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terça-feira, 24 de março de 2020

Quando a Alfição se Torna Passageira!





         “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” João 16:33


                 Ao assistir um filme, muitas vezes ficamos aflitos, esperando que as coisas terminem bem, é natural que desejemos poder controlar o curso dos acontecimentos até chegarmos ao grande final, que chamamos de “final feliz”.

              Todavia, diariamente somos sacudidos de um lado para o outro com as mazelas do mundo:

Dificuldades financeiras, problemas de saúde, relacionamentos despedaçados, aprendemos o quão frágil somos e como nossa vida pode mudar em “um segundo” completamente. Todas as certezas que podemos ter com relação a nossa conta bancária robusta podem ser desmoronadas com a chegada de uma doença terminal.

         Aqueles que estão em Cristo também passam a perceber que não são mais tão amados do mundo ao seu redor, de um segundo para o outro, passam de ídolos do mundo para inimigos dele, todos os banquetes regados a imoralidade e carreiras profissionais alicerçadas no engano são transformadas por pessoas que passaram das trevas para a luz.

          A jornada rumo a cidade celestial começa, no processo que a Bíblia chama de santidade e tantas vezes parece que seremos esmagados, parece que não resistiremos. Chegam momentos em que  a noite escura da alma parece não terminar e nosso folego e esperança por tantas vezes parece que não irão persistir.

           O problema de tudo isso diz respeito a onde colocamos nossos olhos, é que precisamos olhar na direção certa, precisamos lembrar que tudo isso não passa de “um breve momento”.  Podemos ter essa certeza, ao olharmos para vitória de Jesus ao vencer a morte, ao passar por tudo isso e garantir a nós por sua obra, que também venceremos! 

          Todas as vezes que você estiver quase desistindo, não olhe para si mesmo, mas erga seus olhos aos céus e clame por socorro, tenha certeza de que o Seu Deus lhe escuta, Seus olhos não estão fechados, nem Seus ouvidos encolhidos. Jesus sabe exatamente do que você precisa, e Ele lhe diz:
          
                                            “Animo, eu venci o mundo!”

O antídoto para isso esta próximo, basta olhar na direção certa! Nos arrependendo de nossa auto-suficiência, para podermos olhar sem impedimentos para Cristo, e o mais impressionante e reconfortante disso é: 

            "Você pode se achegar diariamente aos pés de Cristo, diante do trono da graça em busca de mais ajuda! Não existe impedimentos para aquele que crê nEle, não existe limites para o socorro."

Olhe na direção certa, e venha diariamente! Não seja impedido, venha e continue vindo, ao trono de graça, busque sua ajuda, encontre sua amizade, receba seu socorro!

Que a paz e a graça de nosso Deus e pai e de nosso Senhor Jesus Cristo sejam sobre nós! Desta forma, vivendo e enxergando a vida com essa perspectiva, certamente compreenderemos que a aflição não passa de um instante, por isso coragem e ânimo, a caminhada para casa é dura, mas a chegada é certa! 



 Em Cristo

sexta-feira, 20 de março de 2020

O testemunho da esposa no lar (1 Pedro 3:1-6)


                  



                                      O TESTEMUNHO DA ESPOSA NO LAR

          Texto 1 Pedro 3 :1-6

Igualmente, vocês esposas, estejam sujeitas, cada uma a seu próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho sem palavra alguma, por meio da conduta de sua esposa, 2ao observar o comportamento honesto e cheio de temor que vocês têm3Que a beleza de vocês não seja exterior, como tranças nos cabelos, joias de ouro e vestidos finos, 4mas que ela esteja no ser interior, uma beleza permanente de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus. 5Pois foi assim também que, no passado, costumavam se enfeitar as santas mulheres que esperavam em Deus, estando cada qual sujeita a seu próprio marido6Foi o que fez Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-o de “senhor”, da qual vocês se tornaram filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma.
          
                                  Explicação contexto imediato da carta

A carta de Pedro tem a intenção de incentivar os crentes a viverem vidas de acordo com tão grande salvação que eles têm em Cristo. Pedro,  a partir do capítulo 2, trata sobre os vários níveis de submissão que os crentes devem ter como forma de um bom testemunho. Ele já falou sobre a submissão aos governantes (2:13), ele já falou sobre a submissão aos chefes (2 :18), e agora Pedro entra no assunto de submissão das esposas aos seus esposos.

