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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Quem se assentará ao lado de Jesus na glória?... A Bíblia Responde #111


Minha pergunta é complicada então preste bastante atenção: Teve um evento na bíblia que os apóstolos, queriam saber quem iria ficar ao lado direito ou esquerdo de Jesus na sua glória, e Ele falou que isso não lhe pertencia dar, mas sim A Deus Pai que tinha reservado esses lugares para escolhidos, ponto. Daqui a diante podemos fazer várias observações. A- se esses lugares estão vagos agora, então antes da rebelião eles tinham donos. B- esses donos fazem parte da rebelião, ou seja seria por acaso o Diabo e mais um de seus anjos. Concluindo...se esse lugar pertencia ao Diabo e mais um personagem podemos dizer que o Diabo fazia parte da trindade, ou melhor não existe trindade pois são 4 personagens no topo da hierarquia sem contarmos com o Espirito Santo...e pra quem esta reservado esses lugares, já que nenhum apóstolo merece, quem teria essa honra maior que dos apóstolos, julgo eu ser os maiores servos de Deus os apóstolos.

É importante antes de analisarmos o texto explicar um pouco do contexto desse episódio. Os apóstolos naquele momento ainda esperavam um reino terreno, ainda carregavam a esperança juntamente com a falta de entendimento, de que Jesus traria o seu reino para a terra e governaria sobre todos os povos. Tiago e João esperavam tronos terrenos onde Jesus governaria e esperavam estar juntos em lugar de honra nesse reino.

Esse entendimento aos poucos foram desfeitos e Jesus deixou muito claro que seu reino não pertencia a esse mundo, que ele inauguraria seu reino em sua passagem pela terra mas não na sua plenitude, o que irá ocorrer apenas no futuro escatológico. E, da mesma forma que Jesus rejeitou a ideia do reino terreno ele confirmou que os apóstolos ocuparam posição de honra junto à Ele.

Vamos analisar o texto referente ao pedido de Tiago e João em Mateus 20:20-28:

Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o, e fazendo-lhe um pedido. E ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino. Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos. E diz-lhes ele: Na verdade bebereis o meu cálice e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado. E, quando os dez ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos. Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.

Neste incidente, Tiago e João revelam a força e a fraqueza do seu discipulado. Por um lado, é claro que eles não captaram ainda a verdadeira natureza do reino de Deus, e que não se contentaram com a certeza já dada por Jesus de que todos os seus apóstolos participarão da sua vitória final. Querem extrair dele mais a promessa de que eles dois ocuparão assentos especiais de honra quando Ele finalmente reinar em glória.

Por outro lado, a sua lealdade ao Mestre é tão forte, que se sentem confiantes em que serão capazes de suportar sofrimento, vergonha e perseguição por amor dele. No fim viu-se que eles de fato estavam preparados para aquelas penosas provas, como Jesus profetizou que estariam. Tiago foi martirizado por Herodes Agripa I em Jerusalém (Atos 12:2), e João, embora poupado da morte de mártir, passou o restante de sua longa existência em devotado serviço ao seu Mestre. Mas no futuro imediato, às vésperas de sua agonia, quando foi chamado a beber do seu cálice de tristeza e dor, os dois O abandonaram juntamente com os outros.

Portanto, Jesus teve de beber sozinho o cálice; e se tivesse deixado de bebê-lo, não haveria trono para Ele compartilhar com os seus apóstolos. Mas, como exatamente se sentariam ao redor dela naquele trono, Jesus afirma que Ele mesmo o ignora. Somente o Pai onisciente sabia quem ia ficar mais perto do seu Filho quando reinasse em triunfo.

Toda essa preocupação ligada ao orgulho de posição do reino era evidência de profunda incompreensão da parte de Tiago e João do sentido em que o termo “grandeza” devia ser aplicado ao “glorioso colégio apostólico”. Por isso Jesus contrasta, para especial benefício deles, os dois modos pelos quais se pode exercer autoridade e manifestar poder. Nas sociedades compostas de homens e mulheres pecadores, quase invariavelmente a posse de poder corrompe, e os governantes facilmente se tornam tiranos e opressores; no entanto, todos os potentados desse tipo são intitulados “grandes”. No reino de Deus, dado que o próprio Rei é servo, o título “grande” se reserva para os que, inspirados por seu exemplo, gastam-se livre e alegremente a serviço dos outros. A marca desse reino de Cristo é a cruz do criminoso, em que Ele coroou um ministério de serviço amoroso submetendo a sua vida a uma morte penal, pagando com isto o elevado preço que tinha de ser pago, se é que se havia de redimir a humanidade da culpa e do poder do pecado.

