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quarta-feira, 11 de março de 2015

O Argumento Cosmológico Kalam




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O Ajuste Fino do Universo




terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O Argumento Moral




terça-feira, 3 de setembro de 2013

A fé e a razão podem coexistir?


A grande maioria das pessoas tem em suas mentes as perguntas:

De onde viemos, como tudo começou, para onde iremos, qual o sentido da vida?

Mesmo que em sua arrasadora maioria, vivam suas vidas sem se importar muito com isso, a fé cristã muitas vezes é atacada como sendo irracional, mitológica e até mesmo como faz de conta.

Existe uma área dentro do ramo da teologia, chamada apologética, que cuida quanto aos ataques externos e ataques internos, e como a fé cristã é detentora da verdade absoluta, proveniente do próprio Deus, isso não é coisa nova diga-se de passagem, porque desde o tempo dos Apóstolos até nossos dias, as questões levantadas sempre são as mesmas, o inimigo é o mesmo porém com roupa nova!

Os pontos a serem levantados em defesa da fé, dizem respeito a vários argumentos lógicos racionais, sobre a coerência da fé cristã, ela é uma fé racional, embora para isso, não estejamos negando as questões sobrenaturais, mas sim dizendo que a fé cristã é totalmente coerente e racional.

Dentre as coisas mais comuns em que a fé cristã recebe como ataque, estão:

1- A Bíblia recebeu muitos acréscimos ao longo dos tempos, então por isso não pode ser considerada verdadeira.

2- Como pode se dizer que o cristianismo é uma religião boa, se ao longo dos tempos houve tanto derramamento de sangue, por parte das cruzadas, e comprovadamente foram feitas muitas atrocidades em nome da fé?

No campo apologético, existem vários tipo de argumentos em relação aos ataques e argumentações por parte tanto de ateus, quanto de pessoas que não professam a Cristo como Senhor.

Mas primariamente poderíamos citar sem medo e firmado em provas racionais, que a grande maioria dos ataques não se sustentam logicamente, por suas diversas falhas de argumentação, a isso se dá o nome de falácias, nos dois casos citados acima, são exemplos clássicos disso:

1- Como posso fazer uma afirmação em cima de uma coisa que não é verdadeira, se não tenho recurso para dizer isso? Ou seja, para levantar uma caracterização sobre algo que seja falso, necessariamente é preciso ter acesso a comparação do verdadeiro, caso contrário, essa é uma afirmação ilógica, porque sua conclusão parte da premissa de sua opinião própria.

2- Este é outro caso típico de uma falácia “Ad hominem”, onde a conclusão é dependente da falsa premissa de que o cristianismo é ruim pelas ações de algumas pessoas, porém isso é totalmente tendencioso, da mesma maneira poderia ser dado muitos exemplos bons a respeito do cristianismo, então o que se segue é que o fato de algumas pessoas usarem de violência ou difamação ao longo dos tempos, não comprova que o cristianismo em si é ruim. 

A verdade de uma posição, independe de caráter daqueles que a sustentam.

Para a defesa da fé cristã a respeito dos ataques da existência de Deus, existem vários argumentos que podem ser usados, os mais conhecidos: Cosmológico, teleológico, ontológico e moral.

Cada um destes argumentos explica satisfatoriamente e racionalmente os pontos debatidos por todos os tipo de ateístas, por cada argumento ser bastante desenvolvido, explanarei de maneira simples, dando um pouco mais de enfase ao aspecto moral, que sem duvidas é um dos mais fortes.

Argumento cosmológico¹:

- Tudo que existe tem uma causa,
- O universo existe, logo, ele tem uma causa
- A causa do universo é Deus.

Basicamente o argumento levantado contrário a esse argumento é facilmente refutado.
1-Se tudo que existe tem uma causa, logo Deus existe e tem que ter tido uma causa.

Refutação:
A diferença é que Deus existe necessariamente, ou seja, Ele existe por si só, ele é auto-existente. Para ser o causador de alguma coisa, sem ser causado, esse Ser não poderia ser matéria e nem se prender ao tempo.

Esse Deus é imaterial, atemporal e a criação vem dele, mas Ele não é dependente da criação.

