Mostrando postagens com marcador Depravação Total. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Depravação Total. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Somos miseráveis diante de Deus?... A Bíblia Responde #108

Somos miseráveis diante de Deus? O que é a miséria do homem perante Deus?

A Palavra de Deus nos diz que somos miseráveis (Rm 3:20). E o que a lei de Deus exige de nós? Isto Cristo nos ensina num resumo, em Mateus 22:37-40: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. " Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas".

E sabemos pela própria bíblia que não conseguimos observar perfeitamente a lei de Deus (Rm 3:10,20,23), porque por natureza sou inclinado a odiar a Deus e meu próximo (Gn 6:5; Gn 8:21; Jr 17:9; Rm 7:23; Rm 8:7; Ef 2:3; Tt 3:3).

Essa é nossa miséria diante de Deus, nossa incapacidade natural de amarmos a Deus e cumprirmos a Sua Lei.

Em Cristo.



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Pecado: Uma Perspectiva Bíblica - 1João 1.8-10


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Os Juramentos e o Compromisso dos Cristãos com a Verdade


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Você Pergunta... A Bíblia Responde #15



SE A SALVAÇÃO, DEPENDE UNICAMENTE DE DEUS...PQ A MORTE DE CRUZ?

Encare a morte de cruz como um ato judicial de Deus para seu povo. O homem rejeitou a Deus, está em rebelião, culpado e condenado. Um homem não pode pagar a pena de condenação de outro homem pois toda a raça humana está condenada[1].

Apenas alguém que represente tanto Deus quanto a humanidade pode resolver essa equação, foi então que Deus enviou seu filho Unigênito, Jesus Cristo, totalmente homem e totalmente Deus, somente Ele pode representar Deus, pois Ele é Deus (Jo 4:26), e somente Ele pode representar a raça humana, pois é totalmente homem[2].

Dentro de sua humanidade Jesus não tinha um único delito sequer contra Deus, por isso, o seu sacrifício foi totalmente suficiente para aplacar a ira de Deus contra aqueles que o aceitam como Senhor e Salvador em suas vidas, e totalmente suficiente para pagar a nossa, impagável, dívida de pecado.

Deus olha para nós agora e vê a obra redentora de Jesus Cristo naquela cruz, é isso que nos garante livre acesso à Ele, e isso é o que nos garante o perdão divino.

Por conta disso a salvação foi uma obra inteiramente da graça divina de Deus, que interviu na história e concedeu perdão aos pecados da humanidade através da morte na cruz do seu Filho Unigênito, Jesus Cristo.

Obra redentora é o que significa a morte na cruz, o próprio Deus vindo para levar o pecado do homem cometido contra Si.


Leia mais sobre a obra de Cristo e a sua morte na cruz:



1 – Leia sobre a doutrina da depravação total aqui: http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=295


terça-feira, 19 de março de 2013

Devocionais Sobre a Glória de Deus: #2 Nossa Falha Em Vivermos De Acordo




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Graça Irresistível



T.U.L.I.P – (I.rresistible Grace) Graça Irresistível;

A partir do momento que admitimos que o homem é radicalmente depravado, que o homem está no estado de total rebeldia contra Deus, então também admitimos que o homem por si só não consegue se reconciliar com O criador e consequentemente não encontra a salvação, conforme Jesus mesmo afirma “... Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível.” (Mt 10:26) .

Por conta disso a graça irresistível se faz necessária e indispensável para a salvação do homem. Segundo John Piper em uma das suas pregações “a graça é resistível até que Deus queira que ela seja resistível.”i

Graça Irresistível -O calvinismo entende que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido como regeneração. Desde que todos os espíritos mortos (= alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (= regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida. No momento que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus. ii

Quanto cada eleito de Deus se volta para Cristo de maneira salvífica, isso está diretamente ligado com a obra regeneradora do Espírito Santo que nos é concedido através da Graça de Deus. E se é somente através dessa graça que o homem é regenerado, pois pela sua própria vontade não seria possível, tendo em vista que o homem não possui mais livre-arbítrio e sim escravo-arbítrio, então só podemos considerar essa Graça como Irresistível.

O exemplo de Paulo: Atos 9:1-20.

Saulo, ainda respirando ameaças e morte contra os discípulos do Senhor...”At 9:1. Assim encontramos o estado do apóstolo Paulo momentos antes de ser totalmente regenerado pelo encontro com Jesus Cristo na estrada para Damasco.

O exemplo de Paulo reflete a realidade do estado humano em total rebeldia contra Deus, e somente através de um ato miraculoso de ação do Espírito Santo é possível a conversão do homem.

O exemplo de Lídia: Atos 16:14-15.

Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso.”

