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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O sacrifício de Jesus foi oferecido para Deus ou para o Diabo?... A Bíblia Responde #104

Para QUEM foi OFERECIDO o sacrifício de Jesus, para Deus e para o Diabo? Para Deus no sentido de que ao ficar irado com a humanidade por ter-lhes desobedecido seu mandamento (de não comer o fruto proibido), ele não descontou sua IRA nos que mereciam recebê-la (no caso, somos NÓS) mas descontou justamente em quem não merecia (no caso, seu filho, o Cristo) E tendo sua IRA uma vez consumada em alguém que não é culpado pelo motivo de sua IRA. Com base nesse trecho: Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. Gênesis 6:6 Agora, também o sacrifício foi direcionado a Satanás como uma espécie de ''negociação ou acordo'' do tipo: Eu, o Cristo, (que não estou sob seu domínio) me entrego para ser morto, mas em troca, tu libertarás o que roubaste de Deus (a sua Criação, no caso os homens, que estão sob seu domínio). Os homens são livres em Cristo, mas nada impedem de eles voltarem ao erro (de novo) por causa do livre arbítrio. Certo?


Primeiramente, obrigado pela sua pergunta, espero poder ajudá-lo em sua dúvida.

Logo de cara quero dizer que nada foi pago ao diabo, essa é uma ideia comum no meio evangélico atual, mas totalmente antibíblica, existe uma tendência em supervalorizar Satanás colocando-o em patamar de igualdade com Deus em força e poder, mas não podemos esquecer que o diabo é uma criatura de Deus tanto como nós, um ser criado. E seria uma impossibilidade um ser criado exigir qualquer coisa do seu criador.

Tendo dito isso, quero explicar um pouco sobre o que significou o sacrifício de Jesus na cruz. O pecado afastou a humanidade completamente de Deus, o homem é incapaz de obter o perdão de Deus por conta disso.

E como resolver esse problema insolúvel? Seria possível o homem fazer qualquer coisa para receber o perdão divino? Somente alguém 100% homem e 100% Deus poderia remediar a situação entre os homens e Deus.

Nisso entra Jesus Cristo, o Deus encarnado, que viveu sem pecado como homem e propiciou (desviou) a ira divina e expiou (levou sobre si) o pecado humano. Bastando agora o homem crer em Cristo como Senhor e salvador de sua vida para ser justificado por Ele, nesse caso, Deus não olha mais para o pecado do cristão, mas olha para a justiça que existe em Jesus Cristo.

Tudo obra da providência e graça de Deus por seu povo. Não existindo nenhum mérito humano.

Algumas questões que quero te ajudar a elucidar, então vou sugerir a leitura de alguns textos que podem esclarecer essas questões:

1) Sobre o arrependimento de Deus, conforme você citou o exemplo de Gênesis 6:6 sugiro a leitura desse artigo http://respirandodeus.blogspot.com.br/2012/10/deus-se-arrepende.html

2) Sobre o livre arbítrio humano sugiro a leitura desse artigo http://bereianos.blogspot.com.br/2014/07/a-falacia-do-livre-arbitrio.html#.VK2gh8nrXIU

Em Cristo



quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O Determinismo É Bíblico?... A Bíblia Responde #100

Todas as coisas, materiais e espirituais, seja a natureza, atos, vontade, pensamentos, etc, subordinados ao eterno decreto de Deus. Em linhas gerais, toda a criação está sujeita à vontade decretiva e providente de Deus. De tal forma, que se uma folha cair, é porque Deus determinou que caísse. Se não, é porque Deus determinou que não caísse. De tal forma, que se escolher um sorvete de laranja ao invés de um sorvete de coco, é porque Deus determinou até mesmo essa escolha. Seja nos eventos complexos ou nos mais insignificantes, eles somente acontecem pela vontade divina. Correto? O Determinismo bíblico é verdadeira e clara?

A Bíblia nos mostra que Jesus Cristo fez questão de deixar claro que Deus está no controle de todas as coisas desde as mais simples quanto as mais complexas, conforme podemos ver em Mateus 10:29-30 “Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês.
Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados.”

