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sábado, 4 de janeiro de 2020

O Ser humano pode apresentar suas boas obras diante de Deus para salvação?




Sempre que converso com as pessoas a respeito do ser humano, sempre me deparo com as mesmas questões que as pessoas dizem com relação as suas vidas, sua conduta. As respostas muitas vezes se parecem com perguntas retóricas e também são muito similares:

-Eu acho que irei para o céu, eu nunca matei ninguém... Eu procuro sempre fazer o melhor pelas pessoas...Eu não faço nada muito grave como machucar alguém ou coisas do tipo. Curiosamente, as respostas sempre são similares e demonstram uma realidade sobre a antropologia mundial. O pensamento "embutido" dentro das mentes das pessoas é de que o ser humano não é mal, ele não pode ser condenado diante de Deus.

A grande diferença aqui se dá com a resposta que os cristãos tem a oferecer e aqui eu gostaria de destacar pelo menos três fatores :

Em primeiro lugar:

Precisamos definir qual será a fonte para a pesquisa do homem, relacionada com sua vida. Em outras palavras, cada ser humano do planeta tem seus pensamentos e conduta baseados naquilo que acreditam, quer as pessoas percebam isso, ou não. Esta é a realidade do ser humano.

Em segundo lugar:

A base para toda conduta e crença deve estar firmada nos ensinamentos Bíblicos. Recorremos ao manual daquele que criou todas as coisas e assim, o Deus da Bíblia, é o único capaz de nos direcionar para o caminho certo.

Em terceiro lugar:

Uma vez que que o ponto de partida foi definido, utilizamos o fundamento Bíblico sobre o ser humano, aprendemos Biblicamente pelo menos 6 -características que demonstram a posição do homem diante de Deus, da carta de Paulo aos Romanos  3:10-12:

1- Todos são injustos diante de Deus (por mais obras que você queira apresentar, nenhuma pode garantir sua justiça no padrão de Deus).
2- Todos se tornaram tolos (afinal qual é a maior tolice do que fingir que Deus não existe?)
3- Ninguém busca a Deus (as pessoas criaram seus próprios deuses para adorar).
4- Todos estão extraviados, sem rumo.
5- Todos se tornaram inúteis para com Deus.
6- Não há ninguém que faça o bem (levando Deus em consideração).

Este é o estado da humanidade sem Cristo. O problema não está em Deus, mas no que os seres humanos supõe que seja a condição para agradar a Deus.

Só existe um caminho, só existe um caminho a ser trilhado e só existe um local onde está a verdadeira vida!  (Jo 14:6)

A unica maneira de sermos salvos está na fé depositada em Cristo Jesus!


Em Cristo

Guinho







terça-feira, 11 de outubro de 2016

As Duas Famílias - 1João 3.8-10


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Deus pode punir o cristão em pecado com a morte?... A Bíblia Responde #82


Boa noite, li aqui neste site uma coisa sobre o ''pecado para a morte'' e diz que se um cristão estiver a viver em pecado e não se arrepender que Deus pune o cristão até mesmo ao ponto de tirar a vida, fiquei um pouco confuso quanto a isto, se Deus tirasse a vida a todas as pessoas que vivem em pecado neste mundo, já não haveria quase pessoas nenhuma neste mundo, e também existem pessoas que foram cristãs e depois voltaram para o pecado e Deus não tirou a vida... estou confuso, explique-me melhor por favor.

Imagino que sua dúvida é sobre este texto: 1 João 5:16 “Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore”.

Conforme você mesmo deve ter lido, este texto é um dos mais difíceis de se interpretar em todo o novo testamento.

É bom termos sempre em mente que a Bíblia afirma que o salário do pecado é a morte (Rm 6:23), quando o pecado entrou no mundo a morte também entrou. A Bíblia cita morte de duas maneiras, morte física e morte espiritual. A morte espiritual é uma separação eterna de Deus e condenação eterna em tormentos no inferno.

A Bíblia também afirma que todos os homens estão mortos em seus delitos e pecados (Ef 2:1), ou seja, o homem é radicalmente contrário a Deus até que Ele em sua imensa misericórdia nos concede a graça do Espírito Santo e nos redime para uma vida em santidade através de Seu filho Jesus Cristo.

O apóstolo João quando escreveu sua primeira epístola ele estava combatendo falsos profetas que deliberadamente ensinavam falsamente e tentavam enganar a igreja cristã da época. Imagino que esse é o pecado que estava combatendo, um pecado específico e muito sério cometido por pessoas que intencionalmente e sem arrependimento proclamavam heresias dentro da igreja.

Não se arrepender do pecado nem abandoná-lo, no final, levará a morte física como um juízo de Deus (At 5:1-11; 1Co 5:5; 11:30). Nenhuma oração intercessória será eficaz em favor daqueles que cometeram um pecado tão deliberado e arbitrário; ou seja, a disciplina de Deus com a morte física é inevitável nesses casos, uma vez que Deus procura preservar a pureza de sua Igreja.

O contraste entre as frases “há pecado para morte” e “há pecado não para a morte” significa que o escritor faz distinção entre pecados que podem levar à morte física e outros pecados. Isso não implica identificar um determinado tipo de pecado, mortal ou não, mas dizer que nem todo os pecados são julgados por Deus da mesma maneira.

Mas não se esqueça, todos os homens estão “mortos”, separados de Deus e sem a intervenção de Deus nos concedendo vida nada que façamos poderá mudar essa situação. A Deus cabe o nascer e o morrer.

