros, e examinai-os separadamente sobre estes pontos, e achá-los-eis todos de perfeito acordo.
Esta é a única Igreja que possui verdadeira santidade. Seus membros são todos santos. Santos não meramente por terem professado a religião, ou santos no nome, ou no sentido de exercerem a caridade. Mas santos em ações e obras, em vida, realidade e verdade. São todos, mais ou menos, semelhantes ao grade Chefe.
Esta é a única Igreja verdadeiramente católica. Não a Igreja de uma certa nação ou povo. Seus membros encontram-se por toda a parte, no mundo onde o Evangelho é recebido e crido. Não se encerra dentro dos limites de qualquer país, em formas particulares ou em regras de governo.
Nesta Igreja não há diferença entre judeu e grego, preto e branco, episcopal e presbiteriano, mas a fé em Jesus Cristo é que é tudo. Seus membros virão reunir-se do norte, do sul, do oriente e do ocidente, no último dia e serão de todas as nações, nomes e reinos, povos e línguas, mas todos serão um em Jesus Cristo.
Esta é a única Igreja verdadeiramente apostólica, pois foi edificada sobre o fundamento dos apóstolos e guarda a doutrina que eles pregaram. Os dois grandes pontos que seus membros conservam sempre diante dos olhos, são a fé apostólica e a prática apostólica. E a todo homem que fala em seguir os apóstolos, sem possuir estas duas coisas, consideram eles como o metal que soa ou o sino que tine.
Esta e a única Igreja que, certamente, há de existir até o fim. Coisa alguma poderá arruiná-la ou destruí-la. Seus membros podem ser perseguidos, oprimidos, encarcerados, açoitados, degolados ou queimados, mas a verdadeira Igreja nunca se extinguirá. Sai de suas aflições, e vive como que através do fogo e da água. Quando esmagada numa terra, floresce noutra. Os faraós, os Herodes, os Neros, os Julianos, os Dioclecianos, Maria - a sanguinária, Carlos IX, em fim, todos trabalharam em vão para destruí-la. Mataram milhares, mas também eles desapareceram da face da terra. A verdadeira Igreja, no entanto, sobreviveu. Assistiu ao sepultamento de cada um deles. É, na verdade, uma bigorna que tem quebrado muitos martelos neste mundo. É uma sarça que arde e, contudo, não se consome.
Esta é a única Igreja da qual nenhum membro pode perecer. Os pecadores alistados no rol desta Igreja serão eternamente salvos e nunca serão lançados fora.
A eleição de Deus, o Pai; a contínua intercessão de Deus, o Filho; a diária renovação e santificação de Deus, o Espírito Santo, cercam e guardam os salvos como num jardim fechado. Nem um só osso do Corpo Místico de Cristo será quebrado. Nem um só cordeiro do rebanho de Cristo será arrancado de Suas mãos. Esta é a Igreja que continua a obra de Deus sobre a terra. Seus membros são um pequeno rebanho, pouco em número, comparativamente com o povo do mundo: um ou dois aqui; dois ou três ali; uns nesta paróquia; outros naquela além. Mas são estes que abalam o Universo. São estes que removem reinos com suas orações. São estes os membros ativos que espalham o conhecimento da religião pura e sem mácula. Eles que são a conservação do país - o escudo, a defesa, o esteio e a segurança da nação a que pertencem!
Esta é a Igreja que há de ser verdadeiramente gloriosa no último dia. Quando todas as glórias terrestres desaparecerem, então esta Igreja será apresentada sem mácula diante do trono de Deus, Pai. Tronos, principados, poderes da terra, tudo será desfeito. Dignidades, empregos e riquezas desaparecerão. Mas a Igreja do Primogênito brilhará no último dia como as estrelas, e será apresentada com júbilo diante do trono do Pai, no dia em que Cristo aparecer. Quando as jóias do Senhor forem reunidas e tiver lugar a manifestação dos filhos de Deus, não se falará nem em episcopais, nem presbiterianos. Uma única Igreja será nomeada: A Igreja dos Eleitos!
É para esta Igreja que o verdadeiro ministro do Evangelho de Jesus Cristo principalmente trabalha. De que serve ao verdadeiro ministro que se encha a casa onde ele prega? De que serve a ele ver crescer o número de comungantes ou aumentar a congregação? Tudo isto é nada! O que ele deseja é ver homens e mulheres renascidos, almas convertidas e sujeitas a Cristo! O que ele quer, é ver uns aqui, outros ali, retirando-se do mundo, tomando a sua cruz e seguindo a Cristo e, desta forma, aumentando o número de membros da verdadeira Igreja.
Leitor, esta é a Igreja a que o homem deve pertencer, se quer ser salvo. Enquanto você não pertencer a esta Igreja, não será mais do que uma alma perdida. Você poderá ter a aparência de religioso, isto é, poderá ser religioso na casca, na pele e, contudo, não ter obtido a substância da vida. Sim! Você poderá Ter inumeráveis privilégios, poderá gozar dos benefícios da luz e do conhecimento, poderá ter grandes oportunidades! Mas, se não pertencer de fato ao Corpo de Cristo, nada disto o salvará! Ai de nós, por causa da ignorância que existe sobre este ponto! O homem imagina que pertencendo a esta ou àquela igreja - e tornando-se comungante em qualquer delas, observando certas fórmulas -, tudo estará bem com relação a sua alma. Isto é uma total ilusão e grande erro! Nem todos os que tinham o nome de Israel eram israelitas; nem todos os que professam ser cristãos, são membros do Corpo de Cristo! Preste atenção: Você pode ser um firme episcopal, presbiteriano, independente, batista e, contudo, não pertencer à verdadeira Igreja. Se é assim, seria melhor que você nunca houvesse nascido!
Fonte: ARPAV - Associação Reformada Palavra da Verdade .
Via: [ Monergismo ]