Diz-nos Lucas que, na última noite da vida terrena de Jesus, no cenáculo de Jerusalém, os apóstolos “suscitaram também entre si um discussão sobre qual deles parecia ser o maior”, e que depois Jesus lhes disse palavras muito semelhantes às registradas nos versículos 25-27 da presente seção. As melhores lições da vida não se aprendem todas de uma vez; e o bom mestre tem de perseverar pacientemente no empenho de fazer que compreendam a lição. Repetindo deste modo o seu ensinamento, Jesus estava possibilitando a seus discípulos demonstrar-se eles mesmos devotados “servos de Cristo”, depois da sua ressurreição.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Me torno morador do Reino quando sou salvo?... A Bíblia responde #42







Hoje em dia é muito comum algumas denominações religiosas adotarem um sistema de células ou visão celular, realizam um retiro chamado de encontro com Deus e ali realizam palestras mostrando o passado pecaminoso dos participantes, na maioria pessoas que já são convertidas, pergunto, quando a gente aceita Jesus como nosso salvador pessoal já é o suficiente para a salvação? Algumas denominações chegam a pregar que salvação e Reino de Deus são coisas diferentes, isso é verdade baseado pela Bíblia?

Sobre os movimentos que você cita, existem muitos tipos e fica difícil falar especificamente de cada um deles. A Escritura nos ensina que Ela é útil para instrução, para exortação, correção, ensino (2 T 3.16), e muitas vezes os pequenos grupos são bons caminhos para poder aprender mais especificamente sobre as Escrituras, principalmente porque muitas vezes nem todos podem fazer bons seminários de teologia.

 O ponto crucial de sabermos se um grupo desses é benéfico ou não, esta ligado intimamente com o compromisso de aprender a Bíblia, e pela Bíblia como devemos viver, todavia, muitos grupos pensam somente em aumentar seus "membros", mas que muitas vezes não tem cuidado em fazer verdadeiros discípulos de Jesus, comprometidos com seu Senhor (Mt 28). Um bom teste que você pode fazer tanto na igreja, quanto nos grupos, é ver se é Deus quem está sendo exaltado, ou o homem, se o ensino é Cristocêntrico  ou totalmente antropológico.  


Dentre estes ensinos é de vital  importância de compreendermos a influência do "pecado" na nossa vida e na das pessoas, somente quando realmente entendemos a "anatomia" do pecado, poderemos dar a devida importância ao Salvador, em outras palavras, reconhecer Jesus como seu Salvador, implica saber de onde e do que fomos libertos, outra forma ainda de entender: Saber que estávamos mortos em pecados e éramos inimigo de Deus, mas que em Jesus somos reconciliados com Deus, por causa dele recebemos perdão e passamos de criaturas adotados para a família e podendo ser chamados de filhos (essa é a boa notícia chamada Evangelho, existe um Salvador para nossa situação, e tudo isso pela Graça de Deus, não por nosso méritos).

Tendo dito isso, o ensino fundamental principalmente do Novo Testamento, é a salvação somente pela fé, em Jesus, e isso está intimamente ligado, mais uma vez, não com um simples reconhecimento de que Jesus existiu, mas de um depósito de confiança, necessidade na pessoa de Cristo, esta é a fé que a Bíblia fala. Quando falamos em crer em Jesus, conforme o Apóstolo Paulo fala, se alguém ensina outro evangelho diferente deste da graça de Deus, seja anátema (Gl 1.8). Todos aqueles que depositam sua confiança em Jesus, vivem para Ele como seu único Senhor e Salvador, passam automaticamente para  o  Reino, toda pessoa salva, já participa do Reino aqui e agora, Jesus declarou que Ele já trouxe Seu Reino, de maneira invisível dentro de cada crente, mas que virá um dia em sua plenitude, onde o Senhor reinará também de maneira visível para julgar.



 A ideia do ensino na Bíblia sobre o Reino é de que ele já chegou, porém, ainda não em sua plenitude, esta será em sua segunda vinda. Um estudo sobre o Reino pode lhe ajudar a entender melhor:


Em Cristo







quarta-feira, 11 de junho de 2014

Mensageiro do Rei.





