segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Os Hereges - 1João 2.18-19


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quais as diferenças entre Igreja Católia e Ortodoxa?... A Bíblia Responde #101

Tendo os católicos e os ortodoxos partido do mesmo ponto, porque os ortodoxos apenas têm ícones nas suas igrejas? ou seja, a igreja católica acrescentou mais tarde estátuas, etc, ou a igreja ortodoxa restringiu o uso das mesmas mais tarde. 2- Os ortodoxos, também têm situações de aparições, como faz a Igreja Católica? por exemplo Fátima, Lurdes, etc.

Tendo em vista que as estátuas e imagens diversas foram introduzidas a partir do reinado de Constantino I, quando este se tornou cristão, e a separação das igrejas católicas e ortodoxa ocorreu apenas mais de mil anos depois, podemos supor que a igreja ortodoxa aboliu o uso dessas imagens.

Sobre as aparições eu desconheço o reconhecimento delas por parte da igreja ortodoxa, creio ser uma exclusividade da igreja católica. Abaixo segue texto contanto um resumo sobre as diferenças entre as duas igrejas.

Que Deus te abençoe.

No ano de 1054 houve um cisma entre as Igrejas Cristãs – de um lado, permaneceu o Catolicismo, submetido à autoridade papal; do outro, várias igrejas orientais uniram-se em torno do poder do Patriarca de Constantinopla, constituindo a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa, mais conhecida como Igreja Ortodoxa. Esta expressão, advinda do grego, significa ‘doutrina reta’; os seguidores desta vertente são chamados de cristãos ortodoxos.

Até hoje os ortodoxos mantêm intactos seus rituais primitivos, ministrados pelos padres apostólicos, e também o Credo Niceno. Esta Igreja alicerçava-se em cinco Patriarcados, os de Antioquia, Constantinopla, Alexandria, Jerusalém e Roma, todos livres na esfera administrativa. No campo dos ritos, porém, as Igrejas são muito semelhantes, e seus princípios de fé são os mesmos. O Patriarca de Constantinopla detém uma denominação tão somente honorária, porque os patriarcas de cada instituição são dependentes entre si. Esta estrutura hierárquica tem um claro objetivo, demonstrar que Jesus é o único líder da Igreja, sem nenhum representante na Terra.

A maior autoridade na Igreja Ortodoxa é o Santo Sínodo Ecumênico, desde a sua fundação até os dias atuais. Ele é integrado por todos os patriarcas que lideram as igrejas autocéfalas e pelos arcebispos-primazes das igrejas independentes, que se unem quando são convocados pelo Patriarca de Constantinopla. Este Concílio teve seu poder contestado pela Igreja Católica Romana em 1054, data da dissidência religiosa entre as Igrejas Cristãs. Os ortodoxos, ao obedecerem ao Patriarca, negam a liderança do Papa e sua impossibilidade de se enganar.

Cada Igreja está submetida também a uma autoridade regional, o Santo Sínodo Local. Por outro lado, os patriarcados têm a liberdade de buscar a solução de seus problemas específicos com o máximo de autonomia, podendo inclusive substituir seus próprios bispos, até mesmo o patriarca, o arcebispo ou o Metropolita que dirija esta instituição. A Ortodoxia aceita a existência de sete Concílios Ecumênicos – os de Nicéia, Constantinopla, Éfeso, Calcedônia, Constantinopla II, Constantinopla III e Nicéia II.

Há pelo menos quatorze Igrejas Ortodoxas Autocéfalas – as quatro mais antigas, ou seja, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém (todas elas constituem patriarcados); bem como as dez Igrejas Ortodoxas que surgiram ao longo do tempo: Rússia, Sérvia, Romênia, Bulgária, Geórgia (estas também são consideradas patriarcados), Chipre, Grécia, Albânia e República Tcheco-Eslováquia (estas últimas são lideradas por um arcebispo ou por um Metropolita).

Seus rituais são constantemente revestidos de pompa e constituem a essência da fé ortodoxa. A parte musical dispensa os instrumentos, expressando-se apenas através dos cantos realizados por corais. A ortodoxia não permite o uso de imagens esculturais na decoração, somente pintura sobre madeira representando os santos, Jesus e sua mãe, Maria. Surgiram nas diversas Igrejas, devido à sua autonomia, as mais variadas cerimônias eclesiásticas, que correspondem mais à diversidade das línguas e das culturas regionais, do que a qualquer discordância doutrinária. Os cinco rituais mais importantes são o bizantino – encontrado na maior parte das Igrejas Ortodoxas -, o alexandrino, o antioquino, o armênio e o caldeu.

O ascetismo organizado é a base da força vital que anima a crença ortodoxa, e seu principal mosteiro está localizado no Monte Athos, na Grécia. Na Igreja Ortodoxa todos os bispos são considerados herdeiros da tarefa apostólica, portanto são portadores dos mesmos direitos, não havendo nenhuma diferença entre eles e os outros integrantes do clero ortodoxo. Os únicos critérios para a concessão de cargos eclesiásticos são a experiência trazida pela idade e a sabedoria. A Igreja está presente em cada local no qual se consagre a Eucaristia. Esta instituição também adota o Novo Testamento, e segue igualmente as leis instituídas pelos sete primeiros Concílios Ecumênicos. Além destes pontos em comum com a Igreja Católica Romana, ela tem seu diferencial na filiação aos livros patrísticos.

Ao contrário do Catolicismo, para a Igreja Ortodoxa o Espírito Santo provém do Pai, mas não está ligado ao Filho; o purgatório não existe e os ortodoxos não crêem na virgindade de Maria, embora admitam sua elevação aos Céus. Na estrutura clerical, apenas os bispos são obrigados a manter o celibato, os padres são liberados para o matrimônio, desde que este se dê antes da sua ordenação.