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Porque Deus permitiu que Paulo se tornasse um assassino?


Sabemos que antes de Paulo nascer Deus já havia o separado para o apostolado.

Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios (Gálatas 1:15-16).

E nós sabemos que Paulo era em um fanático, odiava os cristãos (Atos 9:1), preseguia a Cristo (Atos 9:5), (Filipenses 3:6; Gálatas 1:14), antes que ele se convertesse. Para sempre ele se chamaria de "o principal dos pecadores" por causa desses dias maus (1 Timóteo 1:15, 1 Coríntios 15:9).

Sabemos também que Deus interferiu na vida de Paulo de forma dramática e decisiva para trazê-lo à fé (Atos 9:3-19). O que significa que ele poderia ter planejado o encontro da estrada de Damasco antes de Paulo tivesse se tornado um assassino de cristãos. Mas ele não fez.

Seu propósito, portanto, era permitir que Paulo se tornasse o "principal dos pecadores" para depois salvá-lo, e torná-lo o apóstolo que iria escrever treze livros do Novo Testamento.

Por quê? Por que fazê-lo desta maneira? Por que escolhê-lo antes do nascimento para ser um apóstolo? Em seguida, deixá-lo afundar em uma oposição perversa e violenta contra Cristo? E, em seguida, salvá-lo de forma dramática e decisiva na estrada de Damasco? Por quê?

Aqui estão seis razões. As duas primeiras são explícitas no texto bíblico. As quatro últimas são inferências claras dos dois primeiros. Deus o fez desta maneira porque. . .

1. Para colocar a perfeita paciência de Cristo em exibição.

"Mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade..." (1 Timóteo 1:16)

2. Para incentivar aqueles que pensam que são pecadores demais para ter esperança.

"...para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna." (1 Timóteo 1:16)

3. Para mostrar que Deus salva inimigos de Cristo, e até mesmo assassinos de cristãos.

4. Para mostrar que Deus permite que seus eleitos queridos afundem em flagrante maldade.

5. Para mostrar que Deus pode fazer o principal dos pecadores, o chefe dos missionários.

6. Para mostrar a uma igreja impotente, perseguida e marginalizada que ela pode triunfar pela conversão sobrenatural de seus inimigos mais poderosos.
John Piper 

[Via]

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Se há eleitos, tem de haver Eleição



