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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Os Juramentos e o Compromisso dos Cristãos com a Verdade


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Como entender nestes textos esta aparente contradição?...A Bíblia Responde #48







Paz, tenho 15 anos e eu tenho uma pergunta um pouco confuso: A Bíblia diz em Oseias 1:10 e em Romanos 9:26, "Um dia, o povo de Israel será como os grãos de areia do mar; será tão numeroso, que não poderá ser contado, nem medido. E, no mesmo lugar onde Deus disse: "Vocês não são Meu povo", ali Ele dirá: "Vocês São os filhos do Deus vivo". Na Parte B desse versículo Fala que (E, no mesmo lugar onde Deus disse: "Vocês não são Meu povo", ali Ele dirá: "Vocês São os filhos do Deus vivo".) A Bíblia diz em Números 23:19: "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?" Isso não esta em contradição : Me ajudem por favor?!  Deus abençoe


Olá! 

Obrigado pelo sua interessante pergunta!

É uma alegria ver como você está tendo interesse em aprender mais da Palavra de Deus, continue buscando aprender mais, porque a Bíblia é a nossa regra de vida e prática.

Este é um tema que exige um pouco de explicação, então tentarei ser o mais breve mas cuidando para não deixar de fora detalhes importantes, ok?

Gostaria de lhe dizer que é extremamente vital e importante, nunca perder de vista que os textos devem ser entendidos a luz de seu contexto imediato, o que o parágrafo está ensinando, a luz do seu capítulo, e a luz do livro em questão,  desta forma seguimos entendendo que a Bíblia explica a Bíblia, ou seja, as passagens mais obscuras devem ser interpretadas a luz das mais claras, deixando assim a primazia da interpretação para a própria Bíblia e não para subjetivismos, em outras palavras o comum erro de querer interpretar a Bíblia de acordo com a própria opinião. 

Tendo dito isso, devemos entender que a Bíblia é um livro que traz um tema central, e que assim como em um livro, ela precisa ser entendida a luz de toda Bíblia, com a diferença que ela não é somente um livro qualquer, mas Ela é a Palavra de Deus (2 Tm 3.16).  Sendo assim aprendemos que a Bíblia traz uma mensagem chamada de "boas novas", o que nós chamamos de Evangelho, que é a notícia que o homem foi criado, pecou, caiu de seu estado de relacionamento com Deus,  mas que agora o próprio Deus haveria de providenciar um meio para resgatar o povo escolhido por Ele, antes da fundação do mundo (Ef 1.4).

Poderíamos dizer que a Bíblia nos demonstra o desenrolar do Plano de Deus, para separar um povo para Sua glória, e este plano vai se cumprir, porque Deus não é como o homem que não pode manter seu planos, Ele é onipotente, Deus não é como o homem que age com desvios de conduta, como a mentira para que seus planos sejam levados a cabo, Deus é totalmente Soberano sobre as nações, governos (Sl 22:28), em outras palavras, Deus não precisa fazer como  o homem, enganar, trapacear ou falhar, porque Ele é infinitamente santo, justo, diferentemente de como o homem é por causa do pecado.

 Entender o progresso da revelação de Deus, é bastante esclarecedor, o que quero dizer é que Oséias foi chamado por Deus, para trazer uma mensagem de condenação, o Livro de Oseias retrata a ideia da justiça de Deus em meio a decadência moral e espiritual da nação de Israel e Judá, os reinos haviam sido divididos em Norte (Israel) e Sul (Judá), mas no verso 10, o profeta traz a confirmação da promessa que havia sido feita a Abraão, muito tempo antes (Gn 22.17), esta é a ideia da revelação progressiva de Deus que me referi, Deus prometeu em Abraão uma descendência, e agora em Oseias, Deus esta relatando que mesmo que Israel estivesse quebrando a aliança, ou se divorciando, usando a linguagem de casamento que a analogia do casamento de Oseias faz a Israel, Deus em seu plano, sempre manteria um remanescente, não pela força do homem, corrupto que se não tiver a ajuda de Deus, se desvia, mas pela livre, soberana e poderosa graça de Deus, que leva seu plano adiante (v-7), é importante entender que nem sempre a predição de condenação e juízo, se referia somente aquele povo, aquele momento, e esta promessa de um remanescente e de juízo se mantem ao longo da historia, sugiro este artigo para entender como foi o desenrolar do plano de Deus e da revelação no Antigo Testamento:


Indo em frente podemos entender que o Novo Testamento traz mais entendimento para nós, do que o Antigo testamento, e a isso chamamos de progressão da revelação de Deus, Paulo usa o mesmo texto de Oséias que você citou (Os 1.10)  em Rom 9: 25,26 todavia, conforme eu lhe expliquei antes é importante entendermos o contexto, muitas vezes os apóstolos usaram passagens do Antigo Testamento, para destacar seu cumprimento ou reforçar seu ensino, Paulo aqui estava explicando sobre a soberania de Deus, deixando claro que não é porque os judeus são descendentes físicos de Abrão que seriam herdeiros da promessa feita a Abraão, no começo do capítulo verso 6 ao 9, continuando explicando que a rejeição de Israel não é incompatível com a promessa de Deus, porque Deus tem seu povo eleito segundo a Sua vontade, e seu plano será consumado, não pela força do homem, mas pela soberania de Deus (Rom 9.11),  Paulo fazendo o uso do texto de Oseias 1.10 traz mais entendimento para nós  do que tinha Oseias, dizendo que os gentios fazem parte dessa promessa, não é exclusiva para os judeus como eles assim achavam, então Paulo amplia o texto de Oseias e usa também o texto de Isaías (Is 10.22-23), deixando claro que Deus tem um remanescente que Ele sempre guardara para sua glória (Rom 9.27,28,29).