Porque terá de ser sua testemunha diante de todos os homens, das coisas que tens visto e ouvido. Atos 22:15


Esta ordem dada a Paulo é da mais alta importância para um homem. Ela também é totalmente aplicada a nós. Proclamar a Deus é em toda a Bíblia uma mensagem ordenada. Como temos dificuldade por causa do mundo, da carne e de Satanás, é necessário que tomemos a Espada do Espírito e corramos a carreira que nos está proposta.

Nós temos acesso ao mais poderoso arsenal, nossa espada é a própria Palavra de Deus e esta, diferentemente de nós, tem poder para dividir o mais profundo de nosso ser.

Como é uma tarefa árdua, levar esta mensagem que humilha o homem a depender de outro e não dele mesmo. Tarefa árdua, por serem um punhado os que irão nos escutar de maneira amigável. Lembremos que esta obra nunca será humana, não são os nascidos da carne os verdadeiros crentes, mas os nascidos de Deus.

Por tantas vezes vivemos de maneira covarde nossas vidas, sem conhecer verdadeiramente o Deus das Escrituras, contentes em dividir nossas vidas em dentro da Igreja e fora da Igreja. Sendo aos de fora exemplo de testemunho contrário ao que deveríamos ser pela Bíblia. Sem dúvidas, um dos maiores motivos é porque não nos apegamos a Palavra como nossa arma.

Precisamos assim como Josué “sermos fortes e corajosos”, todavia é impossível acharmos estas virtudes em nós mesmos em favor do Evangelho. Homens falhos, fracos, impuros e não merecedores de nada, somos nós.

Ó Santo Espírito, nos usa como seus instrumentos, como mensageiros prontos a entregar a mensagem “real”, tanto por ser verdadeira, quanto por vir do Rei, e majestosa do Evangelho da Graça de Deus.

Ajuda-nos a contarmos o que temos aprendido, visto e o que sabemos ser verdadeiro pela confirmação do Espírito em nós.

Senhor, nos ajuda a não sermos orgulhosos, pensando quem deve ou não escutar, mas nos faz servos fiéis, pregando a toda criatura, somente a tua mensagem, teu Evangelho, sem acréscimos humanos ou estratégias pragmáticas, nos mantem corajosos, humildes, dependentes da força que vem de ti, amado da nossa alma!

Que o nosso pensamento seja de que naquele dia, o Senhor possa nos chamar de servos fieis.

Em Cristo

Guinho

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Se eu tiver fé, poderei fazer mais milagres do que Jesus?



Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai (João 14.12).

Jesus fez esta promessa aos seus discípulos na noite em que foi traído, antes de ir com eles para o Getsêmani, durante o jantar em que instituiu a Ceia. O Senhor falou que iria para o Pai preparar lugar para os discípulos (Jo 14.1-4), e em seguida explicou como eles chegariam lá (14.5-6). Respondendo ao pedido de Filipe para que lhes mostrasse o Pai, Jesus explica que Ele está de tal forma unido ao Pai, que vê-lo é ver o Pai (14.7-9). E como prova de que Ele está no Pai e o Pai está nEle, Jesus aponta para as obras que realizou (14.10-11). E em seguida, faz esta promessa, “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (14.12).

Este dito de Jesus é difícil porque parece prometer que seus discípulos seriam capazes de realizar os milagres que Ele realizou, e até mesmo maiores, se somente cressem nEle – e pelo que lemos no livro de Atos e na história da Igreja, esta promessa não parece ter-se cumprido. Compreender o real sentido desta passagem tem se tornado ainda mais crucial pois ela tem sido usada, após o surgimento do movimento pentecostal e seus desdobramentos, para defender modernas manifestações miraculosas, iguais e maiores dos que as efetuadas pelo próprio Jesus Cristo.

Há duas principais tentativas de interpretar este dito de Jesus:

1. As “obras” são os milagres físicos realizados por Jesus

A interpretação popular e mais comum, aceita pela maioria dos evangélicos no Brasil (esta maioria, por sua vez, é composta na maior parte por pentecostais e neopentecostais), é que Jesus realmente prometeu que seus discípulos seriam capazes de realizar os mesmos milagres que Ele realizou, e mesmo maiores. É importante notar que muitos membros de igrejas históricas, como presbiterianos, batistas, congregacionais e episcopais, entre outros, também foram influenciados por este ponto de vista. Nesta interpretação, a palavra “obras” é entendida exclusivamente como se referindo aos milagres físicos que Jesus realizou, como curas, exorcismos e ressurreição de mortos. Os adeptos desta interpretação entendem que existem hoje pastores, obreiros e crentes com capacidade para realizar os mesmos milagres de Jesus – e até maiores. Defendem que curas, visões, revelações e de outras atividades miraculosas estão acontecendo no seio de determinadas igrejas nos dias de hoje, exatamente como aconteceram nos dias de Jesus e dos apóstolos. E desta perspectiva, se uma igreja evangélica não realiza estes sinais e prodígios, significa que ela é fria, morta, sem fé viva em Jesus.

