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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Posso viver da maneira que quero, sem me importar com Deus?...A Bíblia Responde#47







Deus aceita eu querer coisas diferentes para minha vida, diferentes do que todos querem e até mesmo ele planejou? Não quero viver eternamente nem ir para o céu, ao fim da vida quero fechar os olhos e não mais abri- los. Sou uma pessoa que gosta de viver sozinho e não gosto de me envolver em nada, nem em questões humanas nem espirituais. Ou seja não quero fazer parte de nada, nem de sociedade, nem de igreja. Não me importo com nada, nem com ninguém. Não que eu seja contra as pessoas ou contra a Deus, simplesmente não me importo com nada, quero apenas ter paz e em determinado tempo deixar de existir. Não quero nem Deus nem o diabo. Nem céu nem inferno. Não quero me envolver, essa guerra não é minha e não gosto dela. Como Deus vê meu posicionamento???? Ele vai me condenar por não querer fazer parte de nada????


Olá!

Apesar da resposta para sua pergunta ser muito simples, eu sinto a necessidade de explicar resumidamente o ensino Bíblico para tantas questões que você colocou.

A Bíblia nos conta a história da humanidade. Ela nos ensina que existe um criador (Deus) que criou tudo, tanto o homem quanto o universo, para Sua glória (Gn 1).  A Bíblia nos conta que os primeiros pais, Adão e Eva, viviam em um estado de harmonia e presença de Deus em uma aliança de obediência.

No entanto, ela nos traz um fato. O homem desobedeceu, e assim com esta desobediência entrou o pecado no mundo, esse pecado afetou todo universo, trazendo desordem e rebeldia perante Deus (Gn 3). Esta é a notícia ruim, o homem se tornou rebelde, para com seu criador, ele se tornou inimigo de Deus.  Todavia, a Bíblia nos conta que existe uma boa notícia (esse é o significado da palavra Evangelho). Deus prometeu que iria novamente proporcionar um meio para que a humanidade tivesse um relacionamento novamente com Ele. Qual a forma que isso poderia acontecer? Como pagar um preço tão elevado a um Deus Santo?

Somente com uma pessoa de igual importância, capaz de viver um vida perfeita e pagar o preço pelos pecados dos homens (Jo 1.1-5). Então Deus em Seu amor, sem merecimento nenhum por parte dos homens, envia Seu Filho Jesus, para sofrer na cruz do Calvário, uma morte de cruz, recebendo o pagamento dos pecados em si mesmo (Is 53.5), para que todo que nele crê não pereça (Jo 3,15).

Essa é a boa notícia, Cristo trouxe o Evangelho da Paz (Ef 6.15). A paz que a Bíblia se refere não diz respeito com uma paz do tipo, "me deixem quieto", ou não "mexo com ninguém". Esta paz significa que aquele que está em Cristo, tem paz com Deus, seu relacionamento foi restaurado por méritos de Cristo. A paz que a Bíblia ensina não é relacionada simplesmente com não querer indisposição com alguém, mas ela traz a ideia de reconciliação, uma reconciliação em amor, sem Cristo permanecemos inimigos de Deus.

Ensinos trazidos pela Bíblia:

*A Bíblia ensina que Deus criou todas as coisas, ele é eterno, sempre existiu e sempre existirá (Sl 145.13).

*A Bíblia nos ensina que o criador tem uma Lei, mesmo quando reconhecemos isso ou não, sendo assim sua Lei é o padrão para vida do homem, não nossas opiniões, Seu julgamento é baseado em seu padrão, não no padrão de nossas mentes (Sl 19.7).

*A Bíblia ensina que Deus sempre foi e é auto-suficiente nele mesmo.  Deus sem o homem continua sendo Deus, o homem sem Deus não é ninguém.  O Deus da Bíblia é muito diferente dos deuses da mitologia grega, onde aqueles eram dependentes das orações dos homens para sobreviver, o Deus da Bíblia é soberano e todo poderoso (Sl 86.10).

*A Bíblia ensina que existe uma realidade futura na vida de todos os homens, quer acreditemos ou não, quer queiramos ou não. As pessoas quando morrem tem dois destinos, céu ou inferno (Mc 16.16) .

*A Bíblia ensina que o homem está em inimizade com Deus, a não ser com a reconciliação, ou paz que Cristo trouxe, não por obras, mas sim pela fé Nele (Jo 14.6).

*A Bíblia ensina que somos pecadores incapazes de pagar a pena imposta para o pecado (Rm 3.23). É impossível para o homem se tornar por si próprio, amigo de Deus, sendo assim, ele precisa de um Salvador  para sua situação diante de Deus e somente Jesus pode ser este intermediador. Porque esta salvação não é adquirida por boas obras, porque ninguém é capaz de agradar  a Deus pelas obras.