Em Cristo

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Posso viver da maneira que quero, sem me importar com Deus?...A Bíblia Responde#47







Deus aceita eu querer coisas diferentes para minha vida, diferentes do que todos querem e até mesmo ele planejou? Não quero viver eternamente nem ir para o céu, ao fim da vida quero fechar os olhos e não mais abri- los. Sou uma pessoa que gosta de viver sozinho e não gosto de me envolver em nada, nem em questões humanas nem espirituais. Ou seja não quero fazer parte de nada, nem de sociedade, nem de igreja. Não me importo com nada, nem com ninguém. Não que eu seja contra as pessoas ou contra a Deus, simplesmente não me importo com nada, quero apenas ter paz e em determinado tempo deixar de existir. Não quero nem Deus nem o diabo. Nem céu nem inferno. Não quero me envolver, essa guerra não é minha e não gosto dela. Como Deus vê meu posicionamento???? Ele vai me condenar por não querer fazer parte de nada????


Olá!

Apesar da resposta para sua pergunta ser muito simples, eu sinto a necessidade de explicar resumidamente o ensino Bíblico para tantas questões que você colocou.

A Bíblia nos conta a história da humanidade. Ela nos ensina que existe um criador (Deus) que criou tudo, tanto o homem quanto o universo, para Sua glória (Gn 1).  A Bíblia nos conta que os primeiros pais, Adão e Eva, viviam em um estado de harmonia e presença de Deus em uma aliança de obediência.

No entanto, ela nos traz um fato. O homem desobedeceu, e assim com esta desobediência entrou o pecado no mundo, esse pecado afetou todo universo, trazendo desordem e rebeldia perante Deus (Gn 3). Esta é a notícia ruim, o homem se tornou rebelde, para com seu criador, ele se tornou inimigo de Deus.  Todavia, a Bíblia nos conta que existe uma boa notícia (esse é o significado da palavra Evangelho). Deus prometeu que iria novamente proporcionar um meio para que a humanidade tivesse um relacionamento novamente com Ele. Qual a forma que isso poderia acontecer? Como pagar um preço tão elevado a um Deus Santo?

Somente com uma pessoa de igual importância, capaz de viver um vida perfeita e pagar o preço pelos pecados dos homens (Jo 1.1-5). Então Deus em Seu amor, sem merecimento nenhum por parte dos homens, envia Seu Filho Jesus, para sofrer na cruz do Calvário, uma morte de cruz, recebendo o pagamento dos pecados em si mesmo (Is 53.5), para que todo que nele crê não pereça (Jo 3,15).

Essa é a boa notícia, Cristo trouxe o Evangelho da Paz (Ef 6.15). A paz que a Bíblia se refere não diz respeito com uma paz do tipo, "me deixem quieto", ou não "mexo com ninguém". Esta paz significa que aquele que está em Cristo, tem paz com Deus, seu relacionamento foi restaurado por méritos de Cristo. A paz que a Bíblia ensina não é relacionada simplesmente com não querer indisposição com alguém, mas ela traz a ideia de reconciliação, uma reconciliação em amor, sem Cristo permanecemos inimigos de Deus.

Ensinos trazidos pela Bíblia:

*A Bíblia ensina que Deus criou todas as coisas, ele é eterno, sempre existiu e sempre existirá (Sl 145.13).

*A Bíblia nos ensina que o criador tem uma Lei, mesmo quando reconhecemos isso ou não, sendo assim sua Lei é o padrão para vida do homem, não nossas opiniões, Seu julgamento é baseado em seu padrão, não no padrão de nossas mentes (Sl 19.7).

*A Bíblia ensina que Deus sempre foi e é auto-suficiente nele mesmo.  Deus sem o homem continua sendo Deus, o homem sem Deus não é ninguém.  O Deus da Bíblia é muito diferente dos deuses da mitologia grega, onde aqueles eram dependentes das orações dos homens para sobreviver, o Deus da Bíblia é soberano e todo poderoso (Sl 86.10).

*A Bíblia ensina que existe uma realidade futura na vida de todos os homens, quer acreditemos ou não, quer queiramos ou não. As pessoas quando morrem tem dois destinos, céu ou inferno (Mc 16.16) .

*A Bíblia ensina que o homem está em inimizade com Deus, a não ser com a reconciliação, ou paz que Cristo trouxe, não por obras, mas sim pela fé Nele (Jo 14.6).

*A Bíblia ensina que somos pecadores incapazes de pagar a pena imposta para o pecado (Rm 3.23). É impossível para o homem se tornar por si próprio, amigo de Deus, sendo assim, ele precisa de um Salvador  para sua situação diante de Deus e somente Jesus pode ser este intermediador. Porque esta salvação não é adquirida por boas obras, porque ninguém é capaz de agradar  a Deus pelas obras.

A Bíblia ensina que existem somente duas famílias, aqueles que estão unidos a Cristo pela fé e confiança como Seu Salvador, são chamados filhos de Deus e aqueles que são da família de Satanás(1 Jo 3.9).


Gostaria de que você soubesse e avaliasse profundamente o que vou lhe dizer:

Deus não criou o homem porque precisava do homem, o homem não tem nada para oferecer que Deus necessite, entende? Deus controla todas as coisas segundo a sua vontade, a Bíblia nos descreve que Satanás já está derrotado, embora ainda hoje tente causar o máximo de danos que conseguir. Deus já deixou descrito em Sua Palavra, a Bíblia, que chegará o momento em que Ele restaurará todas as coisas, dentro de Sua vontade, eliminando de uma vez por todas o pecado, esmagando Satanás.

A idolatria descrita pela Bíblia, não se limita a imagens feitas de pedra ou metal. Todas as vezes que colocamos algo ou alguém ocupando o lugar de Deus, isso é idolatria. Isso está acontecendo com você, quando você diz que não se importa,  você simplesmente está se colocando como mais importante que Deus, mesmo que sem perceber.

Todos fazem parte de uma família, ou de Deus por causa de Cristo somente, ou do Diabo por causa do pecado. Deus como um justo juiz, santo, retribuirá a cada um segundo isso. Não existe neutralidade entende? Aos olhos de Deus, se você não tem a Seu filho, Jesus, você está condenado.