Entretanto, quando falamos que Deus determina se você escolheu sorvete de laranja ao invés de coco, podemos correr um risco de entrar em uma contradição Bíblica, tirando a responsabilidade do homem por suas escolhas. Se aceitarmos esse conceito então se uma pessoa escolhe dar veneno ao invés de leite para seu filho tomar, então Deus determinou que essa escolha fosse feito, e em última análise Deus é o responsável por isso e não o homem, afinal foi determinado por Deus essa escolha. Tornaremos então Deus o autor do mal.

A Bíblia é clara quanto a soberania de Deus em todas as coisas, mas é também igualmente clara quanto a responsabilidade humana, dizendo que o homem é o único responsável por seus atos e pelos seus pecados.

É impossível que compreendamos totalmente a relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade do homem. Somente Deus sabe totalmente como estas duas coisas trabalham juntas em Seu plano de salvação. Provavelmente mais do que com qualquer outra doutrina, é crucialmente importante que, no que diz respeito a esse assunto, admitamos a nossa incapacidade de compreender totalmente a natureza de Deus e o nosso relacionamento com Ele. Ir longe demais para qualquer lado resulta em uma compreensão distorcida da salvação.

A Bíblia deixa claro que Deus sabe quem será salvo (Romanos 8:29; 1 Pedro 1:2). Efésios 1:4 nos diz que Deus nos escolheu “antes da fundação do mundo”. A Bíblia descreve várias vezes os crentes como os “escolhidos” (Romanos 8:33; 11:5; Efésios 1:11; Colossenses 3:12; 1 Tessalonicenses 1:4; 1 Pedro 1:2; 2:9) e “eleitos” (Mateus 24:22,31; Marcos 13:20, 27; Romanos 11:7; 1 Timóteo 5:21; 2 Timóteo 2:10; Tito 1:1; 1 Pedro 1:1). O fato dos crentes serem predestinados (Romanos 8:29-30; Efésios 1:5, 11) e eleitos (Romanos 9:11; 11:28; 2 Pedro 1:10) para a salvação é totalmente claro.

A Bíblia também diz que somos responsáveis por receber a Cristo como Salvador - tudo o que temos que fazer é acreditar em Jesus Cristo e seremos salvos (João 3:16, Romanos 10:9-10). Deus sabe quem será salvo, Deus escolhe quem será salvo e nós temos que escolher a Cristo para sermos salvos. É impossível que uma mente limitada compreenda como estas três coisas trabalham juntas (Romanos 11:33-36). Nossa responsabilidade é levar o Evangelho a todo o mundo (Mateus 28:18-20; Atos 1:8). Devemos deixar a parte que diz respeito à presciência, eleição e predestinação nas mãos de Deus, simplesmente sendo obedientes em compartilhar o Evangelho.

Em Cristo.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Se o Evangelho é o poder de Deus, por que as pessoas não se convertem?... A Bíblia responde #93

O Evangelho é o poder de Deus, então por que algumas pessoas não se convertem? A fé é gerada pelo Espírito de Deus, por que alguns não creem em Jesus?

Existem duas grandes verdades ensinadas nas escrituras que respondem a sua pergunta:

1) A responsabilidade humana em sua condenação:

As pessoas amam mais as trevas do que a luz: João 3:19 “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.”

Este versículo está falando de Jesus Cristo, Deus se fez carne e veio ao mundo, mas o mundo o rejeitou.

Em efésios capítulo 2 o apóstolo Paulo diz que os homens estão mortos em seus delitos e pecados. O homem simplesmente é incapaz de sair de sua situação de condenação, por conta de seus próprios pecado que o aprisiona de forma miserável. O homem não crê em Jesus por conta da sua incapacidade.

Diante dessa verdade ensinada pela bíblia, chamada de depravação total, surge a segunda grande verdade.

2) A graça de Deus na salvação humana:

O homem é incapaz de se reconciliar com Deus, somente com a intervenção do Espírito Santo um homem é capaz de crer.

