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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O sangue derramado na cruz era também o sangue de Maria?... A Bíblia Responde #112

Ouvi de uma pessoa o seguinte: Temos cromossomos 23 do pai e 23 da mãe. Jesus herdou os 46 cromossomos de Maria, portanto o sangue vertido na cruz também era o de Maria. Não concordei com a colocação e gostaria de refutar biblicamente, se possível.

Olá querida irmã, poderíamos facilmente refutar essa teoria sem nem mesmo precisarmos da bíblia para isso. Sinceramente, não compreendo onde essa pessoa queria chegar com isso, talvez quisera afirmar sobre a santidade de Maria, mas isso também não vem ao caso.

Possuir uma herança genética não significa dizer que o sangue que possuímos é também das pessoas das quais herdamos nossos genes. Por exemplo, eu possuo uma herança genética vinda dos meus pais, mas o sangue que corre em minhas veias é inteiramente meu, de maneira alguma o meu sangue pertence de alguma forma aos meus pais.

Outro erro da argumentação dessa pessoa foi que Jesus herdou os 46 cromossomos de Maria, isso seria uma impossibilidade biológica, uma pessoa não pode ser gerada apenas através do óvulo feminino ela precisa da semente masculina para que ocorra a fecundação.

A Bíblia nos diz em Mateus 1:18 e Lucas 1:35 que Jesus foi gerado pelo Espírito Santo, em um nascimento virginal. Possuindo em seu DNA uma semente 100% humana e 100% divina, o que na teologia chamamos de união hipostática. (Aprenda mais sobre esse assunto aqui: http://www.gotquestions.org/Portugues/uniao-hipostatica.html)

Portanto todo o sangue derramado na cruz do Calvário foi único e exclusivamente de Jesus Cristo.

Que Deus te abençoe.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quais as diferenças entre Igreja Católia e Ortodoxa?... A Bíblia Responde #101

Tendo os católicos e os ortodoxos partido do mesmo ponto, porque os ortodoxos apenas têm ícones nas suas igrejas? ou seja, a igreja católica acrescentou mais tarde estátuas, etc, ou a igreja ortodoxa restringiu o uso das mesmas mais tarde. 2- Os ortodoxos, também têm situações de aparições, como faz a Igreja Católica? por exemplo Fátima, Lurdes, etc.

Tendo em vista que as estátuas e imagens diversas foram introduzidas a partir do reinado de Constantino I, quando este se tornou cristão, e a separação das igrejas católicas e ortodoxa ocorreu apenas mais de mil anos depois, podemos supor que a igreja ortodoxa aboliu o uso dessas imagens.

Sobre as aparições eu desconheço o reconhecimento delas por parte da igreja ortodoxa, creio ser uma exclusividade da igreja católica. Abaixo segue texto contanto um resumo sobre as diferenças entre as duas igrejas.

Que Deus te abençoe.

No ano de 1054 houve um cisma entre as Igrejas Cristãs – de um lado, permaneceu o Catolicismo, submetido à autoridade papal; do outro, várias igrejas orientais uniram-se em torno do poder do Patriarca de Constantinopla, constituindo a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa, mais conhecida como Igreja Ortodoxa. Esta expressão, advinda do grego, significa ‘doutrina reta’; os seguidores desta vertente são chamados de cristãos ortodoxos.

Até hoje os ortodoxos mantêm intactos seus rituais primitivos, ministrados pelos padres apostólicos, e também o Credo Niceno. Esta Igreja alicerçava-se em cinco Patriarcados, os de Antioquia, Constantinopla, Alexandria, Jerusalém e Roma, todos livres na esfera administrativa. No campo dos ritos, porém, as Igrejas são muito semelhantes, e seus princípios de fé são os mesmos. O Patriarca de Constantinopla detém uma denominação tão somente honorária, porque os patriarcas de cada instituição são dependentes entre si. Esta estrutura hierárquica tem um claro objetivo, demonstrar que Jesus é o único líder da Igreja, sem nenhum representante na Terra.

A maior autoridade na Igreja Ortodoxa é o Santo Sínodo Ecumênico, desde a sua fundação até os dias atuais. Ele é integrado por todos os patriarcas que lideram as igrejas autocéfalas e pelos arcebispos-primazes das igrejas independentes, que se unem quando são convocados pelo Patriarca de Constantinopla. Este Concílio teve seu poder contestado pela Igreja Católica Romana em 1054, data da dissidência religiosa entre as Igrejas Cristãs. Os ortodoxos, ao obedecerem ao Patriarca, negam a liderança do Papa e sua impossibilidade de se enganar.

Cada Igreja está submetida também a uma autoridade regional, o Santo Sínodo Local. Por outro lado, os patriarcados têm a liberdade de buscar a solução de seus problemas específicos com o máximo de autonomia, podendo inclusive substituir seus próprios bispos, até mesmo o patriarca, o arcebispo ou o Metropolita que dirija esta instituição. A Ortodoxia aceita a existência de sete Concílios Ecumênicos – os de Nicéia, Constantinopla, Éfeso, Calcedônia, Constantinopla II, Constantinopla III e Nicéia II.

Há pelo menos quatorze Igrejas Ortodoxas Autocéfalas – as quatro mais antigas, ou seja, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém (todas elas constituem patriarcados); bem como as dez Igrejas Ortodoxas que surgiram ao longo do tempo: Rússia, Sérvia, Romênia, Bulgária, Geórgia (estas também são consideradas patriarcados), Chipre, Grécia, Albânia e República Tcheco-Eslováquia (estas últimas são lideradas por um arcebispo ou por um Metropolita).

Seus rituais são constantemente revestidos de pompa e constituem a essência da fé ortodoxa. A parte musical dispensa os instrumentos, expressando-se apenas através dos cantos realizados por corais. A ortodoxia não permite o uso de imagens esculturais na decoração, somente pintura sobre madeira representando os santos, Jesus e sua mãe, Maria. Surgiram nas diversas Igrejas, devido à sua autonomia, as mais variadas cerimônias eclesiásticas, que correspondem mais à diversidade das línguas e das culturas regionais, do que a qualquer discordância doutrinária. Os cinco rituais mais importantes são o bizantino – encontrado na maior parte das Igrejas Ortodoxas -, o alexandrino, o antioquino, o armênio e o caldeu.