Pense com seriedade, porque o lugar preparado para todos aqueles que não entregam suas vidas em arrependimento dos seus pecados e confiança a Cristo passarão a eternidade no inferno, que será um lugar terrível, não porque o Diabo estará lá, mas porque lá será o lugar onde toda justiça de Deus será derramada. Aqueles que lá estiverem passarão 50 anos sofrendo e olharão como se fosse terminar, mas então continuarão sofrendo mais 50, 100, 1000 anos, isso é eternidade (Mc 16.16). Não tem final, não deixarão de existir,  é para sempre. Espero que você possa refletir a respeito e que Deus lhe conceda o arrependimento e o desejo pela comunhão com Ele através do único caminho, Jesus Cristo.

Foi para isso que fomos criados, para glória de Deus.

Em Cristo.

Guinho

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Isso não é uma contradição sobre o pecado?... A Bíblia Responde#43








Me explique qual a diferença do versículo da 1°epistola de João cp-1 vs 8, e o cp-3 vs 8. sendo que o 1° vs fala que se não temos pecado somos mentiroso e o outro (2°) fala que se pecarmos somos filhos do diabo?


Obrigado pela pergunta, é importante sempre que você fizer a leitura do texto bíblico, você levar alguns passos indispensáveis para a interpretação correta.

Primeiro, leia o versículo dentro de seu contexto imediato, é possível que nos versículos anteriores ou posteriores estejam contidas importantes explicações. 

Segundo, leia o versículo a luz do contexto do capítulo, o que este capítulo traz como explicação ou ensino.

Terceiro, é importante sempre aprendemos o propósito em que o livro foi escrito, neste caso, na primeira carta de João, ele escreveu a carta com o intuito de desmascarar os falsos mestres, quanto ao que eles ensinavam sobre Deus e Jesus, dando suporte aos crentes quanto a sua vida, você pode entender mais neste ótimo resumo:


Tendo feito estas considerações, fica muito mais fácil de entender o contexto em que cada versículo foi escrito.

No capítulo 1, João se preocupa em explicar que Cristo realmente veio em carne, porque aqueles falsos lideres estavam ensinando que Jesus não tinha vindo em corpo físico, então João continua descrevendo sobre o caráter de Deus  (Jo 1.5), sobre a maneira de vida que o crente deve viver em relação a Deus (Jo 1.6), reconhecendo seus pecados (Jo1.8) e depositando sua confiança naquele que pode perdoar e justificar diante de Deus (Jo1.8), João termina este capítulo afirmando que aqueles que não acham que são pecadores, que não acham que precisam de um mediador para esta condição, são mentirosos e o ensino do Evangelho não está neles (Jo 1.10). Somente uma pessoa que reconhece que é pecador diante de Deus e que necessita de perdão através do único "mediador", a saber Jesus, é realmente um crente . 

Após João trazer consolo  e incentivo aos crentes (1 Jo 2,1) e descrever que aquele que se diz crente, tem um exemplo a ser seguido (1Jo 2.6), ele volta no capítulo 3, agora com mais força demonstrando as características  dos filhos de Deus (1 Jo 3.6),  que aqueles que nasceram novamente, foram regenerados em Cristo, não vivem mais na "prática" do pecado, ou seja, que está em Cristo, unido a Ele pela fé, tem sua vida para Cristo. Ao contrário daqueles que vivem na prática (1 Jo 3.8), é do diabo porque nunca de fato se arrependeu de seus pecados e cada um imita seu senhor (Jo 8.44). 

Se você continuar lendo o capítulo 3, o versículo 9, vai explicar exatamente isso, aqueles que estão em Cristo não são mais servos do pecado, eles não sentem prazer com o pecado, agora eles estão debaixo do senhorio de Cristo, não existe meio termo, conforme vemos em 1 Jo 3.6, aqueles que vivem na prática constante do pecado, sem arrependimento, desejando ser parecido com Cristo, de fato nunca o conheceu. Lendo os textos em seus contextos, o entendimento é bastante esclarecido.

Este texto pode ser útil para entender mais sobre a vida cristã descrita por João:


Em Cristo 








segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mortos em Adão e Vivos em Cristo.



A Representação de Adão e Cristo para a Humanidade.


O livro de Romanos, escrito pelo apóstolo Paulo, para a Igreja localizada na cidade de Roma, traz uma das porções mais profundas das Escrituras, a ponto de ser chamada pelos teólogos de “mini teologia sistemática”, por sua abrangência tanto teológica, quanto prática, em outras palavras, é uma carta com profundo cunho doutrinário.

A carta escrita aos membros da Igreja de Roma, pode ser dividida em duas grandes porções, dos capítulos 1 a 11, é descrito sobre as misericórdias de Deus, passando por sua justiça (1.17;3.21-22;4.5-6), seu amor (1.7; 5.5;8.35-39), a graça (1.6-7 ; 3.24; 5.2,21-21) e o dom da fé (1.5,17; 3.22,26; 4.5; 5.1; 10.17) e a partir do capítulo 12, o incentivo a praticar, vivendo e apresentando seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (12,1).

A perspectiva de Paulo em relação aos Reinos.

A opinião de Paulo sobre a humanidade e o mundo ilustra sua perspectiva escatólogica básica, Paulo basicamente traz em sua estrutura de pensamento um dualismo escatológico, ou seja, Paulo sabia que se encontrava no meio de duas eras, a primeira era inaugurada com Adão e que poderíamos chamar de Antigo Reino, onde ainda é influenciado pelo peso do pecado, do mal e da morte, Cristo já inaugurou uma nova era, que poderíamos chamar de Novo Reino, marcado pela cruz de Cristo e desfrute imediato das bençãos do Espírito através da fé em Cristo, todavia não em sua plenitude, a tensão em que poderíamos nos referir como os teólogos fazem do já e ainda não.
Onde o Reino de Cristo já esta entre nós, mas ainda não em sua plenitude. Podemos ver em seus escritos, a idéia dos últimos dias que se referem a “nova era” trazida por Cristo.