Efésios 2:8 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.”

Você se questiona sobre o motivo por qual Deus não salva a todos, pois Ele possui poder suficiente para isso. Mas a questão mais correta seria: Se Deus condenasse toda a humanidade Ele estaria sendo injusto?

A resposta é não, nós escolhemos as trevas, todos pecamos (Romanos 3:23) e o justo seria que recebêssemos a devida punição pelo nosso pecado (Romanos 6:23). Mas Deus mostra sua imensa misericórdia ao escolher e capacitar alguns para a salvação.

Quando reconhecemos o nosso estado caído, nesse momento, reconhecemos o tamanho do amor de Deus em providenciar a salvação através de Jesus Cristo.

Ele não está sendo injusto com aqueles que não forem escolhidos porque eles estão recebendo aquilo que merecem. Ao escolher ter compaixão por alguns, Deus não está sendo injusto com os outros. Ninguém merece nada de Deus: por isto, ninguém pode protestar se não receber nada de Deus. Uma ilustração seria se eu desse dinheiro a 5 pessoas em um grupo de 20. As 15 pessoas que não recebessem dinheiro ficariam aborrecidas? Provavelmente sim. Mas elas têm o direito de se aborrecerem? Não, não têm. Por quê? Porque não devia dinheiro a nenhuma delas. Eu simplesmente decidi ser generoso com algumas.

Se Deus escolhe quem é salvo, isto não enfraquece nosso livre arbítrio para escolher e crer em Cristo? A Bíblia diz que devemos escolher: tudo o que temos a fazer é crer no Senhor Jesus Cristo e seremos salvos (João 3:16; Romanos 10:9-10). A Bíblia nunca descreve a Deus rejeitando quem Nele crê ou mandando de volta alguém que O busque (Deuteronômio 4:29). De algum jeito, no mistério de Deus, a predestinação trabalha de mãos dadas com a pessoa sendo atraída por Deus (João 6:44) e crendo na salvação (Romanos 1:16). Deus predestina quem será salvo, e devemos escolher a Cristo para sermos salvos. Os dois fatos são igualmente verdadeiros. Romanos 11:33 proclama: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!”

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Qual é a natureza das nossas escolhas?... A Bíblia Responde #44



Paulo menciona que temos capacidade para exercitar nossa vontade. Qual é a natureza de nossa escolha?

Peço desculpas por não identificar o texto de Paulo que você citou, para com isso, poder fazer uma análise exegética do mesmo, portanto focarei na segunda parte da sua pergunta: A natureza da vontade humana.

Sabemos claramente que todo o ser humano possui vontades e escolhas, mas a questão é: As nossa escolhas sofrem alguma influência além das nossas vontades? Possuímos livre-arbítrio?

Livre-arbítrio é conseguir tomar decisões livremente, agindo conforme a nossa natureza, sem qualquer influência externa. Sabemos que Adão possuía livre-arbítrio e Jesus Cristo também. Mas e o resto da humanidade, descendentes de Adão e Eva?

Após a queda o pecado entrou no mundo, e herdamos essa herança de pecado desde o nascimento. A partir de Adão, como Martinho Lutero muito bem definiu, não possuímos livre-arbítrio mas sim escravo-arbítrio. Escravo por conta da influência dos malefícios do pecado. Todas as nossas escolhas são diretamente influenciadas pelo pecado que habita em nós, mesmo depois de convertidos ao Evangelho, o pecado ainda permanece em nós.

Podemos dizer que somos livres sim, mas livres das consequências desse pecado, livres da condenação eterna, até que sejamos libertos de uma vez por todas, até que recebamos corpos glorificados quando Cristo retornar.

Esta incapacidade entretanto não reduz a nossa responsabilidade. A Bíblia deixa bem claro que não só temos a capacidade de escolher, mas também temos a responsabilidade de escolher sabiamente. No Antigo Testamento, Deus escolheu uma nação (Israel), mas os indivíduos daquela nação ainda tinham a obrigação de escolher obedecer a Deus. Da mesma forma, os indivíduos de fora de Israel também podiam fazer a escolha de acreditar e seguir a Deus (por exemplo, Rute e Raabe).