Lídia era temente a Deus, mas o que nos chama a atenção no texto é o ato de Deus em abrir o seu coração para que ela atendesse às coisas que Paulo dizia, e, a partir desse ato divino é que houve o entendimento do Evangelho e com isso ela foi batizada juntamente com toda a sua casa.

O endurecimento do povo Judeu: Atos 28:24-28.

Houve alguns que ficaram persuadidos pelo que ele dizia; outros, porém, continuaram incrédulos. E, havendo discordância entre eles, despediram-se, dizendo Paulo estas palavras: Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse:Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis. Porquanto o coração deste povo se tornou endurecido; com os ouvidos ouviram tardiamente e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, para que não entendam com o coração, e se convertam, e por mim sejam curados. Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão.”

Muitos usam esse texto para afirmar que a Graça é resistível. Deus realmente não esmaga a vontade do homem, apesar de que se Ele assim desejasse Deus poderia fazer, como vemos no exemplo do apóstolo Paulo. Apesar de Deus não passar por cima da vontade humana Ele usa essa vontade para fins maiores, como no exemplo acima, onde usando o próprio endurecimento do coração do povo Judeu alcançou com isso o povo gentio.

A Graça é irresistível devido o estado da natureza humana em rebeldia contra Deus, pois, caso a salvação dependesse unicamente do homem seria impossível que um único fosse salvo. Portanto, temos que transferir essa responsabilidade para Deus, caso contrário não teríamos esperanças.

O homem está morto em seus delitos e transgressões e é impossível um morto gerar vida nele mesmo, precisamos da interferência de Deus para que seja possível um novo nascimento. O homem precisa nascer de Deus, precisa da Graça Irresistível.

Glórias a Deus.

Fernando Di Domenico


iFonte: http://youtu.be/T2A0nzyn9ZA
iiFonte: http://www.monergismo.com/textos/jcalvino/joao_calvino_5pontos_silverio.htm

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Pecado e a Depravação Total

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSlh-hNRSwigkHUtb7OZEYkgIuu_S1ZIi8glYTVyzDaoGM3ocXgYVqaAVSoUHKiY-BOn21GkslshB5XKbdnXX9mkK-_VkHJycI7jVhOSvpzl8W2yx6UbGluE-vssA_KaL8u8ylp6oNKgc/s1600/correntes.jpg

Entre as coisas mal compreendidas hoje, se encontra a questão da doutrina do pecado, porque de maneira geral o ensino de que o homem nasce inerentemente bom, que as pessoas pecam porque a sociedade exerce uma influência sobre elas, que o ambiente é que o corrompe, ao invés do ensino bíblico que diz que é a nossa natureza, então sendo este o entendimento do pecado, surge a pergunta:

Como a sociedade se tornou corrupta? Se as pessoas nascem boas e inocentes , deveríamos esperar que pelo menos uma parte permanecesse boa e impecável, poderíamos encontrar sociedades não corrompidas, nas quais o ambiente seria condicionado pela pureza e não pela pecaminosidade, entretanto as sociedades mais comprometidas com a justiça, descobrimos que elas ainda tem problemas pela culpa do pecado.¹

Isto é ensinado pela bíblia como pecado original, ou queda, onde o ser humano representado em Adão, fez mal uso de sua liberdade, seduzido pela astucia e tentação de satanás, ao desobedecer a ordem e comer o fruto proibido, gerando o pecado. Pecado original não indica primariamente o primeiro ou original pecado cometido por Adão e Eva.

O pecado original refere-se ao resultado do primeiro pecado (a corrupção da raça humana). Pecado original refere-se a condição caída em que nascemos.

Com a queda, o homem trouxe sobre si cegueira, malícia, rebeldia e dureza em seu coração, o coração do homem passou a ser uma fabrica de desejos alternativos em relação a Deus, sexo, sucesso, saúde, carros, beleza, mas Deus não está lá, a universalidade do pecado não é justificado por fatores sociais ou ambientais, antes a causa é a natureza caída do homem.

Temos um grande problema que na atualidade esta palavra pecado ganhou um conceito muito errado, geralmente é relacionada com erros curriqueiros e comuns, como defeitos e escolhas erradas "que pecado esta cor de parede", mas na realidade essa palavra esta relacionada ao mais alto grau de ofensa contra a santidade de Deus, tudo aquilo que é feito não levando Deus em consideração, não levando o padrão perfeito de Deus, é pecado, devemos fazer todas as coisas para sua gloria (1 Co10.31).

Enquanto não se entende que Deus é luz, e não existe trevas nele (1jo 1.5), ou seja, todo tipo de pecado é uma ofensa contra um Deus santo, e este é o ponto central do pecado, pecado é a falta da glória de Deus (Rom3.23), todo pecado que é cometido até mesmo entre os homens, primeiramente é cometido contra Deus.