O ascetismo organizado é a base da força vital que anima a crença ortodoxa, e seu principal mosteiro está localizado no Monte Athos, na Grécia. Na Igreja Ortodoxa todos os bispos são considerados herdeiros da tarefa apostólica, portanto são portadores dos mesmos direitos, não havendo nenhuma diferença entre eles e os outros integrantes do clero ortodoxo. Os únicos critérios para a concessão de cargos eclesiásticos são a experiência trazida pela idade e a sabedoria. A Igreja está presente em cada local no qual se consagre a Eucaristia. Esta instituição também adota o Novo Testamento, e segue igualmente as leis instituídas pelos sete primeiros Concílios Ecumênicos. Além destes pontos em comum com a Igreja Católica Romana, ela tem seu diferencial na filiação aos livros patrísticos.

Ao contrário do Catolicismo, para a Igreja Ortodoxa o Espírito Santo provém do Pai, mas não está ligado ao Filho; o purgatório não existe e os ortodoxos não crêem na virgindade de Maria, embora admitam sua elevação aos Céus. Na estrutura clerical, apenas os bispos são obrigados a manter o celibato, os padres são liberados para o matrimônio, desde que este se dê antes da sua ordenação.

No Brasil a Igreja Ortodoxa desembarcou junto com os imigrantes árabes. A primeira instituição foi edificada em São Paulo, no ano de 1904. A imponente Catedral Ortodoxa foi aberta ao público em 1954, no auge da celebração do IV Centenário da metrópole.

Dissidências de uma mesma crença Vários pontos separam o Cristianismo do Ocidente e o do Oriente

REGRAS E RITUAIS - Voto de castidade
ORTODOXOS - Opcional para padre, obrigatório para bispo
CATÓLICOS - Obrigatório para todo sacerdote



REGRAS E RITUAIS - Papa
ORTODOXOS - Não reconhecem sua autoridade
CATÓLICOS - É a autoridade máxima



REGRAS E RITUAIS - Quaresma
ORTODOXOS - Dura 47 dias
CATÓLICOS - Dura 40 dias



REGRAS E RITUAIS - Calendário
ORTODOXOS - Usam o Juliano, com 13 dias a mais no ano
CATÓLICOS - Usam o Gregoriano com 365 dias



REGRAS E RITUAIS - Natal
ORTODOXOS - Comemoram em 7 de janeiro
CATÓLICOS - Comemoram em 25 de dezembro



REGRAS E RITUAIS - Imagens dos santos
ORTODOXOS - As igrejas não têm estátuas deles, só pinturas
CATÓLICOS - Não há restrições às estátuas



REGRAS E RITUAIS - Cruz
ORTODOXOS - Tem três barras
CATÓLICOS - Tem apenas uma barra horizontal


Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Ortodoxa
http://www.ecclesia.com.br/igreja_ortodoxa/index.html
http://www.brazilsite.com.br/religiao/outras/ortod.htm






segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Podemos fazer imagens para representar o Espírito Santo?...A Bíblia Responde #58




 1- Por vezes faz-se representações do Espírito Santo sob a forma de pomba ou línguas de fogo. embora seja uma representação com respaldo biblico, é correcto? 2- A Igreja católica aceita a doutrina da Justificação ou é como os ortodoxos (cada vez mais e mais parecidos com Cristo (divinização)?


Embora vejamos na declaração do batismo de Jesus, (Mt 3,16; Mc 1,9-11;Lc 3,21-22), o simbolismo da capacitação de Jesus para o ministério (Is 61.1), não temos em nenhum lugar nas Escrituras, mandamentos ou sugestões para fazermos imagens, ou copias para representar a Deus, pelo contrário, temos um mandamento direto de não fazer nada do que há nos céus, na terra, ou no mar (Ex 20), sabemos que nossa adoração deve ser em espírito, porque Deus é Espírito (Jo 4,24) logo não devemos fazer nenhuma imagem para querer representá-lo. A igreja católica entende a doutrina da justificação totalmente diferente do que as Escrituras ensinam, que é pela fé somente em Cristo, sendo que esta foi uma das principais razões para o inicio da Reforma Protestante, não o único, mas um dos principais motivos. Sendo assim:

"Católicos e protestantes também discordam no que significa ser justificado perante Deus. Para os católicos, a justificação envolve que se seja feito justo e santo. Eles crêem que a fé em Cristo é apenas o início da salvação, e que a pessoa deve fazer que isto cresça com boas obras, pois “o homem deve fazer por merecer a graça de Deus da justificação e eterna salvação”. Logicamente que esta visão de justificação contradiz o claro ensinamento das Escrituras em passagens como Romanos 4:1-12; Tito 3:3-7, assim como muitas outras. Por outro lado, os protestantes fazem distinção entre o ato único de justificação (quando somos declarados justos e santos por Deus com base em nossa fé na expiação de Cristo na cruz), e santificação (o processo contínuo de ser justificado que continua através de nossas vidas na terra). Apesar de os protestantes reconhecerem que as obras são importantes, eles crêem que estas são o resultado ou fruto da salvação, mas nunca o meio para ela. Os católicos misturam justificação e santificação em um processo contínuo, que leva à confusão sobre como se é salvo."

Existem outras grandes diferenças quanto a fé cristã protestante e católica romana, esta última se afasta do ensino da Bíblia em assuntos vitais para salvação.


Em Cristo









quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Breve Teologia Bíblica do Decálogo



O Antigo Testamento é rico de muitos modos, em seus vários tipos de literatura (história, lei, poesia, profecia), em seu período histórico (da criação à restauração de Israel do exílio), em seus detalhes proféticos concernentes à Primeira e Segunda Vinda de Cristo, e em seu tema multifacetado. Todo aquele que lê o Antigo Testamento percebe nitidamente a gama de temas, entre eles, falando em termos gerais: Deus, o homem, o pecado, a relação ligada à redenção e aliança de Deus com o homem, e o futuro governo messiânico do Filho de Deus, o Messias. Como os vários segmentos da Bíblia se relacionam com estes temas, é a função da Teologia Bíblica mostrar o que a Bíblia ensina teologicamente.

