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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Introdução ao Aconselhamento Bíblico - Aula 2

Aula ministrada na Igreja Bíblica Luz do Mundo em Passo Fundo-RS no dia 17 de setembro de 2015.
 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Como Devemos Tratar os Conflitos na Igreja



Existem muitas áreas de uma igreja onde o conflito possa se desenvolver. No entanto, a maioria deles tende a cair em uma das três categorias: conflito devido ao pecado flagrante entre os crentes, conflito com a liderança e conflito entre os crentes. É certo que muitos problemas podem envolver duas ou mais destas categorias.

Os crentes que pecam descaradamente representam um conflito para a igreja, assim como visto em 1 Coríntios 5. A igreja que não lida com o pecado entre os membros abre a porta a mais problemas. A igreja não é chamada para ser crítica dos incrédulos, mas espera-se que enfrente e restaure os crentes que não se arrependem dos pecados, como os listados em 1 Coríntios 5:11: "Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador." Tais indivíduos não devem ser aceitos pela igreja até estarem dispostos a se arrepender. Mateus 18:15-17 fornece um procedimento conciso para o confronto e restauração de um crente. A confrontação deve ser feita cuidadosamente, humildemente e com o objetivo de restauração (Gálatas 6:1). As igrejas que amorosamente disciplinam indivíduos em pecado reduzirão boa parte dos seus conflitos.

Às vezes os crentes talvez não estejam satisfeitos com as ações ou políticas dos líderes da igreja. Um incidente no início da história da igreja ilustra isso (Atos 6:1-7). Um grupo de pessoas na igreja de Jerusalém reclamou aos apóstolos que algumas pessoas não estavam recebendo os devidos cuidados. A situação foi remediada e a igreja cresceu (Atos 6:7). A igreja primitiva usou o conflito como uma oportunidade para melhorar o ministério. No entanto, quando as igrejas não têm um processo claro para lidar com certos assuntos, as pessoas tendem a criar suas próprias plataformas. Os indivíduos podem começar a questionar outros na igreja, a envolver-se em fofocas ou até mesmo formar um bloco de "pessoas preocupadas". A liderança pode ajudar a evitar esses problemas ao ser pastores altruístas e amorosos. Os líderes devem ser servos e exemplos, e não senhores (1 Pedro 5:1-3). Os membros frustrados de uma igreja devem respeitar os líderes (Hebreus 13:7,17), ser tardios para acusá-los (1 Timóteo 5:19) e falar a verdade com amor diretamente a eles, não a outras pessoas sobre eles (Efésios 4:15). Nas ocasiões em que um líder aparentemente não esteja respondendo a uma preocupação, o indivíduo deve seguir o padrão estabelecido em Mateus 18:15-17 para garantir que não haverá confusão a respeito da posição de cada um dos envolvidos.

A Bíblia adverte que os membros de uma igreja talvez tenham conflitos uns com os outros. Alguns conflitos decorrem do orgulho e do egoísmo (Tiago 4:1-10). Outros acontecem devido a ofensas que não foram perdoadas (Mateus 18:15-35). Deus nos disse para lutar pela paz (Romanos 12:18, Colossenses 3:12-15). É da responsabilidade de cada crente tentar resolver o conflito. Alguns passos básicos para a solução incluem o seguinte:

1. Desenvolva a atitude correta no coração - seja manso (Gálatas 6:1); humilde (Tiago 4:10); inclinado ao perdão (Efésios 4:31,32) e paciente (Tiago 1:19,20).

2. Avalie a sua parte no conflito - Mateus 7:1-5 (remover o argueiro do teu olho primeiro é necessário antes de ajudar os outros).

3. Vá diretamente ao indivíduo (não a outras pessoas) para expressar a sua preocupação - Mateus 18:15. Isso deve ser feito em amor (Efésios 4:15) e não simplesmente para se queixar ou desabafar uma emoção. Acusar uma pessoa tende a encorajar a autodefesa. Portanto, dirija-se ao problema ao invés de atacar a pessoa em si. Isto fornece uma melhor oportunidade para esclarecer a situação ou pedir perdão pela ofensa.

4. Se a primeira tentativa de resolução não alcançar os resultados necessários, continue com uma outra pessoa que possa ajudar com a mediação (Mateus 18:16). Lembre-se de que seu objetivo não é ganhar um argumento, mas ganhar o seu companheiro crente para a reconciliação. Portanto, escolha alguém que possa ajudá-lo a resolver o conflito.