Somos pecadores, não porque pecamos. Antes pecamos porque somos pecadores. Davi diz: Eu nasci na iniquidade e em pecado me concebeu minha mãe (Sl 51.5).

Tendo entendido o que realmente é o pecado diante de Deus , poderemos dar continuidade da devastação do pecado no ser humano, o pecado afeta sim o ser humano em todas áreas de sua vida, e principalmente em seu relacionamento com Deus, o que chamaremos:

Doutrina da depravação total: (Pecado diz respeito a Deus)

Quando falamos em total, não estamos dizendo que o homem é tão mal quanto poderia ser, mas sim que tudo que se refere a Deus ele está morto, nasce morto , e sem ação do Espirito Santo continua morto, é impossível o homem salvar-se a si mesmo porque ele não é inclinado naturalmente a Deus, pelo contrário ele é inclinado naturalmente para o pecado e está em rebelião contra Deus.

O homem não quer (Jo5.40)e não pode vir a Deus (Jo6.44).

Em rebelião tudo que o homem faz é pecado, nossa incapacidade de se sujeitar a Deus é uma incapacidade total (Rom8.5-9). Existem dois tipos de pessoas, as que nascem da carne (homem natural sem regeneração), e as que nasceram do Espirito (regenerados).

Jonatan Edwards em seu livro, A liberdade da vontade, faz distinção entre moralmente incapaz (pode mas não faz) e fisicamente incapaz ²,(não pode fazer), é notável quanto o homem não faz o que deveria fazer, o fato de amar o mal , o que é contrário a Deus, não lhe desculpa por fazer o que é abominável a Deus., e por essa incapacidade em agradar a Deus, somos moralmente condenáveis diante de Deus, merecedores de punição.

Todo homem é descendente de Adão e permanece nele, sendo escravo do pecado
até que seja regenerado, o homem não é moralmente neutro, pelo contrário ele é inclinado para o mal, contra Deus, porque está sempre ativo em sua natureza pecaminosa, (Ef 2.3), se deleitando em tudo que é contrário a Deus, mesmo quando faz coisas lícitas, se não leva Deus em consideração continua sendo pecado, (Rom 14.23)
porque quando o homem faz alguma bondade visando sua glorificação ao invés de glorificar o único digno de honra e gloria, Deus. (Salmo115.1)

Mesmo quando objetamos que uma criança não tem pecado e é “inocente”, podemos citar o exemplo de que se você der um brinquedo a uma criança de 2 anos ,logo ela estará dispensando o brinquedo, mesmo que você incentive a brincar, todavia, quando uma outra criança é chamada a brincar com o brinquedo até então dispensado, ela simplesmente passa a querer aquele brinquedo e acha motivos para um verdadeira guerra, porque o coração mesmo de uma criança de colo, não é neutro, podemos constatar facilmente.

Em Cristo o homem sai deste estado depravado e incapaz de ver a beleza de Deus, para ser recapitulado por Cristo, ou seja Cristo já é a primícia da nova criação, ele é o segundo Adão, e todo que é regenerado passa a fazer parte do segundo Adão, logo, Ele é o cabeça e os crentes o corpo. Este é o resumo da doutrina da depravação total do homem.




Fontes:
(1)-R.C. Sproul-verdades essenciais da fé cristã.Ed Cultura Cristã pag.41-42
(2)- fisicamente incapaz, Edwards se refere a incapacidade de um bebe , e também na questão da incapacidade mental.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Mundo Não Gira em Torno de Você - Paul Washer

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgN2g83Tb5CukTK1ViSZxRLW6vLQdF1sfrApsf8TFySOs65pZ5yHL-GZKo9g6kkxPCfvgSytyllRi8CWfcg868tHaNrKNgHqHae6bFFikA43LunwoFMqrV925SEn2v_WeV-GlXcWd6oMaA/s1600/dEUS+Egocentrismo+%5BMero+Cristianismo%5D.jpg


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Vou poupar esse traidor!!





Há pessoas que acham que o pecador dá o primeiro passo rumo à salvação. Isso não é verdade. Deus sempre dá o primeiro passo. As pessoas nunca clamarão a Deus para salvá-las até que a obra da salvação já tenha sido começado em seus corações. Elas não querem a misericórdia de Deus. Elas fogem da graça que lhes é oferecida. Elas rejeitam o evangelho quando é pregado. Não virão a Cristo para que possam ter vida. Voltam suas costas para Deus de maneira obstinada e perversa. As pessoas só são salvas quando Deus, com Sua mão forte, leva-as até Cristo.

Não há nenhuma razão pela qual Deus deveria salvar os pecadores. Deus sabe que todas as pessoas são culpadas, como criminosos no tribunal de justiça. Ele sabe que Sua misericórdia pareceria ter sido jogada fora em homens assim.