BREVE TEOLOGIA BÍBLICA DO DECÁLOGO

Os Dez Mandamentos são dez leis na Bíblia que Deus deu à nação de Israel logo após o êxodo do Egito. Os Dez Mandamentos são essencialmente um resumo dos mais de 600 mandamentos contidos na Lei do Antigo Testamento. Os primeiros quatro mandamentos lidam com a nossa relação com Deus. Os outros seis mandamentos lidam com os nossos relacionamentos com os outros. Os Dez Mandamentos estão registrados na Bíblia em Êxodo 20:1-17 e Deuteronômio 5:6-21

O PRIMEIRO MANDAMENTO – “Não terás outros deuses diante de mim”. Este mandamento é contra a adoração de qualquer deus que não seja o único e verdadeiro Deus. Todos os outros são falsos deuses.

Este primeiro mandamento trata diretamente da relação pressuposta pelo tratado do soberano e servo. O Senhor em virtude de eleger e libertar salvadoramente o povo tirando-o de outro senhor (o Egito), ordena os israelitas a empreender e manter uma atitude de lealdade indivisa a Ele. “Não terás outros deuses diante de mim” (v.3) é uma afirmação categórica das reivindicações exclusivas do Senhor de domínio e adoração. Violar este mandamento é repudiar a totalidade da relação entre soberano e vassalo, pois se trata de alta traição.

Deus durante todo o Antigo Testamento e eras da revelação da Sua Promessa, enfatizou que Ele é o único Deus, e que o povo deveria prestar total reverência e viver de acordo com suas leis, pois fazendo isso eles seriam o seu povo.

O SEGUNDO MANDAMENTO – “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

Este mandamento proíbe a representação do Senhor por qualquer tipo de ídolo ou semelhança, pois representá-Lo é limitar o Deus soberano e confundir o Criador com a criação. Os que praticam idolatria aborrecem o Senhor, ao passo que os que não a praticam são os que o amam. Os idólatras, pelo próprio ato da idolatria, rejeitam o verdadeiro Deus quando Ele escolhe revelar-se, e escolhem uma invenção da sua própria imaginação. Por outro lado, os que o amam lhe obedecem, tornam-se recebedores do seu amor recíproco. A lealdade ao Senhor por parte do povo-servo ocasionará a resposta de compromisso leal e infalível a eles.

Este mandamento é contra a fabricação de ídolos, representações visíveis de Deus. Não existe imagem que nós possamos criar que possa precisamente retratar a Deus. Fazer com que um ídolo represente Deus é adorar um falso deus. Calvino escreveu sabiamente: “O coração do homem é uma fábrica de ídolos”, por todo o Antigo Testamento vemos isso claramente, por inúmeras vezes o povo se voltava a todos os tipos de idolatria. Hoje em dia continuamos a ver o homem produzindo ídolos para si, até mesmo dentro das igrejas ditas como evangélicas, pessoas adorando um Deus criado a partir de suas próprias mentes e nem um pouco parecido com o Deus das Escrituras.

TERCEIRO MANDAMENTO – “Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.

Este mandamento conecta o nome do Senhor com o próprio Senhor. O abuso do nome divino é equivalente a sacrilégio, pois no antigo Oriente Próximo e em Israel os nomes não só descreviam os atributos, caráter e destino dos indivíduos nomeados, mas, às vezes, era sinônimo de pessoa. Abusar do nome divino ou usá-lo sem propósitos ou de maneira imprópria é tentar manipular Deus para fins e propósitos humanos. É um esforço arrogante do servo obter vantagem para si, prostituindo esse nome e Pessoa santos, desta forma invertendo o papel para o qual ele foi posto em comunhão.

Este é um mandamento contra o tomar o nome do Senhor em vão. Não devemos tratar o nome de Deus levianamente. Devemos demonstrar reverência a Deus mencionando-o apenas de formas respeitosas e honrosas. Deus preza pelo Seu Santo Nome, e esse cuidado é expressando nesse mandamento.

QUARTO MANDAMENTO – “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou”.
Este mandamento tira o foco do reconhecimento apropriado e respeito à Pessoa do Senhor como Deus de Israel e coloca no regulamento do exercício do domínio humano sobre a terra. Ele tem de “lembrar-se do dia do sábado, para o santificar” (Ex 20:8). Essa lembrança é feita pela interrupção do trabalho comum, no sétimo dia da semana, pela família israelita, seus servos e até as bestas de carga. A significação teológica sugerem que as razões para separar o dia são:

1 – que o Senhor fez todas as coisas em seis dias e descansou no sétimo e

2 – que Ele celebrou essa cessação de trabalho criativo pondo de lado o dia de descanso para ser um memorial.

Deus é o Senhor sobre o espaço e tempo. O homem como vice-regente e imagem de Deus também tem de cessar o trabalho no antegozo de um “dia de descanso” de dimensões tanto históricas quanto escatológicas. Em termos de concerto sinaítico, o sábado era para lembrar Israel do seu papel como povo-servo e do cumprimento desse papel no dia de descanso.

QUINTO MANDAMENTO - “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá”. Este é um mandamento para sempre tratar os seus pais com honra e respeito.

A referência ao trabalho no quarto mandamento agora é ligada à terra no quinto, pois a obediência com relação à avaliação apropriada dos pais resultará em vida longa na terra. É apropriado que os pais humanos sejam honrados como representantes do Senhor a quem devemos a mais alta deferência e honra. Honrar os pais é honrar o Senhor, e desonrá-los é nada mais que violação e infidelidade. O quinto mandamento pertence às dimensões verticais da relação humana.

O SEXTO MANDAMENTO - “Não matarás”. Este é um mandamento contra o assassinato premeditado de outro ser humano.

O homem não deve assassinar o membro da raça humana, pois tal assassinato é na realidade um ataque letal contra o próprio Deus. Porque a vida é, por via de regra, sagrada para Deus e para o homem principalmente. Por estas razões, a violação do homem ao ponto da morte é uma afronta à soberania de Deus, uma agressão no seu representante terreno.