“A submissão bíblica envolve obedecer a palavra de Deus por confiança na soberania de Deus em todas as coisas.”

A importância do testemunho da esposa no lar.

Em primeiro lugar:

A testemunho de vida da esposa é uma ferramenta usada por Deus:

“Igualmente, vocês esposas, estejam sujeitas, cada uma a seu próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho sem palavra alguma, por meio da conduta de sua esposa”

    A esposa deve desejar a conversão de seu marido, porem da maneira correta, deve ser bíblica, deve realmente seguir as instruções bíblicas, aqui aprendemos que o testemunho fala sem PALAVRAS. Essa ênfase no procedimento em lugar das palavras também é aplicável a outras situações que os cristãos se vêm no contato regular diário com incrédulos (trabalho, família, colégio).

       Muitas vezes a vontade e o desejo é correto, mas a atitude é errada porque ela não é bíblica, o proceder é equivocado.

             Embora exista logicamente momentos para expor a palavra, Pedro indica que geralmente o proceder, a conduta que é a maneira que irá “ganhá-lo” para Cristo. Então se seu marido for descrente, (não obedece a palavra), ele está em rebelião contra DEUS, argumentar com ele de nada vai adiantar, porem suas atitudes, sua conduta, sua semelhança a Cristo, isso é o que segundo o texto, o ESPÍRITO SANTO usará para convencê-lo.

                                  ADVERTÊNCIA DO QUE NÃO FAZER:  

Quanto mais amarga ou ríspida, pior é, quanto mais você tentar sendo grosseira impondo suas vontades, pior será o tratamento dele com você, é um círculo vicioso.  

Vocês não devem viver suas vidas baseadas no que seu marido faz ou não faz, e sim nos mandamentos de CRISTO, seja piedosa mesmo que ele não seja.

“Aquele que está em Cristo deve andar como ele andou. 1 Jo 2.6”

 “O proceder deve começar por nós mesmos, não nos outros. A Bíblia não nos ordena esperamos os outros mudarem para então mudarmos. Pedro está deixando isso bem claro aqui.”

Em segundo lugar:

 2- A maneira de viver da esposa é uma pregação sem palavras.

   “2ao observar o comportamento honesto e cheio de temor que vocês têm...”

Pedro nos ensina que o esposo está “observando”, a maneira como esta palavra é utilizada no grego, traz a ideia de alguém que para e fica reparando. Alguém está analisando algo por meio da observação. Neste caso é necessário ver um comportamento que tem reverência por Deus e que é transmitido pelo testemunho de vida.

Pedro também pode estar orientando as mulheres cristas a não se tornarem um obstáculo a conversão do marido pelas tentativas constantes de ganhá-los com argumentos, discussões, disputas e até mesmo ameaças. Muitas esposas bem intencionadas acabam afastando o marido descrente mais e mais pela maneira insistentemente irritante de convencê-lo por argumentos.

                               A IMPORTANCIA DA AUTO ANÁLISE

Existem pelo menos duas boas perguntas para serem feitas a todas as mulheres, qual tipo se encaixa melhor a você:

A- Um exemplo de testemunho:

Seu esposo enxerga em você, embora ele não conheça a CRISTO, uma serva de CRISTO, ele sabe que suas atitudes estão baseadas na palavra dele, que você tem como verdadeiros princípios de vida firmados na palavra de DEUS?

B- Uma pedra de tropeço:

Seu esposo enxerga em você uma mulher que parece uma goteira, que está sempre questionando todas as decisões, que não se comporta com doçura, com mansidão. Em outras palavras uma mulher chata.... uma mulher briguenta, uma mulher que não aceita nenhuma decisão que venha de seu marido e assim desobedecendo aquilo que Deus ordenou.

“A sua conduta diária será a parte visível de uma ação sobrenatural invisível que acontecer quando você creu em Cristo como Seu salvador”

Em terceiro lugar:   

3- A esposa deve se preocupar com a beleza que agrada a DEUS.