Entretanto, como pode o homem, limitado por uma natureza pecaminosa, escolher o que é bom? É somente através da graça e do poder de Deus que o livre-arbítrio torna-se verdadeiramente "livre" no que diz respeito à escolha da salvação (João 15:16). É o Espírito Santo que atua na e através da vontade de uma pessoa a fim de regenerá-la (João 1:12-13) e dar-lhe uma nova natureza criada "segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade" (Efésios 4:24). A salvação é obra de Deus. Ao mesmo tempo, nossas motivações, ações e desejos são voluntários e somos devidamente responsabilizados por eles.

Que Deus te abençoe.

Solus Christus

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Deus é Soberano e o Homem é Responsável




quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Só pela Graça o homem é salvo - Sola Gratia - Pr. Antônio Neto



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

José: um sonhador?

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Ninguém discute que José, o filho da velhice de Jacó (Gn 37:3), era um homem usado por Deus, um homem temente a Deus.

Todos nós temos facilidade em relembrar dos sonhos interpretados por ele, de como ele, vendido como escravo pelos próprios irmãos, acabou sendo uma pessoa extremamente influente, sendo o homem mais respeitado no Egito depois de Faraó.

Mas, ao contrário da nossa época, onde muitos ainda duvidam da soberania de Deus. E, quando falo em soberania, é no sentido mais amplo na palavra, SOBERANO em todas as coisas.

Ao contrário desses, José o intérprete de sonhos, sabia muito bem qual Deus ele servia. Sabia que todos os dons que ele possuía era pela graça de Deus. Sabia que todos os acontecimentos, quer bons, quer ruins estavam sobre o controle e sobre a soberania de Deus.

"E Faraó disse a José: Eu tive um sonho, e ninguém há que o interprete; mas de ti ouvi dizer que quando ouves um sonho o interpretas. E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó." Gênesis 41:15-16

José poderia se vangloriar do dom que possuía, poderia levar vantagem em cima disso, poderia levar para si todo o crédito de ter a capacidade de interpretar o sonho do Faraó como também os sonhos do copeiro-chefe e do padeiro-chefe (Gn 40:16-23).

José reconhecia que todo dom, toda boa dádiva era presente de Deus para a vida dele, como Tiago nos descreve em sua epístola.

"Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." Tiago 1:17

Após Faraó contar todo o seu sonho, a resposta de José foi:

"Então disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó." Gênesis 41:25

José não disse para Faraó que Deus sabia o que iria acontecer e desta forma estava mandando um alerta para o povo do Egito. Não, ele afirmou para o chefe do Egito: "Deus mostrou a Faraó o que Ele VAI fazer". Deus não estava apenas ciente do que iria acontecer, Deus tinha determinado os acontecimentos.

Seguindo na história de José, em outra oportunidade ele fez questão de mostrar para todos que o Deus de seu pai, o Deus de Israel, determinava todas as coisas, nessa nova oportunidade, agora com seus irmãos no momento do reencontro, após eles terem o vendido para uma caravana de ismaelitas (Gn 37:25-28), ele diz:

"E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se; então disse ele: Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós" ... "Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito." Gênesis 45:4-5,8

José perdoou seus irmãos pois reconhecia a soberania de Deus, reconhecia que houve um propósito em meio ao sofrimento, ele não usou de sua posição para fazer algum mal aqueles a quem lhe tinham tirado tudo, tirado a família, o convívio com seu pai, o viver confortavelmente, tinham tirado a sua dignidade sendo vendido como uma mercadoria de supermercado.

Alguém poderia dizer que desta forma os irmãos de José não possuem culpa, pois Deus determinou os acontecimentos e por isso eles são totalmente inocentes, pois o autor de todo o mal na vida de José foi o próprio Deus.