A perspectiva de Paulo aos personagens históricos:

Podemos ver a linha histórica (no tempo), caminhando em direção a uma consumação, sendo assim Paulo descreve os dois Reinos, Antigo e Novo, sob as perspectivas de seus personagens históricos, Adão e Cristo, como pessoas reais que existiram no tempo e no espaço, em outras palavras poderíamos destacar a realidade histórica das pessoas em seus relatos, para Paulo, as atitudes de cada um dos representantes Adão(antigo Reino) e Jesus (Novo Reino), tiveram importância e resultados reais no tempo e espaço, excluindo assim a possibilidade de Adão ter sido simplesmento simbólico para a humanidade.

Quem são os representantes?

Em Romanos 5 Paulo nos relata nestes termos históricos temporais os representantes da humanidade, em relação ao Antigo Reino e o Novo Reino, ou poderíamos dizer como duas famílias.

Adão como representante do Antigo Reino, trouxe condenação e pecado, ao que chamamos de “pecado original”, não simplesmente como se referindo ao primeiro pecado e sim as consequências deste pecado, Adão pode ser visto tanto como represente legal da humanidade (5.18), como sendo seu primeiro pai, então também pela imputação natural, da procriação, então neste sentido também a humanidade estava com ele (Rom 3,23)

Cristo como representante do Novo Reino, traz em sua cruz (morte e ressureição) justificação e perdão do pecado, enquanto que no Antigo Reino apenas um pecado trouxe condenação, no Novo Reino o representante trouxe graça sobre muitos pecados, Cristo como representante no Novo Reino por um ato de justiça (5.18).


Quais são os tiposde pessoas?

No capítulo 6, vemos a descrição do tipo de pessoas, do Antigo e Novo Reinos.

Estar em Adão a pessoa é o “velho eu”(6.6), onde reinava o pecado, no Antigo Reino as pessoas nascem de maneira física em Adão, ou estar em Adão é somente nascer e natural. Todas as pessoas nascem no Antigo Reino, na representação de Adão, ou poderíamos dizer “em Adão”.

Estar em Cristo a pessoa é o “novo eu”, que vive em novidade de vida (6.4), onde o velho homem foi crucificado juntamente com Cristo(6.6), no Novo Reino as pessoas nascem de novo de maneira espiritual, ou estar em Cristo é nascer de novo. Somente aqueles que nascem de novo espiritualmente por fé estão no Novo Reino, na representação de Cristo, ou poderíamos dizer “em Cristo.

Quem é o Senhor em suas vidas?

No capítulo 6 e 7 vemos a descrição do senhorio sob a vida das pessoas no Antigo e no Novo Reino, ou em Adão e em Cristo.

No Antigo Reino, representado por Adão, as pessoas tem como mestre a escravidão do pecado, obedientes e servos para a morte(6.16), vivendo de acordo com as paixões pecaminosas frutificando para morte ainda mais realçadas pela Lei (7.5).

No Novo Reino, representado por Cristo, as pessoas tornam-se servos da justiça (6.18), sendo escravos de Deus (6.22), libertos do pecado para servirem a justiça para santificação(6.19).

Dominados por quem?

Nos capítulos 6, 7 e 8 vemos a descrição do domínio no qual as pessoas se encontram, para o Antigo Reino nos capítulos 6 e 7 e no Novo Reino, as descrições nos capítulos 6 e 8.

Na era inaugurada por Adão, as pessoas estão debaixo do domínio da Lei, que é incapaz de justificar mas avulta ainda mais o pecado (6.5; 7.7-11), o homem quando confrontado com a Lei ao invés de obedecer, sendo ela santa, torna-se ainda mais pecador por não conseguir obedece-la completamente.

Na nova era, as pessoas não vivem mais sob o domínio da Lei, mas agora sob o dominio da Graça de Cristo (6.14) capacitados por Deus e unidos em Cristo, o único que conseguiu obedecer a Lei plenamente, agora somos capacitados em Cristo (8.3-4) a obedecer como expressão de gratidão e louvor a Deus, habitados pelo Espírito de Deus (8.9).

De onde vem o poder para viver?

As pessoas que se encontram sob a representação de Adão, como velho eu, escravos do pecado e debaixo do dominio da Lei se encontram dominadas pela carne, como Paulo explica no capítulo 7.5, aqueles que se encontram dominados vendidos a escravidão do pecado (7.14), conforme Paulo já descreveu, como aqueles que vivem em Adão se inclinam para as coisas da carne (8.5).

Aqueles que vivem em Cristo, debaixo da Graça de Deus, nascidos de novo, de uma semente incorruptível, são capacitados a viver pelo poder do Espírito Santo em novidade de vida (6,4), cogitando as coisas do Espirito (8.5) capacitados a viver uma vida que agrada a Deus (8,8-9), andando segundo o Espírito (8.4).

Quais são os destinos?

Vemos claramente nos capítulos 5, 6 e 8 os contrastes entre os dois Reinos, de seus destinos.

Todos aqueles que permanecem sob a representação de Adão, no Antigo Reino, tem como destino a morte eterna, separados de Deus e sob esta representação, inimigos de Deus (3.23)e preparados para condenação (5.18), todos aqueles que vivem ainda dessa maneira tem a condenação para morte (8.13), porque em Adão continuam devedores e inimigos, por causa dos pecados cometidos contra Deus.

Aqueles que estão em Cristo, guiados pelos Espírito, se tornaram filhos de Deus (8.14), não existe mais condenação para eles (8.1), tem a vida eterna (5.21), unidos em Cristo mortos para o pecado, mas vivos para Deus(6.11), presenteados pela Graça de Deus com a vida eterna em Cristo Jesus. Estes estão destinados a vida eterna, sendo assim podem estar confiantes desse destino, porque se Deus é quem justifica, quem poderá ainda acusá-los?(8.31-38), uma vez em Cristo, verdadeiramente depositando sua confiança nele, nada poderá separá-los do amor de Deus (8.39).