Agora quero mostrar-lhes a graça soberana de Deus. Deus diz: "Vou poupar esse traidor; ele merece morrer, mas vou poupá-lo. Vou provar que sou rei e o Deus da misericórdia." Por que então Deus poupar alguns dos pecadores? Há apenas uma resposta para essa pergunta: "Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia" (Rom 9:15-16).

Não façam perguntas. Deus não explica às pessoas o que Ele faz ou porque Ele faz isso. Se vocês questionarem Sua realeza. Sua resposta será: "Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?" (Rom. 9:20). Peçam a Deus Sua misericórdia. No entanto, lembrem-se de que vocês não têm direito à Sua misericórdia. Peçam a Deus misericórdia, sabendo que Ele tem o direito de dá-la ou de recusá-la como Lhe aprouver. Se Deus quiser, Ele pode salvá-los; ou se desejar, Ele pode destruí-los. Vocês têm a obrigação de curvar suas cabeças e dizer: "Deus tenha misericórdia de nós, pecadores, salve-nos para Sua glória, para que Sua misericórdia e soberania possam ser claramente vistas."

Charles H. Spurgeon

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os Cânones de DORT

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9cO6EHqp4OK3emqDgGtxKERxFteGD8TzRevebyqHnTKPgtYQJ-7jkcL-u-ZpDJ6pDG1QvpXGIQNmioJqQhp_nb0jJKvjYQTq-QxdpvkF0Gi2pTe9OlMT9R8hCdhRirzrVUHPfMg_DdU1R/s400/canones.jpg


Podemos entender os Cânones de DORT, como uma reunião na Holanda, com intuito de defender a fé reformada, contra algumas acusações  em torno da teologia Arminiana, nas quais foram refutadas e declaradas antibiblicas e também em virtude de que ela contrariava as confissões Belgas e o catecismo de Heildelberg, de maneira que eles sugeriam mudanças na forma de suas confissões de maneira a ficar em conformidade com seu protesto conhecido como Remonstrance, que acolhia cinco pontos de fé, dentro de sua defesa de fé.

Embora essa tenha sido a principal causa, também existiram como sempre causas políticas, sociais, sendo que a Holanda era a principal fronteira para o rei James, perante o grandioso império Espanhol, radicalmente católico, e a não conformidade do entendimento das doutrinas calvinistas, possivelmente enfraqueceriam e poderiam dar entrada em uma inclusão Espanhola, dentro do Reino Unido, então além do tratamento de choque contra essa doutrina distorcida biblicamente, o perigo iminente de uma invasão no reino unido, fez com que o rei Tiago tomasse providencias para agilizar esse Sínodo.

Os pontos definidos pelo arminianismo 

Podemos resumir:

O homem consegue por não ser totalmente depravado no pecado, crer no evangelho quando lhe for apresentado.

1-O homem não está sujeito a Deus de tal modo que não consiga rejeitá-lo

2-A eleição divina esta baseada no fato de que Deus saberia quem creria e assim elegeu.

3-A morte de Cristo, não foi substitutiva e vicária e ela não garante a salvação, ela simplesmente criou a possibilidade de salvação para os que creem, 

4-Os crentes têm por sua própria e livre escolha manter-se em um estado de graça, e conservar a sua fé, aqueles que não conseguem mante-la se perdem e desviam-se.

5-A perseverança não é resultado de dom de Deus obtido pela morte de Cristo e nem da eleição, é uma condição que o homem de vê buscar pela sua livre vontade.

Fica então definido, que a salvação depende principalmente da vontade humana, pois a fé salvadora é tida desde seu começo até o final como obra do homem e não de DEUS.

Através da reunião do sínodo de DORT reunido em 1618, na Holanda a fim de examinar os pontos de vista de Arminio a luz de toda base bíblica, após um exame minucioso e detalhado feito pelos maiores teólogos da época, o Sínodo concluiu sob a luz das escrituras, que este tipo de ensino tinha que ser rejeitados como não bíblicos, foi tido por unanimidade, além desta rejeição, foram elaboradas as defesas bíblicas, com base em cinco capítulos de defesa, que ficaram então conhecidos como os cinco pontos do calvinismo e futuramente como TULIP.