Apesar desta interpretação parecer piedosa e cheia de fé (e é por isto que muitos a aceitam), tem algumas dificuldades óbvias. Primeira, apesar dos milagres que realizaram, nem os apóstolos, que foram os cristãos mais próximos desta promessa, parecem ter suplantado aqueles de Jesus, em número e em natureza. Jesus andou sobre as águas, transformou água em vinho, acalmou tempestades e suas curas, segundo os Evangelhos, atingiram multidões. Não nos parece que os apóstolos, conforme temos no livro de Atos, suplantaram o Mestre neste ponto. Segundo, a História da Igreja não registra, após o período apostólico, a existência de homens que tivessem os mesmos dons miraculosos dos apóstolos e que tenham realizado milagres ao menos parecidos com os de Jesus. Na verdade, os grandes homens de Deus na História da Igreja nunca realizaram feitos miraculosos desta monta, como Agostinho, Lutero, Wycliffe, Calvino, Bunyan, Spurgeon, Moody, Lloyd-Jones, e muitos outros. Os pregadores pentecostais que afirmam ser capazes de realizar milagres semelhantes, e ainda maiores, não têm um ministério de cura e milagres consistente e ao menos semelhantes aos de Jesus. O famoso John Wimber, um dos maiores defensores das curas modernas, morreu de câncer na garganta. Antes de morrer, confessou que nunca conseguiu curar uma criança com problemas mentais, e nem conhecia ninguém que o tivesse feito.  Os cultos de cura de determinadas igrejas neopentecostais alegam milagres que são de difícil comprovação. Terceiro, esta interpretação deixa sem explicação o resto da frase de Jesus: “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (14.12). E por último, esta interpretação implica que os cristãos que não fizeram os mesmos milagres que Jesus fez não tiveram fé suficiente, e assim, coloca na categoria de crentes “frios” os grandes vultos da História da Igreja e milhões de cristãos que nunca ressuscitaram um morto ou curaram uma doença.

Esclareço que não estou dizendo que Deus não faz milagres hoje. Creio que Ele faz, sim. Creio que Ele é poderoso para agir de forma sobrenatural neste mundo e que Ele faz isto constantemente. O que estou questionando é a interpretação desta passagem que afirma que se tivermos fé faremos milagres maiores do que aqueles realizados por Jesus.

2. As “obras” se referem ao avanço do Reino de Deus no mundo

A outra interpretação entende que Jesus se referia obra de salvação de pecadores, na qual, obviamente, milagres poderiam ocorrer. Os principais argumentos em favor desta interpretação são estes:

a. A expressão “quem crê em mim” é usada consistentemente no Evangelho de João para se referir ao crente em geral, em contraste com o mundo que não crê. Examine as passagens abaixo:

  • Jo 6:35  Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.
  • Jo 6:47  Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.
  • Jo 11:25-26  Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?
  • Jo 12:46  Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.

Fica claro pelas passagens acima que aqueles que crêem em Jesus são os crentes em geral, e que a fé em questão é a fé salvadora. Por analogia, a expressão “quem crê em mim” em João 14.12 também se refere a todo crente, e não àqueles que teriam uma fé tão forte que seriam capazes de exercer o mesmo poder de Jesus em realizar milagres – e até suplantá-lo!

b. O termo “obras” referindo-se às atividades de Jesus, é usado no Evangelho de João para se referir a tudo aquilo que Ele fez, conforme determinado pelo Pai, para mostrar Sua divindade, para salvar pecadores e para glorificar ao Pai. Veja estas passagens: Jo 4:34; 5:20,36;  6:28,29; 7:3; 9:3,4; 10:25,32,33,37,38; 14:10,11; 14:12; 15:24; 17:4. O termo “obras” não se refere exclusivamente aos milagres de Jesus, muito embora em algumas ocorrências os inclua. No contexto da passagem que estamos examinando, Jesus usa o termo “obras” para se referir às palavras que Ele tem falado: “Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras” (Jo 14.10). É evidente, portanto, que não se pode entender o termo “obras” em Jo 14.12 como se referindo exclusivamente aos milagres físicos realizados por Jesus. O termo é muito mais abrangente e se refere à sua toda atividade terrena realizada com o fim de salvar pecadores: palavras, atitudes e, sem dúvida, milagres.