Sobre isso José mesmo nos responde: "Vendo então os irmãos de José que seu pai já estava morto, disseram: Porventura nos odiará José e certamente nos retribuirá todo o mal que lhe fizemos." ... "e prostraram-se diante dele, e disseram: Eis-nos aqui por teus servos. E José lhes disse: Não temais; porventura estou eu em lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida." Gênesis 50:15,18-20

José não nega a responsabilidade de seus irmãos reconhecendo a soberania de Deus. Esse é o mesmo Deus de ontem, de hoje e de sempre, que determina todas as coisas e ao mesmo tempo não nos exime das nossas responsabilidades.
José foi um grande pregador, anunciou a Faraó e anunciou aos seus irmãos sobre um Deus soberano, um Deus que determina a tudo como lhe apraz, como diz o salmista:

"Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou." Salmos 115:3

Seria José um sonhador? Será que ele não entendia o que Deus estava fazendo? Será que ele usou mal as palavras pra explicar como o Deus de Jacó é? Será que ele fez confusão ao enfatizar sobre a soberania de Deus desta forma?

Eu fico com a ideia de que José era o intérprete dos sonhos, não o sonhador. Era ele quem despertava do sonho os que estavam perto dele e anunciava um Deus verdadeiro, um Deus SOBERANO. Um Deus que fez questão de relatar todos esses detalhes sobre a sua própria natureza na Sua Palavra, a Bíblia.

Como é bom descançar na soberania de Deus, sabendo que todas as coisas estão nas mãos de um Deus santo, amoroso, justo, imutável...

Se, mesmo assim, alguém achar que José era um sonhador, que eu também seja considerado um sonhador como ele.

A Deus toda honra e toda a Glória.

Fernando.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Porque, quem te faz diferente?

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Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? 1 Coríntios 4:7

Não há bem nenhum em nós, pobres pecadores, pelo tempo que desfalecemos junto ao primeiro homem, é humilhante e cínico tentar se sobressair diante de uma vida pecaminosa e maldosa, tudo que pode existir de bem em você, só é possível, pelo segundo homem, aquele que substituiu na morte de cruz, a justiça sobreposta aos eleitos.

Todos estão mortos em Adão (Ef 2:1), e de forma nenhuma seria injusto que fossemos todos condenados, mas graças a Deus, que não foi assim que o Soberano planejou e decretou antes que o mundo existisse, não por obras para que ninguém se glorie, (Ef2: 9) mas pela Sua livre Graça, (Ef2:8) porque se o homem pudesse escolher, o que de fato não pode,porque sua vontade não é livre, (Jo 5:40), porém se pudesse, já não seria mais livre Graça e tão pouco Graça.

Se um pecador pode escolher, então lanço um desafio, o desafio a não mais pecar, faça essa escolha se de fato ela é livre, como prova disso, porém é impossível, porque em Adão continuamos a escolher, mas não livremente, porque nossa natureza é suja e rebelde, e nunca nos voltaremos sozinhos a Deus, porque não podemos e também porque não queremos, se o Espírito não nos vivificar com poder, não podemos nos voltar, porque somos filhos da ira, mortos em delitos e transgressões, amando o mundo e sendo inimigos de Deus.

Nossa livre escolha, onde está? Como Apóstolo Paulo diz, onde está vossa jactância? Reconhecemos que tanto a salvação, quanto a fé para isso, provem da Graça de Deus, sendo assim que mérito temos? Nenhum, porque se Deus previsse de antemão os que teriam fé, e assim os elegessem, a eleição não seria necessária, pois estes já teriam a fé necessária de qualquer jeito.

Ora, isso é antibíblico e impossível, porque todos pecaram, todos se fizeram imundos e carecem da Gloria de Deus. Prostrados, e com o rosto na terra, humilhemos e imploremos a vinda do Santo Espírito para vivificar, porque Ele, em Cristo, é o único que nos regenera.