O SÉTIMO MANDAMENTO - “Não adulterarás”. Este é um mandamento contra ter relações sexuais com qualquer pessoa que não seja o seu esposo ou esposa.

O adultério a nível humano é infidelidade, na verdade, é um análogo apropriado à infidelidade em nível mais alto, o nível divino-humano. A revelação bíblica é penetrante como frases como “não se prostituam após os seus deuses”, imagem que fala de Israel abandonar a Soberania redentora a favor de outro que não tem reivindicações ou legitimidade. Adultério é a mistura do verdadeiro e do falso, do santo e do profano, do puro e do corrupto. É a ultrapassagem da linha que circunscreve a relação de confiança entre parceiros que fizeram a promessa mútua de compromisso leal.

OITAVO MANDAMENTO - “Não furtarás”. Este é um mandamento contra tirar qualquer coisa que não nos pertence sem a permissão daquele a quem tal coisa pertence.

Roubar é cometer pelo menos três pecados contra Deus:

1 – Tirar de outro o que lhe foi dado e necessita para exercer mordomia;
2 – descumprir a própria tarefa com base no que Deus deu;
3 – arruinar os propósitos sábios de Deus que dá a cada um de acordo com a sua função e habilidade.

Todas as coisas, materiais e imateriais, pertencem a Deus e devem ser distribuídas segundo o seu desejo gracioso.

NONO MANDAMENTO - “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”. Este é um mandamento contra o testemunhar contra outra pessoa falsamente. É essencialmente um mandamento contra a mentira.

Na comunhão de compromisso comum, as negociações entre o israelita e seu companheiro devem ser tão honestas e confiáveis quanto entre um vassalo e seu senhor. Dizer falso testemunho é provocar discussão dentro da comunidade e interromper o funcionamento ordenado e harmonioso do reino.

DÉCIMO MANDAMENTO - “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo”. Este é um mandamento contra o desejar qualquer coisa que não lhe pertença. A cobiça pode levar a outras proibições listadas acima: assassinato, adultério e roubo. Se é errado fazer uma coisa, também é errado desejar fazer essa mesma coisa.

Os outros mandamentos inevitavelmente manifestam-se em expressão exterior até certo ponto ou outro, mas, teoricamente, a cobiça existe só na mente e no coração e nunca se evidencia em ato externo. No momento que se exterioriza não é mais cobiça. O desejo impróprio está no nível mais “espiritual” de roubo, adultério e seus semelhantes,e por isso é proibido.

Mesmo que a cobiça nunca se realize no comportamento público, é uma ruptura séria, porque o Senhor, que conhece o coração, se ofende com isso.A cobiça impugna a sabedoria e bondade de Deus, questionando a concessão divina das bênçãos da vida em acordo com o seu plano onisciente.


Finalmente, a função formal e teológica do Decálogo fica clara quando a vemos no contexto do ato redentor do êxodo e dos propósitos eletivos de Deus para Israel como povo vassalo, conduzindo na comunhão com Ele, a fim de servir como reino de sacerdotes. Particularmente os Dez Mandamentos, fornece as diretrizes segundo as quais este povo privilegiado tinha de ordenar-se para que realmente fosse uma nação santa capaz de exibir o reino de Deus e mediar os benefícios e promessas salvíficas para o mundo em geral da humanidade alienada.


Fontes:

Site Wikipedia
Site GotQuestions
Roy B. Zuck, Teologia do Antigo Testamento, Ed.CPAD, Rio de Janeiro, 2010.

terça-feira, 26 de março de 2013

O coração sem Cristo é idólatra por natureza



Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? 
Romanos 11:35

Nada temos para oferecer a Deus como moeda de troca, porque no final das contas tudo é de Deus! Tudo fora do Criador é criação, não temos nada a oferecer que já não seja dele! (Nem tampouco é servido por mãos de homens At 17.25), essa é a revelação da idolatria e orgulho que existe em nós, viver a vida cristã, trocando ou barganhando com Deus, “se eu fizer isso Deus me dará aquilo”, é fruto de um falso evangelho.

Deus não deve a mim ou a você, nós devemos a Ele, tudo que existe, deve existir para glória de Deus, a ideia de que Deus criou o homem porque precisa de companhia, é um ensino que sem dúvidas em alguma medida já escutamos, mas que não passa de uma heresia destruidora, Deus nunca se sentiu solitário, Ele não criou porque precisava, Ele sempre foi inteiramente autossuficiente nele mesmo, Pai, Filho e  Espírito Santo.

Ele criou simplesmente porque quis, por sua vontade livre e soberana, nós não temos o que lhe oferecer, tudo já é dele, mas Deus por amor de Seu nome, resolveu resgatar, separar e amar um povo, o Seu povo, a Bíblia descreve que Deus tem o desejo acima de qualquer outra coisa, na Sua própria glória.

Isso acaba com os ídolos e arrebenta corações orgulhosos, eu sei, já arrebentou o meu! Tudo que existe, não existe por nossa causa e para nós, existe por Deus e para Deus (Rm 11.36, Ez 20.5-9, Sl 106.8, Ex 14.4, Ef 1.3-6, Jo 12.17-18).

Toda forma de adoração que for atribuída com o máximo valor a alguém ou alguma coisa que não seja Deus, é idolatria.

Tudo que for um fim em si mesmo, não glorifica e não honra a Deus, como Ele deve ser adorado, a glória não pode terminar no dom em si ou em nosso prazer nele, mas sim naquele que concede o dom.

Queremos adorar alguma coisa, a adoração é uma reação nata, porque fomos feitos pelo próprio Deus, para sermos adoradores, mas aconteceu algo errado com a conexão, porque por causa do pecado, o homem muitas vezes troca a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível.

Se todas estas verdades das escrituras podem muitas vezes machucar o orgulho de alguns cristãos, imagino dos incrédulos, todavia, espero que seja exatamente isso que aconteça, que essas verdades sejam profundamente introduzidas em seus corações.