c. A frase “porque eu vou para junto do Pai” fornece a chave para entender este dito difícil. Enquanto Jesus estava neste mundo, sua ação salvadora era limitada pela sua presença física. Seu retorno à presença do Pai significava a expansão ilimitada do Reino pelo mundo através do trabalho dos discípulos, começando em Jerusalém e até os confins da terra. Como vimos, as “obras” que Ele realizou não se limitavam apenas aos milagres físicos, mas incluíam a influência dos mesmos nas pessoas e a pregação do Reino efetuada por Jesus. Estas obras, porém, estavam limitadas pela Sua presença física em apenas um único lugar ao mesmo tempo. As “obras maiores” a ser realizadas pelos que crêem devem ser entendidas deste ponto de vista: os discípulos, através da pregação da Palavra no mundo todo, suplantaram em muito a área de atuação e influência do Senhor Jesus, quando encarnado.

Adotar a interpretação acima não significa dizer que milagres não acontecem mais hoje. Estou convencido de que eles acontecem e que estão implícitos neste dito do Senhor Jesus. Entretanto, eles ocorrem como parte da obra de expansão do Reino, que é a obra maior realizada pela Igreja.

O dito de Jesus, portanto, não está prometendo que qualquer crente que tenha fé suficiente será capaz de realizar os mesmos milagres que Jesus realizou e ainda maiores – a Escritura, a História e a realidade cotidiana estão aí para contestar esta interpretação – e sim que a Igreja seria capaz de avançar o Reino de Deus de uma forma que em muito suplantaria o que Jesus fez em seu ministério terreno. Os milagres certamente estariam e estão presentes, não como algo que sempre deve acontecer, dependendo da fé de alguns, e não por mãos de pretensos apóstolos e obreiros super-poderosos, mas como resposta do Cristo exaltado e glorificado às orações de seu povo.



Fonte: O Tempora, O Mores

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Caminho para o Reino


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Quando pensamos, em Reino dos céus, logo todos se colocam dentro dele, sem mais delongas, normalmente a grande maioria das pessoas, entende como se já fizessem parte, porque se consideram boas pessoas, com um coração bondoso, e que tais fatos os acrescenta grande vantagem diante de Deus, infelizmente esse é um engano que tem levado tantos dentro como fora das igrejas, a ficarem cada vez mais distantes do reino, porque a porta de entrada para esse chama-se arrependimento, única porta, sem atalhos, independente de quantidade de sinceridade que possamos ter.

Sem o arrependimento, não temos como experimentar do amor do Pai, essa é em ordem cronológica a mais importante do novo testamento, João Batista, foi o primeiro que pregou sobre essa doutrina tão importante, ele pregava para que as pessoas se arrependessem e se batizassem, ele pregava sobre o batismo de arrependimento, não muito distante disso, o próprio Jesus, incentivava as pessoas, de que o reino estava próximo, então que se arrependessem e acreditassem no evangelho, (Mc 1:14-15) seria impossível retirar dos ensinamentos de Jesus, a doutrina do arrependimento, sem estraçalhar e destruir seus ensinos, por isso todos que se aproveitam de versículos isolados, para justificarem de suas vidas impiedosas e longe do arrependimento, não conseguirão, a menos que destruam o novo testamento.

O arrependimento tem sido muitas vezes distorcido ou ensinado de uma maneira superficial, onde ele é crucial e central, o cristianismo tem como base o arrependimento, é constituído de três partes distintas, mas que não podem ser separadas, como na parábola do filho pródigo (Lc 15:11-21) ou na parábola do filho arrependido (MT21:28-32), primeiramente temos que reconsiderar, ou seja, pensar novamente sobre o que já tínhamos decidido, como aquele filho que disse, não irei trabalhar na vinha, mas reconsiderou, ele parou e pensou se sua decisão era a certa, muitos já param por aqui mesmo, porque sequer pensam em reconsiderar, e este é o primeiro ponto, logo em seguida vem o reconhecimento, honestamente olhar para si mesmo e admitir que estava errado em relação a si mesmo e em relação a toda a situação, quantos de nós não admitimos nossa condição diante de Deus? Reconsiderando e admitindo o quanto estávamos errados, e que temos pecado contra o Senhor?