Argumento teleológico:

Todas as coisas que podemos observar no universo indicam que elas tem um propósito, ou seja, quando estamos passeando na rua e encontramos um relógio no chão, não pensamos que este relógio surgiu aleatoriamente, pelo contrário, que ele teve um propósito, um designer, sendo assim, o mesmo se aplica ao universo. Todas as características que se percebem nos animais, no cérebro humano, entre tantas outras, claramente indicam a existência de um design que minunciosamente projetou todas as coisas, um projetista.

Claramente, toda forma de vida na história da Terra tem sido altamente complexa. Um único fio de DNA equivale a um volume da Enciclopédia Britânica. O cérebro humano tem cerca de 10 bilhões de gigabytes de capacidade. Além das coisas viventes aqui na Terra, todo o universo parece ter sido projetado para a vida. Literalmente centenas de condições são necessárias para a vida na Terra. Tudo, da densidade de massa do universo à atividade sísmica, deve ser ajustado para que a vida possa existir².

A chance de todas estas coisas aleatoriamente acontecendo é literalmente impossível. A probabilidade contra isso acontecer é muitas ordens de magnitude maior do que o número de partículas atômicas em todo o universo! Com um projeto tão impressionante, é difícil acreditar que somos simplesmente um acidente. Na verdade, a recente conversão do famoso ateu e filósofo Antony Flew ao teísmo foi baseada em grande parte neste argumento. Além de demonstrar a existência de Deus, o argumento teleológico expõe falhas na teoria da evolução. Porque é necessária transmissão de código genético para seus semelhantes, mais uma vez este fato não acontece aleatoriamente.

Argumento ontológico:

O argumento ontológico, não é baseado na observação do mundo (como o cosmológico e o teleológico), mas na razão. Ele começa com a definição de Deus como “do que este não pode ser concebido alguém maior”. Argumenta-se então que existir é maior do que não existir, logo o maior ser que pode ser concebido tem que existir. Se Deus não existisse então Deus não seria o maior ser que pode ser concebido – mas isso iria contradizer a própria definição de Deus.

Argumento moral:

O argumento moral é sem dúvidas, o calcanhar de aquiles de todas as cosmovisões, é necessário que Deus exista para que existam leis morais.

Isso é diferente de acreditar em Deus, estamos falando na necessidade da existência de Deus. Sem Deus tudo é válido e permissível, mas ninguém vive desta forma. Se existem valores, é obrigatório que Deus exista, mesmo que se fale que não há regras, ninguém consegue viver desta maneira, porque como podemos definir o valor moral (bom, mau), dever moral (certo e errado)?

Deus é a expressão máxima do valor moral, sua natureza é a expressão da própria bondade, todas as pessoas tem características morais impregnadas em suas vidas,  todos as culturas ao longo da história tem mostrado alguma forma de lei, todos sabem o quanto errado é matar, roubar, agir de forma imoral, é necessário existir um Deus Santo com um padrão de moral absoluto de onde derivam estas leis.

Geralmente as propostas em defesa contrária ao padrão absoluto de moralidade, é de que a verdade sobre a moralidade é relativa,  porque são  padrões morais  recebidos ao longo do tempo pelas mudanças da sociedade. 

Novamente é usada uma “falácia genética”, a ideia de que a crença da moralidade tem sua origem ao longo dos costumes da sociedade, todavia não é porque uma sociedade aprova algo, que isso seja de fato certo, em casos onde a prática de estupro poderia ser considerada como correta perante tal sociedade, certamente que a vítima não tem a mesma opinião.

O tipo de argumento sobre a verdade da moralidade ser relativa é um tipo de argumento auto destrutivo, porque se a verdade sobre a moralidade é relativa, então esta opinião sobre isso também não pode ser tida como absoluta.

È necessário que Deus exista para que os padrões morais absolutos existam, sabendo que a definição de que Deus existe, que Ele é o criador, como saber qual é o verdadeiro dentre tantas religiões?