Ora, se as pessoas são chamadas de eleitas, então deve haver eleição. Se Jesus Cristo e seus apóstolos são acostumados a chamar os crentes pelo título de eleitos, certamente acreditamos que eles o sejam, a menos que o termo nada signifique. Jesus Cristo disse: "Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias." "Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; pois surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos." "E ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade do céu." (Marcos 13:20, 22, 27) "Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?" (Lucas 18:7) Em conjunto com mais outras passagens que poderiam ser selecionadas, onde tanto o termo "eleito", ou "escolhido", ou "preordenado", ou "apontado" é mencionado; ou a frase "minhas ovelhas" ou alguma designação similar, mostrando que o povo de Cristo é distinto do resto da humanidade.

Mas vocês têm concordâncias, e eu não vou lhes dar mais problemas com textos. Através das epístolas, os santos são constantemente denominados "os eleitos". Em Colossenses encontramos Paulo dizendo: "... pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia". Quando ele escreve a Tito, ele mesmo se chama, "Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus". Pedro diz: "eleitos, segundo a presciência de Deus Pai". E se você vai para João, descobrirá que ele é afeiçoado ao termo. Ele diz: "O presbítero à senhora eleita"; e ele fala da nossa "irmã, a eleita". E sabemos onde isso está escrito: "Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita". Eles não se envergonhariam desse termo hoje em dia; não tinham medo de falar disso. Atualmente esse termo tem sido revestido de uma diversidade de sentidos, e as pessoas têm mutilado e estragado a doutrina, e assim transformado-a numa verdadeira doutrina de demônios, tenho que admitir; e muitos do que se chamam crentes, têm que se intitular antinomistas. Não obstante esse fato, por que eu me envergonharia disso, se o homem o corrompe? Amamos a verdade divina tanto na tormenta quanto na bonança. Se há um mártir pelo qual temos amor antes de ele ser torturado, deveríamos amá-lo mais ainda quando ele está livre. Quando a verdade divina é desenvolvida na tribulação, não a chamamos de falsidade. Não a apreciamos para vê-la na tribulação, porque podemos discernir como deveria ser, mutatis mutandis, se ela não tivesse ido para a masmorra e torturada pela crueldade e pelas maquinações humanas. Se você vir a ler algumas das epístolas dos Pais da Igreja, você os descobrirá sempre se referindo ao povo de Deus como "eleito". Realmente, nas conversas do dia a dia, o termo usado entre as igrejas dos cristãos primitivos para uma outra era "eleito". Eles freqüentemente usavam o termo para os demais, demonstrando que era geralmente aceito que todo o povo de Deus era manifestamente "eleito".


Mas vamos agora para os versículos que provam a doutrina de modo afirmativo. Abram suas Bíblias em João 15:16, e vejam que Jesus Cristo escolheu seu povo, pelo que diz: "Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda." E no versículo 19: "Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia." E no capítulo 17, versículos 8 e 9: "porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste. É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus".



Vá para Atos 13:48: "Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna." Eles poderiam ter omitido essa passagem, se quisessem, mas ela diz: "destinados para a vida eterna" no original tão patente quanto possível; e não nos importamos sobre os diferentes comentários existentes por aí. Vocês por pouco não precisam ser lembrados de Romanos 8, porque eu acredito que todos já estão bem familiarizados com esse capítulo e atualmente o entendem. Nos versículos 29 e seguintes ele diz: "Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?" Seria desnecessário repetir o contexto do nono capítulo de Romanos. Tão certo quanto aquela [doutrina] se encerra na Bíblia, nenhum homem será capaz de provar o Arminianismo; tão certo quanto aquela [doutrina] está lá escrita, nem as mais violentas deturpações da passagem vão ser capazes de exterminar, das Escrituras, a doutrina da eleição. Permitam-nos ler versos como esses: "E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço." Então leia no versículo 22, "Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão" Então vá para Romanos 11:7: "Que diremos, pois? O que Israel busca, isso não conseguiu; mas a eleição o alcançou; e os mais foram endurecidos" No quinto versículo do mesmo capítulo, lemos: "Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça". Vocês, sem dúvida, vão se lembrar da passagem de I Coríntios 1:26-29: "Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus." Novamente, lembrem-se da passagem de I Tessalonicenses 5:9: "porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo". Então vocês têm meu texto, que creio ser o bastante; mas, se precisam de mais, poderão encontrá-las com mais vagar, se já tiverem removido sua desconfiança de que essa doutrina seja verdadeira.