Ficam registrados como refutação dos erros:

1-depravação total, Todos os homens são concebidos em pecado e nasce como filhos da ira, inclinados para o mal, escravos do pecado, a incapacidade do homem vir por si só a Cristo, em vista de que com o pecado, sua vontade é totalmente presa ao pecado e assim, ele é incapaz de vir sozinho, porque ele não deseja  e não pode vir a Cristo ,é necessário que tenha uma ação do Espírito Santo nele, para que ele possa ser liberto e assim seja trazido a Cristo.( Gn 2:17; Gn 6:5; Gn 8:21 / 1Rs 8:46 / Jo 14:4 / Sl 51:5 / Sl 58:3 / Ec 7:20 Is 64:6 / Jr 4:22; Jr 9:5-6; Jr 13:23; Jr 17:9 / Jo 3:3; Jo 3:19; Jo 3:36;Jo 5:42; Jo 8:43,44 / Rm 3:10-11; Rm 5:12; Rm 7:18, 23; Rm 8:7 /1Co 2:14 / 2Co 4:4 / Ef 2:3 / Ef 4:18 / 2Tm 2:25-26 / 2Tm 3:2-4 / Tt 1:15)

2-Eleição incondicional- Toda humanidade é condenável diante de DEUS, por isso não seria injusto se ele resolvesse deixar toda raça humana no seu próprio pecado e decidido condena-la por causa do pecado, e ela não é baseada em uma fé prevista, boa qualidade ou disposição, a eleição é a fonte de todos os bens da salvação, e é baseada no bom propósito de DEUS somente(Dt 4:37; Dt 7:7-8 / Pv 16:4 / Mt 11:25; Mt 20:15-16; Mt 22:14 / Mc 4:11-12 Jo 6:37; Jo 6:65; Jo 12:39-40; Jo 15:16 / At 5:31; At 13:48; At 22:14-15 /Rm 2:4; Rm 8:29-30; Rm 9:11-12; Rm 9:22-23; Rm 11:5; Rm 11:8-10 /Ef 1:4-5; Ef 2:9-10 / 1Ts 1:4; 1Ts 5:9 / 2Ts 2:11-12; 2Ts 3:2/ 2Tm 2:10,19/1 Pe 2:8 / 2 Pe 2:12 / Tt 1:1 / 1Jo 4:19 / Jd 1:3-4 / Ap 13:8; Ap 17:17)

3-Expiação limitada-A justiça de Deus exige punição, Deus é misericordioso e justo, sua justiça exige que nossos pecados, sejam punidos nesta vida e na futura, em corpo e alma, nós somos incapazes de satisfazer essa justiça, por nós mesmos não podemos nos livrar da ira de DEUS, então Ele em sua misericórdia deu seu único filho como fiador, em nosso lugar, ele foi feito pecado e maldição na cruz, essa foi a vontade soberana de DEUS, que a morte de seu filho fosse estendida a todos eleitos, (1Sm 3:14 / Is 53:11-12 / Mt 1:21; Mt 20:28; Mt 26:28 / Jo 10:14-15 /Jo 11:50-53; Jo 15:13; Jo 17:6,9,10 / At 20:28 / Rm 5:15 / Ef 5:25 / Tt 3:5 /Hb 9:28 / Ap 5:9)

4-Graça irresistível, Tendo o homem incapacidade de responder ao chamado, por sua incapacidade vinda do pecado, o Espírito Santo retira as escamas espirituais, lhe dá um novo coração e uma nova natureza, no qual esse processo se chama novo nascimento, de forma que sua vontade é renovada e o pecador vem livremente a Cristo por sua própria e livre escolha, a graça pode ser resistida até que Deus venha com seu Espírito Santo e através dessa chamada especial interna o eleito venha entender e crer na verdade espiritual. ( r 24:7 / Ez 11:19-20; Ez 36:26-27 / Mt 16:17 / Jo 1:12-13; Jo 5:21; Jo 6:37; Jo 6:44-45 / At 16:14; At 18:27 / 1Co 4:7 / 2Co 5:17 / Gl 1:15 / Rm 8:30 / Ef 1:19-20 / Cl 2:13 / 2Tm 1:9 / 1Pe 2:9; 1Pe 5:10 / Hb 9:15)

5-Perseverança dos Santos-O regenerado não está livre de seu pecado, mas aqueles a quem o senhor chama a comunhão do seu filho e regenera, certamente o livra do domínio e escravidão do pecado, pecados diários de fraqueza surgem e até as melhores obras dos santos são imperfeitas, e a sua perseverança está intimamente ligada a santificação, a luta do crente contra o pecado dura a vida toda, porém Deus os renova efetivamente para o arrependimento, assim não é pelos seus próprios méritos ou forças, mas pela imerecida misericórdia de DEUS, pelo seu decreto imutável, e pelas suas promessas bíblicas, para nossa consolação, no entanto essa certeza não leva a acomodação, e muito menos que os eleitos se orgulhem ou se acomodem, ela é a verdadeira raiz de humildade, piedade, paciência oração fervorosas ,  não produz descuido e nem negligência em sua piedade, antes produz maior cuidado , diligência para guardar os caminhos do Senhor (Is 54:10 / Jr 32:40 / Mt 18:14 / Jo 6:39; Jo 6:51; Jo 10:27-29 / Rm 5:8-10; Rm 8:28-32, Rm 8:34-39; Rm 11:29 / Gl 2:20 / Ef 4:30 / Fp 1:6 / Cl 2:14 /2Ts 3:3 / 2Tm 2:13,19 / Hb 7:25; Hb 10:14 / 1Pe 1:5 / 1Jo 5:18 / Ap 17:14).