Neste carta de Paulo aos Romanos, podemos contemplar a diferença da vida daqueles que se encontram em Adão, debaixo da escravidão do pecado, destinado a condenação eterna, daqueles que estão em Cristo, participantes como filhos e herdeiros, destinado a viver eternamente com Deus, pela fé em Cristo Jesus, sendo justificados diante de Deus (1.17).


Esta distinção escatológica que encontramos sobre os dois Reinos, marcado por eras, onde cada era tem o seu representante, sempre foi o pensamento de Paulo, trazendo assim a idéia em Rom 5.12 de que Adão e Cristo são vistos como chefes de duas famílias:Adão a fonte do pecado e da morte para todos os seus descendentes, e Cristo, a fonte de justiça e da vida para todos que estão nEle.

Obs: Você ir lendo com a Bíblia será muita ajuda, afinal de contas, o desejo é de que o ensino das Escrituras seja facilitado!


Em Cristo
Guinho

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Você Pergunta... A Bíblia Responde #15



SE A SALVAÇÃO, DEPENDE UNICAMENTE DE DEUS...PQ A MORTE DE CRUZ?

Encare a morte de cruz como um ato judicial de Deus para seu povo. O homem rejeitou a Deus, está em rebelião, culpado e condenado. Um homem não pode pagar a pena de condenação de outro homem pois toda a raça humana está condenada[1].

Apenas alguém que represente tanto Deus quanto a humanidade pode resolver essa equação, foi então que Deus enviou seu filho Unigênito, Jesus Cristo, totalmente homem e totalmente Deus, somente Ele pode representar Deus, pois Ele é Deus (Jo 4:26), e somente Ele pode representar a raça humana, pois é totalmente homem[2].

Dentro de sua humanidade Jesus não tinha um único delito sequer contra Deus, por isso, o seu sacrifício foi totalmente suficiente para aplacar a ira de Deus contra aqueles que o aceitam como Senhor e Salvador em suas vidas, e totalmente suficiente para pagar a nossa, impagável, dívida de pecado.

Deus olha para nós agora e vê a obra redentora de Jesus Cristo naquela cruz, é isso que nos garante livre acesso à Ele, e isso é o que nos garante o perdão divino.

Por conta disso a salvação foi uma obra inteiramente da graça divina de Deus, que interviu na história e concedeu perdão aos pecados da humanidade através da morte na cruz do seu Filho Unigênito, Jesus Cristo.

Obra redentora é o que significa a morte na cruz, o próprio Deus vindo para levar o pecado do homem cometido contra Si.


Leia mais sobre a obra de Cristo e a sua morte na cruz:



1 – Leia sobre a doutrina da depravação total aqui: http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=295


domingo, 21 de julho de 2013

Todos os pecados são iguais diante de Deus?




quarta-feira, 17 de abril de 2013

Não siga o seu coração




quinta-feira, 4 de abril de 2013

Você me Seguiria?




sexta-feira, 22 de março de 2013

Devocionais Sobre a Glória de Deus: #3 Jesus Veio Ao Mundo




terça-feira, 19 de março de 2013

Devocionais Sobre a Glória de Deus: #2 Nossa Falha Em Vivermos De Acordo




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Graça Irresistível



T.U.L.I.P – (I.rresistible Grace) Graça Irresistível;

A partir do momento que admitimos que o homem é radicalmente depravado, que o homem está no estado de total rebeldia contra Deus, então também admitimos que o homem por si só não consegue se reconciliar com O criador e consequentemente não encontra a salvação, conforme Jesus mesmo afirma “... Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível.” (Mt 10:26) .

Por conta disso a graça irresistível se faz necessária e indispensável para a salvação do homem. Segundo John Piper em uma das suas pregações “a graça é resistível até que Deus queira que ela seja resistível.”i

Graça Irresistível -O calvinismo entende que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido como regeneração. Desde que todos os espíritos mortos (= alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (= regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida. No momento que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus. ii

Quanto cada eleito de Deus se volta para Cristo de maneira salvífica, isso está diretamente ligado com a obra regeneradora do Espírito Santo que nos é concedido através da Graça de Deus. E se é somente através dessa graça que o homem é regenerado, pois pela sua própria vontade não seria possível, tendo em vista que o homem não possui mais livre-arbítrio e sim escravo-arbítrio, então só podemos considerar essa Graça como Irresistível.

O exemplo de Paulo: Atos 9:1-20.

Saulo, ainda respirando ameaças e morte contra os discípulos do Senhor...”At 9:1. Assim encontramos o estado do apóstolo Paulo momentos antes de ser totalmente regenerado pelo encontro com Jesus Cristo na estrada para Damasco.

O exemplo de Paulo reflete a realidade do estado humano em total rebeldia contra Deus, e somente através de um ato miraculoso de ação do Espírito Santo é possível a conversão do homem.

O exemplo de Lídia: Atos 16:14-15.

Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso.”

Lídia era temente a Deus, mas o que nos chama a atenção no texto é o ato de Deus em abrir o seu coração para que ela atendesse às coisas que Paulo dizia, e, a partir desse ato divino é que houve o entendimento do Evangelho e com isso ela foi batizada juntamente com toda a sua casa.

O endurecimento do povo Judeu: Atos 28:24-28.

Houve alguns que ficaram persuadidos pelo que ele dizia; outros, porém, continuaram incrédulos. E, havendo discordância entre eles, despediram-se, dizendo Paulo estas palavras: Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse:Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis. Porquanto o coração deste povo se tornou endurecido; com os ouvidos ouviram tardiamente e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, para que não entendam com o coração, e se convertam, e por mim sejam curados. Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão.”

Muitos usam esse texto para afirmar que a Graça é resistível. Deus realmente não esmaga a vontade do homem, apesar de que se Ele assim desejasse Deus poderia fazer, como vemos no exemplo do apóstolo Paulo. Apesar de Deus não passar por cima da vontade humana Ele usa essa vontade para fins maiores, como no exemplo acima, onde usando o próprio endurecimento do coração do povo Judeu alcançou com isso o povo gentio.