“3Que a beleza de vocês não seja exterior, como tranças nos cabelos, joias de ouro e vestidos finos, 4mas que ela esteja no ser interior, uma beleza permanente de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus”

 Pedro ensina que a beleza que realmente deve ocupar a mente e o coração das mulheres que são cristas. A maior preocupação não de consistir em coisas visíveis e externas, que perecem, mas em realidades espirituais invisíveis que são eternas. A principal beleza não é a que por vezes achamos ser a mais importante, porque essa com o tempo se desgasta, é passageira.

                                                   UM ALERTA:

 Não é uma condenação a beleza exterior, não confundir deixar de se arrumar, se cuidar, até mesmo uma melhor saúde para poder servi-lo melhor a Deus.

“Mas sim dando o verdadeiro valor pra cada uma delas, o que realmente fará a diferença para a vida de seu marido é você se preocupar primeiramente com o seu coração, uma beleza que não perece, que tem valor eterno que é vista em um espírito manso (humilde) e tranquilo (sua maneira e reagir em relação ao marido e ao mundo)  E ISSO É O CARATER DE CRISTO.”
  
                    O exemplo do passado serve de exemplo para o presente

5Pois foi assim também que, no passado, costumavam se enfeitar as santas mulheres que esperavam em Deus, estando cada qual sujeita a seu próprio marido”

    Esse é o exemplo das mulheres santas de Deus no passado, que tem em Sara o exemplo de uma beleza que agrada a Deus, que não é o exterior.Mulheres que “esperavam em deus” (confiavam e obedeciam a Deus) e assim essas mulheres se vestiam com um espírito manso e tranquilo, se sujeitando a seus maridos, pela confiança e obediência a palavra de Deus.

                “Enquanto cultivar um espírito manso e humilde tem valor eterno, o cultivar da beleza de joias, roupas irá perecer e desaparecer.”

             Talvez muitas mulheres reconheçam a necessidade da mudança, mas nunca coloquem em prática. Uma vez que a verdade exposta alcançou o alvo do coração, é necessário partir do conhecimento para a prática.

                               SUGESTOES PRÁTICAS PARA O COMBATE:

11-    Organize sua vida de tal forma a você ter um momento íntimo e diário em oração a Deus.
2
22-  Programe sua rotina diária de tal forma que você terá tempo para ouvir a voz de Deus através da leitura Bíblia.
33-   Não subestime jamais que você está em guerra, guerra contra o pecado, contra o mundo e contra Satanás, vigie diariamente o que você vê e o que você faz.

“Peca a Deus diariamente que lhe conceda a alegria que está em Cristo como seu maior tesouro e insista em pedir a Deus que lhe dê esse vislumbre da glória que está em Cristo para que o pecado se torne cada vez mais amargo e Cristo cada vez mais doce.”

Por isso a importância do testemunho da esposa no lar é uma ferramenta utilizada por Deus para conversão dos maridos descrentes. O testemunho de vida tem o poder de ser uma pregação diária sem palavras e as mulheres devem se preocupar com a beleza que não perece, a preocupação da beleza que agrada a Deus.

Em Cristo

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Porque mesmo com todos argumentos, alguns não querem acreditar em Cristo?...A Bíblia Responde#79










 Por que a fé é algo tão dificil de conquistar para uma mente tão critica?





Olá!

Obrigado pela interessante pergunta, esta é uma constatação que vemos realmente no dia a dia, como também vemos por tantos exemplos bíblicos.

A fé é a convicção da verdade de algo, relacionado a Deus e seu relacionamento, depositando confiança nisso, a fé é o principio ativo, a confiança. A diferença entre crença e fé, é que crença é acreditar na verdade sobre algo, e fé é acreditar e confiar nela. A crença em sua existência histórica (Jesus) e na verdade de suas doutrinas pode ser produzida pela evidências externas, mas a fé referente a missão de Cristo através do testemunho de Deus (Jo5,24) e do próprio Cristo (Jo 3,18) e a confiança nele para salvação não se consegue do mesmo modo, ela é dom de Deus (Ef 2.8) O espírito aplica a verdade a alma.