As escrituras nos mostram que realmente nossas bocas falam do que nosso coração esta cheio, e que não é o meio em que vivemos que corrompe o homem, mas sim o coração corrupto do homem que corrompe o resto, é de onde procedem as guerras e contendas que existem, o desejo pela honra, glória e poder. Sem Cristo, somos incapazes de enxergar profundamente o quanto carecemos de um salvador e um novo coração, o orgulho impede que nossos olhos contemplem a verdadeira beleza de Cristo, precisamos de um novo coração, regenerado pelo evangelho.


Em Cristo

Guinho

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Eu conheço o motivo da minha salvação?


Temos falado muito sobre a situação atual da igreja evangélica brasileira, chega a ser repetitivo voltar ao assunto, mas é inevitável que nossas vozes se levantem para denunciar a situação atual, e, quem sabe, com a graça de Deus alguns corações sejam abertos pela mensagem em questão.

Me impressiona a quantidades de crentes em Jesus Cristo que sabem pouco ou quase nada sobre o seu Salvador e sobre questões básicas da fé cristã.

Não quero, nem tenho a pretensão de sugerir que todos os cristãos devam ser grandes teólogos, por mais que gostaria que assim fosse. Não, mas devemos ao menos saber em que cremos para que não aconteça por conta da ignorância de nos transformarmos em idólatras.

É possível um cristão ser um idólatra? Sim, caso você esteja prestando cultos a um Deus que você não conhece e não sabe o que ele fez, você pode ser sim considerado um idólatra. Paul Washer certa vez pregou que nos domingos à noite, nos cultos evangélicos, estão reunidos o maior número de idólatras do mundo, pois a maioria das pessoas que estão presentes hoje nas igrejas não fazem ideia de quem é Deus.

Um atmosfera espiritual foi criada; cultos com muita música, pregações para afagar a alma do homem, palavras de conforto e homens tomando o lugar de Cristo como sumo sacerdote e mediador entre Deus e o homem. Nesses locais existe consolo para a alma do homem, existe um deus que é como um gênio da lâmpada, que realiza os desejos do ser humano.

As pessoas são aceitas nas igrejas como membros sem qualquer convicção de fé, sem nem saber ao certo o que estão fazendo nesses locais. Certamente o jovem rico, citado em Mateus 19:16-24, seria aceito sem nenhum problema nas nossas igrejas. É provável que em pouco tempo, esse jovem, desfrutasse de uma posição de destaque, afinal, ele guardava a lei desde a mocidade, era um jovem de muitas posses, ocupava uma posição elevada na sociedade. Mas Jesus fez uma simples observação ao jovem que rapidamente demonstrou onde estava o seu coração.

Faça uma dessas perguntas para alguns cristãos que você conhece: Qual é o motivo pelo qual você acha que é salvo? Ou ainda: O que Cristo fez por você na cruz?

Talvez você se espante com a quantidade de respostas vagas e teologicamente erradas que você receberá.

Faça essas perguntas também a si mesmo, talvez você se surpreenda consigo mesmo, caso não saiba ao certo a resposta dessas questões tão básicas para a fé cristã. Depois procure nas Escrituras as respostas para essas perguntas.

Busque o conhecimento de Deus, busque locais onde você aprenda a palavra de Deus, onde após um culto você volte para casa sabendo mais sobre Deus, sobre Jesus e sobre o Espírito Santo. Busque lugares onde você saia enxergando ainda mais os seus próprios pecados, porque isso te levará cada vez para mais perto de Cristo.

Exclusivamente assim são os lugares onde Cristo é mais glorificado, nos outros o homem é que está recebendo a glória que é devida a Deus.

Pense nisso.

Fernando Di Domenico.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Cristianismo diluído

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Temos ouvido muitos tipos de evangelhos e muitos tipos de cristos sendo pregados por aí, muitos deles diluídos em muita água com açúcar para não constranger pessoas sensíveis e delicadas e com isso afastar essas pessoas das igrejas.

O verdadeiro Evangelho sempre vai nos mostrar o quão pecadores nós somos, o quão depravados estamos em nosso relacionamento com o Deus criador. Mostra o quanto Deus é Santo e quanto nós necessitamos de um Salvador.

Segue abaixo alguns pontos que podem nos levar a identificar esses cristianismos diluídos, onde Jesus não é o principal tesouro, onde o homem é mais honrado e glorificado, esse cristianismo que não levará ninguém para uma eternidade com Deus. Existem pessoas pregando e existem pessoas vivendo esse falso evangelho.

Esses pontos à seguir não estão em ordem de importância e nem são todos os que poderia descrever, mas serve como uma boa amostra para nos alertar contra esse engano.

Esse cristianismo diluído é:

- Um cristianismo onde não é necessário mudar de vida.

Nessas igrejas não é falado sobre o novo nascimento (Jo 3:7), não é falado sobre regeneração e santificação. Santificação como uma obra constante e ininterrupta. Que é necessário progredir em santidade diariamente e que se estamos estagnados, então não estamos em Cristo.
Esse cristianismo permite que eu viva, ou continue vivendo, do meu jeito, seguindo os meus próprios conceitos e guiado pelo meu próprio coração. A Bíblia não é a norma de conduta e referência para esses.

- Um cristianismo onde o pecado é tolerado.

Nesses lugares o pecado não é tratado. É possível conviver com ele, o fato de sermos pecadores por herança é carta branca para não haver disciplina e nem busca por santificação.

O pecado não constrange, não há arrependimento genuíno, não há uma luta contra ele.


- Não há interesse pelos atributos de Deus.

Não há estudo nem interesse sobre os atributos de Deus, nesses lugares o amor e a misericórdia de Deus são maiores que a santidade e a justiça. Os atributos tem tamanhos diferentes, como se Deus fosse homem e se moldasse conforme as circunstâncias.

Não há desejo em saber sobre a soberania, sobre a santidade, sobre a onisciência ou sobre qualquer outro atributo da natureza de Deus.

- Onde não há comunhão com Deus.