A Graça é irresistível devido o estado da natureza humana em rebeldia contra Deus, pois, caso a salvação dependesse unicamente do homem seria impossível que um único fosse salvo. Portanto, temos que transferir essa responsabilidade para Deus, caso contrário não teríamos esperanças.

O homem está morto em seus delitos e transgressões e é impossível um morto gerar vida nele mesmo, precisamos da interferência de Deus para que seja possível um novo nascimento. O homem precisa nascer de Deus, precisa da Graça Irresistível.

Glórias a Deus.

Fernando Di Domenico


iFonte: http://youtu.be/T2A0nzyn9ZA
iiFonte: http://www.monergismo.com/textos/jcalvino/joao_calvino_5pontos_silverio.htm

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Tratando o pecado na Igreja


Escutei uma pregação neste final de semana sobre um assunto tão polêmico quanto negligenciado pela maioria de nós cristãos, e pela maioria das igrejas brasileiras. Disciplina eclesiástica, segundo Mateus 18:15-17

Mt 18.15-17 “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.”

Esse processo de disciplina visando a restauração do pecador é o modelo instituído por Cristo, foi deixado como regra para o procedimento do cristão e da igreja quanto ao tratamento do pecado na vida das pessoas e na vida da igreja.

Se a disciplina conforme descrito no texto foi instituída por Jesus, qual o motivo dela ser tão negligenciada?

O motivo é simples: orgulho.

É um assunto que lida diretamente com o pecado, o pecador e o orgulho das pessoas. Não é fácil saber que as pessoas estão me fiscalizando, estão cuidando a minha vida. Literalmente, em uma igreja saudável as pessoas se metem na vida uma das outras.

A grande diferença em uma igreja saudável é que isso é feito com amor e cuidado. Existe a profunda vontade de restaurar as pessoas para comunhão em Cristo. Não é simplesmente se meter na vida para apontar falhas e defeitos, é um tratamento visando a restauração.

Até mesmo em última instância, quando o pecador se recusa a ouvir a igreja e é excluído da comunhão, inclusive nesse momento tão delicado, o desejo é de que aja restauração através desse ato. Até na exclusão de um membro, tal atitude é tomada com amor pela pessoa envolvida, sabendo que esse passo é importante para o tratamento contra o pecado na vida dessa pessoa.

Devemos confiar nos ensinos de Jesus, sabendo que esses passos são tanto pra restauração do pecador quanto para a conservação da igreja local.

Cabe a nós decidirmos se faremos parte de uma igreja que trata e se preocupa com o pecado no meio dela, e isso muitas vezes levará a situações desagradáveis, onde teremos que lidar com o orgulho das outras pessoas e na maioria das vezes com o nosso próprio orgulho. Mas em contrapartida sabendo que nesse lugar há zelo pela pureza e há repúdio pelo pecado.

Ou então, faremos parte de uma igreja que ignora o pecado no meio dela, que prefere não mexer com o ego das pessoas, onde o objetivo é deixar todos confortáveis em suas cadeiras para evitar situações de indisposição.

Recomendo a todos a leitura do livro “Mantendo a Igreja Pura” do Rev. Augustus Nicodemus da Editora Cultura Cristã, esse livro aborda exatamente essa questão e explica passo a passo o processo de disciplina descrito no texto do Evangelho de Mateus capítulo 18.

Em Cristo.

Fernando Di Domenico

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Martinho Lutero decapitou o acusador!




O arrependimento não faz com que a pessoa veja a Cristo, mas ver Cristo provoca o arrependimento. Você jamais verá a Cristo a partir do seu arrependimento, antes, deve buscar arrependimento nele. O Espírito Santo, fazendo-nos olhar para Cristo, faz-nos deixar o pecado. Olhe adiante, então, para a causa e o efeito do pecado, a partir da perspectiva do arrependimento em relação a Cristo e ao pecado, o qual foi erguido no madeiro para dar arrependimento.
Ouvi alguém dizer: Estou atormentado por pensamentos horríveis. Onde quer que vá, blasfêmias surgem em minha mente. Frequentemente, no trabalho, forças ameaçadoramente sugestivas se impõem sobre mim. Até mesmo em minha cama sou roubado do sono por murmúrios do maligno. Não posso fugir a tais horríveis tentações. Amigo, sei o que é, sentir tais coisas, pois eu mesmo sou assombrado por sombras e por feras. Tentar dominar os próprios pensamentos, quando eles são controlados pelo diabo, é o mesmo que lutar contra um enxame de moscas, usando uma espada.
A pobre alma tentada, assaltada por sugestões demoníacas, é como um vianjante de quem se tem notícia, sobre o qual sobreveio um enxame de abelhas. Ele não podia mantê-las afastadas nem fugir delas. Picaram-no na cabeça e nos braços, deixando-o semimorto. Não é de admirar que você se sinta sem forças para fazer parar tais abomináveis e ignominiosos pensamentos que o poder de Satanás coloca em sua alma. Contudo, quero lembrar-lhe as palavras da Escritura: "Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" [Romanos 5.6]. Jesus sabia onde estávamos e onde deveríamos estar; ele viu que não poderíamos vencer o príncipe das potestades do ar; ele sabia que seríamos atacados por tais forças; e quando nos viu em tais condições, Cristo morreu pelos ímpios.
Lance a âncora de sua fé sobre tal fato: "Cristo morreu pelos ímpios". O próprio diabo não pode lhe dizer que você não seja ímpio; creia, então, que Jesus morreu, até mesmo, por pessoas como eu e você. Lembre-se da maneira como Martinho Lutero se propôs cortar a cabeça do diabo com a própria espada de sua acusação. "Você é um pecador", afirmou-lhe o diabo. "Sim", respondeu-lhe Lutero, "Cristo morreu para salvar os pecadores". Assim, o arrependido Martinho decapitou o acusador com sua própria espada.
Corra para este refúgio e permaneça nele: "Cristo morreu para salvar os pecadores". Se você permanecer nessa verdade, seus pensamentos blasfemos, os quais você não tem poder para afastar ou para fugir, ir-se-ão por si mesmos, pois o diabo verá que opera sem propósito, quando os sugere à sua alma. Tais pensamento, se você os odeia, não serão mais que investidas do diabo, pelas quais ele é o responsável, não você. Se você lutar contra eles, não serão mais do que falsidades e imprecações de arruaceiros. É por meio de tais pensamentos que o diabo quer levá-lo ao desespero ou, pelo menos, afastá-lo da confiança em Jesus.
A mulher pobre e doente não podia chegar até Jesus por causa da multidão que se comprimia ao seu redor, e você se encontra na mesma condição por causa da pressão de tais terríveis pensamentos. Entretanto, a mulher tocou com os dedos a orla da veste do Senhor, e foi curada. Faça o mesmo. Jesus morreu por pessoas culpadas de "pecado e blasfêmia", e, portanto, estou certo de que ele não recusará aqueles que estão presos de maus pensamentos. Lance-se sobre ele, pensamentos e tudo mais, e veja se ele não é poderoso para salvar. Ele pode silenciar os terríveis murmúrios demoníacos ou expô-los à sua luz para que você não mais os tema.