Tentando tornar mais simples, podemos e temos argumentos externos sobre a historicidade de Cristo, podemos até mesmo "sermos mais convincentes" em um debate sobre argumentos e fatos, mas o ponto é que a Bíblia nos ensina que a fé é um dom de Deus concedida pelo Espírito Santo, ou seja, ela é sobrenatural. Sem a ação sobrenatural de Deus a pessoa jamais irá acreditar, mesmo que você tenha os melhores argumentos possíveis. 

Minha dica e sugestão é:

Devemos estar preparados para explicar a razão de nossa fé (1 Pe 3,15), devemos ler as Escrituras constantemente, demonstrar a sua verdade com esforço e determinação, mas jamais devemos pensar que a fé pode estar sendo produzida nos outros por melhor argumentadores que sejamos, porque ela é um dom de Deus (Ef 2.8), no entanto Deus pode nos usar como instrumentos para falar a verdade e despertar os eleitos dele a fé (Tt 1.1-4), porque a fé é despertada através da pregação do Evangelho (Rm 10.17). 

A fé cristã não é irracional, como muitos pensam, podemos claramente demonstrar os acontecimentos históricos pelos quais nossa fé também se apoia, mas como expliquei antes, tudo isso faz parte da crença sobre algo e é diferente da fé que deposita sua confiança e vida nela, que só pode acontecer por meio da ação de Deus.

A Bíblia descreve que antes que Deus conceda a fé salvadora, todos estão mortos em delitos e pecados (Rm 3.23), então porque muitas vezes mesmo com provas suficientes sobre a verdade do Evangelho eles não creem? Novamente a Bíblia ensina que estão em uma cegueira espiritual (2 Co 4.4) e por isso não desejam a Cristo, precisamos saber explicar a mensagem do Evangelho, sobre a morte de Cristo por nossos pecados (Jo 3.16) e sua ressurreição (Rm 10.9) para que eles venham a fé dada por Deus, tudo isso deve ser feito com uma postura humilde de nossa parte, clamando a Deus em oração que os salve. 



Em Cristo




sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O que é Evangelizar?...A Biblia Responde#61




 Oi eu queria saber quais são os metodos errado de se evangelizar, e os certos...



Olá!

Acredito que uma das coisas que mais equivocadamente acontece nos nossos dias é o que quer dizer "evangelizar", o Evangelho é uma mensagem, logo evangelizar é proclamar esta mensagem de boas novas, se existem boas novas é porque antes existia a notícia ruim, todos pecamos e carecemos da glória de Deus (Rm 3.23) e Deus enviou Seu filho para que todo que nele crê não morra mas tenha a vida eterna (Jo 3 .16).  Então, basicamente toda vez que você quiser Evangelizar alguém, é necessário contar a má notícia(somos pecadores) e em seguida anunciar as boas novas de salvação em Cristo. 

Para evangelizar, precisamos entender de nosso estado perdido sem Cristo e porque precisamos da salvação em Cristo.

Isso não quer dizer que não existam as "pré-etapas" de evangelização, como demonstrar amor pela pessoa, criar vínculos de relacionamento, muitas vezes vamos ter que saber explicar a razão de nossa fé  (1 Pe 3.15), muitas vezes teremos que ser aptos a demonstrar a veracidade do cristianismo, que não é uma fé cega que salta no escuro...através de fatos históricos ou lógicos. Podemos também convidar para ir na Igreja, onde provavelmente eles escutarão sobre o Evangelho (se for uma Igreja centrada na Bíblia verdadeiramente), podemos falar da grandeza de Deus, como criador da Terra e céus. Tudo isso é válido, mas isso não é evangelizar.  

Evangelizar é trazer a mensagem da necessidade da cruz de Cristo para que os  pecadores  se arrependam de seus caminhos.

Em nossos dias, as pessoas, infelizmente por ignorância da palavra de Deus ou de propósito mesmo trocam essa mensagem por, sucesso, vitória com coisas do tipo prometer que a pessoa com Jesus não terá mais problemas, ou então que com Jesus as dificuldades financeiras não existirão mais, é uma praga de nossos dias chamada de "teologia da prosperidade", que simplesmente esquece da mensagem do Evangelho. 