Os conflitos são tratados de forma melhor quando os indivíduos em oração e humildade se concentram em amar os outros com a intenção de restaurar as relações. A maioria dos conflitos dentro de uma igreja deve ser gerenciável se os princípios bíblicos acima forem seguidos. No entanto, há momentos em que aconselhamento externo possa ajudar. Recomendamos a utilização de recursos como os dos Ministérios PeaceMaker (www.hispeace.org). Esses recursos são em inglês.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Tratando o pecado na Igreja


Escutei uma pregação neste final de semana sobre um assunto tão polêmico quanto negligenciado pela maioria de nós cristãos, e pela maioria das igrejas brasileiras. Disciplina eclesiástica, segundo Mateus 18:15-17

Mt 18.15-17 “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.”

Esse processo de disciplina visando a restauração do pecador é o modelo instituído por Cristo, foi deixado como regra para o procedimento do cristão e da igreja quanto ao tratamento do pecado na vida das pessoas e na vida da igreja.

Se a disciplina conforme descrito no texto foi instituída por Jesus, qual o motivo dela ser tão negligenciada?

O motivo é simples: orgulho.

É um assunto que lida diretamente com o pecado, o pecador e o orgulho das pessoas. Não é fácil saber que as pessoas estão me fiscalizando, estão cuidando a minha vida. Literalmente, em uma igreja saudável as pessoas se metem na vida uma das outras.

A grande diferença em uma igreja saudável é que isso é feito com amor e cuidado. Existe a profunda vontade de restaurar as pessoas para comunhão em Cristo. Não é simplesmente se meter na vida para apontar falhas e defeitos, é um tratamento visando a restauração.

Até mesmo em última instância, quando o pecador se recusa a ouvir a igreja e é excluído da comunhão, inclusive nesse momento tão delicado, o desejo é de que aja restauração através desse ato. Até na exclusão de um membro, tal atitude é tomada com amor pela pessoa envolvida, sabendo que esse passo é importante para o tratamento contra o pecado na vida dessa pessoa.

Devemos confiar nos ensinos de Jesus, sabendo que esses passos são tanto pra restauração do pecador quanto para a conservação da igreja local.

Cabe a nós decidirmos se faremos parte de uma igreja que trata e se preocupa com o pecado no meio dela, e isso muitas vezes levará a situações desagradáveis, onde teremos que lidar com o orgulho das outras pessoas e na maioria das vezes com o nosso próprio orgulho. Mas em contrapartida sabendo que nesse lugar há zelo pela pureza e há repúdio pelo pecado.

Ou então, faremos parte de uma igreja que ignora o pecado no meio dela, que prefere não mexer com o ego das pessoas, onde o objetivo é deixar todos confortáveis em suas cadeiras para evitar situações de indisposição.

Recomendo a todos a leitura do livro “Mantendo a Igreja Pura” do Rev. Augustus Nicodemus da Editora Cultura Cristã, esse livro aborda exatamente essa questão e explica passo a passo o processo de disciplina descrito no texto do Evangelho de Mateus capítulo 18.

Em Cristo.

Fernando Di Domenico

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Jesus bateria em uma criança?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Homens ímpios no ministério


Vieram estrangeiros e entraram nos santuários da Casa do SENHOR.

Jeremias 51.51


Neste relato, o rosto do povo de Deus ficou coberto de vergonha, visto que era algo terrível estrangeiros se introduzirem no Lugar Sagrado, reservado apenas aos sacerdotes. Em todos os lugares ao nosso redor, vemos causas semelhantes de tristeza. Quantos homens ímpios estão sendo instruídos a fim de entrarem no ministério! Quão temível é o fato de que as mãos estão sendo impostas sobre homens não-convertidos e que entre as mais esclarecidas igrejas evangélicas há frouxidão no que se refere à disciplina.

Se todos aqueles que lerem estas palavras, neste dia, colocarem este assunto diante do Senhor, Ele intervirá e afastará o mal que está por vir à sua igreja. Adulterar a igreja equivale a contaminar um poço de água, a derramar água sobre o fogo, a semear pedras em uma terra fértil. Oh! que todos nós tenhamos graça para manter, em nosso próprio viver, a pureza da igreja como uma assembleia de pessoas crentes e não uma comunidade de pessoas não-salvas e não-convertidas!

Entretanto, o nosso zelo tem de começar no lar. Examinemos a nós mesmos quanto ao direito de participarmos da ceia do Senhor. Asseguremo-nos de que estamos vestidos com os trajes nupciais, para que nós mesmos não sejamos estrangeiros nos santuários do Senhor. "Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos" (Mateus 22.14). "Estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida" (Mateus 7.14). Oh! que tenhamos graça para vir a Jesus corretamente, com a fé dos eleitos de Deus! Aquele que matou a Uzá (ver 2 Samuel 6.3-7) por ter tocado a arca é muito zeloso das ordenanças. Como um crente verdadeiro, posso aproximar-me dos santuários livremente; como um estranho, não devo tocá-los para que não morra. Examinar o próprio coração é o dever de todos os crentes que vêm à mesa do Senhor. "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos" (Salmos 139.23).

Charles H. Spurgeon

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