Charles H. Spurgeon

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Mistério da Eleição

domingo, 11 de dezembro de 2011

Predestinação e livre arbítrio

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ele nos escolheu desde a eternidade


O Senhor não rejeitará para sempre.

Lamentações 3.31


Ele pode rejeitar durante certo tempo, mas não para sempre. Uma mulher pode deixar de lado seus ornamentos por alguns dias, porém não os esquecerá, nem os jogará na lixeira. De maneira semelhante, o Senhor não rejeita aqueles que Ele ama, pois, "tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim" (Jo 13.1). Alguns falam sobre estarmos na graça ou caídos da graça, como se fôssemos semelhantes a coelhos que entram e saem rapidamente de suas tocas; mas isto não é verdade. O amor do Senhor é um assunto muito mais solene e mais permanente do que isto.


Ele nos escolheu desde a eternidade e nos amará por toda a eternidade. Ele nos amou de tal maneira, que morreu por nós; portanto, podemos estar seguros de que seu amor nunca perecerá. A honra de Deus está de tal modo envolvida na salvação do crente, que Ele não pode mais lançá-lo fora, assim como não pode despojar-se das vestimentas de seu ofício como Rei da glória. Não, de maneira alguma! O Senhor Jesus, na qualidade de Cabeça, nunca rejeita seus membros e, como Esposo, jamais rejeita a sua noiva.


Você já pensou que foi rejeitado? Por que você chegou a pensar tão perversamente a respeito do Senhor que o desposou para Si mesmo? Abandone tais pensamentos e jamais permita que se alojem em sua alma novamente. "Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu" (Rm 11.2); "O SENHOR, Deus de Israel,... odeia o repúdio" (Ml 2.16).

Charles H. Spurgeon

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eleição Incondicional: Deus Escolhe Indivíduos

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Eu sou um Eleito de Deus?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Separados do Mundo - C.H.Spurgeon


E o SENHOR fechou a porta após ele.
Gênesis 7.16

Com mãos de amor, Noé foi fechado, separado de todo o mundo. A porta da eleição vem entre nós e o mundo onde aquele que é mau existe. Não somos do mundo, assim como o nosso Senhor não era do mundo (ver João 17.14). Não podemos entrar no pecado e nas buscas da multidão. Não podemos brincar nas ruas da Feira da Vaidade, com os filhos das trevas, visto que o nosso Pai celestial nos fechou do lado de dentro.

Noé estava fechado com seu Deus. "Entra na arca" (Gênesis 7.1), foi o convite do Senhor por meio do qual deixou evidente que Ele mesmo tencionava habitar na arca, com seu servo e sua família. Deste modo, todos os escolhidos habitam em Deus e Deus neles. Os eleitos estão encerrados no mesmo círculo onde se encontra Deus, na Pessoa do Pai, o Filho e o Espírito Santo. Oh! que jamais sejamos desatenciosos à chamada graciosa!

Vem, povo meu, entra em tuas câmaras. Fecha as portas atrás de ti e esconde-te por um momento, até que passe a indignação. Noé foi fechado de tal modo que nenhum mal podia atingi-lo. As águas do Dilúvio tão-somente elevaram a Noé, colocando-o mais perto do céu; e as rajadas de ventos apenas o conduziram em seu caminho.

Do lado de fora da arca, tudo era ruína; no seu interior, tudo era sossego e paz. Sem Cristo, perecemos, mas em Cristo há segurança perfeita. Noé estava tão fechado na arca, que nem mesmo desejou sair dali. Aqueles que estão em Cristo Jesus, estão nEle para sempre. Nunca mais sairão, pois a fidelidade eterna os encerrou e a malícia infernal não pode arrastá-los para fora. O Príncipe da casa de Davi tem a chave "que fecha, e ninguém abrirá" (Apocalipse 3.7).