Em Cristo










sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Posso viver da maneira que quero, sem me importar com Deus?...A Bíblia Responde#47







Deus aceita eu querer coisas diferentes para minha vida, diferentes do que todos querem e até mesmo ele planejou? Não quero viver eternamente nem ir para o céu, ao fim da vida quero fechar os olhos e não mais abri- los. Sou uma pessoa que gosta de viver sozinho e não gosto de me envolver em nada, nem em questões humanas nem espirituais. Ou seja não quero fazer parte de nada, nem de sociedade, nem de igreja. Não me importo com nada, nem com ninguém. Não que eu seja contra as pessoas ou contra a Deus, simplesmente não me importo com nada, quero apenas ter paz e em determinado tempo deixar de existir. Não quero nem Deus nem o diabo. Nem céu nem inferno. Não quero me envolver, essa guerra não é minha e não gosto dela. Como Deus vê meu posicionamento???? Ele vai me condenar por não querer fazer parte de nada????


Olá!

Apesar da resposta para sua pergunta ser muito simples, eu sinto a necessidade de explicar resumidamente o ensino Bíblico para tantas questões que você colocou.

A Bíblia nos conta a história da humanidade. Ela nos ensina que existe um criador (Deus) que criou tudo, tanto o homem quanto o universo, para Sua glória (Gn 1).  A Bíblia nos conta que os primeiros pais, Adão e Eva, viviam em um estado de harmonia e presença de Deus em uma aliança de obediência.

No entanto, ela nos traz um fato. O homem desobedeceu, e assim com esta desobediência entrou o pecado no mundo, esse pecado afetou todo universo, trazendo desordem e rebeldia perante Deus (Gn 3). Esta é a notícia ruim, o homem se tornou rebelde, para com seu criador, ele se tornou inimigo de Deus.  Todavia, a Bíblia nos conta que existe uma boa notícia (esse é o significado da palavra Evangelho). Deus prometeu que iria novamente proporcionar um meio para que a humanidade tivesse um relacionamento novamente com Ele. Qual a forma que isso poderia acontecer? Como pagar um preço tão elevado a um Deus Santo?

Somente com uma pessoa de igual importância, capaz de viver um vida perfeita e pagar o preço pelos pecados dos homens (Jo 1.1-5). Então Deus em Seu amor, sem merecimento nenhum por parte dos homens, envia Seu Filho Jesus, para sofrer na cruz do Calvário, uma morte de cruz, recebendo o pagamento dos pecados em si mesmo (Is 53.5), para que todo que nele crê não pereça (Jo 3,15).

Essa é a boa notícia, Cristo trouxe o Evangelho da Paz (Ef 6.15). A paz que a Bíblia se refere não diz respeito com uma paz do tipo, "me deixem quieto", ou não "mexo com ninguém". Esta paz significa que aquele que está em Cristo, tem paz com Deus, seu relacionamento foi restaurado por méritos de Cristo. A paz que a Bíblia ensina não é relacionada simplesmente com não querer indisposição com alguém, mas ela traz a ideia de reconciliação, uma reconciliação em amor, sem Cristo permanecemos inimigos de Deus.

Ensinos trazidos pela Bíblia:

*A Bíblia ensina que Deus criou todas as coisas, ele é eterno, sempre existiu e sempre existirá (Sl 145.13).

*A Bíblia nos ensina que o criador tem uma Lei, mesmo quando reconhecemos isso ou não, sendo assim sua Lei é o padrão para vida do homem, não nossas opiniões, Seu julgamento é baseado em seu padrão, não no padrão de nossas mentes (Sl 19.7).

*A Bíblia ensina que Deus sempre foi e é auto-suficiente nele mesmo.  Deus sem o homem continua sendo Deus, o homem sem Deus não é ninguém.  O Deus da Bíblia é muito diferente dos deuses da mitologia grega, onde aqueles eram dependentes das orações dos homens para sobreviver, o Deus da Bíblia é soberano e todo poderoso (Sl 86.10).

*A Bíblia ensina que existe uma realidade futura na vida de todos os homens, quer acreditemos ou não, quer queiramos ou não. As pessoas quando morrem tem dois destinos, céu ou inferno (Mc 16.16) .

*A Bíblia ensina que o homem está em inimizade com Deus, a não ser com a reconciliação, ou paz que Cristo trouxe, não por obras, mas sim pela fé Nele (Jo 14.6).