Da mesma maneira que não existe desejo de conhecer esse Deus, não há desejo em ter comunhão com Ele, não há desejo em conhecer as Escrituras, em estudar a Palavra de Deus. Existe uma clara preferência por “novas revelações”, por receber palavras entregues por outras pessoas, ignorando por completo a autoridade das Escrituras.

Não há desejo em conversar com Ele, afinal de contas como conversar com alguém que não conheço?

- Onde posso torcer as verdades do Evangelho para o meu próprio proveito.

Usar texto fora do contexto é algo normal, afinal de contas não há um desejo em conhecer e estudar a Bíblia. Portanto, ignoram a história da igreja, os pais da igreja, ignoram os reformadores, aqueles que batalharam pela sã doutrina.

- Um cristianismo onde eu me justifico e não Cristo.

“Eu sou uma boa pessoa, eu frequento a igreja todo o domingo. Nunca vou ser perfeito.” Essas são as justificações de um cristão diluído. Eu sempre tenho uma justificativa para não estar progredindo em santidade, em comunhão e conhecimento.

O Cristão verdadeiro a cada passo que e ele se aproxima de Cristo ele percebe o quanto ele necessita de um salvador, o quão pecador e miserável ele é. Para esse, é Jesus quem o justifica e não desculpas esfarrapadas, tentando se comparar aos outros em seu estado moral.

- Onde o deus do homem é o próprio ventre. (Rm 16:18)

Uma igreja humanista, onde o homem é o centro, todas as coisas nesse local giram em torno do ser humano e não de Deus.

Prosperidade, cura, milagres, dons onde o homem é exaltado como um ser especial e super espiritual. Qualquer pessoa naturalmente quer essas coisas, isso explica o super crescimento do evangelho da prosperidade e outras tanta aberrações do mundo “gospel”.

- Um cristianismo onde a idolatria é permitida.

Sim, qualquer deus criado pelo homem em seu coração que não seja o Deus da bíblia, é uma imagem, um ídolo como qualquer outro.

Se você adora um deus que não conhece, que não se aplica a conhecer, então você é obrigatoriamente um idólatra. Paul Washer em uma das suas pregações, certa vez falou, que o domingo reúne o maior número de idólatras juntos nos cultos evangélicos pelo mundo afora. Pessoas que adoram um deus desconhecido para elas.

- Onde o amor ao mundo é permitido.

Semelhantemente a semente plantada entre os espinhos (Mt 13:22), o amor ao mundo, o amor às riquezas sufoca o crescimento espiritual das pessoas. O pior é que esse amor pelas coisas que o mundo oferece são muitas vezes até incentivadas por pessoas cujos objetivos estão apenas em crescimento financeiro, numérico e conquista de poder.

- Onde o sofrimento é culpa de falta de fé ou pecado, e nunca é Deus refinando o caráter.

Uma pessoa que está passando por alguma dificuldade é acusada de ter pouca fé, de não “determinar” as bençãos de Deus, de estar em algum tipo de pecado.

Não passa pela cabeça dessas pessoas que todo cristão autêntico é coparticipante dos sofrimentos de Cristo. Que Cristo nos disciplina como filhos a quem Ele ama.

- Onde o que guarda os mandamentos é considerado legalista.

Onde o que guarda os mandamentos até mesmo nas coisas consideradas simples, ou sem importância, como um “gato” da net, comprar um filme pirata, sonegar imposto de renda, entre tantas outras coisas, é acusado de ser legalista ou justo em demasia.

- Onde não há amor e serviço pelas pessoas.

Igrejas onde as pessoas são contadas como gado, por cabeça. Não existe amor, oração pelas vidas, os líderes são servidos e não servos do povo, bem diferente do exemplo deixado pelo nosso Senhor.

- Onde a Bíblia não é a Palavra de Deus.

Esquecem do Sola Scriptura, a bíblia não é inerrante, infalível e muito menos é a Palavra de Deus revelada. Podem até dizer que consideram essas coisas, mas a vida dessas pessoas e as atitudes dessas igrejas provam totalmente o contrário.

- Onde é possível servir a dois ou mais senhores.

Lugares onde é possível continuar vivendo para o mundo e ter uma religião semanal para me dar o conforto necessário. A igreja nesses casos é um anestésico levando as pessoas para o inferno sem causar nenhum tipo de dor. A segurança da salvação nesses lugares é depositada em uma oração repetida.

O deus desses é a cereja do bolo, serve como objeto de decoração para dar um toque especial em suas vidas, mas só serve de enfeite para sua falsa segurança.

- Onde as pessoas abandonam a Igreja para conquistar o mundo.

Comumente vemos pessoas abandonando esses lugares e voltando às suas vidas normais como se nada houvesse acontecido. Apenas comprovando o que Pedro disse em 2Pe 2:22 “… O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama.”


Façamos com humildade uma reflexão sobre o nosso cristianismo, não podemos errar sobre isso. Temos que servir ao Deus verdadeiro, ao único Deus. Caso contrário serviremos à deuses estranhos e seremos julgados e condenados por isso.

Que Jesus nos ajude.

Fernando.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Loucura da cruz

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1 Co 1-18 Certamente a palavra da cruz, é loucura para os que se perdem, mas para nós que somos salvos poder de Deus.

Existem dois tipos de pessoas, os que se perdem e os que se salvam, escolhidos e não escolhidos.tudo se resume que no final das contas sempre será somente um desses dois caminhos diante de Deus.

Tudo isso é um escândalo aos perdidos, loucura quer dizer insanidade, então aos que se perdem, quer dizer que as pessoas que amam a mensagem da cruz, são insanas, tem problemas mentais, não podem ter raciocínio normal, vivem em um conto de fadas, tem comportamento de criança, acreditando em fabulas, é relacionado com algo que a mente humana não pode compreender.

Tudo isso é verdade, tanto quanto ao comportamento de criança, como a de ser loucos por amar a mensagem da cruz.(lc18:15-17) As crianças eram trazidas, e Jesus alem de ama-las advertiu que devemos ser como crianças se quisermos alcançar o Reino de Deus, as crianças não tem vergonha, as crianças não tem dificuldade de acreditar, as crianças se entregam verdadeiramente pelo que acreditam, por isso devemos ser iguais a elas.