Sabemos que a Bíblia nos demonstra que Deus se revelou através da sua criação,  e a revelação especial de Deus, mas neste caso poderíamos dizer o seguinte, a criação tem algumas características, e podemos ver qual Deus se encaixa dentro das perspectivas da criação, assim como um artista deixa rastros em sua obra, Deus também deixa na criação, de todos os “ditos” deuses, qual se encaixa melhor na característica da criação?

1-Marcas na criação:

A grande parte das coisas que relacionamos na criação são dividas em 3 x 1: Tempo(P-P-F), Espaço (A-L-P), Matéria (P-N-E), Estados materiais (S-L-G), Célula (Dna-Rna-Proteínas), etc...Essas características trazem a realidade de que o criador deve ter esses requisitos, que são destacados em sua obra, e somente a Bíblia descreve esse Deus 3 x 1, então é fato que o Deus da Bíblia é o criador.

Percebemos claramente que fomos criados com intenção, não meramente ao acaso, possuímos várias características definidas e que mostram a intenção de uma mente superior (Deus), ou seja, alguns argumentos filosóficos trazem a luz, a necessidade de um padrão supremo para que possamos ter bases como as que temos para:

1- Argumento teleológico (coisas completas e perfeitas).
2- Argumento estético (Beleza e verdade).
3- Argumento volitivo (escolha e vontade).
4- Argumento moral (Certo e errado).
5- Argumento cosmológico (causa e efeito).

Podemos nos basear em duas afirmações fundamentais:


1- O mundo foi criado (O universo e a vida não surgiram espontâneamente).

2- Deus criou o mundo (Deus da Bíblia é o verdadeiro criador).

Os cristãos, devem estar preparados para falar o motivo de sua fé, sabendo que o cristianismo é totalmente defensável racionalmente, mas ainda assim, saber que a Bíblia é a palavra de Deus, e que o homem, apesar de todos os argumentos lógicos e filosóficos, permanece morto em seus delitos e pecados e cego para a verdade, a não ser que o Espírito Santo desvende seus olhos, todavia, devemos estar prontos para demonstrar que a fé  cristã, não é desprovida de racionalidade, ou seja, crer também é pensar.

Em Cristo

Guinho






fontes:
1- Em guarda- Wilian Lane Craig
2- www.gotquestions.org,br  

sábado, 13 de julho de 2013

A vida começa na concepção!




O valor da vida humana aos olhos de Deus, é tão maior do que qualquer animal, que em Sua Palavra, o homem é descrito como feito “a Sua imagem e semelhança.” 

Isso deixa muito claro e evidente a Sua norma para a vida, sabemos que é na concepção que a vida é gerada, a Palavra nos descreve,(Sl 139.13; Gn 25.22-23) e cientificamente falando, o embrião, a partir da concepção não recebe mais nenhum material genético até sua morte, a única coisa que ele recebe é alimento, para seu crescimento, todas as características humanas estão na concepção.

De maneira nenhuma não podemos considerá-lo como não sendo humano, porque o próprio Deus assim não considera. Também não carecemos de alimento e não mudamos nossa aparência conforme crescemos? As mudanças extrínsecas não mudam a substancia essencial do ser.

Que repudiemos o aborto, assim como valorizamos a vida humana, porque ela é a imagem e semelhança de Deus, distorcida pelo pecado, mas ainda a Imagem. O fundamento em oposição ao aborto deve ser caracterizado pela princípio da santidade da vida.

Segue um testemunho vivido da plena humanidade da criança antes de nascer (uma menina por exemplo)¹.

Primeiro mês: A realidade

Concepção: Todas as características humanas estão presentes.
Ela se implanta ou se “aninha” no útero de sua mãe(uma semana ou pouco mais).
Seu músculo cardíaco pulsa(três semanas).
Sua cabeça, seus braços e pernas começam a aparecer.

Segundo mês: Desenvolvimento
Suas ondas cerebrais podem ser detectadas (40 a 42dias).
Seu nariz, olhos, ouvidos e dedos aparecem.
Seu coração bate e seu sangue (do seu próprio tipo sanguíneo) flui.
Seu esqueleto se desenvolve.
Ela tem impressões digitais únicas.
Ela é sensível ao toque em seus lábios e apresenta reflexos.
Todos os seus sistemas corporais estão presentes e em funcionamento.