*A Bíblia ensina que somos pecadores incapazes de pagar a pena imposta para o pecado (Rm 3.23). É impossível para o homem se tornar por si próprio, amigo de Deus, sendo assim, ele precisa de um Salvador  para sua situação diante de Deus e somente Jesus pode ser este intermediador. Porque esta salvação não é adquirida por boas obras, porque ninguém é capaz de agradar  a Deus pelas obras.

A Bíblia ensina que existem somente duas famílias, aqueles que estão unidos a Cristo pela fé e confiança como Seu Salvador, são chamados filhos de Deus e aqueles que são da família de Satanás(1 Jo 3.9).


Gostaria de que você soubesse e avaliasse profundamente o que vou lhe dizer:

Deus não criou o homem porque precisava do homem, o homem não tem nada para oferecer que Deus necessite, entende? Deus controla todas as coisas segundo a sua vontade, a Bíblia nos descreve que Satanás já está derrotado, embora ainda hoje tente causar o máximo de danos que conseguir. Deus já deixou descrito em Sua Palavra, a Bíblia, que chegará o momento em que Ele restaurará todas as coisas, dentro de Sua vontade, eliminando de uma vez por todas o pecado, esmagando Satanás.

A idolatria descrita pela Bíblia, não se limita a imagens feitas de pedra ou metal. Todas as vezes que colocamos algo ou alguém ocupando o lugar de Deus, isso é idolatria. Isso está acontecendo com você, quando você diz que não se importa,  você simplesmente está se colocando como mais importante que Deus, mesmo que sem perceber.

Todos fazem parte de uma família, ou de Deus por causa de Cristo somente, ou do Diabo por causa do pecado. Deus como um justo juiz, santo, retribuirá a cada um segundo isso. Não existe neutralidade entende? Aos olhos de Deus, se você não tem a Seu filho, Jesus, você está condenado.

Pense com seriedade, porque o lugar preparado para todos aqueles que não entregam suas vidas em arrependimento dos seus pecados e confiança a Cristo passarão a eternidade no inferno, que será um lugar terrível, não porque o Diabo estará lá, mas porque lá será o lugar onde toda justiça de Deus será derramada. Aqueles que lá estiverem passarão 50 anos sofrendo e olharão como se fosse terminar, mas então continuarão sofrendo mais 50, 100, 1000 anos, isso é eternidade (Mc 16.16). Não tem final, não deixarão de existir,  é para sempre. Espero que você possa refletir a respeito e que Deus lhe conceda o arrependimento e o desejo pela comunhão com Ele através do único caminho, Jesus Cristo.

Foi para isso que fomos criados, para glória de Deus.

Em Cristo.

Guinho

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Existe crente carnal?







A existência do crente carnal a luz de 1 Co 3.1-4.

Como sabemos, a grande maioria das heresias e erros doutrinários afirmam serem baseados nas próprias Escrituras, mas que quando analisado mais profundamente de fato possuem distorções do Ensino Bíblico como um todo. A doutrina em que ensina a possibilidade de que o crente tenha recebido a Cristo como Seu Salvador, mas que ainda não o reconhece como Seu Senhor, é amplamente aceita em meios evangélicos, justamente pela má interpretação, deste principal texto de 1 Co 3.1-4, porque quando confrontados pela plenitude das Escrituras, encontramos somente duas categorias de homens, regenerados e não regenerados (Rm 8.1-9) convertidos e não convertidos.

Para podermos entender melhor é importante entendermos o contexto e propósitos da carta de Paulo aos Coríntios.


Contexto histórico e cultural.

O apóstolo Paulo escreveu a carta aos Coríntios, (1 Co 1:1-3) na década de 50 d.c, provavelmente na metade do ano de 55 d.c. A cidade de Corinto era a capital comercial da Grécia. era uma cidade muito importante e influente não só para a maior parte da Grécia, mas para muitas áreas do Mediterrâneo, através de seus portos de Cencreia na parte oriental e o de Lequeu na parte ocidental, porque era uma passagem praticamente obrigatória para os comerciantes que vinham ou iam da Espanha, Ásia Menor, Itália, Sicília, Síria, Fenícia, Egito que geralmente faziam a transferência de suas cargas para navios maiores nos oito quilômetros do istmo ou rebocavam as embarcações menores da terra para o mar sobre oito quilômetros de trilhos [1].