Esse é o segundo passo, porém muitas pessoas também param nesse estagio, porque elas até reconsideram e admitem, mas nunca percorrem o caminho do terceiro passo e assim nunca se arrepende genuinamente, esse terceiro passo chama-se agir ou obedecer, da mesma maneira que aquele filho disse que não trabalharia, ele reconsiderou reconheceu e obedeceu, ele foi trabalhar na vinha, hoje quantos de nós mudamos realmente de atitude para com nossos pecados e desobediências com o Altíssimo?

Conseguimos olhar para dentro de nós e reconhecer o quanto estamos errados? Sendo honestos com nós mesmos? Igualmente a esses filhos nas parábolas. Foram honestos consigo mesmos e mudaram suas atitudes, ou ainda continuamos a nos defender, justificando e dando desculpas para nossas vidas de pecado e desobediência, e assim levando uma vida que não agrada a Deus?

Enquanto não levarmos a sério, o arrependimento como base para alcançar o amor e perdão de Deus, estaremos em total desobediência e longe do reino dos céus, temos que confiar que o Pai Celeste não erra, como nossos pais humanos, muitas vezes erram, e em obediência confiar, mesmo sem ter total entendimento, mas saber que Ele sabe o que é melhor, todos que ainda acham que não há motivo para que se arrependam, deixo alguns questionamentos para você, como aqueles filhos, serem honestos e ver se estão colocando em pratica nas suas vidas:

Estou colocando DEUS em primeiro lugar, como prioridade?

Estou vivendo próximo, com intimidade com Ele?

Estou vivendo de uma maneira que agrada Deus?

Estou buscando a Deus, pela motivação correta, para glorificá-lo?

Reconheço somente Cristo como meu salvador, mas não somente isso e sim querer viver como Ele viveu?

O orgulho nunca fala mais alto na minha vida, antes sempre busco ser humilde como Cristo ensinou?

Lembremo-nos que o Cristianismo não faz distinção de pessoas, por serem boas e más inteligentes e ignorantes, não nos separa das prostitutas, bandidos, homossexuais, o cristianismo não faz acepção de qualidades, ele separa sempre os arrependidos, dos que não se arrependem de sua maneira de viver, é isso que ele ensina.

Glorias a Deus.

Guinho

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Os dois mundos – Martyn Lloyd-Jones (1899-1981)


O cristão e o não-cristão pertencem a dois domínios inteira-mente diversos. . . a primeira coisa que você deve entender sobre si mesmo é que você pertence a um reino diferente. Você não difere apenas na essência; você vive. em dois mundos que diferem de modo absoluto entre si. Você está neste mundo; não pertence a ele, porém. . . você é cidadão doutro reino. . .
 
Que se quer dizer com este reino dos céus?. . . Significa, em sua essência, o governo de Cristo, ou a esfera e domínio em que Ele reina. . . Muitas vezes, quando Ele estava aqui, nos dias de Sua carne, nosso Senhor disse que o reino dos céus já estava presente. Onde quer que Ele estivesse presente e exercesse autoridade, ali estava o reino dos céus.
 
Você recorda como, em certa ocasião, quando O acusaram de expulsar demônios pelo poder de Belzebu, Ele demonstrou-lhes a completa loucura disso, e prosseguiu, dizendo: «Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós» (Mateus 12.28). Eis o reino de Deus. Sua autoridade e Seu reinado estavam presentes na prática. Eis, então, Sua frase, quando disse aos fariseus:«O reino de Deus está dentro em vós», ou, «o reino de Deus está entre vós». Era como se dissesse: «Ele está-se manifestando no meio de vós. Não digais: olhe para cá, ou: olhe para lá. Despojai-vos dessa noção materialista. Aqui estou entre vós; estou realizando obras. O reino está aqui». Onde quer que o reino de Cristo esteja sendo manifestado, ali está o reino de Deus. E quando Ele enviou Seus discípulos para pregar, disse-lhes que falassem às cidades que não os recebessem: «Não obstante, sabei que está próximo o reino de Deus» (Lucas 10.11). 
 
Studies in the Sermon on the Mount, i, p. 39,40