Terceiro mês: Movimento
Ela engole, faz caretas e nada ao redor.
Ela segura com suas mãos e movimenta sua língua.
Ela até consegue chupar o dedão.
Ela pode sentir dor orgânica (8 a 12 semanas).

Quarto mês: Crescimento
Concepção: Todas as características humanas estão presentes.
Seu peso aumenta seis vezes.
Ela cresce ate atingir 20 a 25 cm comprimento.
Ela pode ouvir a voz da sua mãe.

Quinto mês: Viabilidade
Sua pele, seus cabelos e suas unhas se desenvolvem.
Ela sonha (sono do tipo MRO).
Ela pode chorar (se houver ar presente).
Ela pode viver fora do ventre.
Ela está a meio caminho da data marcada para seu nascimento.

Aquela foto, é de um bebe de 12 semanas, não parece de um ser humano?

Do ponto de vista bíblico, Deus é soberano sobre a vida, não os seres humanos. Nós crentes devemos ter a seguinte atitude:

O Senhor o deu, e o Senhor o tirou; bendito seja o nome do Senhor”. Jó 1.21


Guinho

1- Ética Cristã, Norman Geisler, Ed. Vida Nova.

O que posso fazer?





O que podemos chamar de ética?

Ética, é o nome dado ao conjunto de conceitos morais reunidos. Podemos entender também de maneira geral, como regras ou maneira de conduta, de onde tiramos nossos conceitos de certo e errado.

Perguntas surgem desse axioma em relação ao que correto. O que define o certo? Qual o padrão? Para que existam leis, de modo geral, sempre é necessário que exista um legislador, aquele que define estas leis ou regras.

Os sistemas éticos podem ser divididos em duas grandes categorias para evidenciar suas explicações [1]:

Deontológica (centrada no dever) e teleológica (centrada nos meios e nos fins).

Ética deontológica:

1- A regra determina o resultado.
2- A regra é a base do ato.
3- A regra é boa independente do resultado
4- O resultado é sempre calculado dentro das regras

Ética teleológica:

1- O resultado determina a regra.
2- O resultado é a base do ato.
3- A regra é boa por causa do resultado
4- O resultado algumas vezes pode ser usado para quebrar regras.

Existem padrões éticos descritivos e prescritivos:

1- Descritivo e relativo:

1.1- O padrão da ética secular, geralmente é descritiva porque as regras são subjetivas, ou em outras palavras, pragmáticas. As regras não são baseadas necessariamente em uma prescrição, mas sim aquilo que determinará o que é melhor para si e para humanidade, muitas vezes a ética é definida em perspectiva de quantidade (se a maioria faz é porque deve ser o certo).

1.2- O padrão da ética secular é relativa, porque depende de opiniões próprias do indivíduo em determinada ocasião, muitas vezes o fim justifica os meios. Não existem leis morais obrigatórias, estas só podem ser encontrados na medida em que acontecem, o que torna o padrão ético extremamente individualista e subjetivo, porque o homem é a própria causa das regras existentes. Dentre estes sistemas, os mais conhecidos estão o emotivismo, niilismo e situacionismo.

2- Prescritivo e absoluto:

2.1- O padrão da ética cristã é prescritiva, ou seja, ela tem uma norma externa a ela, a Palavra de Deus. Ela se baseia na revelação de Deus, os cristãos não encontram seus deveres éticos em uma padrão de cristãos, mas em um padrão para os cristãos: A Bíblia[2].

2.2- O padrão da ética cristã é absoluta, porque Deus instituiu um padrão através de sua Palavra. Por ser Deus absoluto, a ética pode ser baseado nele, porque sua norma não é mutável, Deus é imutável. Existe um norte garantido ao cristão pela própria imutabilidade de Deus. A certeza de uma realidade fora do próprio homem que prescreve as regras, um Legislador, não influenciado pela cultura, moda ou política e a transgressão destas regras, deste padrão, é pecado.