Glorias a Deus

Guinho 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A vontade do homem não é livre


O povo de Deus é um povo voluntário. A Bíblia nos diz que por natureza os homens não são voluntários: "... não quereis vir a mim para terdes vida" (João 5:40). O Senhor Jesus também disse: "Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer" (João 6:40). Estas passagens do Novo Testamento concordam com nossa passagem do Velho Testamento. Todas elas dizem que o povo de Deus será voluntário no dia do poder de Deus. Pelo fato de nenhum homem ser voluntário por natureza, tem que haver uma obra da graça de Deus no coração de um homem. Somente quando houver esta obra da graça os homens serão voluntários no dia do poder de Deus. O povo de Deus deve ser um povo voluntário. Podemos dizer quem são os filhos de Deus pelo fato de serem voluntários. Prego a muitas pessoas diversas vezes. Falo a elas sobre o inferno. Aviso-as para fugirem dele. Falo a elas sobre Cristo, imploro-lhes que olhem para Cristo para serem salvas. Mas às pessoas não estão dispostas a olhar para Cristo. Ou o dia do poder de Deus ainda não veio ou elas não são o povo de Deus. Seu povo será voluntário no dia do Seu poder. Naquele dia, as pessoas confiarão suas vidas à graça de Deus; confiarão em Cristo que morreu na cruz para salvá-las.

O que tornou essas pessoas voluntárias? A única resposta é que a graça de Deus transformou sua relutância em voluntariedade. Se a vontade do homem é livre para agir certo ou errado, por que as pessoas não se voltam para Deus? A razão é que a vontade do homem não é livre. A graça de Deus deve vir e agir no coração, Somente então um homem será voluntário no dia do poder de Deus.

O povo de Deus deseja ser salvo. Assim, as pessoas desejam trabalhar para Deus. Elas vão voluntariamente à casa de Deus para adorá-lO. Elas dão generosamente quando há necessidade de dinheiro na igreja. Elas servem a Deus de várias formas, com alegria e espontaneidade, no dia do poder de Deus.

Devemos notar o caráter desse povo. Ele "se apresentará voluntariamente no dia do teu poder". Ele "se apresentará voluntariamente... com santos ornamentos". Este povo voluntário estará vestido com santidade. Estará vestido com a justiça, a santidade de Cristo. A graça de Cristo lhe é concedida. O povo de Cristo não tem santidade em si próprio. A santidade que tem lhe é dada por Deus. Deus transforma pecadores em santos. Somente o povo cristão tem verdadeira santidade. O povo de Cristo é um povo voluntário e santo.

As próximas palavras são difíceis de se entender: "...como vindo do próprio seio da alva...". O que elas significam? Algumas pessoas dizem que estas palavras significam que o povo de Deus será voluntário desde o início da vida. A passagem não significa isso. De onde virá o povo de Deus? Como deve ser trazido? Você já viu gotas de orvalho de manhã bem cedo? Há muitas. São belíssimas. De onde vieram? A resposta da natureza é que vieram "do próprio seio da alva". O povo de Deus virá dessa mesma forma. Virá de maneira muito rápida e misteriosa, como se viesse "do próprio seio da alva", como as gostas de orvalho. As gotas de orvalho são algo misterioso. Ninguém realmente sabe como vêm. O povo de Deus também vem misteriosamente. Um pregador pode não ser eloqüente ou poderoso. Então, como foram as pessoas convertidas quando este homem pregou? Elas vieram " do próprio seio da alva", misteriosamente. Quem fez as gotas de orvalho? Deus fez a gotas de orvalho. Ele não precisa do homem para ajudá-lO. O povo de Deus é salvo da mesma forma. As pessoas são chamadas por Deus e são trazidas por Deus. Elas são abençoadas por Deus. O povo de Deus vem "do próprio seio da alva".