Charles H. Spurgeon

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Jesus Morreu Por Mim




Por Tim Conway e Bob Jennings © I’ll Be Honest
Originalillbehonest.com

Fonte: Voltemos ao Evangelho

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A Obra de Cristo foi insatisfatória?


"... o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos."Cremos que há um valor infinito na expiação de Cristo. Cremos que, por causa da morte de Cristo, há um convite genuíno a todos os homens: "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa" (Atos 16:31). Contudo, devemos crer também que Cristo morreu apenas por aqueles que Deus escolheu, Seu povo eleito. Como seria possível que Cristo fizesse a expiação dos pecados daqueles que nunca creram nEle e que vão para o inferno? Não adianta dizer: "Mas eles não aceitariam a expiação." Pergunto: "A expiação foi satisfatoriamente feita para eles, ou não?" Certamente acontecerá que todos aqueles pelos quais Cristo fez a expiação de fato serão salvos. Ou então a obra de Cristo foi insatisfatória, até que um homem, crendo, lhe dê valor. Isso é inconcebível.

Todo homem que crê em Cristo será salvo. Cristo, pela Sua morte, fez a expiação total por aqueles que crêem. Deus seria injusto se castigasse os crentes quando Ele já castigou Seu próprio Filho pelos pecados de Seu povo. Esta segurança contra o castigo é como uma rocha sobre a qual os cristãos podem se sustentar. É um lugar de repouso seguro para todos aqueles que crêem em Cristo.

Se vocês não crêem em Cristo, devem suportar o castigo por seus próprios pecados. O sangue de Cristo não fez a expiação deles. Vocês rejeitaram o convite de Cristo e perecerão, porque transgrediram a lei de Deus e recusaram-se a ser salvos pela cruz de Cristo.

Vamos agora aplicar aos nossos corações a verdade que estivemos expondo.

Quero fazer-lhes uma pergunta. O Senhor Jesus carregou seus pecados? Vocês podem verdadeiramente afirmar, usando estas palavras: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho..."? Vocês sentem em seus corações que pecaram e desviaram-se do caminho? Se vocês têm uma percepção pessoal do pecado dessa forma, então minha pergunta está respondida. O Senhor fez cair sua iniqüidade sobre Cristo. Deus fez cair sobre Cristo o pecado de todos aqueles que confessam seu pecado e confiam apenas em Cristo para a salvação.

Mas se vocês não confiarem em Cristo, não posso dizer-lhes que o Senhor arrancou seu pecado e o fez cair sobre Cristo. Se vocês morrerem nessa atitude de incredulidade, serão condenados no dia do juízo. Deixem-me perguntar: vocês pretendem carregar sozinhos o seu pecado? Jesus sofreu muito quando carregou os pecados de Seu povo. O que vocês terão que sofrer se sozinhos suportarem a ira de Deus contra seu pecado? Vocês saberão então que "Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Heb. 10:31). Os homens se enraivecem quando lhes falamos sobre este ensinamento do castigo eterno. Devemos dizer-lhes que esse é o ensinamento da Palavra de Deus. Sua pergunta deveria ser: "Como posso evitar o castigo?" Pensem em como Cristo era perfeito. Como podem achar que algo de bom em vocês é capaz de fazer a expiação do pecado?

Pensem no que Cristo teve que suportar a fim de fazer a expiação do pecado. Como vocês podem achar que algo que venham a fazer é capaz de efetuar a expiação de seu pecado? Se vocês não escolherem ser salvos pelo modo de Deus, não poderão absolutamente ser salvos. Não há nenhum outro caminho de salvação. Deixem-me recomendar este caminho a vocês. Confiar em Cristo, sabendo que Ele tomou meus pecados e suportou a punição por eles em meu lugar, faz com que eu me sinta muito exultante. Estou lhes falando a partir de minha própria experiência. Sei que estou salvo porque Cristo derramou Seu sangue por mim. Estou pronto para morrer e me erguer corajosamente no dia da ressurreição, porque Cristo é minha justiça e Deus não me condenará. Rogo-lhes que venham a Cristo a fim de que possam sentir a mesma confiança.