Dentre tantos assuntos que poderiam ser abordados, existe a questão da sexualidade de acordo com o padrão prescrito pela Bíblia:

"Dentro do padrão moral de Deus, existe um padrão moral para sexualidade. Este padrão é o exercício da sexualidade humana em um relacionamento entre homem e mulher no ambiente do casamento. Nesta área, a Bíblia só deixa duas opções para os cristãos: heterossexual e monogâmico ou uma vida celibatária. A luz das Escrituras, relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são vistas não como opção ou alternativa, mas sim como abominação, pecado e erro, sendo tratado como prática contrária a natureza[3]."

Padrão ético da sexualidade (homossexualidade x heterossexualidade).

Diante das duas perspectivas éticas: Relativismo e absolutismo, podemos evidenciar em nossas dias esta questão bastante evidente, referida a sexualidade, existe um padrão a ser seguido, absoluto, imutável, ordenado por Deus, e a mudança desta perspectiva acarretará em caminhos totalmente contrários, errados e prejudiciais conforme descrito a seguir:

Relativismo:
Para o padrão de sexualidade dentro da ética relativa, o prazer (hedonismo) é o que deve mover a vida da pessoa, porque essas constroem seu padrão moral de sexualidade. Neste caso também o fim justifica o meio, se para o indivíduo ser feliz com a prática sexual contrária a natureza, masculina e feminina, mesmo assim ele está disposto, porque a finalidade (sua felicidade), justifica o meio para alcançar isso, mesmo que seja contrário ao normal.

Alguns argumentos muitas vezes usados em relação a prática homossexual[4]:
1- Não deve haver constrangimento sexual entre adultos que consentem com a pratica.
2- O direito a privacidade protege a homossexualidade.
3- Os padrões morais tem mudado ao longo dos anos.
4- Tendências sexuais são herdadas.

Absolutismo (baseado na prescrição pela palavra de Deus):

O fato de Deus ter dito aos seres criados que deveriam se reproduzir (Gn 1.28), revela que tal afirmação deve ser entendida como uma manifestação biológica de masculinidade e feminilidade [5].

Sem o padrão de sexualidade definido pelo valor absoluto da palavra de Deus, não existiria mais sociedade, a reprodução por parte do homem e mulher só é possível em uma relação heterossexual, mesmo em casos onde existam possibilidades de inseminação artificial, o material genético necessário sempre é masculino e feminino, nenhuma sociedade é sustentada por práticas homossexuais. Para sua própria existência a sociedade depende de relações heterossexuais sadias e sustentáveis, ninguém jamais teria sido gerado por relações homossexuais.

Em resposta aos argumentos relativistas para prática homossexual, seguem algumas refutações [6]:
1- O consentimento adulto mútuo não torna o ato correto, o fato deles consentirem não quer dizer que o ato esteja certo, esse argumento erra em afirmar que o consentimento de adultos justifica o ato, afinal, o consenso entre adultos pode muito bem ter como finalidade a prática do mal, dois adultos podem consentir em roubar um banco, isso serve também para aqueles que consentiram. Duas pessoas podem consentir em mutilar o corpo uma da outra, mas isso não transforma tal ato em algo certo.

2- O direito a privacidade não é direito a imoralidade. Nosso direito a privacidade não se estendem a atividades antiéticas, por exemplo, não temos o direito de matar ou estuprar alguém em nossa privacidade. Mudar a localização de um ato imoral não muda sua violação da lei moral.

3-A moralidade não muda, princípios morais básicos não mudam, o que muda é a nossa compreensão deles e a forma como nós os praticamos. Confunde-se um mandamento moral absoluto com nossa compreensão relativa dele, existe uma confusão entre os valores morais imutáveis e práticas morais mutáveis. Há uma confusão entre moral e costumes.

4-Tendências homossexuais não são herdadas, não existe nenhuma evidência científica inquestionável que apoie o argumento que tendências homossexuais são genéticas, pelo contrário, existem muitas evidências que este comportamento pode ser aprendido. Mesmo que houvesse comprovado uma tendência herdada ainda assim isso não justificaria a prática de atos homossexuais. Algumas pessoas parecem herdar uma tendência violenta, nem por isso é certo ser violento, dizem que outras pessoas possuem uma tendência herdada que os leva a abusar do álcool, mas isso não justifica a bebedeira.