Sendo assim, Corinto era conhecida por sua riqueza, opulência e prosperidade em vista do comércio destes portos, esta cidade se achava tão dominada pelos vícios com as quais as cidades comerciais são infestadas, ou seja, a luxúria, a arrogância a vaidade os prazeres, a cobiça insaciável e o egoismo desfreado. Também existiam as práticas de prostitutas cultuais que em nome de Afrodite ministravam diariamente no templo depravações raramente encontradas em outros santuários gregos, a ponto de que “Viver como um coríntio”, se tornou sinônimo de vida dissoluta e libertinagem.


Objetivos da carta de Paulo.

Foi neste local que Paulo se dirigiu em 51 d.c, onde fundou uma Igreja e posteriormente escreveu uma carta que tinha como objetivo corrigir os problemas que estavam ocorrendo naquela Igreja, vícios que entraram juntamente na Igreja, fazendo com que a disciplina bíblica ficasse deteriorada, algumas destas notícias Paulo recebeu através da casa de Cloe (1 Co 1:11), entre os assuntos tratados na carta estavam as divisões dentro da Igreja que não estavam preservando a unidade, também problemas quanto a imoralidade, liberdade cristã, casamento, desordem no culto público e até mesmo um inicio de apostasia na sã doutrina, com relação a um dos fundamentos da fé, referente a ressurreição dos mortos, fortemente marcados pela exortação de Paulo do uso da sabedoria humana ao invés da de Deus.


Tendo agora entendido melhor todas as questões da situação que estava ocorrendo na Igreja de Corinto, podemos nos ater de maneira mais específica no texto em questão, é possível pela afirmação do texto de 1 Co 3:1-4, classificar uma doutrina de crentes carnais, que receberam a Cristo como Salvador apenas?

Refutações a doutrina do crente carnal

Por vezes, o entendimento distorcido deste contexto geral, traz erros danosos aos dias de hoje, e um dos casos é relacionado com a ideia de uma terceira categoria de crentes, chamados crentes carnais.

A possível doutrina do crente carnal faz um uso equivocado, tanto de uma interpretação errada, quanto da aplicação errada de 1 Co 3: 1-4:

“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e, sim, como a carnais, como a crianças em Cristo...não é evidente que andais segundo os homens?

È importante novamente relembrar que esta carta aos Coríntios não é primariamente uma carta doutrinaria. Tal como toda a Escritura ela contém doutrina, mas não foi escrita (como a carta aos Romanos) para lançar alicerces doutrinários. A preocupação de Paulo era tratar de problemas práticos em uma Igreja nova, neste mesmo capítulo 3 Paulo vai dar continuidade falando o motivo porque ele os esta considerando carnais (v3), eles estavam com problemas quanto a divisões partidárias, (v4), mas de fato, esquecendo os preceitos elementares de Cristo, agindo assim de maneira equivocada e se parecendo com aqueles que nem conheciam a Cristo.

Isso é totalmente diferente de se fazer uma categoria nova de crentes que possa ser intitulada de carnais, por receberem a Cristo como Salvador, mas não como Senhor.

No capítulo 2,versos 1 e 2 Paulo cita o exemplo de sua própria pregação, baseada não em sabedoria humana, mas no poder de Deus, o Evangelho de Cristo, “...fui ter convosco anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou sabedoria...”, agora no capítulo 3 Paulo vai fazer a aplicação sobre o que falou no capítulo 2, “...não vos pude falar como a espirituais...”(1 Co 3:1-4).

A lamentação de Paulo referente ao esquecimento do ensino da glória de Deus, desta forma gerando partidarismo e divisão, uns dizendo “sou de Paulo”e outros “ sou de Apolo” (1 Co 3:4). Sendo assim, este texto faz menção ao problema dos corintios estarem disputando, fazendo grupos para seguirem, agindo com ciumes e contendas, desta forma sendo carnais, esquecendo que os alicerces de sua fé deveriam estar somente em Cristo. (1 Co 3:3).


Existe a possibilidade de receber a Cristo como Salvador e não como Senhor?