Vocês já notaram quantas gotas de orvalho há na manhã? Há uma grande quantidade ao mesmo tempo. Todavia tudo é feito silenciosamente. Assim também os filhos de Deus virão "do próprio seio da alva". Nenhuma palavra pode realmente explicar o que isto significa. Vocês podem ficar ao ar livre de manhã cedo, quando o sol está começando a raiar. Os campos estarão brilhando com gotas de orvalho. Vocês perguntarão: "De onde vieram todas essas gotas de orvalho?" A resposta é que vieram "do próprio seio da alva"! Quando muitas pessoas são salvas, quando vocês as vêem vindo de maneira misteriosa e silenciosa, podem compará-las ao orvalho da alva. Vocês perguntam: "De onde vieram essas pessoas remidas?" A resposta é que vieram "do próprio seio da alva."

Charles H. Spurgeon

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O homem natural odeia a Graça



O teor do evangelho gira em torno do fato de que o homem está morto em seus pecados, e que a vida eterna é um dom de Deus, e se colocaria contra a totalidade deste teor básico do evangelho quem defendesse que o homem pode conhecer e amar a Cristo sem a atuação do Espírito Santo. O Espírito Santo encontra os homens tão desprovidos de vida espiritual, como aqueles ossos secos na visão de Ezequiel; o Espírito tem de juntar cada osso com seu osso, até reconstituir o esqueleto, e depois, vindo dos quatro cantos, precisa soprar sobre esses ossos mortos a fim de que recebam vida. A não ser pelo Espírito de Deus, as almas dos homens teriam de permanecer no vale de ossos secos, mortas, e mortas para sempre.

Mas as Escrituras não dizem apenas que o homem está morto em pecado; afirmam algo pior que isso: que ele, por natureza, é absoluta e totalmente contrário a tudo que seja bom e reto. "Portanto a intenção da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser" Rom. 8:7. Folheemos as páginas da Bíblia e continuamente é repetido que a vontade do homem é contrária às coisas de Deus. Que disse Cristo naquele texto tão freqüentemente citado pelos arminianos para negar a doutrina que tão claramente afirma? Que disse Ele aos que imaginavam ser possível ao homem vir a Ele sem a influência divina? Primeiramente afirmou: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer". Entretanto, disse algo ainda mais enfático: "E não quereis vir a mim para terdes vida".

O homem não quer vir. Aqui se encontra a coisa fatal; não é apenas que o homem se encontra sem forças para fazer o bem, e sim que é suficientemente poderoso para fazer o mal, de modo que a sua vontade está perversamente disposta a ir contra tudo que é reto. Vá, arminiano, e diga a seus ouvintes que eles podem vir a Cristo, se assim o desejam, mas saiba que o seu Redentor o observa face a face e lhe diz que você está proferindo uma mentira! Os homens não querem vir. Nunca virão por si mesmos. Ninguém pode induzi-los a vir, nem mesmo forçá-los a vir com todas as suas ameaças, nem seduzi-los com todos os seus convites. Eles não querem vir a Cristo para terem vida. Até que o Espírito os traga, não quererão vir, nem poderão vir.

E é pelo fato de que a natureza humana é hostil ao Espírito de Deus, que o homem odeia a graça, despreza a maneira pela qual se oferece esta graça, e é contrário à sua natureza orgulhosa o humilhar-se para receber a salvação pelos méritos de outro. Daí, pois, surge a necessidade de que o Espírito opere diretamente no homem para mudar a sua vontade, corrigir as inclinações do seu coração, e depois de colocá-lo no caminho certo, dar-lhe forças para andar nele. Oh, se todos estudassem o homem e chegassem a compreendê-lo, não poderiam deixar de ser zelosos nesta doutrina da necessidade da obra do Espírito Santo! Com razão um grande escritor observou que jamais conheceu um homem que sustentasse algum erro teológico, que ao mesmo tempo não mantivesse alguma doutrina que atenuasse a depravação humana.