Nos últimos dias, o Senhor da casa se levantará e fechará a porta. Em vão, os meros filósofos hão de bater e clamar: "Senhor, Senhor, abre-nos a porta". Aquela mesma porta que fechará no interior as virgens prudentes, deixará do lado de fora os tolos, para sempre. Senhor, fecha-me em teu reino por meio de tua graça.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Eleição e a vida cristã


A eleição é o segredo familiar dos filhos de Deus, algo acerca do que eles têm o direito de saber e que deveriam saber para seu próprio bem. Não é por acaso que Pedro nos exorta: "Procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição" (2 Pe 1.10). Em outras palavras, os crentes devem estar certos da realidade da eleição, e, portanto, de sua própria eleição.
Na vida de uma pessoa, a eleição se faz conhecida por seus frutos. Paulo reconheceu a eleição dos crentes tessalonicenses devido à fé, à esperança, ao amor e à transformação operada pelo evangelho nas vidas deles (1 Ts 1.3-6). Quanto mais se manifestarem em nossas vidas as qualidades às quais Pedro nos exorta — virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor — tanto mais seguros estaremos de nossa própria eleição.
Como Isso nos Ajuda?
Qual é o valor e o efeito do conhecimento de nossa própria eleição? Isso permite que nos tornemos complacentes e concluamos que, visto sermos eleitos, não importa como vivemos? Não, pois, conforme nos indica o texto citado de 2 Pedro, somente se estivermos diariamente "aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2 Co 7.1), eviden¬ciando assim a genuinidade de nossa fé através de nossas obras, teremos o direito de estar seguros de nossa eleição. De fato, o conhecimento que o crente fiel tem de sua eleição leva a uma tendência bem diferente. Tal conhecimento desperta nele o senso de reverência, por exibir aos seus olhos a grandeza do Deus em cujas mãos todos estamos, o qual dispõe de nós todos segundo o seu próprio prazer. Tal conhecimento humilha o crente, pois fá-lo lembrar que a sua salvação não é obra sua em qualquer aspecto: ele nada possui que não tenha recebido. Mas, esse conhecimento também o emociona, por assegurar que a sua salvação deve-se inteiramente a Deus e que, nas mãos de Deus, ele está seguro para sempre. A razão pela qual ele agora está em Cristo é que Deus o escolheu para isso, desde a eternidade. E a escolha feita por Deus garante que ele será mantido seguro em Cristo, para a eternidade. "E aos que presdestinou, a esses também chamou... justificou... glorificou.''
Certeza Exultante
Portanto, o conhecimento que temos de nossa eleição transforma a nossa esperança de glória de um tímido anelo em uma exultante certeza e nos fortalece para encararmos qualquer horrendo futuro na terra, com um senso de triunfo em nossos corações. Não foi o acaso, mas a mais coerente lógica espiritual, que levou Paulo, depois de ter revisto o pro¬pósito eletivo de Deus a exclamar: "Que diremos, pois, à vista destas cousas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?... Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?... Quem nos separará do amor de Cristo?... somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem cousas do presente, nem do porvir... nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8.31-39). Quando o crente perscruta esse insondável, todo-poderoso, gratuito e infindo amor do Pai e do Filho, que se apossou dele antes que o tempo começasse, que o redimiu e vivificou e que se comprometeu a conduzi-lo em segurança através de todas as batalhas e tempestades da vida até às indizíveis alegrias que Deus tem reservado para os seus filhos, então ele fica a anelar, mais do que nunca, por responder com amor a esse amor. E a linguagem do seu coração torna-se a linguagem do hino de Murray M'Cheyne:
Escolhido, não por qualquer bem em mim, Despertado, para da ira fugir; Ao lado do Salvador, ocultado, E pelo Espírito, santificado. Ensina-me a mostrar na terra, Senhor, Pelo meu amor, quanto sou devedor.