A Bíblia ensina que existem somente duas famílias, aqueles que estão unidos a Cristo pela fé e confiança como Seu Salvador, são chamados filhos de Deus e aqueles que são da família de Satanás(1 Jo 3.9).


Gostaria de que você soubesse e avaliasse profundamente o que vou lhe dizer:

Deus não criou o homem porque precisava do homem, o homem não tem nada para oferecer que Deus necessite, entende? Deus controla todas as coisas segundo a sua vontade, a Bíblia nos descreve que Satanás já está derrotado, embora ainda hoje tente causar o máximo de danos que conseguir. Deus já deixou descrito em Sua Palavra, a Bíblia, que chegará o momento em que Ele restaurará todas as coisas, dentro de Sua vontade, eliminando de uma vez por todas o pecado, esmagando Satanás.

A idolatria descrita pela Bíblia, não se limita a imagens feitas de pedra ou metal. Todas as vezes que colocamos algo ou alguém ocupando o lugar de Deus, isso é idolatria. Isso está acontecendo com você, quando você diz que não se importa,  você simplesmente está se colocando como mais importante que Deus, mesmo que sem perceber.

Todos fazem parte de uma família, ou de Deus por causa de Cristo somente, ou do Diabo por causa do pecado. Deus como um justo juiz, santo, retribuirá a cada um segundo isso. Não existe neutralidade entende? Aos olhos de Deus, se você não tem a Seu filho, Jesus, você está condenado.

Pense com seriedade, porque o lugar preparado para todos aqueles que não entregam suas vidas em arrependimento dos seus pecados e confiança a Cristo passarão a eternidade no inferno, que será um lugar terrível, não porque o Diabo estará lá, mas porque lá será o lugar onde toda justiça de Deus será derramada. Aqueles que lá estiverem passarão 50 anos sofrendo e olharão como se fosse terminar, mas então continuarão sofrendo mais 50, 100, 1000 anos, isso é eternidade (Mc 16.16). Não tem final, não deixarão de existir,  é para sempre. Espero que você possa refletir a respeito e que Deus lhe conceda o arrependimento e o desejo pela comunhão com Ele através do único caminho, Jesus Cristo.

Foi para isso que fomos criados, para glória de Deus.

Em Cristo.

Guinho

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A iniquidade concernente às coisas santas



A iniquidade concernente às coisas santas. Êxodo 28:38

Que véu é levantado por estas palavras e que revelação elas nos fazem! Parar um pouco e contemplar esta cena desagradável nos traria humildade e proveito – as iniquidades de nossa adoração coletiva, sua hipocrisia, formalidade, indiferença, irreverência, negligência e esquecimento de Deus – quanta abundância temos aqui! Nosso trabalho para o Senhor, a rivalidade, o egoísmo que caracteriza esse trabalho, a falta de cuidado, a descrença – que multidão de profanação!

Nossas devoções particulares, frieza, falta de zelo, indiferença, morosidade e vaidade – que montanha de lixo! Se observássemos com mais cuidado, essa “iniquidade concernente às coisas santas” pareceria muito maior do que quando a olhamos pela primeira vez.

O Dr.Payson, escrevendo ao seu irmão, disse: “Minha igreja, assim como o meu coração, parece o jardim do preguiçoso. E o que é pior, acho que muitos dos meus desejos referente à melhora de ambos, procede do orgulho, da vaidade ou da indolência. Procuro as ervas daninhas que arruínam meu jardim, exalando um desejo sincero de que elas sejam arrancadas. Mas, por que? O que causa este desejo? Talvez, a vontade de poder sair e dizer para mim mesmo: 'Em que excelente estado o meu jardim é mantido!' Isto é orgulho. Pode acontecer que os meus vizinhos olhem por cima do muro e digam: 'Ora, veja como seu jardim está florescendo!' Isto é vaidade! Ou talvez esteja desejando a destruição das ervas daninhas, porque estou cansado de arrancá-las. Isto é indolência!”

Até o nosso desejo por santidade pode estar contaminado por motivos errados. Sob o mais verde gramado, vermes escondem-se, não é preciso procurar muito para os encontrarmos. Quão reconfortante é o pensamento de que, quando o sumo sacerdote levava a iniquidade das coisas santas, ele tinha sobre a sua testa as palavras “Santidade ao Senhor” (Êxodo 28:36). Quando o Senhor Jesus leva nosso pecado, Ele apresenta ao seu Pai não a nossa falta de santidade, e sim a sua própria santidade. Ó, quanto precisamos de graça para ver, com olhos de fé, o nosso Grande Sacerdote!