Esta talvez seja uma entre pelo menos 9 danos desta doutrina em nossos dias [2]. È importante lembrar que quando os apóstolos pregavam, proclamavam a Cristo como Senhor.
Interessantemente este é o versículo citado na placa da Igreja onde congrego que reforça ainda mais a impossibilidade de receber a Cristo como Salvador e não como Senhor:

“Porque nós não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor” (2 Co 4.5). Outro fato importante a ser levado em consideração é que a palavra Salvador ocorre apenas duas vezes em Atos dos Apóstolos (5.31 e 13.23), por outro lado o título Senhor é mencionado 92 vezes, Senhor Jesus, 13 vezes e Senhor Jesus Cristo 6 vezes no mesmo livro, o Evangelho é:

“Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa. (At 16,31)”.

“Esteja absolutamente certa, pois, toda casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo (At 2.36) e ainda: “Cristo morreu e ressurgiu para ser Senhor, tanto de mortos como de vivos (Rom 14,9)”.

É impossível receber a Cristo como Salvador se Ele também não for seu Senhor.


As dificuldades na vida cristã.

Com isso, não estamos afirmando que não existem dificuldades na vida do crente, tão pouco que não exista pecado na vida do crente, ou então que não existam estágios de crescimento espiritual, sabemos que em certo sentido todo crente é carnal “...a carne milita contra o Espirito (Gl 5:17)”.
Todavia, isso não quer dizer que existam três categorias de pessoas, o próprio Paulo quando trata de categorias só conhece duas, ele divide os homens em “naturais” e “espirituais” (1 Co 2:14-15). Certamente aqueles cristãos de Corinto eram imperfeitamente santificados, como, sem dúvida, são todos os crentes em maior e menor grau. Mas Paulo não estava dizendo que eles eram caracterizados pela carnalidade em todas áreas de suas vidas, Paulo estava reprovando um fruto específico da carnalidade, em um certo aspecto e não expondo uma doutrina geral da carnalidade [3].

È impossível usar este texto para dividir as pessoas em três categorias: Não convertidos, crentes carnais e crentes espirituais, e é impossível ter a Jesus como Salvador e não como Salvador.

Conclusão

Tendo esclarecido esta questão errada, podemos ver que esta doutrina do crente carnal, que considera Cristo como Salvador mas não como Senhor, não pode ser sustentada com a interpretação equivocada de 1 Co 3. Um dos principais problemas em relação a esta posição se dá relacionado a abrigar no seio da Igreja pessoas que de fato nunca foram regeneradas pelo Espírito Santo, crentes nominais.

Esta doutrina leva ao sério risco de não ver a necessidade do chamado ao arrependimento e confissão de pecados, é necessário deixar bastante claro que nem todo que chama Senhor, Senhor entrará no Reino dos céus (Mt 7.21). Que possamos exortar e chamar estes que podem se alicerçar nesta má compreensão sobre carnalidade, para viver uma vida reta diante de Deus, porque o reconhecimento dEle como Senhor é parte integral e necessária da conversão.

Termino com esta citação de A.A Hodge que escreveu: Você não pode receber a Cristo para justificação a não ser que o receba para santificação, a separação da justificação e da santificação é tão impossível de separar, quanto a circulação do sangue da inalação do ar, apesar de serem duas coisas diferentes você não pode ter uma e não ter a outra. Por igual modo a justificação e a santificação, elas se combinam e constituem uma única uma vida.


Em Cristo Senhor



Guinho







Notas

1- O Plano da Promessa de Deus-Walter C.Kaiser Jr. Pág.287,288- Ed. Vida Nova.
2- Existem pelo menos 9 danos grandes desta doutrina do crente carnal, 1-Uso errado de 1 Co 3, 2- As bençãos da Nova Aliança são distintas, 3-A fé salvadora e a fé espúria não são distinguidas, 4- A omissão do arrependimento, 5- Ensino errado sobre a segurança da salvação, 6- Conceito inadequado do pecado, 7- Necessidade da segunda operação da graça, 8- Conceito errado de Cristo, 9- Falsa espiritualidade. Extraidos de: Existe Mesmo o Crente Carnal? Ernest Reisinger- Ed. Fiel.
3- Existe Mesmo o Crente Carnal? Ernes Reisinger- Pág 17- Ed. Fiel