  O livro de Romanos trata sobre a questão de Israel nos capítulos 9, 10, 11 mas podemos resumir que o que Paulo quer explicar é que sem Cristo, todos estão debaixo do juízo de Deus, não importa se são judeus por natureza,  e reforça o que os profetas falaram sobre Israel, rejeição... se cumprindo como parte do plano de Deus, não como se alguma coisa pegasse Deus de surpresa e ele se adaptasse aos fatos, como algumas pessoas pensam, como se fosse um "plano b"  é exatamente o contrário, o plano de Deus tem acontecido exatamente como ele planejou e determinou.

O Novo Testamento traz claramente o entendimento de que em Cristo, não judeu nem grego, só existe um povo de Deus (Gl 3.28), Deus elegeu um povo para sua Glória desde a eternidade, suas promessas em Abraão serão cumpridas, mas somente aqueles que estão unidos em Cristo, desfrutam das promessas eternas, quanto ao povo judeu, Deus sempre manteve um remanescente fiel, pela sua graça, não pelos esforços humanos,  é como se Oséias dissesse mandado por Deus: Eu condenarei vocês, por causa de sua imoralidade e idolatria, vocês não são meu povo, mas eu manterei sempre um remanescente fiel, e estes serão chamados meus filhos.  Agora Paulo nos declara mais claramente, que o povo que não era considerado pelos judeus, gentios, também são chamados a serem povo de Deus em Cristo, isso não distingue os dois, como povos distintos, mas os une em Cristo, e estes são os filhos de Deus.

Tentado resumir de forma não exaustiva, seria assim: Deus tem um plano desde a eternidade, que Ele tem dado sequência no tempo e no espaço, Ele prometeu a Abraão, e esta promessa se mantém firme, porque o próprio Deus mantem seu plano, isso inclui o povo, em Cristo é feito uma união de todas as pessoas, não há separação e que Deus sustentará para Sua glória na eternidade ( Rom 8 .28 a 39). Não há contradição, existe o andamento de um plano e seus desdobramentos ao longo da história.

Em Cristo


domingo, 8 de abril de 2012

Inocência perdida?

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Chegando a páscoa vem as estranhas cobranças em relação aos nossos filhos.

Eu ensino minha filha o verdadeiro significado da páscoa, ela tem 5 anos e sabe que o coelhinho da páscoa não existe, que é o dia onde as pessoas comemoram a ressurreição de Cristo, apesar de que poucos ainda lembram disso, assim como o natal é uma data que em nada parece com o significado original.

Mas quando alguém pergunta algo do tipo: O que o coelhinho trouxe para você hoje?

Logo recebe um "nada", afinal de contas o coelho não existe. Nesse momento rola aquele desconforto e logo vem aquelas explicações do tipo: "Mas você está tirando a fantasia da criança, isso é importante para a imaginação delas". Papo furado...

Vou contar duas histórias aí peço que cada um julgue qual a história é mais atraente para uma criança:

1) Existe um coelho mágico, sim tem que ser mágico, pois ele coloca ovo de chocolate, tendo em vista que um coelho sequer coloca ovos. E esse coelho no domingo de páscoa traz ovos de chocolate para todas as crianças do mundo. Exceto claro alguns países de como China, Coreia do Norte, Cuba... (São países não-cristãos).

2) Existe um Deus que criou todas as coisas, inclusive todos nós, e por nossa própria vontade escolhemos se rebelar com esse Deus. Mas o Criador em sua infinita sabedoria e misericórdia decide regatar a comunhão perdida e envia o seu único e amado Filho para que Ele viesse pagar um preço muito alto por esse redenção.
O Deus encarnado sofreu como um de nós, viveu como um de nós e morreu como nenhum de nós. Um sacrifício perfeito, daquele que era Deus e era homem, capaz de nos unir novamente ao Deus soberano, criador de todas as coisas. Três dias depois o Filho de Deus ressuscita dentre os mortos para cumprir o plano perfeito de Deus, e neste momento está glorificado nas alturas.
E nesse domingo de páscoa comemoramos essa reconciliação através da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Agora pergunto, qual história seria mais interessante para o imaginário das crianças?

Fico sempre com a segunda opção, afinal de contas eu procuro não mentir para minha filha e essa é a história que ela deve amar até o fim dos seus dias.

Que nessa data possamos redimir a páscoa, que possamos usar esse momento pra falar para as pessoas o verdadeiro significado deste dia.

Feliz páscoa para todos.

Fernando.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pra quem gostou do vídeo: "O pai da mentira"...