Somente aqueles que são salvos acreditam e vivem de acordo com o evangelho(2 Co4.3-4)Os incrédulos não acreditam e nem fazem questão de acreditar. Suas escolhas antecedem sua conduta, preferem o prazer do pecado,(Gl 5:19-20), acreditam que Deus, esta sempre a sua disposição como devedor.O homem natural não consegue entender as coisas de Deus ,porque ele é Espirito e somente assim poderemos adorá-lo. (Jo4:23). Os perdidos não perdoam verdadeiramente, eles não se arrependem, porque sequer acham que estão pecando, sua própria glória é o que os move, os incentiva, seu umbigo é a direção mais desejada por eles.

Os salvos tem novo nascimento, as coisas velhas, como as praticas do pecado ficam cada vez mais distantes, a palavra de Deus é poder para eles, eles não se contentam em simplesmente permancer como crianças para sempre, eles anseiam, desejam, sentem necessidade de mais de Deus, passam do estágio de crianças para adultos, onde precisam de alimento sólido,

Os escolhidos entendem de que nada do que fizerem poderá ser passível de aceitação para salvação diante de Deus, eles entendem que a obra da cruz é, e foi suficiente, eles não pensam que suas obras os tornem pessoas mais dignas, mas sim de que se são discípulos, devem ser o mais parecidos com o mestre(1Jo2-6).

Os salvos sentem prazer de estar na presença de Deus, não trocam sua presença por coisas supérfulas e secundarias, que tanto temos a disposição no mundo. Os salvos procuram não julgar os outros, e quando o fazem, entendem que é errado e se arrependem verdadeiramente, os escolhidos sentem prazer da presença de Deus, e procuram se alimentar cada vez mais de sua palavra e tem a oração como uma fonte interminável de poder conversar com o Pai, através do Filho (Jo 14-13).

Os escolhidos sabem que a idolatria é tudo que tira o lugar de Deus, do primeiro lugar de nossas vidas e não somente imagens de escultura.Ele sabe que o viver é Cristo e o morrer é lucro, então ele não tem grandes dificuldades em sacrificar seus próprios desejos, ele tem sabedoria na aflição porque sabe que é temporário e por mais estreito e duro que possa parecer o caminho ele se alegra de estar nele,sabe porque?

Porque o escolhido tem a mente de Cristo. 
 
A Cristo seja todo louvor!

Guinho

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Não perca mais tempo

http://www.ibedourados.com.br/wp-content/uploads/2010/02/evangelismo.gif


2 Co 4.4 Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. 

Hoje aconteceu uma fato comigo , onde em um primeiro momento, foi ruim ,mas logo em seguida consegui entender o porque, (rom 8-28 sabendo que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a DEUS), não obstante ,coisas ruins acontecem para o bem também , então nosso entendimento é de que o cristão não vai e não deve passar por situações difíceis e embaraçosas, sinto muito ,mas posso dizer que com certeza isso não é verdade , ele vai passar e deve passar , porque somente assim pode firmar seu caráter cristão.

Experiência própria , mesmo sendo realmente convertido , e amando realmente o Senhor Jesus ,acima de qualquer outra coisa , hoje um grande amigo meu, que não é convertido , me liga por telefone e pergunta: gostou do presente que te trouxe da minha viagem? Respondo prontamente: Gostei muito , obrigado por lembrar de mim ,e ai subitamente ele me responde: Sei que você é “devoto” , deixa te contar o que fiz na viagem!Internamente pensei , ele vai me falar algo sobre Jesus, ou coisa do gênero , então ele me fala: sou muito devoto da Fátima , ela é uma santa muito equilibrada!

Fiquei pensando enquanto ele me falava sem parar no telefone, como vou fazer para falar, alguma coisa? Foi quando ele me deu o golpe final , quando tiver um tempo , vou passar ai e te dar uma santinha, pra você ter!A intenção dele com certeza, foi das melhores , mas infelizmente de boas intenções o inferno vai estar cheio , tudo isso me pegou tão de surpresa , que fiquei mudo ,não proferi mais nenhuma palavra , ao mesmo tempo que sabia que deveria ter falado muitas coisas pra ele, achei que por telefone não seria o ideal , por não poder ter a profundidade de explicação , que o amor pelo evangelho merece , porem logo após , fiquei triste, pela vontade de poder voltar atrás e dizer varias coisas sobre meu amor por Jesus, que não disse, vejo que realmente Satanás tem cegado o entendimento das pessoas, para que não vejam a luz verdadeira , que é somente em Jesus .

Demorei um pouco para assimilar, mas entendi que realmente o mesmo Deus soberano , permite que nos coloquemos em situações assim ,para poder aprender a lidar com elas , que sejamos astutos e acima de tudo amorosos, para falar sempre a verdade, em amor , mas a verdade. Sabendo que muitas vezes não teremos chances pra falar novamente a essas pessoas, e que se realmente nos importamos com suas vidas , não adianta simplesmente ama-los, mas sim mostrar-lhes o Deus vivo que servimos, pra que eles também possam conhecer toda sua gloria e contempla-la em toda sua vida!

Aprendi uma lição de valiosa importância em minha vida, na qual não pretendo repetir o fato acontecido , clamando pela ajuda do Espírito , não deixando de falar de Jesus em nenhum momento de nossas vidas , quer com atitudes ou palavras , falando a todas pessoas quanto o Espírito Santo nos direcionar, pra que realmente tenhamos certeza de que pelo amor que temos , logo falamos que nosso Senhor vive, em nós e por nós!

GLORIA a DEUS

Guinho

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Você é um idólatra? - Martinho Lutero (1483-1546)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Eu Já Escolhi!

 http://estudos.gospelmais.com.br/files/2011/09/idolatria-imagem.jpg

Josué 24.15 Porem, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e minha casa serviremos ao Senhor.

Nos dias de hoje, podemos colocar as mesmas situações que os israelitas enfrentaram a tanto tempo, mas que com certeza podemos trazer aos dias de hoje com a mesma força destrutiva da “idolatria” e “desobediência” ao Senhor.