Fica então definido, que no processo da salvação, Deus pela sua livre graça é soberano, e que o homem não pode alcançar a salvação por sua própria vontade, porque ela é incapaz de se aproximar de DEUS, sem a ação do Espírito Santo, e logo se a graça não é livre, ela não é graça, se a salvação dependeria da fé dos eleitos, logo não precisaria de eleição, essa teologia calvinista, é totalmente submissa à autoridade soberana de DEUS, sem deixar as responsabilidades humanas de lado, mas sabendo que é somente pela graça que somos salvos, e isso não depende de nós, é dom de DEUS. (Ef2.8)

O sínodo de DORT refutou e provou por meio das sagradas escrituras os ensinamentos não bíblicos da teologia arminiana, e A grande diferença entre as duas, é de que em uma o homem é o personagem principal e ativo da historia (arminianismo), na outro Deus é a fonte de toda soberania e desejo (Calvinismo).

È importante de fato colocar que o calvinismo não se resume aos pontos destacados no acróstico TULIP, tão pouco, é uma teologia que remeta, a orgulho, prepotência, soberba e arrogância, pelo contrário, ela é extremamente humilhante, porque mostra ao crente, que ele por si mesmo é incapaz de se achegar a Cristo, remete aos cristãos serem os pioneiros e primeiros em evangelização, remete pela graça concedida de DEUS, serem extremamente agradecidos, e ansiarem por compartilhar do evangelho com as pessoas, diferentemente do que pode ser pensado ou presumido pelos que não conhecem a teologia e o formato das doutrinas, o Sínodo de DORT expõe de forma clara e evidente em que se resume.