Charles H Spurgeon

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A soberania de Deus na salvação



.Por Rev. Hernandes Dias Lopes 

Como pode um homem sendo pecador ser salvo? Como pode um injusto ser declarado justo aos olhos do Deus santo? Como pode o homem tão vulnerável ter garantia de salvação? Paulo responde a essas questões quando escreve sua carta aos romanos. Vamos, tratar aqui de cinco afirmações categóricas que nos afirmam a soberania de Deus na salvação.  
Em primeiro lugar, Deus nos conheceu desde a eternidade (Rm 8.29). Deus nos conheceu de antemão. Ele nos amou desde toda a eternidade. Amou-nos não porque viu algo em nós que despertasse seu amor, mas amou-nos incondicionalmente. Antes do sol brilhar no horizonte, Deus já havia colocado em nós seu coração. Antes dos mundos estalares virem à existência, nós já estávamos no coração de Deus. Seu amor por nós é eterno, incomensurável e incondicional.
Em segundo lugar, Deus nos predestinou para a salvação (Rm 8.30). Deus nos predestinou em Cristo, para a salvação, antes da fundação do mundo, desde o princípio, pela santificação do Espírito e fé na verdade, a fim de sermos santos e irrepreensíveis perante ele. Deus não nos escolheu porque previu que iríamos crer em Cristo; cremos em Cristo porque ele nos escolheu. A escolha divina é a causa da fé e não sua consequência. Deus não nos escolheu porque viu em nós santidade; fomos eleitos para sermos santos e irrepreensíveis e não porque éramos santos e irrepreensíveis. A santidade não é a causa da eleição, mas seu resultado. Deus não nos escolheu porque viu em nós boas obras; somos feitura dele, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, e não porque praticávamos boas obras. As boas obras são fruto da escolha divina e não sua raiz.
Em terceiro lugar, Deus nos chamou eficazmente (Rm 8.30). Todos aqueles que são escolhidos por Deus na eternidade, por quem Cristo morreu no calvário, são chamados à salvação, e chamados eficazmente. O homem pode até resistir temporariamente a esse chamado, mas não finalmente. Jesus disse que ninguém pode vir a ele se o Pai não o trouxer. Disse, também, que suas ovelhas ouvem sua voz e o seguem. Os que Deus predestina, Deus chama. Há dois tipos de chamados: um externo e outro interno; um dirigido aos ouvidos e outro ao coração. Aqueles que são predestinados, ao ouvirem a voz do bom pastor, atendem-na e o seguem.
Em quarto lugar, Deus nos justificou por sua graça (Rm 8.30). Aqueles que são amados, escolhidos e chamados são também justificados. A justificação é uma obra de Deus por nós e não em nós; é um ato e não um processo. É uma declaração forense feita diante do tribunal de Deus e não uma infusão da graça. É completa e irrepetível. Por isso, não possui graus. O menor crente está tão justificado quanto o indivíduo mais piedoso. Pela obra substitutiva e vicária de Cristo na cruz somos declarados quites com as demandas da lei de Deus. Não pesa sobre nós mais nenhuma condenação. Nossos pecados passados, presentes e futuros já foram julgados na pessoa de Cristo, nosso substituto e fiador. Nossos pecados foram colocados na conta de Cristo e a justiça de Cristo foi colocada em nossa conta. Estamos quites com todas as demandas da justiça divina.
Em quinto lugar, Deus nos glorificou pelo seu poder (Rm 8.30). Embora a glorificação seja um fato futuro, que se dará na segunda vinda de Cristo, na mente e nos decretos de Deus já é um fato consumado. Mesmo que o caminho seja estreito e juncado de espinhos. Mesmo que os inimigos nos espreitem e toda a fúria de Satanás seja despejada contra nós, nada nem ninguém, neste mundo ou mesmo no porvir poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor. Nossa salvação foi planejada, executada, aplicada e assegurada por Deus. A Deus, portanto, a glória, agora e sempre por tão grande salvação!
Divulgação: Púlpito Cristão

terça-feira, 17 de julho de 2012

Nossa dívida de pecado e o Evangelho da Cruz

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vitoriosa Obra da Cruz

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Se Cristo morreu pelo mundo inteiro, logo nenhum poderia se perder, porque a obra da cruz foi, é, e sempre será perfeita, e se ela sendo por todos, não foi suficiente, ou as escrituras mentem, ou então entendemos distorcidamente. Sem duvidas que Cristo morreu para substituir pecadores, ele foi a expiação pelos pecados e a propiciaçao pela justiça divina. Quando João fala todo mundo, ele se refere a todo tipo de pessoas, e não a todas. De igual forma que podemos em uma sala dizer que estamos “todos” ali, mas não seriam todos que existem!

Preço esse que nunca conseguiríamos pagar, por isso, Deus enviou Seu Filho unigênito, por todo que nele crê (Jo 3:16), porem tenhamos claro, que não foi por todos e sim por aqueles que de antemão o pai predestinou (Rom8:29-30), e a esses justificou, se Cristo tivesse morrido por todos, muitos seriam condenados duas vezes, uma no Calvário e a outra pelo não crer, longe de mim tal blasfêmia, porque a morte substitutiva por pecadores, foi final e completa e se ela não é particular aos eleitos, o sangue precioso de Cristo foi derramado em vão?

De maneira banal, o sangue, a divida foi paga, e agora o pecador injusto pode escolher se quer ou não usa-lo em seu favor? Que fique bem claro que este ensino, agride e ofende a preciosa obra redentora da cruz, redentora porque éramos servos do Diabo, algemados, inclinados a todo tipo de podridão, de nossa vontade pecadora, e Cristo nos resgata desse poder maligno e liberta-nos das garras de Satanás, (Cl1:13) fique claro que a obra vicária nunca pagou preço algum a Satanás, antes nos permitiu a adoção como filhos, nos quais Deus elegeu antes da fundação do mundo. (Ef 1:4)

Se a obra de Cristo é substitutiva, logo ela resgatou os que foram predestinados a crerem. Que grande humilhação, saber que não depende de nos a tão grande salvação, que ultraje e ofensa à soberba a obra da carne em nossas vidas, acaso Deus abriria mão de Sua Gloria? Colocando essas decisões a mero cargo humano?

A única coisa que podemos ansiar é pelo crer e se arrepender, esta é a parte que nos cabe, e poder se alegrar que Deus escolha pecadores para serem justificados com a obra substitutiva, não como exemplo, mas sim como propiciaçao.

Obrigado pelo Evangelho Senhor!

Guinho