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sábado, 16 de julho de 2011

Não depende de quem quer


Deus escolhe os Seus!
Pois ele [Deus] diz a Moisés: "Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. " Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.( Rm 9.15,16)
O verbo eleger significa "selecionar ou escolher". A  doutrina bíblica da eleição consiste em que, antes da Criação, Deus selecionou da raça humana, antevista como decaída, aqueles a quem Ele redimiria, traria à fé, justificaria e glorificaria em Jesus Cristo e por meio dele (Rm 8.28-39; Ef 1.3-14; 2 Ts 2.13,14; 2 Tm 1.9,10). Esta escolha divina é uma expressão da graça livre e soberana, porque ela é não constrangida e incondicional, não merecida por qualquer coisa naqueles que são seus objetos. Deus não deve aos pecadores nenhuma misericórdia de qualquer espécie, mas somente condenação; por isso, é surpreendente, e razão de sempiterno louvor, que Ele tenha decidido salvar alguns de nós; e louvor duplicado porque sua escolha incluiu o envio de seu próprio Filho para sofrer, como portador do pecado, pelos seus eleitos (Rm8.32).
A doutrina da eleição, como toda verdade acerca de Deus, envolve mistério e, algumas vezes, incita à controvérsia. Mas na Escritura é uma doutrina pastoral, incluída ali para ajudar os cristãos a verem quão grande é a graça que os salva, conduzindo-os à humildade, confiança, alegria, louvor, fidelidade e santidade como resposta. É o segredo de família dos filhos de Deus. Não sabemos quem mais Ele escolheu entre aqueles que ainda não crêem, nem tampouco a razão por que nos escolheu em particular.
O que de fato sabemos é que, primeiro, se não tivéssemos sido escolhidos para a vida, não seríamos crentes agora (pois somente o eleito é trazido à fé), e, em segundo lugar, como crentes eleitos podemos confiar que Deus completará em nós a boa obra que Ele começou (1 Co 1.8,9; Fp E6; 1 Ts 5.23,24; 2 Tm 1.12; 4.18). Assim, o conhecimento da eleição por parte de uma pessoa traz conforto e alegria.
Pedro nos diz que devemos "confirmar a [nossa] vocação e eleição" (2 Pe 1.10) — isto é, certificá-la. A eleição é conhecida por seus frutos. Paulo sabia da eleição dos tessalonicenses por sua fé, esperança e amor, a transformação interna e externa que o evangelho tinha operado em sua vida (1 Ts 1.3-6). Quanto mais as qualidades para as quais Pedro exortou seus leitores aparecerem em nossa vida (virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade, amor: 2 Pe 1.5-7), mais seguros estaremos da própria eleição que nos foi concedida.
Os eleitos são, de um ponto de vista, a dádiva de Deus ao Filho (Jo 6.39; 10.29; 17.2,24). Jesus testifica que veio a este mundo especificamente para salvá-los (Jo 6.37-40; 10.14-16,26-29; 15.16; 17.6-26; Ef 5.25-27), e qualquer relato de sua missão deve enfatizar isto.
Reprovação é o nome dado à eterna decisão de Deus a respeito dos pecadores que Ele não escolheu para a vida. Sua decisão é, em essência, não para mudá-los, como os eleitos são destinados a ser mudados, mas deixá-los ao pecado, como em seus corações eles já desejam fazer, e finalmente para julgá-los como merecem pelo que têm feito. Quando em casos particulares Deus os entrega a seus pecados (isto é, remove as restrições à prática de coisas desobedientes que desejam fazer), isto já é o começo do julgamento. Ele se chama "endurecimento" (Rm 9.18; 11.25; cf. SI 81.12; Rm 1.24,26,28), que leva inevitavelmente culpa maior.
A reprovação é uma realidade bíblica (Rm 9.14-24; 1 Pe 2.8), mas não a que se relaciona diretamente com a conduta cristã. Até onde os cristãos saibam, os reprovados não têm face, não nos cabendo tentar identificá-los. Devemos, antes, viver à luz da certeza de que qualquer um pode ser salvo, se ele ou ela arrepender-se e colocar sua fé em Cristo.
Devemos ver todas as pessoas que encontramos como possivelmente incluídas entre os eleitos.
 
J. I. Packer