Guinho

domingo, 15 de janeiro de 2012

Os Cinco Pontos do Calvinismo

Embora o calvinismo não seja resumido somente aos famosos 5 Pontos (tulip), creio que uma idéia resumida dos principais pontos quanto à soteriologia (doutrina da salvação) da teologia reformada (calvinista) possa dar uma ajuda aos interessados. Eis aqui, então, um resumo dos famosos cinco pontos do calvinismo dispostos no histórico acróstico TULIP.
TULIP
Acróstico formado pelas iniciais, em inglês, das cinco doutrinas reformadas da salvação, conhecidas também como as Doutrinas da Graça.
  1. Depravação Total (Total Depravity)
  2. Eleição Incondicional (Unconditional Election)
  3. Expiação Limitada (Limited Atonement)
  4. Graça Irresistível (Irresistible Grace)
  5. Perseverança dos Santos (Perseverance of the Saints)
Depravação Total
A Bíblia diz que Deus criou o primeiro homem, Adão, à Sua imagem e semelhança. Deus fez um pacto com esse homem a fim de que, através da obediência aos Seus mandamentos, este pudesse obter vida. Contudo, o homem falhou desobedecendo a Deus deliberadamente, fazendo uso do seu livre-arbítrio, rebelando-se contra o seu Criador. Este pecado inicial de desobediência (conhecido como a Queda do Homem) resultou em morte espiritual e ruptura na ligação de sua alma com Deus, o que mais tarde trouxe também sua morte física. Sendo Adão o representante de toda a raça humana, todos caímos com ele e fomos afetados pela mesma corrupção do pecado. Tornamo-nos objetos da justa ira de Deus e a morte passou a todos os homens.
Toda a humanidade herdou a culpa do pecado de Adão e por isso todos nascemos totalmente depravados e espiritualmente mortos. A morte espiritual não quer dizer que o espírito humano esteja inativo, mas sim que o homem é culpado (tem um passado manchado) e corrupto (possui uma natureza má). A depravação total não quer dizer que os homens são intensivamente maus (que somos tão maus quanto poderíamos ser), mas sim que somos extensivamente maus (todo o nosso ser, intelecto, emoções e vontade estão corrompidos pelo pecado).
A depravação total também significa que o homem possui uma inabilidade total para restaurar o relacionamento com seu Criador. Por causa da depravação, o homem natural, por si mesmo, é totalmente incapaz de crer verdadeiramente em Deus. O pecador está morto, cego e surdo para as coisas espirituais. Desde a Queda o homem perdeu o seu livre-arbítrio e passou a ser escravo de sua natureza corrompida e por isso ele é incapaz de escolher o bem em questões espirituais. Todas as falsas religiões são tentativas do homem de construir para si um deus que lhe seja propício. Porém, todas essas tentativas erram o alvo, pois o homem natural por si mesmo não quer buscar o verdadeiro Deus.
Devido ao estado de depravação do homem, se Deus não tomasse a iniciativa de salvá-lo, ele continuaria morto eternamente. O homem natural sem o conhecimento de Deus jamais chegará a este conhecimento se Deus não ressuscitá-lo espiritualmente através de Jesus Cristo.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Gn 2:17; Gn 6:5; Gn 8:21 / 1Rs 8:46 / Jo 14:4 / Sl 51:5 / Sl 58:3 / Ec 7:20 Is 64:6 / Jr 4:22; Jr 9:5-6; Jr 13:23; Jr 17:9 / Jo 3:3; Jo 3:19; Jo 3:36;Jo 5:42; Jo 8:43,44 / Rm 3:10-11; Rm 5:12; Rm 7:18, 23; Rm 8:7 /1Co 2:14 / 2Co 4:4 / Ef 2:3 / Ef 4:18 / 2Tm 2:25-26 / 2Tm 3:2-4 / Tt 1:15
Eleição Incondicional
Devido ao pecado de Adão, seus descendentes entram no mundo como pecadores culpados e perdidos. Como criaturas caídas, elas não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. Deus é santo, justo e bom, ao passo que os homens são pecaminosos, perversos e corruptos. Deixados à sua própria escolha, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si. Conseqüentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor. Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.
A eleição incondicional significa que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos dentre todos os membros decaídos da raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo. Esses, e somente esses, Deus propôs salvar da condenação eterna. Deus poderia ter escolhido salvar todos os homens (pois Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém (pois Ele não tem a obrigação de mostrar misericórdia a quem quer que seja), porém não fez uma coisa nem outra. Ao invés disso, Ele escolheu salvar alguns e excluir (preterir) outros. Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus.
Os que não foram escolhidos foram preteridos e deixados às suas próprias inclinações e escolhas más para serem punidos pelos seus pecados. Não cabe à criatura questionar a justiça do Criador por não escolher todos para a salvação. Deve-se ter em mente que, se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si mesmo e soberanamente determinado prover-lhe e aplicar-lhe a salvação, ninguém seria salvo.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Dt 4:37; Dt 7:7-8 / Pv 16:4 / Mt 11:25; Mt 20:15-16; Mt 22:14 / Mc 4:11-12 Jo 6:37; Jo 6:65; Jo 12:39-40; Jo 15:16 / At 5:31; At 13:48; At 22:14-15 /Rm 2:4; Rm 8:29-30; Rm 9:11-12; Rm 9:22-23; Rm 11:5; Rm 11:8-10 /Ef 1:4-5; Ef 2:9-10 / 1Ts 1:4; 1Ts 5:9 / 2Ts 2:11-12; 2Ts 3:2/ 2Tm 2:10,19/1 Pe 2:8 / 2 Pe 2:12 / Tt 1:1 / 1Jo 4:19 / Jd 1:3-4 / Ap 13:8; Ap 17:17
Expiação Limitada
Embora Deus tenha resolvido salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido. Como os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, suportou o castigo merecido pelos pecadores e obteve a Salvação para os Seus eleitos.
A eleição em si não salvou ninguém; apenas destacou alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus Pai e dados ao Filho precisavam ser redimidos para serem salvos. Para assegurar sua redenção, Jesus Cristo veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-se com os Seus eleitos e agir como seu representante ou substituto. Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada aos eleitos ou creditada a eles no momento em que são trazidos à fé nele. Através do que Cristo fez, esse povo é constituído justo diante de Deus. Os eleitos são libertos da culpa e condenação como resultado do que Cristo sofreu por eles. Através do Seu sacrifício substitutivo, Jesus sofreu a penalidade dos pecados dos eleitos e assim removeu a culpa deles para sempre. Por conseguinte, quando Seu povo é unido a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual ficam livres da culpa e condenação do pecado. São salvos não pelo que fizeram ou irão fazer, mas tão somente pela fé na obra redentora de Cristo.
A obra redentora de Cristo foi definida em desígnio e realização. Foi planejada para render completa satisfação em favor de certos pecadores específicos e, de fato, assegurou a salvação para esses indivíduos e para ninguém mais. A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui tudo que está envolvido no processo de trazê-los a um correto relacionamento com Deus, incluindo os dons da fé e do arrependimento. Deus não deixou aos pecadores a decisão se a obra de Cristo será ou não efetiva. Pelo contrário, todos aqueles por quem Cristo morreu serão infalivelmente salvos. A redenção, portanto, foi designada para cumprir o propósito divino da eleição.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS: 1Sm 3:14 / Is 53:11-12 / Mt 1:21; Mt 20:28; Mt 26:28 / Jo 10:14-15 /Jo 11:50-53; Jo 15:13; Jo 17:6,9,10 / At 20:28 / Rm 5:15 / Ef 5:25 / Tt 3:5 /Hb 9:28 / Ap 5:9

