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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A iniquidade concernente às coisas santas



A iniquidade concernente às coisas santas. Êxodo 28:38

Que véu é levantado por estas palavras e que revelação elas nos fazem! Parar um pouco e contemplar esta cena desagradável nos traria humildade e proveito – as iniquidades de nossa adoração coletiva, sua hipocrisia, formalidade, indiferença, irreverência, negligência e esquecimento de Deus – quanta abundância temos aqui! Nosso trabalho para o Senhor, a rivalidade, o egoísmo que caracteriza esse trabalho, a falta de cuidado, a descrença – que multidão de profanação!

Nossas devoções particulares, frieza, falta de zelo, indiferença, morosidade e vaidade – que montanha de lixo! Se observássemos com mais cuidado, essa “iniquidade concernente às coisas santas” pareceria muito maior do que quando a olhamos pela primeira vez.

O Dr.Payson, escrevendo ao seu irmão, disse: “Minha igreja, assim como o meu coração, parece o jardim do preguiçoso. E o que é pior, acho que muitos dos meus desejos referente à melhora de ambos, procede do orgulho, da vaidade ou da indolência. Procuro as ervas daninhas que arruínam meu jardim, exalando um desejo sincero de que elas sejam arrancadas. Mas, por que? O que causa este desejo? Talvez, a vontade de poder sair e dizer para mim mesmo: 'Em que excelente estado o meu jardim é mantido!' Isto é orgulho. Pode acontecer que os meus vizinhos olhem por cima do muro e digam: 'Ora, veja como seu jardim está florescendo!' Isto é vaidade! Ou talvez esteja desejando a destruição das ervas daninhas, porque estou cansado de arrancá-las. Isto é indolência!”

Até o nosso desejo por santidade pode estar contaminado por motivos errados. Sob o mais verde gramado, vermes escondem-se, não é preciso procurar muito para os encontrarmos. Quão reconfortante é o pensamento de que, quando o sumo sacerdote levava a iniquidade das coisas santas, ele tinha sobre a sua testa as palavras “Santidade ao Senhor” (Êxodo 28:36). Quando o Senhor Jesus leva nosso pecado, Ele apresenta ao seu Pai não a nossa falta de santidade, e sim a sua própria santidade. Ó, quanto precisamos de graça para ver, com olhos de fé, o nosso Grande Sacerdote!

Charles H. Spurgeon

Leituras Diárias Vol.II, 2006 Ed. Fiel.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Vaidade

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Vaidade: Sentimento de grande valorização que alguém tem em relação a si próprio. = VANGLÓRIA

A vaidade é sim um pecado, e como todo pecado deve ser combatido pelo cristão sob o risco de nos afastarmos de Deus e Suas vontades.

Trazendo para o nosso contexto atual, há no meio cristão, principalmente entre as mulheres, uma confusão sobre o que é vaidade, entende-se que uma mulher "vaidosa" é aquela que cuida em vestir-se bem e ter uma "boa" aparência.

Então, como saber diferenciar? Como encontrar um equilíbrio, para que os cuidados com a minha aparência não se transforme em vaidade? Segue abaixo alguns pontos a serem considerados:

Primeiramente, temos que entender que a nossa definição de beleza, na grande maioria das vezes, nem de longe se parece com a definição de beleza que Deus tem de nós. Nossa definição é baseada, basicamente, no padrão que o mundo nos impõe como sendo belo. E toda definição de conceitos que o mundo tenta definir, sem levar em consideração o que Deus entende por esses conceitos, a tendência natural nossa é distorcer completamente as vontades de Deus para as nossas vidas, a tendência é seguirmos os conceitos do mundo ao invés dos conceitos de Deus.

Por longo de toda a Bíblia temos inúmeros exemplos de pessoas belas aos olhos de Deus, mesmo sendo todos pecadores, temos pessoas que agradaram a Deus com suas vidas, e, eu não me lembro de nenhum caso, onde alguém foi exaltado por conta da sua aparência bonita e bem vestida.

Se levarmos em conta que tudo que não provém de fé é pecado (Rm 14:23) e que temos que fazer tudo para a glória de Dele (1Co 10:31). O tempo que a gente gasta preocupados com a nossa aparência está sendo usado para glorificar a Deus?

Todo o tempo que perdemos não volta mais, somos instruídos pela Bíblia a remir nosso tempo aqui na Terra. Além do tempo que gastamos com isso, devemos considerar o dinheiro gasto. Será que esse dinheiro investido glorifica a Deus de alguma maneira?

Faça uma comparação simples: o tempo e o dinheiro investido com a minha aparência se comparados com o tempo diário e o dinheiro que eu invisto no Reino de Deus é semelhante? Se for parecido algo está muito errado. O tempo e dinheiro devem ser infinitamente menores se considerarmos o valor eterno que nossa alma possui, comparado ao valor mortal do nosso corpo.

Somos um povo que deve refletir a Cristo em nossas vidas. A nossa aparência reflete a Cristo ou reflete a vaidade?

Não quero ousar dizer com tudo isso, que não devemos ter nenhum tipo de cuidado com nossa aparência, que não devo me vestir apropriadamente, e que uma mulher não deve se arrumar para agradar o seu marido, mas temo que a real motivação não seja essa. O nosso orgulho muitas vezes nos impede de identificar as reais motivações no nosso coração. Não se esqueça, vaidade é igual a vanglória.

O foco sempre tem que ser glorificar o Senhor. Você tem glorificado a Deus com sua maneira de ser, como seu tempo, com o seu dinheiro e com sua aparência?

Que não sejamos como o Rei Salomão que um dia analisou sua vida e descobriu que tudo era vaidade. 

Eclesiastes 1:2 "Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. "

Que Jesus nos ajude a ter esse equilíbrio para que possamos fazer da nossa vida toda uma oferta a Deus.

Fernando.