Chama atenção hoje , quanto tempo as pessoas passam desperdiçando a maior parte de seu tempo , acumulando tesouros nessa terra , onde Jesus advertiu claramente (Mt 6.19-20), e as pessoas cada vez empilham mais e mais, por prazer e amor ao dinheiro, uma grande IDOLATRIA.

Outro ponto muito forte é a atenção que se é dada a ÍDOLOS, que morrerão com no Maximo 120 anos enquanto o Senhor é eterno (Is 26-4), cantores de musicas (sertaneja, rock, pop), aclamados e idolatrados, com toda força e entendimento das pessoas, sendo que eles sequer podem salvar a si mesmos, (Hb 10-12), o único capaz disso é JESUS CRISTO, entristece saber que cada dia mais as pessoas escolhem mais as trevas do que a luz.

Pessoas amando mais o mundo do que a DEUS, sendo que muitas vezes já escutei: mas vocês não podem se alienar do mundo, porque vocês vivem nele! 

Quanta falta de entendimento da perpétua verdade que é a palavra de DEUS (1 Jo2.15), o povo realmente não conhece a verdade, e o pior é que não fazem a mínima questão disso. Times de futebol e novelas tem mais espaço no coração da maioria da população, do que a revelação da palavra de DEUS e a intimidade da oração.

Oremos que realmente as pessoas entendam que não é muito diferente de como era com o povo JUDEU, milhares de anos atrás, hoje, DEUS é trocado por qualquer coisa que possa trazer mais entretenimento e status social.

Os deuses pagãos daquela época, hoje são muito mais variados, e disfarçados, porque o povo dificilmente entende que tudo que tira o lugar de DEUS do primeiro lugar de nossas vidas, é idolatria, não somente imagens de escultura, as novelas, grupos musicais e times de futebol (no caso do Brasil), são muito mais deuses , do que se pode imaginar.

Oremos para que as pessoas consigam ver com seus olhos e entender com seu coração, mas uma coisa eu garanto a vocês:

Eu e minha casa , serviremos ao Senhor, e você?

Obrigado JESUS

GUINHO

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Desligue seu ídolo por Paul Washer e David Wilkerson

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desligue seu ídolo (3)

veja na introdução da série: um artigo, papéis de parede e a relação de postagens.

Esta postagem não é contra possuir uma TV, mas contra ela possuir você.

Tim Conway – Os Cristãos Deveriam Assistir TV?



A questão não é assistir ou não TV, mas se você comprometeu a “não colocar coisa má diante dos meus olhos” (Salmos 101:3). Não brinque com sua santidade.

Por Tim Conway © Grace Community Chruch | gccsatx.com
Tradução e Legenda: lucasdasilvamaria

Jared C. Wilson – Pornografia: “Tudo que há no mundo”

O que faz a pornografia tão poderosa? Como ela se torna uma tempestade perfeita do apelo pecaminoso? Wilson argumenta que:
Acredito que isso acontece porque ela combina os três sinais de mundanismo, que João chama de “tudo o que há no mundo”.1 João 2.16: Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo.
Neste artigo ele relaciona as três classes de “tudo que há no mundo” na tentação de Eva, na sua tentação com a pornografia e na tentação de Cristo.
Saiba como a tentação de Cristo levará você a ser perdoado do seu pecado e a vencer sua tentação lendo o artigo completo no iPródigo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Desligue seu ídolo (2)

veja na introdução da série: um artigo, papéis de parede e a relação de postagens.

Esta postagem não é contra possuir uma TV, mas contra ela possuir você.



Por John Piper © Desiring God. | desiringgod.org
Tradução e Legenda:

John Piper – Toda Vida como Adoração

Uma mente profundamente renovada

Agora deixe nos voltar e examinar o que Romanos 12:1-2 quer dizer com esta perspectiva. A raiz da vida cristã no versículo 2 é uma mente profundamente renovada. Ela não só pensa claramente, mais avalia verdadeiramente e valoriza com precisão e aprova com firmeza e guarda com paixão o que é bom, aceitável e perfeito. Isto é totalmente relevante para nossas vidas diárias porque 95% das coisas que fazemos durante o dia, nós fazemos sem nenhuma reflexão prolongada e lógica. Nós agimos espontaneamente de acordo com o espírito da mente que está em nós (Efésios 4:23) – ou como Jesus disse, de acordo com a abundância do nosso coração (Mateus 12:34). Então, para viver a vida cristã com alguma autenticidade nós precisamos estar no processo de uma renovação profunda que vai além do pensar corretamente.

Depois o versículo 2 diz que a renovação profunda da maneira como aprovamos e avaliamos e valorizamos a realidade nos leva a uma vida transformada que não se conforma com este mundo. Agora a não-conformidade não é somente externa e forçada, mas interna e natural e livre. Ela flui dos nossos novos valores e avaliações e de onde nosso tesouro está. Mas ela nos muda externamente e nos separa da conformidade com o mundo. Nós nos achamos fazendo coisas que Paulo chama de “a vontade de Deus”. Deus tem um padrão de vida que ele nos chama para viver que concede novos poderes de aprovação do que é bom e bonito e verdadeiro, e novos valores e novos tesouros. São coisas boas, coisas agradáveis, coisas perfeitas – maneiras diferentes de falar sobre o que Deus nos chama para fazer em diferentes contextos.

Agora, como isto está relacionado com o versículo 1? Como isto está relacionado com o sacrifício vivo dos nossos corpos oferecido a Deus, que é o nosso culto espiritual? Acho que é simplesmente uma maneira de descrever o que este oferecimento de culto é. O que o versículo 2 descreve é um sacrifício vivo, porque na renovação da nossa mente uma maneira toda de saborear e avaliar e aprovar e valorizar e guardar o mundo morre. Nós somos, como Paulo diz, “crucificado para o mundo e o mundo está crucificado para nós” (Gálatas 6:14). Então a renovação é um morrer de velhos valores e nascimento de novos.É o morrer de hábitos antigos de valorizar a televisão e a comida e o dinheiro, e o brotar de novos desejos espirituais.
Por John Piper © Desiring God. | desiringgod.org
Tradução: Priscilla Borges | pt.gospeltranslations.org