O arminiano diz que é verdade que o ser humano está espiritualmente caído, todavia acrescenta que ele ainda possui o poder da vontade e essa vontade é livre; ele pode levantar-se. Atenua-se dessa forma o caráter desesperador da queda do homem. Por outro lado, o antinomiano afirma que o homem não é responsável, pois nada pode fazer; por conseguinte não está obrigado a fazer nada. Não é sua obrigação crer, nem é sua obrigação arrepender-se. Vemos aqui que ele também atenua a condição pecaminosa do homem e lhe faltam idéias corretas a respeito da Queda. Entretanto, uma vez mantida a posição verdadeira, ou seja, a de que o ser humano não só está completamente caído, perdido e condenado, e sim também de que é culpado e por si mesmo impotente, então necessariamente você adotará a posição doutrinária correta em todos os demais pontos do grande evangelho do Senhor Jesus. Desde que se creia o que as Escrituras ensinam sobre o homem -posto que se aceite que o seu coração é depravado, seus afetos corrompidos, seu entendimento obscurecido e sua vontade pervertida, então você terá de sustentar que, se uma pessoa assim tão miserável há de ser salva, essa salvação deverá ser efetuada pelo Espírito de Deus, e por Ele somente.
 
Charles H. Spurgeon

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A soberania de DEUS diante da nossa responsabilidade

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Romanos 9:27 E como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disto o juízo.

Muitas vezes acreditamos estar vivendo em tempos onde uma segunda chance sempre será providenciada, e esquecemos que nossa verdadeira chance, chama-se “hoje”, chance essa de aceitarmos Jesus, chance essa de vivermos de acordo com os padrões que nosso Pai celeste espera para nós, pessoas vivem com seu orgulho de tal forma que trocam a forma de Deus, para nosso devedor.

Acreditando que por serem pessoas boas, sua obras melhores serão consideradas diante de Deus, não é dessa forma que funciona, pelo menos da maneira de um Deus santo agir, como verdadeiro juiz, Ele irá pesar as atitudes boas e favorecerá as ruins? De maneira nenhuma, a condenação vem pela parte errada e não pela boa.

Somente através de Jesus que se entregou por nós quando ainda éramos pecadores temos livre acesso ao Pai (Rom 5:8), tudo isso foi feito mediante a graça de Deus, por amor, sem merecimento nenhum, porém isso não anula a nossa responsabilidade mediante a eleição de Deus, muitos que se dizem cristãos, entendem que por Deus ser soberano na salvação, não precisamos fazer nada diante disso, Charles Spurgeon disse: "A santidade  é o lado visível da salvação", na qual eu concordo plenamente, ou então JC Ryle: "A Bíblia fala de eleição por meio da santificação e de predestinação à conformidade com a imagem do Filho de Deus. Se faltarem esses ingredientes, é perda de tempo falar em eleição.", são esses os detalhes que as pessoas esquecem quando falam em Deus.

Mesmo diante de toda sua majestade e soberana vontade, na qual Deus faz tudo que lhe agrada (salmo 115:3), fica muito visível e claro as responsabilidades que o povo cristão deve exercitar, entre elas ,confessar Jesus as homens(Mt 10:32-33), amar, conhecer e guardar seus mandamentos(Jo 14:21), desenvolver nossa salvação com temor e tremor (Fp 2:12), não o fazendo como se por aprovação dos homens, sendo que quando não estão presentes não permanecemos da mesma maneira como que por aparência, e sim sabendo que o Pai altíssimo, vê tudo e nada pode se esconder de seu poder.

Nosso tempo de responsabilidade é agora, não amanha e nem o ano que vem, busquemos desenvolver nossa salvação, reconhecendo que é pela graça de Deus, mas que nossa vida deve viver em sintonia tanto como uma molécula de água “h2o”, que separa o hidrogênio de oxigênio, não serve de nada ,pelo contrario não pode gerar vida, entendamos dessa mesma maneira, que Deus escolhe os seus, mas de maneira nenhuma devemos deixar de praticar com afinco na busca sem parar de nossa  santidade, sabendo que  não alcançamos ainda a perfeição, mas devemos continuar com o foco focado na obra de nosso Salvador, na qual ele já pagou o preço, alto preço por nossas vidas, mesmo sem merecermos (Fp 3:12).

Glorias a Deus

Guinho

domingo, 11 de dezembro de 2011

Predestinação e livre arbítrio