No Brasil a Igreja Ortodoxa desembarcou junto com os imigrantes árabes. A primeira instituição foi edificada em São Paulo, no ano de 1904. A imponente Catedral Ortodoxa foi aberta ao público em 1954, no auge da celebração do IV Centenário da metrópole.

Dissidências de uma mesma crença Vários pontos separam o Cristianismo do Ocidente e o do Oriente

REGRAS E RITUAIS - Voto de castidade
ORTODOXOS - Opcional para padre, obrigatório para bispo
CATÓLICOS - Obrigatório para todo sacerdote



REGRAS E RITUAIS - Papa
ORTODOXOS - Não reconhecem sua autoridade
CATÓLICOS - É a autoridade máxima



REGRAS E RITUAIS - Quaresma
ORTODOXOS - Dura 47 dias
CATÓLICOS - Dura 40 dias



REGRAS E RITUAIS - Calendário
ORTODOXOS - Usam o Juliano, com 13 dias a mais no ano
CATÓLICOS - Usam o Gregoriano com 365 dias



REGRAS E RITUAIS - Natal
ORTODOXOS - Comemoram em 7 de janeiro
CATÓLICOS - Comemoram em 25 de dezembro



REGRAS E RITUAIS - Imagens dos santos
ORTODOXOS - As igrejas não têm estátuas deles, só pinturas
CATÓLICOS - Não há restrições às estátuas



REGRAS E RITUAIS - Cruz
ORTODOXOS - Tem três barras
CATÓLICOS - Tem apenas uma barra horizontal


Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Ortodoxa
http://www.ecclesia.com.br/igreja_ortodoxa/index.html
http://www.brazilsite.com.br/religiao/outras/ortod.htm






terça-feira, 16 de agosto de 2016

Filhos, Herança do Senhor - Salmo 127


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O Determinismo É Bíblico?... A Bíblia Responde #100

Todas as coisas, materiais e espirituais, seja a natureza, atos, vontade, pensamentos, etc, subordinados ao eterno decreto de Deus. Em linhas gerais, toda a criação está sujeita à vontade decretiva e providente de Deus. De tal forma, que se uma folha cair, é porque Deus determinou que caísse. Se não, é porque Deus determinou que não caísse. De tal forma, que se escolher um sorvete de laranja ao invés de um sorvete de coco, é porque Deus determinou até mesmo essa escolha. Seja nos eventos complexos ou nos mais insignificantes, eles somente acontecem pela vontade divina. Correto? O Determinismo bíblico é verdadeira e clara?

A Bíblia nos mostra que Jesus Cristo fez questão de deixar claro que Deus está no controle de todas as coisas desde as mais simples quanto as mais complexas, conforme podemos ver em Mateus 10:29-30 “Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês.
Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados.”

Entretanto, quando falamos que Deus determina se você escolheu sorvete de laranja ao invés de coco, podemos correr um risco de entrar em uma contradição Bíblica, tirando a responsabilidade do homem por suas escolhas. Se aceitarmos esse conceito então se uma pessoa escolhe dar veneno ao invés de leite para seu filho tomar, então Deus determinou que essa escolha fosse feito, e em última análise Deus é o responsável por isso e não o homem, afinal foi determinado por Deus essa escolha. Tornaremos então Deus o autor do mal.

A Bíblia é clara quanto a soberania de Deus em todas as coisas, mas é também igualmente clara quanto a responsabilidade humana, dizendo que o homem é o único responsável por seus atos e pelos seus pecados.

É impossível que compreendamos totalmente a relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade do homem. Somente Deus sabe totalmente como estas duas coisas trabalham juntas em Seu plano de salvação. Provavelmente mais do que com qualquer outra doutrina, é crucialmente importante que, no que diz respeito a esse assunto, admitamos a nossa incapacidade de compreender totalmente a natureza de Deus e o nosso relacionamento com Ele. Ir longe demais para qualquer lado resulta em uma compreensão distorcida da salvação.

A Bíblia deixa claro que Deus sabe quem será salvo (Romanos 8:29; 1 Pedro 1:2). Efésios 1:4 nos diz que Deus nos escolheu “antes da fundação do mundo”. A Bíblia descreve várias vezes os crentes como os “escolhidos” (Romanos 8:33; 11:5; Efésios 1:11; Colossenses 3:12; 1 Tessalonicenses 1:4; 1 Pedro 1:2; 2:9) e “eleitos” (Mateus 24:22,31; Marcos 13:20, 27; Romanos 11:7; 1 Timóteo 5:21; 2 Timóteo 2:10; Tito 1:1; 1 Pedro 1:1). O fato dos crentes serem predestinados (Romanos 8:29-30; Efésios 1:5, 11) e eleitos (Romanos 9:11; 11:28; 2 Pedro 1:10) para a salvação é totalmente claro.

A Bíblia também diz que somos responsáveis por receber a Cristo como Salvador - tudo o que temos que fazer é acreditar em Jesus Cristo e seremos salvos (João 3:16, Romanos 10:9-10). Deus sabe quem será salvo, Deus escolhe quem será salvo e nós temos que escolher a Cristo para sermos salvos. É impossível que uma mente limitada compreenda como estas três coisas trabalham juntas (Romanos 11:33-36). Nossa responsabilidade é levar o Evangelho a todo o mundo (Mateus 28:18-20; Atos 1:8). Devemos deixar a parte que diz respeito à presciência, eleição e predestinação nas mãos de Deus, simplesmente sendo obedientes em compartilhar o Evangelho.

Em Cristo.