Graça Irresistível
Cada membro da Trindade divina – Pai, Filho e Espírito Santo – participa e contribui para a salvação dos pecadores eleitos. Deus Pai, antes da fundação do mundo, selecionou aqueles que iriam ser salvos e deu-os ao Filho para serem o Seu povo. Na época oportuna o Filho veio ao mundo e assegurou a redenção desse povo. Mas esses dois grandes atos – a eleição e a redenção – não completam a obra da salvação, pois está incluída no plano divino para a recuperação do pecador perdido a obra renovadora do Espírito Santo, pela qual os benefícios da obediência e da morte de Cristo são aplicados ao eleito. A Graça Irresistível ou Eficaz significa que o Espírito Santo nunca falha em trazer à salvação aqueles pecadores que Ele pessoalmente chama a Cristo. Deus aplica inevitavelmente a salvação a todo pecador que tencionou salvar, e é Sua intenção salvar todos os eleitos.
O apelo do evangelho estende uma chamada à salvação a todo que ouve a mensagem. Ele convida a todos os homens, sem distinção, a beber da água da vida e viver. Ele promete salvação a todo que se arrepender e crer. Mas essa chamada geral externa, estendida igualmente ao eleito e ao não eleito, não trará pecadores a Cristo. Por que? Porque os homens estão, por natureza, mortos em pecado e debaixo de seu poder. Eles são, por si mesmos, incapazes de abandonar os seus maus caminhos e se voltarem a Cristo, para receber misericórdia. Nem podem e nem querem fazer isso. Conseqüentemente, o não regenerado não vai responder à chamada do evangelho para arrepender-se e crer. Nenhuma quantidade de ameaças ou promessas externas fará um pecador cego, surdo, morto e rebelde se curvar perante Cristo como Senhor e olhar somente para Ele para a salvação. Tal ato de fé e submissão é contrário à natureza do homem.
Por isso, o Espírito Santo, para trazer o eleito de Deus à salvação, estende-lhe uma chamada especial interna em adição à chamada externa contida na mensagem do evangelho. Através dessa chamada especial, o Espírito Santo realiza uma obra de graça no pecador que inevitavelmente o traz à fé em Cristo. A mudança interna operada no pecador eleito o capacita a entender e crer na verdade espiritual.
No campo espiritual, são lhe dados olhos para ver e ouvidos para ouvir. O Espírito Santo cria no pecador eleito um novo coração e uma nova natureza. Isto é realizado através da regeneração (novo nascimento), pela qual o pecador é feito filho de Deus e recebe a vida espiritual. Sua vontade é renovada através desse processo, de forma que o pecador vem espontaneamente a Cristo por sua própria e livre escolha.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Jr 24:7 / Ez 11:19-20; Ez 36:26-27 / Mt 16:17 / Jo 1:12-13; Jo 5:21; Jo 6:37; Jo 6:44-45 / At 16:14; At 18:27 / 1Co 4:7 / 2Co 5:17 / Gl 1:15 / Rm 8:30 / Ef 1:19-20 / Cl 2:13 / 2Tm 1:9 / 1Pe 2:9; 1Pe 5:10 / Hb 9:15

Perseverança dos Santos
Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito; eles são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Nada os pode separar do eterno e imutável amor de Deus. Foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu. A perseverança dos santos não significa que todas as pessoas que professam a fé cristã estão garantidas para o céu. Somente os santos – os que são separados pelo Espírito – é que perseveram até o fim. São os crentes – aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo – os que estão seguros e salvos nele. Muitos que professam a fé cristã desistem no meio do caminho, mas eles não desistem da graça, pois nunca estiveram na graça. A perseverança dos santos está diretamente ligada à santificação, que é o processo pelo qual o Espírito Santo torna os eleitos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo em tudo o que fazem, pensam e desejam. A luta dos crentes contra o pecado dura toda a vida e, às vezes, eles podem cair em tentações e cometer graves pecados, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a afastar-se de Cristo.A Bíblia diz que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. São guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Is 54:10 / Jr 32:40 / Mt 18:14 / Jo 6:39; Jo 6:51; Jo 10:27-29 / Rm 5:8-10; Rm 8:28-32, Rm 8:34-39; Rm 11:29 / Gl 2:20 / Ef 4:30 / Fp 1:6 / Cl 2:14 /2Ts 3:3 / 2Tm 2:13,19 / Hb 7:25; Hb 10:14 / 1Pe 1:5 / 1Jo 5:18 / Ap 17:14
Fonte: Eleitos de Deus

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Graça Irresistível e Depravação Total