A Bíblia declara que a homossexualidade é inatural e que surge quando um indivíduo abandona suas inclinações naturais (Rom 1,26,27). A Bíblia ensina que todos nós herdamos uma tendência ao pecado, mas que somos responsáveis pelos pecados que cometemos.

A ética cristã se diferencia de todos os outros sistemas éticos, basicamente por :

1- A ética cristã é absoluta.
A partir do fato que o caráter de Deus é imutável (Ml 3.6, Tg 1.17), chega-se a conclusão que as obrigações morais derivadas de sua natureza são absolutas.

2- A ética cristã baseia-se na revelação de Deus, tanto geral (Rm 1.19-20), quanto especial (Rm 2.18). Deus revela-se a si mesmo tanto na natureza, quanto nas Escrituras. Desconhecer a Deus como fonte de dever e moral não exime ninguém, nem mesmo um ateu de suas obrigações morais.

3- A ética cristã é prescritiva.
Uma vez que o direito moral é prescrito por um Deus moral, ele é prescritivo.

4- A ética cristã é deontológica.
A regra determina o resultado, a regra é a base do ato.

Para o cristão, existem Leis determinadas pelo padrão absoluto e imutável do grande legislador, o próprio criador, o Deus das Escrituras, encontramos na sua regra o padrão de conduta que uma pessoa possa viver e agradá-lo, não como salvação, porque esta só se encontra pela fé no Senhor Jesus, mas pela gratidão e amor em obedecê-lo. Viver para glorificar a Deus.


Notas:

1-Tabela 1.1 sobre visões de ética- Norman Geisler, Ética Cristã, Ed. Vida Nova, pág 18.
2- Ética Cristã, Norman Geisler, Ed. Vida Nova, pág,17.
3-http://tempora-mores.blogspot.com.br/2013/06/um-engano-chamado-teologia-inclusiva-ou.html
4- Ética Cristã, Norman Geisler, Ed. Vida Nova, pág, 335.
5- Ética Cristã, Norman Geisler, Ed. Vida Nova, pág, 227.
6- Ética Cristã, Norman Geisler, Ed. Vida Nova, pág, 341.














segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"Conselho" de Spurgeon aos usuários do Facebook



“Evita discussões insensatas” - (Tt. 3:9)
Nossos dias são poucos e podem ser melhor empregados fazendo coisas boas do que discutindo assuntos que, na melhor das hipóteses, são de menor importância. Os antigos estudiosos causaram muito prejuízo com a incessante discussão de assuntos sem nenhuma importância prática; e nossas igrejas travam pequenas batalhas sobre pontos abstratos e questões sem importância. Depois de dizer tudo o que pode ser dito, nenhum dos lados fica mais sábio e assim, a discussão não acrescenta mais conhecimento do que o amor, e é loucura semear num campo tão estéril.

Questões sobre pontos onde há silêncio nas Escrituras; sobre mistérios que só pertencem a Deus; sobre profecias de interpretação duvidosa; e sobre o modo de observar cerimoniais humanos são loucura, e os sábios as evitam. Nosso problema não é nem fazer, nem responder a tais questões, mas evitá-las todas; e se observarmos os preceitos dos apóstolos (Tito 3:8), sendo diligentes em fazer coisas boas, ficaremos ocupados demais para ter qualquer interesse em discussões inúteis, contenciosas e desnecessárias.

No entanto, há algumas questões que são o oposto da loucura, as quais não devemos evitar, mas conhecer honesta e verdadeiramente, tais como: Creio no Senhor Jesus Cristo? Minha mente é renovada? Ando segundo a carne ou segundo o Espírito? Estou crescendo na graça? Minhas conversas embelezam o ensino de Deus, meu Salvador? Estou aguardando a vinda do Senhor, e vigiando como deveria um servo que espera por seu mestre? Que mais posso fazer por Jesus?

Tais questões exigem nossa atenção imediata; e se somos dados a contestações, voltemos nossa habilidade crítica para algo muito mais proveitoso. Sejamos pacificadores e tentemos induzir outros, tanto por nossos preceitos quanto por nosso exemplo, a “evitar questões insensatas”.