Charles H. Spurgeon

Leituras Diárias Vol.II, 2006 Ed. Fiel.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ame e Odeie!


Amas a justiça e odeias a iniquidade.

Salmos 45.7
lrai-vos e não pequeis" (Efésios 4.26). Não pode haver bondade em um homem, se ele não sente ira contra o pecado. Aquele que ama a verdade tem de odiar todo caminho de falsidade. Como o nosso Senhor odiou a iniquidade, quando a tentação Lhe sobreveio! Três vezes ela O assaltou, em formas diferentes. Porém, Ele a enfrentou com "Arreda, Satanás" (Mateus 16.23; Marcos 8.33).
 
Nosso Senhor odiou a iniquidade quando a tentação sobreveio a outros. Ele demonstrou seu ódio mais por meio de lágrimas de piedade do que por palavras de repreensão. Todavia, que palavras poderiam ser mais severas, do que as palavras de nosso Senhor dirigidas aos fariseus: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque devorais as casas das viúvas e, para o justificar, fazeis longas orações" (Mateus 23.14.)?
 
O Senhor odiou tanto a iniquidade que derramou seu sangue, na cruz, para destruí-la. Ele morreu para que ela morresse. Ele foi sepultado para que pudesse enterrá-la em sua sepultura e ressuscitou a fim de aniquilar a iniquidade para sempre. Cristo está no evangelho, e o evangelho se opõe à iniquidade em todas as suas formas. A iniquidade se veste com roupas lindas e imita a linguagem da santidade. Mas os preceitos de Jesus, assim como o seu famoso chicote de cordas curtas, expulsa a iniquidade do templo e não a tolera na Igreja. Então, também no coração onde Jesus reina, que guerra há entre Cristo e Belial! 
 
Quando nosso Redentor vier para ser o Juiz, estas palavras trovejantes: "Apartai-vos de mim, malditos" (Mateus 25.41), que são, realmente, uma continuação do ensino que deu sobre o pecado enquanto estava na terra, demonstrarão como Ele odeia a iniquidade. Assim como caloroso é o seu amor pelos pecadores, é quente o seu ódio pelo pecado. Assim como é perfeita a justiça de nosso Senhor, assim também a destruição de toda forma de iniquidade será completa. Ó glorioso Campeão da santidade e Destruidor da iniquidade, por esta razão, Deus, "o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros" (Salmos 45.7).

Charles H. Spurgeon

[Via]

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A iniqüidade escondida


Se a lepra cobriu toda a sua carne, declarará limpo o que tem a mancha - Levítico 13.13

Esta norma parece estranha, mas continha sabedoria, visto que a expulsão da enfermidade comprovava que a constituição do homem estava saudável. Neste dia, seria bom para nós vermos o ensinamento característico de uma regra tão incomum. Também somos leprosos e podemos ler as leis referentes ao leproso como aplicáveis a nós mesmos. Quando um homem vê a si mesmo como um pecador totalmente perdido e arruinado, completamente coberto com a profanação do pecado; quando renuncia toda justiça própria e se declara culpado diante do Senhor, então, ele é purificado por meio do sangue de Cristo e da graça de Deus.

A iniqüidade escondida, não reconhecida, não confessada é a verdadeira lepra; mas quando o pecado é visto e reconhecido, ele recebe o seu golpe mortal, e o Senhor contempla com olhos de misericórdia a alma afligida pelo pecado. Nada é mais letal do que a justiça própria, nem mais esperançoso do que a contrição. Temos de confessar que não somos nada, exceto pecadores, pois nenhuma confissão aquém desta corresponde a toda a verdade. Se o Espírito de Deus está agindo em nós, convencendo-nos de pecado, não haverá dificuldade em fazermos esse reconhecimento. Ele fluirá espontaneamente de nossos lábios.

O pecado lamentado e confessado, embora grave e infame, nunca impedirá que um homem venha ao Senhor Jesus. Todo aquele que vem a Jesus, Ele não o lançará fora, de maneira alguma (ver João 6.37). Embora desonesto como o ladrão, imoral como a pecadora que ungiu os pés de Jesus, furioso como Saulo de Tarso, cruel como Manasses, ou rebelde como o filho pródigo, o grande coração de amor olhará para o homem que sente não possuir em si mesmo qualquer justiça e o declarará limpo, quando ele confiar em Jesus crucificado. Ó pecador sobrecarregado de pecados e desamparado, venha a Jesus. Venha necessitado, venha culpado, venha repugnante e despido. Não é possível que você venha sujo demais; venha assim como você está.

Charles H. Spurgeon

[Via]